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terça-feira, 25 de setembro de 2012
Foco Para Quem Perdeu O Foco!
O que é foco?
É colocar algo em evidência.
Por que fala-se tanto em foco nas empresas, carreira e vida pessoal?
Para responder a esta pergunta basta observar a dinâmica e o movimento acelerado em que vivemos. Estamos literalmente anestesiados com a rotina e por conta disso, rotulamos passos, escolhas, decisões, tarefas como sendo necessários, imprescindíveis e inadiáveis. Só que não é bem assim. Não estamos mais conseguindo filtrar o que de fato desejamos fazer.
Arrisco dizer que acionamos o piloto automático para seguir em frente.
Ocorre que durante o caminho, a poluição de informações que somos submetidos, afeta significativamente a certeza quanto as trilhas que optamos seguir. Somos influenciados de tal maneira pelo ambiente externo que desfocamos consideravelmente.
As prioridades passam a ser questionadas e aquilo que outrora era importante passa a não ser mais.Não que sejamos inconstantes é que o mundo nos torna sucetíveis demais.
São tempos de confusão visual e auditiva. São tempos onde o foco se perde em meio a tantos apelos de sucesso e felicidade fáceis. Estamos praticamente nos tornando confusos, mesmo não tendo a menor intenção para tal.
De olho nesta tendencia mundial estratégias estão sendo criadas para minimizar o impacto da confusão sobre nós.
Por conta disso uma das palavras que sugere uma ação imediata é o FOCO. Uma vez que o contexto faz com que esqueçamos o que havíamos acordado para nossa vida, empresa, família, alguém estratégicamente nos lembra da importancia do FOCO.
Livros, treinamentos, palestras são auxiliares nesta estratégia. Algo que deveria ser uma condição natural, está se tornando conteúdo imprescendível. O que significa que em todas as áreas o FOCO está desfocado!
Acredito que estamos esquecendo o FOCO interior e priorizando o exterior e isto está provocando abísmos emocionais, profissionais e familiares. O que pode aparentar liberdade, pode estar camuflando uma prissão. O que pode aparentar oportunidade pode estar camuflando uma armadilha.
Lembremos que a liberdade está no centramento. No momento que o externo nos desfoca é porque permitimos e aí perdemos a liberdade de agir de acordo com o nosso desejo agindo sob a influencia do desejo do outro. Neste caso é bom que lembremos de focar a nossa responsabilidade sobre tudo. Não vale a pena procurar nos outros a ação que nos cabe executar. Sejamos realistas, transparentes e interessados na nossa voz interna.
Surpreenda-se ao colocar a responsabilidade sobre seus ombros, pois você será a pessoa mais livre do mundo, porque onde quer que esteja, você estará focado no seu coração. Quando buscamos o tesouro que está em nós, alcançamos muito e vemos que a liberdade está intacta,a paz está intacta, a integridade está intacta.
Já que estamos na era do FOCO, lembremos de FOCAR o interior do nosso coração, desmistificando a idéia que a felicidade e o sucesso estão tão somente em FOCOS externos.
Uma empresa que oferecer este conceito ao seu quadro funcional, estará implantando um FOCO sistêmico. E ele levará a FOCAR também no coração.Está aí a conecção perfeita, o ponto exato,onde nasce a motivação e a energia que move o mundo na direção certa.
Irlei Wiesel | Publicado em: 27/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Autoconhecimento e o impacto em seu desempenho profissional
Considero-me uma pessoa extrovertida. Sou comunicativo, expansivo, muito pouco tímido, e também sou outras palavras associadas à extroversão. Às vezes essa extroversão se torna informalidade excessiva e me prejudica no relacionamento com colegas de trabalho ou funcionários.
Assim como outras pessoas, percebo que escrever sobre características próprias é uma tarefa difícil. Como poucos fariam, porém, vou refletir e descrever minhas características, principalmente as negativas. A este conjunto de características vou dar o nome de "Eumismo".
Sou bastante pé no chão, às vezes bastante otimista, às vezes muito pessimista. Gosto de conversar e costumo ser bastante político e bem humorado, mas muitas vezes exagero na informalidade.
