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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hidrocefalia inspira espetáculo debaixo da água


Distúrbio neurológico causa visões fantásticas em protagonista

Divulgação

Três mil litros de água preenchem a piscina construída no centro do palco. O cenário significa a cabeça de Laura, personagem com hidrocefalia que transborda poesia na peça A Marca da água, que comemora 25 anos da companhia de teatro Armazém.

Aos 40 anos, Laura leva uma vida aparentemente calma, mas sente uma espécie de tristeza. Certo dia um peixe enorme aparece em seu jardim. A estranha presença é o primeiro sinal da doença neurológica, caracterizada pela acumulação de líquido cefalorraquidiano no interior da cavidade craniana e que, entre outros sintomas, causa confusão mental e perda das habilidades motoras. A água que toma seu cérebro, porém, vem acompanhada de uma música envolvente, que dá cor à sua vida e a impulsiona a mudar as relações afetivas. “Ela escolhe os sintomas em vez da cura”, resume o diretor e autor do texto Paulo de Moraes, que se inspirou, entre outras referências, na obra do neurologista e escritor Oliver Sacks.


A marca da água. Sesc Santana. Av. Luís Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo. Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h. R$ 24,00. De 16/02 a 24/03.

Do site: www.mentecerebro.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Neurolinguística - O estudo na prática


  
O estudo da Neurolinguística, bem como suas aplicações, tanto no campo profissional quanto no pessoal , vem se consagrando cada vez mais e ganhando reconhecimento, entre as relações humanas.

No campo profissional, na prática, pode auxiliar bastante em momentos de negociação, e nos relacionamentos interpessoais de um modo geral, tais como, no aperfeiçoamento das apresentações verbal e corporal, melhorando-se a comunicação, sabendo-se utilizá-la de forma mais estratégica, técnica e consciente. Neste contexto, pode facilitar nos relacionamentos com clientes e, tão logo, nos resultados empresariais.

Já, no campo pessoal, é uma ferramenta muito útil para o autoconhecimento e para auto-motivação, e para se reconhecer pessoas e situações. Também nos orienta em processos de mudança, de metas e de objetivos individuais.

Neste caso, para metas e objetivos, é importante ressaltar que o estudo não traz soluções, mas sim, sugestões de caminhos para se obter a mudança desejada. Mas, a mudança sempre começa dentro de cada um, que aceita e se propõe a praticar tais técnicas. Ou seja a Neurolinguística não é um fim, mas sim um meio.

Com base em comprovações cientificas, o estudo tem mostrado sua eficácia, na medida em que os especialistas no assunto conseguem aprimorar e apresentar de forma mais clara e objetiva suas características e benefícios.

Dentro dos tópicos relacionados destacam-se, de forma prática, os seguintes conceitos e definições, tanto para o uso profissional quanto para o pessoal:

    Linguagem verbal:   tom, velocidade e volume de voz; conteúdos e expressões-chaves, emitidos pelo cérebro conscientemente.

    Linguagem corporal: aprimoramento dos sentidos humanos (tato, visão, paladar, audição, olfato) e, ainda, postura, aparência, atitude, dentre outros aspectos expressados pelo corpo que são reflexos, emitidos pelo cérebro, consciente ou inconscientemente.
    Postura congruente:  harmonia entre a linguagem verbal e a corporal, e uma melhor percepção  sobre pessoas e ambientes, ou seja, sobre a postura congruente do receptor e de lugares e situações.

    Rapport ( Relacionamento): forte congruência, verbal e corporal, consciente ou inconscientemente, entre emissor e receptor;
    As 3 ecologias; pessoal, social e ambiental ( harmonia vital);
    Hipnose Erickssoniana (hipnose moderna de Milton Ericksson, auto-hipnose, relaxamento, aprofundamento no inconsciente, tornar o inconsciente consciente).
    Alinhamento dos níveis neurológicos (pilares da mudança para as metas e os objetivos): ambiente, comportamento, capacidade, crença, identidade e espiritualidade.
    Mente consciente:  tudo que pensamos, sentimos e desejamos produz resultados físicos, desde nossas reações corporais até os mais desapercebidos resultados psicossomáticos.

Sobretudo, com base nestas considerações, é importante ressaltar que, em um processo de comunicação, nosso corpo diz mais ao nosso receptor do que nossas palavras.

Por estas e outras razões, a Neurolinguística é uma ferramenta eficaz tanto no processo de autoconhecimento, quanto na identificação de pessoas, nos auxiliando, através de suas técnicas, a reconhecermos sentimentos, desejos, necessidades, ansiedades, pontos fortes e fracos, nossos, de nossos clientes, ou de outros receptores de um modo geral.