Acredito na palavra. Se firmo um compromisso, espero o cumprimento do mesmo e do seu prazo. Infelizmente, a confiança na palavra me torna muitas vezes ingênuo. Em certas ocasiões, também, tenho dificuldade de acreditar no meu potencial de realizar algo e sou pouco objetivo ao me comunicar (como podem notar pela minha longa descrição).
Bom, e onde chegamos com este exercício?
Exercitar e descrever o "eumismo" é fundamental para que você se conheça melhor. Se eu lhe pedisse para citar pontos fortes e fracos de sua mãe, pai ou sogra, certamente você saberia me apontar. Para estas pessoas você exercitou uma avaliação (ainda que superficial). E quanto a você, quais são seus pontos fortes e fracos? Não se engane falando daqueles que você fala em uma entrevista, ou para alguém que não tenha muita intimidade (sabemos que muitas pessoas fazem isso). Estou falando de pontos fortes e fracos de verdade, bastante enraizados em você e que certamente lhe ajudam ou lhe atrapalham eventualmente. Será que são os mesmos?
Muita gente não gosta de receber um feedback negativo. Eu também não gosto, mas acho necessário e extremamente valioso. É difícil lidar com os seus defeitos. Contudo, mais difícil ainda é ser pego de surpresa com uma crítica sobre algo que você nunca imaginava ser ruim. E aí, como reagir? O que costumamos fazer é nos defender, justificar ou atacar quem nos fez a crítica (postura defensiva natural do ser humano), o que acaba por desestimular novos feedbacks.
Aceitar que temos defeitos e qualidades é o primeiro passo para conhecermos quem somos. A partir daí, sabemos onde e como podemos corrigir defeitos ou mesmo torná-los qualidades. Porém, nada disso é possível sem antes nos conhecermos profundamente. O autoconhecimento é uma das ferramentas mais ricas que temos para conseguirmos alcançar grandes realizações pessoais e profissionais.
A partir dele, aprendemos como gerenciar nossa própria mente e personalidade. Nossa comunicação, postura e outras tantas características relacionadas podem ser melhoradas a partir do momento em que sabemos quem somos, como nos comportamos e no que acreditamos. A capacidade de gerenciar nossa motivação, produtividade e satisfação são apenas consequências de sabermos exatamente quem somos e como nos comportamos diante da vida e dos desafios que ela nos impõe. A partir daí, é só querer mudar e agir para isso.
Não vou dizer se é fácil ou difícil fazer isso, mas lhe garanto que o primeiro passo é saber quem você é. Conhecer seu "eumismo".
Por Felipe Camozzato
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Exames de (In)suficiência
Exames de proficiência, cada vez mais utilizados no País por entidades de classe, representam um avanço no processo educaional ou a cristalização de um anacronismo?
Passo a expor abaixo algumas das reservas que tenho em relação a essa prática que cada vez mais preocupa os jovens – outros não tão jovens assim – que freqüentam as universidades e que temem ver seus sonhos de trabalhar em determinada área interrompido por rigorosos e restritos exames ditos de proficiência.
Sabemos que compete às Instituições de Ensino Superior, autorizadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), o papel de formação de quadros de profissionais de nível superior no Brasil. Essa competência se refere às licenciaturas, aos tecnólogos, aos bacharéis e, ainda, à formação de mestres e de doutores. Transferir essa atribuição para os Conselhos e Ordens profissionais soa como colocar em dúvida a competência dessas IES no que diz respeito à preparação dos profissionais. O que está errado, então, é formação propiciada pelas IES, fonte e limite do problema da má qualificação profissional no Brasil. Ora, por que não capacitá-las e supervisioná-las efetivamente para que cumpram o seu papel institucional?
Colocar os Conselhos e Ordens Profissionais para cumprirem esse papel representa que o MEC abdica de suas competências institucionais em favor das entidades classistas, cujo foco institucional deve ser o profissional formado no exercício do trabalho e não na qualificação do estudante durante o seu curso de formação. Os Conselhos e Ordens profissionais não são apêndices ou sucursais do MEC para suprir, na sua ausência e incapacidade, uma deficiência flagrante que o próprio MEC se mostra incompetente para equacionar adequadamente.
Por que não questionar o próprio MEC por desídia e omissão no desempenho de suas competências e responsabilidades? Se o MEC não sabe ou não cumpre o seu papel que aprenda a fazê-lo. É o MEC e apenas o MEC que tem a responsabilidade de constantemente avaliar a qualidade dos diversos cursos de nível superior; é ele próprio que os autoriza e reconhece; que lhes garante legalidade e legitimidade na concessão de seus diplomas. Será que os Conselhos e Ordens, em apenas um exame de suficiência em processos massivos de seleção, têm mais capacidade objetiva de afastar do mercado cidadãos profissionalmente incapazes, pois mal formados para o desempenho de determinado ofício?
Seriam os Conselhos e Ordens mais competentes em avaliação num só exame de suficiência do que a universidade em que esses mesmos cidadãos passaram pressupostamente milhares de horas em processo de formação profissional? Em especial quando os processos seletivos de que ambos se valem (academias e entidades profissionais) são os mesmos, academicistas e teóricos, meras repetições de suas estruturas de conteúdo e de forma de seleção. As provas de suficiência são da mesma natureza dos exames vestibulares de seleção para o ingresso na universidade. Os cursinhos para o vestibular se repetem nos cursinhos para exame de ordem; a literatura técnica é sempre a mesma, apenas variando nos apelos mercadológicos de venda de livros e de compêndios de uns e outros, sempre prometendo aprovações miraculosas. E as provas utilizadas são de mesma natureza e na mesma direção e sentido.
Até que ponto esses exames, por imprecisão em suas aferições e métricas, não alijam do mercado de trabalho profissionais que possuem certas competências, habilidades e atitudes que são, muitas vezes, expressamente demandadas e valorizadas pelo mercado, mas absolutamente não captados pelo tipo de exame academicista que se repete sucessivamente nos mesmos testes de seleção, tanto no sistema universitário como nos realizados por Conselhos e Ordens?
Não esqueçamos: os que preparam os exames de suficiência dos Conselhos e Ordens são, o mais das vezes, os mesmos profissionais das áreas respectivas que desempenham funções de magistério nas universidades. Se falham no ensino, na formação e na seleção de seus alunos nas faculdades, por que não o fariam também de forma defeituosa na preparação das questões seletivas das provas de suficiência? São quase sempre os mesmos, lá e cá, ora como professores das universidades, ora como profissionais membros das juntas de seleção dos exames de suficiência.
Devemos levar em consideração que uma prova não é capaz de aferir tudo o que o profissional conseguiu apreender nos bancos escolares. Estamos falando de conhecimentos formal e tácito, de técnicas e de vivência profissionais, de elaboração intelectual de um projeto e da importância de relacionamento com os demais interessados em determinada atividade. Um exame de duas horas pode no máximo ser muito eficiente em apontar aqueles que foram competentes o suficiente para decorar e entender o que está nos livros e apostilas de cursos preparatórios para essas provas. Há que se ter cuidado para não tirarmos do mercado de trabalho profissionais que são destinados a ocupar segmentos da economia (micro empresas, por exemplo) ou a trabalhar em regiões que embora não tenham tanto destaque na mídia fazem parte da cadeia produtiva e, portanto, precisam de mão-de-obra que razoavelmente dê conta do recado.
Se os exames de proficiência forem obrigatórios e se destinarem a privilegiar apenas os "profissionais excelentes", corremos o risco de ver o Brasil desabastecido de profissionais que, mesmo não sendo brilhantes academicamente, podem ser úteis em diversos estratos sociais importantes, se, evidentemente, tiverem formação profissional ajustada às necessidades de mercado e não às necessidades da academia, como hoje se faz já que essas provas de ordem focam primacialmente o conhecimento teórico acadêmico. Esses exames de ordem são uma ode ao anacronismo na sociedade do conhecimento. A obsolescência do conhecimento é inexorável, que se inicia no dia posterior à realização do exame de ordem.