Daniel Lascani, publicado em 22/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

Jornalista, publicitário, palestrante, consultor empresarial, apresentador do programa Trabalho em Foco, do canal BusTV.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lei Muda

* por Tom Coelho

 “Algumas iniciativas são recomendáveis;
outras, necessárias.” (Tom Coelho)


 Reflita por um instante: você já ou quase se envolveu em um acidente de trânsito porque o condutor falava ao telefone enquanto dirigia? Ou era você o motorista a colocar em risco sua própria integridade e a de outras pessoas utilizando o celular enquanto saía de sua garagem, manobrava seu veículo ou fazia uma conversão ou mera mudança de pista?

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), atingimos a impressionante marca anual de 42 mil óbitos em acidentes de trânsito, uma autêntica guerra civil em nosso país!

 As causas são muitas, passando inclusive pelo crescimento da frota, mas invariavelmente incluem o excesso de velocidade, o desrespeito à sinalização e às normas de segurança, o despreparo dos condutores, o consumo de álcool e, também, a desatenção, não raro provocada pelo uso do telefone celular.

A chamada “Lei Seca”, publicada em junho de 2008, trouxe benefícios imediatos, com redução do índice de acidentes, fatais ou não. E seu endurecimento em fins de 2012 certamente implicará ganhos no médio e longo prazo. Mas é preciso agir de forma ainda mais enérgica, atacando outras fontes de risco.

Por isso, seria muito salutar se algum vereador, em lugar de legislar de forma tola propondo projetos para alteração de nomes de ruas, criação de datas comemorativas, concessão de títulos e homenagens a personalidades ou anônimos (no primeiro semestre de 2012, 80% dos projetos aprovados na Câmara Municipal de São Paulo tinham estas características) dispusesse-se a debater uma “Lei Muda”, proibindo cabalmente o uso do telefone celular pelo motorista em trânsito.

Pode-se alegar que este seria um zelo excessivo, pois as pessoas ouvem músicas e notícias, cantarolam e dialogam enquanto dirigem. Contudo, nenhuma destas ações compromete tanto a atenção quanto falar ao celular ou mesmo fumar quando se está guiando um veículo. E o uso de um sistema de bluetooth, embora amenize os riscos, não pode ser fiscalizado amplamente.

A exemplo do que foi a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, instituída pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) apenas em 1997, é natural uma resistência inicial por parte da população. Porém, não podemos mais aquiescer com vidas abreviadas e famílias fragmentadas. Assim, a solução passa pelo órgão mais sensível do corpo humano, atingido por meio de leis e multas: o bolso.



* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acessar o Facebook de ex-companheiro piora o humor


Pessoas com o hábito apresentam mais emoções negativas e dificuldade para superar o término

R. Ashrafov/Shutterstock

Acompanhar as atualizações que um antigo amor faz em seu perfil do Facebook ou outra rede social pode ser mais nocivo do que parece. Um estudo da Escola de Ciências Sociais da Universidade Brunel, na Inglaterra, mostra que pessoas que têm esse hábito apresentam mais emoções negativas em relação ao ex-parceiro, como inveja, raiva e hostilidade, menos maturidade em vários aspectos da vida e mais dificuldade em apontar algum saldo positivo do relacionamento que terminou.

A psicóloga Tara Marshall pediu que 464 usuários do Facebook que já haviam tido a experiência de terminar um namoro, a maioria mulheres cursando a universidade, respondessem a um questionário on-line que avaliava os padrões de uso do site e os sentimentos em relação ao último “ex”. Os resultados, publicados no Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, mostra que os voluntários que mantinham o antigo companheiro entre seus amigos virtuais ou que, não o tendo, acompanhavam seu perfil de outras formas (por exemplo, através da página de algum amigo em comum) apresentavam níveis de crescimento pessoal semelhante ao de stalkers, isto é, pessoas que perseguem e invadem a privacidade de outras de maneira doentia. Também relatavam se sentir mais tristes, ansiosos e mal-humorados depois que acessavam a página.

Estudos anteriores sugerem que, dos quase 1 bilhão de usuários da rede social, ao menos um terço costuma dar uma “espiadinha” na atividade virtual dos ex. “A maioria das pessoas tende a postar imagens e informações positivas sobre si. Assim, uma pessoa de ‘coração partido’ fica exposta a uma espécie de propaganda do ex, o que dificulta a superação do término ou, como se vê, desperta inveja, ressentimento e embota o processo de retirar aprendizado do que viveu com aquela pessoa”, diz Tara.