No âmbito do Sistema CFA/CRA discute-se a aplicação de uma prova, não obrigatória, que possa conferir aos profissionais esse tipo de "certificação de qualidade" em áreas específicas da Administração: recursos humanos, logística, finanças, marketing, gestão ambiental, etc. Mas ainda não há previsão para o início desse exame de proficiência que, defendo, deve ser facultativo e, repito, apenas e simplesmente uma certificação não obrigatória, de opção explicitamente facultativa. O Sistema CFA/CRA-RJ tem que lutar pela denúncia e pelo fechamento das entidades educacionais deficientes no ensino de Administração. Não pode continuar a vê-las como nacos generosos de consultoria acadêmica a serem compartilhados pelos "enturmados" no MEC e com os donos dessas faculdades deficientes, máquinas caríssimas de má formação profissional.
Afinal, esses projetos de consultoria, o mais das vezes, acabam apenas por dar uma sobrevida ao que já não mais podia existir, sem promover qualquer melhoria efetiva do desempenho acadêmico, mas tão-somente, e nem sempre, apenas dando-lhes cumprimento dos ritos e dos formalismos academicistas tão em voga na pesada, empoada e lerda burocracia do MEC.
Publicado em 23-Mar-2012, por Wagner Siqueira, no site: www.gestopole.com.br
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Efeito psíquico do desemprego
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| Depressão, ansiedade e desequilíbrio físico-emocional deixam marcas difíceis de apagar | ||||||
| por Kathia Natalie | ||||||
A incerteza em relação ao próprio sustento tira o sono de qualquer um. No caso dos brasileiros, a situação afeta principalmente os que têm baixa escolaridade. “Vivemos no país dos bicos; as pessoas aceitam o que vier pela frente”, diz a psicóloga organizacional Ana Cristina Limongi, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). Essa instabilidade desencadeia um círculo vicioso do qual fazem parte depressão, desequilíbrio emocional, ansiedade e deterioração da saúde física. A conclusão é de um estudo coordenado por Richard H. Price, pesquisador da Universidade de Michigan, publicado no Journal of Occupational Health Psychology. A média de idade dos participantes era de 36 anos, sendo a maioria mulheres (59%), branca (75%) e casada (52%). Dois anos depois da primeira entrevista, os participantes da pesquisa – com origem social, formação escolar e grau de instrução variados – foram novamente avaliados. Nessa ocasião, 71% dos voluntários já estavam empregados. Ainda assim, relatavam os efeitos negativos da ruptura em sua vida profissional. O problema não se resolve completamente quando a pessoa encontra um novo emprego. Segundo Price, o desemprego deixa marcas psíquicas por no mínimo dois anos e interfere na disposição e na forma como o indivíduo lida com as demandas da nova ocupação. Para o pesquisador, o desemprego deixa uma “herança psíquica”. | ||||||
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Precisamos de palavras para pensar?
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| O que ouvimos ou escolhemos dizer afeta a intensidade de nossas ondas cerebrais | ||||||
Qualquer que seja o caso, na maioria das vezes as palavras que escolhemos dizer – ou ouvimos – afetam nossos pensamentos. É o caso, por exemplo, de termos ofensivos, agressões e palavrões, que tendem a causar exaltação física, como aumento da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos. Já palavras doces, ditas de forma amorosa, tendem a nos mobilizar afetivamente, despertando ternura. Estudos recentes desenvolvidos na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, por meio de técnicas de imageamento, revelaram que as ondas cerebrais de quem fala e de quem ouve tendem a se tornar similares. E quanto mais o ouvinte está receptivo ao que escuta, mais seu cérebro se “adapta” ao do interlocutor. O que os estudiosos não sabem ainda é quanto essa proximidade tem a ver com as palavras em si ou com a entonação, com a empatia despertada pela voz e com as mais diversas associações afetivas possíveis. Outro ponto curioso descoberto por neurocientistas é que, dependendo da língua materna, usamos uma parte específica do cérebro para resolver problemas que exigem raciocínio. A diferença é visível, por exemplo, quando grupos de voluntários chineses e americanos são convidados a resolver questões simples de matemática enquanto são monitorados por exames de neuroimagem. Nessas situações é possível constatar que áreas neurais diferentes são acionadas em pessoas das duas nacionalidades. | ||||||
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Monografias e TCC
Monografias e TCC, um caminho para apresentação e descoberta de talentos
Este texto é uma homenagem à Professora Rosangela Maria Enéas, pelo seu carinho e dedicação na orientação de nossos jovens na preparação de seus trabalhos de conclusão de curso.
Aos que precisarem de apoio recomendo que visitem seu blog http://www.projetosetcc.blogspot.com
Qualificação, uma palavra cujo significado jamais sairá de moda. Poderá nos ser apresentada com outras roupagens, mas certamente sem perder a essência.
Em uma ponta do processo, vamos encontrar as escolas, na outra, os empreendimentos.
Os alunos, desejável seria que as aproximassem, mas não conseguem.
As escolas e os empreendimentos, como filmes distintos, ainda não descobriram os alunos como atores coadjuvantes, capazes de atuar nesse enredo de integração. Estes, enquanto não fizerem parte do elenco principal, serão meros figurantes.
Muitos, quando em ação, são promovidos a diretores, não raro, redatores da história.
Seus primeiros passos na arte de escrever se deu com os TCC – Trabalho de Conclusão de Curso -, Monografias e um dia, quem sabe, em busca de um doutorado, teses. Atores coadjuvantes, principais, diretores, redatores, mas eternos alunos.
O que é feito dessas histórias contadas?
Umas poucas vão ao palco, outras tantas vão ao pó!
Suas páginas amareladas demonstram talentos e vocações, que talvez não tenham oportunidade de germinar, como sementes guardadas em lugares secos, sem receber a milagrosa rega.
Poucas vezes é necessário muito. Uma gota d’água, uma bela flor. Cada flor, um fruto. Cada fruto, novas sementes.
Poético para um mundo prático? Não, prático, pois a poesia está nos empreendimentos que despertam e atendem sonhos!
Ora, onde, então, nos perdemos?
A delicadeza da questão não está onde nos perdemos, está no fato de que nunca nos encontramos, quer seja você ator no enredo escola ou empreendimento.
Como se não pudessem ser integrados os românticos textos acadêmicos com os aventureiros textos empreendedores!
Não nos diria William: “ Acautelai-vos incautos, pois a pena tem mais poder que a espada?”
Que história poderia ser contada se tivéssemos sabedoria para reunir e integrar textos e atores!
Em um enredo de paixões alguns estudariam mapas, para que outros singrassem mares com a certeza do sucesso.
Como prêmio, a arca, repleta de riquezas, e porque não, encontrada no Eldorado, ao pé do arco-íris?
Não, jamais, bobagem!
Somos mestres e gestores, sérios e sábios, sem tempo a perder, muito a fazer, e, uns aos outros, pouco a ensinar, nada a aprender.
Atores de um seriado que aborrecidamente se repete, onde o herói sempre vence.
Enquanto isso, lamentamos a falta de qualificação de novos atores e redatores, ainda que trabalhos sejam desenvolvidos aos milhares, sem emoção e gosto, com despreparo e desespero da multidão ávida por uma oportunidade de integrar os elencos.
Assim seguimos, em busca do nosso “Oscar”, com muitas histórias já conhecidas, que ao público pouca emoção desperta!
Para alegria de alguns, no set ou na coxia, lá está a Professora Rosangela, orientando-os para que tenham sucesso na sua busca por um papel!
Autor: Ivan Postigo
Publicado em: 03/06/2011, em www.qualidadebrasil.com.br
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Geração Diploma
De acordo com o escritor e historiador português João Pedro Ribeiro que viveu no Século XIX, doutor em Cânones pela Universidade de Coimbra, a palavra “diploma” é originária do grego e significava o conjunto de duas tabuinhas ou, em tempo futuro, de duas placas de bronze ligadas entre si, sobre as quais os romanos transcreviam o texto das constituições imperiais toda vez que se atribuía o direito de cidadania a um militar que se distinguia por seus feitos honrosos.
Na Grécia Antiga, a palavra diploma significava basicamente um pedaço de papel (papiro ou pergaminho), dobrado em duas partes. O diploma era utilizado como salvo-conduto para os funcionários públicos se locomoverem de um local para outro, uma espécie de passaporte nos dias de hoje. Gaius Suetónius Tranquillus, historiador latino do Século I, classificava como diploma “todos os atos imperiais divulgados em forma de documento dobrado em duas partes”.
A partir da queda do Império Romano até o período da idade Média, também conhecida como Idade das Trevas, o termo diploma caiu em desuso. Com o fim da Idade Média, os humanistas, sobretudo os historiadores, ressuscitaram o vocábulo, praticamente ignorado durante esse período, levando-se em conta, por imposição da Igreja Católica, que somente os Padres, Bispos, Papas e religiosos nomeados por eles tinham livre acesso ao conhecimento.
Durante o Renascimento as universidades passaram a utilizar o termo como certificado de conhecimento, conferido por uma instituição de respeito em virtude dos ensinamentos adquiridos por alguém e com o devido reconhecimento de quem lhe conferiu o saber. Do Renascimento em diante, a palavra diploma passou a designar, num sentido genérico, todo o ato escrito que assenta num formulário e que deriva de uma chancelaria, eclesiástica ou civil, ou aquele que foi lavrado por determinação ou intervenção de uma instituição qualificada.
Até a metade do século passado, o diploma era símbolo de status e de reconhecimento conferido para poucos privilegiados. Em 1890, o Brasil contava com apenas 2.300 estudantes matriculados em escolas de nível superior. Antes disso, as instituições de ensino superior eram de origem católica ou criadas pelas elites locais, em geral apoiadas por governos estaduais ou instituições privadas com prioridade na disseminação de conhecimento para os próprios “filhinhos de papais”, de políticos e outros apadrinhados.
A partir da Constituição Federal de 1891 – que descentralizou o ensino superior, delegou-o para os governos Estaduais e permitiu a criação de instituições privadas - o ensino recebeu uma nova conotação e cresceu de forma vertiginosa. Em 1915, o número de alunos matriculados somava mais de 10 mil. Em 1930, quase 20 mil. Em menos de 20 anos foram criadas 27 novas instituições de ensino superior no país. E saiba que a gratuidade no ensino público superior foi instituída somente a partir de 1950.
De acordo com o relatório Mapa do Ensino Superior Privado, de autoria da Professora Doutora Gladys Beatriz Barreyro, divulgado pelo INEP – Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em 2004 o Brasil contava com mais de 4 milhões de alunos matriculados em mais de 2000 instituições de ensino superior, públicas e privadas, tais como: universidades, centros universitários, faculdades, faculdades integradas, institutos e centros de educação tecnológica.
A rede de ensino superior no Brasil oferece anualmente em torno de 2.500.000 vagas, de norte a sul do país, distribuídas por mais de 18.600 mil cursos de graduação presenciais, para todos os gostos, rendas e classes, sem contar ainda os cursos de ensino à distância reconhecidos pelo Governo Federal. Trata-se de uma verdadeira indústria do diploma, um símbolo de prestígio muito perseguido nas duas últimas décadas do século passado.
Algumas palavras do meu pai permanecem vivas ainda hoje na minha mente. Eu devia ter uns dez ou doze anos de idade e não cansava de ouvi-lo repetir: - estude, meu filho, estude, para conseguir um diploma, arranjar um bom emprego e gozar de todos os benefícios para o resto da sua vida. E assim ocorreu durante vinte e quatro anos, desde o primeiro ano do ensino fundamental até a conclusão do mestrado.
Naquela época o segundo grau era mais do que suficiente. Nos dias de hoje, até mesmo um diploma de doutor não garante a sobrevivência. Ao contrário, quanto maior o título, menor a possibilidade de conquistar uma vaga no mercado de trabalho que busca a simplicidade para enxugar custos e garantir a competitividade no mundo globalizado.
Quando eu concluí o segundo grau, me disseram que era necessário curso superior. Depois de apresentar o diploma da faculdade fui aconselhado a buscar uma especialização. Paralelamente, me exigiram inglês, espanhol e outros cursos de desenvolvimento pessoal e profissional. Agora me dizem que o mandarim está na moda e vale a pena arriscar umas palavras em chinês por conta da globalização e do crescimento econômico da China.
Até há pouco tempo eu imaginava que isso não tinha limites. Depois de tudo isso, a tendência é voltar ao passado, pois não há espaço nem reconhecimento para tantos graduados, especialistas, mestres, doutores e pós-doutores no mercado de trabalho. Um diploma de técnico é mais do que aconselhável no momento em que o “espetáculo do crescimento econômico” tende a fazer alegria dos bancos, das indústrias e do comércio em geral.
O Brasil transborda de filhos da Geração Diploma, a geração estimulada a correr atrás de um canudo a partir da década de 1980 pelo fato de as grandes empresas, principalmente multinacionais, restringirem o acesso de profissionais sem curso superior aos cargos de liderança. Por conta da falta de diploma, milhares de profissionais perderam o emprego e milhares de diplomados foram contratados pela metade do salário, ainda que a qualidade do ensino seja questionável, mas o fato é que diploma traduz esforço e, supostamente, competência.
A questão mais intrigante vem depois da conquista do diploma: e agora, o que é que eu faço com isso? Outras questões serão o martelo da sua consciência onde quer que você vá, em cada projeto que você participa, em cada entrevista de emprego, em cada momento em que você é submetido a um teste de integridade, quando se vê obrigado a provar ao mundo que o seu diploma tem valor e o esforço de tantos anos não foi em vão.
Conquistar um diploma é o sonho de consumo da juventude globalizada e, obviamente, um objetivo importante a ser perseguido. Entretanto, mais importante que a obtenção de um diploma é escolher a profissão que reflete a sua verdadeira vocação. Assim, quando o canudo vier, você poderá rir do sofrimento acumulado durante quatro a seis anos de estudo, além de vislumbrar um futuro promissor dentro da profissão que escolheu e aprendeu a amar por conta de um diploma que lhe conferiu, além do título, sentido de realização.
Um simples diploma não garante o sucesso de ninguém, mas a dedicação existente por trás de um diploma faz muita diferença. É a dedicação, e não o título, que vai atestar a sua capacidade de realização no mundo.
Pense nisso e seja feliz!
Autor: Jerônimo Mendes
Publicado em: 03/06/2011, no site: www.qualidadebrasil.com.br
quinta-feira, 31 de março de 2011
Profissão BBB
Publicado em 28-Mar-2011, por Clarissa Costa
Hoje quem dará a opinião será você.
“ Há dez anos no ar, o Big Brother Brasil se transformou em uma profissão”. Será verdade?
A revista da TV desse domingo do Jornal O Globo trás uma reportagem simples e direta dessa “série” BBB.
Isso me faz pensar em, quais são os valores dos gestores, sejam eles autores, produtores, gerentes, donos, músicos, empresários ... enfim .... todos aqueles que se enquadram no papel de recrutador de talento.
Será que sou rígida demais ou as coisas não são tão sérias quanto eu penso?
Por que, meu porteiro é um “coitadinho” quando demora a abrir o portão do prédio, se ele é pago para isso? Já que, quando eu analiso um balanço erroneamente posso ser demitida?
E o que pensar dos arqueólogos, jóqueis, árbitros, filósofo, entre outras profissões tão dignas, intelectuais, que demandam estrutura financeira do próprio ou até mesmo de familiares e amigos onde investem até milhares de reais em busca de sonhos na carreira e se deparam com um retorno mísero ao final do mês....
PARE!!!! O que é isso?
Essa semana me peguei perdida no olhar, analisando meu colega de trabalho, que lá se vão seus 40 e alguns aninhos, o seu 2º grau foi conquistado na pressão do supletivo, escreve muitas das vezes “SI ENTE” do auxilio da correção do Word ou do coleguinha ao lado. Ganha 40% mais que eu. Daí me perguntei, qual é o valor dele?
E o que diria o gerente de um fino restaurante no Rio de Janeiro, que me pediu desculpas pelo “POBLEMA” ocorrido??? O “POBREMA” é meu, pois, já me falei por diversas vezes para deixar para lá e não investigar certos casos... Qual é o seu valor??
Já dizia Bial, em entrevista à mesma revista: “ O povo se identifica com as pessoas”.
Se elas mostram o corpo ou até mesmo falam errado não importa ao gosto popular. Apenas agradam a quem tem que agradar.
E graças a isso é que vivemos no mesmo meio e não há dinheiro que compre um diploma da renomeada faculdade de doutorado, se você não for “político, esperto e mutante”, pois o mundo é deles e você pertence a isso.
OBS.: As palavras SI ENTE = CIENTE / POBREMA e POBLEMA = PROBLEMA estão escritas erradas pois relatam o ocorrido.
http://lfccconsultoria.blogspot.com/
do site: www.gestopole.com.br
terça-feira, 29 de março de 2011
PLANO DE CARREIRA OU DE VIDA?
Publicado em 10-Mar-2011, por Ricardo Barbosa
Sobre o consultor associado à Innovia
Jansen de Queiroz Ferreira é: administrador, economista, consultor em Gestão Polifocal, coach de empresários, sucessores, executivos e profissionais recém formados e liberais. Também é membro do Grupo de Excelência no Estudo de Coaching do CRA-SP (Conselho Regional de Administração de São Paulo). – Tel: 11-5539-5264.
E-mail:contato@innovia.com.br
Sobre o tema indicado tenho uma visão pessoal que, talvez, destoa das abordagens técnicas clássicas. Entendendo que num mundo que apresenta nítida tendência para a redução da relação de emprego e prioriza a relação de trabalho sem vínculo empregatício, num contexto globazilizado, no qual se constata vertiginosa aceleração do ritmo das mudanças socioeconômicas, fica complexo o planejamento de carreira, que, cada vez mais se aproxima do planejamento de vida, que nos revela a cada esquina do tempo, surpresas, revelações, términos e recomeços.
Partindo do contexto descrito acima, o planejamento de carreira deve está correlacionado com os objetivos pessoais, familiares, sociais e profissionais. O profissional que fizer planejamento de carreira deve ter sabedoria para distinguir persistência de teimosia e ter presente que o único evento permanente na vida é a mudança. Por isso deve ficar sempre atento às mudanças que afetem seus objetivos ou até mesmo os tornem obsoletos. A vida só nos oferece duas alternativas: mudar para vencer ou mudar para perder. Pensar que se viva sem mudar é auto-engano. Nós não somos, nós estamos em contínuo processo de mudança. A escolha fica a critério do livre arbítrio. Aqui não estou fazendo apologia da filosofia da musica do Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar, vida leva eu, mas, apenas, contextualizando o planejamento de carreira e introduzindo a necessidade do desenvolvimento da inteligência emocional que entre outros requisitos requer flexibilidade e a tolerância à frustrações.
Pessoalmente, não acredito em regras. Valorizo conceitos, trabalho produtivo - aquele que está alinhado com os objetivos do indivíduo -, amor, - está passando da hora de incluir o Amor como característica necessária ao desenvolvimento profissional -, medo - por que contribui para a sobrevivência do indivíduo e do profissional – ira, sim ira, é uma das emoções básicas do ser humano, necessária para que manifeste desconforto emocional e mantenha a capacidade de se indignar com a incompetência, a desonestidade, a corrupção, a arrogância e a prepotência, para que possa construir relação interpessoal respeitosa. Como isso, não estou fazendo apologia do conflito sem causa e sem o objetivo de que as partes em conflitos consigam, com o enfrentamento do conflito, crescer mutuamente. Como diz o Dr Paulo Gaudêncio: “ violência é ausência de agressividade, hoje falada assertividade”. Isso é, varrei seus desconfortos emocionais para debaixo do tapete, até que um belo dia, por um cisco, por uma besteira ocorre uma manifestação violenta de desagrado.
Outro requisito essencial é a flexibilidade realística, que não sirva de máscara para a acomodação ou agitação inútil como uma onda no mar, para enfrentar os eventos da vida de forma a não se deixar abater pelos inevitáveis fracassos e erros - são eles que nos humanizam - e, nem, se empolgadar excessivamente com o sucesso circunstancial. Ambos são passados.
Todo o planejamento de carreira deve considerar que antes do profissional existe um ser humano, rico em possibilidades, emoções – Amor, Ira e Medo, completadas com o senso de dever, com os mandatos, crenças e valores aprendidos durante todo o processo de socialização – família, religião, escola, amigos, colegas de trabalho, etc. - , de capacidade de processar inteligentemente os fatores intervenientes.
Em matéria de planejamento, não tem saída, temos que usar de forma equilibrada os dois hemisférios cerebrais: razão e emoção. Considero, no hemisfério responsável pelas emoções, a intuição e a criatividade, para não trazer a questão da espiritualidade. A aceleração do ritmo das mudanças talvez imponha a utilização continuada da tática.
do site: www.gestopole.com.br
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