Do site: www.mentecerebro.com.br

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que é um autor


A maior parte do que se faz em ciência é uma espécie de repetição de grandes pensadores

Gonçalo Viana

Já se tornou um clássico o pequeno artigo do filósofo Michel Foucault chamado “O que é um autor”.  A tese geral é simples e eficaz. Há poucos fundadores de discurso. A maior parte do que se diz e do que se ouve, do que se faz e do que se critica, em ciência e literatura, é uma espécie de repetição de grandes esquemas interpretativos, dos quais o criador da psicanálise Sigmund Freud e os pensadores Friedrich Nietzsche e Karl Marx seriam exemplos maiores e hoje extintos, juntos com a figura do intelectual público. Também na literatura a pessoa do autor, com a sua incrível carga de autoridade moral, que os escritores Honoré de Balzac ou Emile Zola chegaram a alcançar, se dilui na função impessoal do autor, assim como a obra se desfaz na ideia de escritura, sistema de citações, paráfrases e inter-remissões que desconstrói o mito do texto original, reduzindo-o a um problema de copyright.  Em resumo: somos todos plagiários de ninguém. 

Contudo, há várias maneiras de permanecer anônimo. Duas experiências opostas me mostraram isso na mesma semana. Primeiro, fui realmente surpreendido pelo fato de que meu livro  Estrutura e constituição da clínica psicanalítica (Annablume, 2011) recebeu o prêmio Jabuti, na categoria Psicologia e Psicanálise. Festa na geral e arquibancada, como se o Palmeiras tivesse escapado da segunda divisão. Triunfo para os diferentes amigos, grupos de pesquisa, instituições, alunos e orientandos com quem partilhei a escrita, as ideias, apresentações e ensaios do texto. Escritura. Não há mais autores, só grupos de trabalho que funcionam.

Mas a segunda experiência me fez reconsiderar isso. Há sete anos Madalena Freire, a filha e herdeira intelectual do educador e filósofo Paulo Freire, realiza uma verdadeira aventura educacional nos morros do Rio de Janeiro. Coordenando um curso de formação universitária para professores de creches ela teve de se haver com a dura realidade da ausência de recursos, dos contrastes culturais, da pauperizada educação brasileira. Mas, ao contrário da estratégia majoritária na matéria, ela não escolheu a transmissão do saber por meio de métodos impessoais, de técnicas racionalizadas ou de escrituras pré-fabricadas sobre o ensino e aprendizagem. 

A fórmula, simples e eficaz como a de Foucault, baseia-se em começar o curso de três anos com uma recuperação cerrada e radical sobre o que teria sido a experiência escolar de cada uma das professoras. É condição de inscrição que as professoras convivam cotidiana e intimamente com a comunidade onde ocorre o curso. As suas autobiografias formativas revelavam os caminhos pelos quais cada uma delas havia chegado ao improvável desejo de educar. Contra a demanda de obedecer, contra a impessoalidade uniformizante do ensino de massa, contra a facilidade da identificação grupal, a experiência do Pró-Saber apostou em uma ideia simples, e aparentemente ultrapassada, de que cada um pode ser autor de pelo menos uma história: a sua própria história. O curso, baseado na descoberta da relação de autoria com o saber, que poderá desde então ser transmitida para as crianças, é um amplo sucesso. Bem menos noticiado do que as unidades de polícia pacificadora (UPPs), a evasão é baixa a excelência e o impacto transformativo, elevado. A disposição para a escrita -comprova-se pelos trabalhos de conclusão. Como na psicanálise, vale aqui a regra geral da formação: antes de praticar é preciso passar por, pensar sobre e se apropriar de.

Foucault estava certo, mas Madalena também. O autor, como grande figura de iluminação individual para o progresso das massas, está morto. Não passava de uma ilusão narcísica de que há algo ou alguém por trás dos sistemas impessoais de determinação. Mas o pequeno autor, aquele que é capaz de refazer os fios de indeterminação de sua história, criando e se desfazendo dos grandes processos administrativos e metodológicos de despersonalização educacional, este ainda vive.  E caminha lenta, mas seguramente, como um Jabuti.
 
Do site: www.mentecerebro.com.br


 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O rosto mais confiável do mundo

O cérebro avalia a confiabilidade de uma pessoa com base em seus traços faciais

Andrea Michele Piacquadio/Shutterstock

Quando falamos com alguém, instintivamente observamos seu rosto e fazemos suposições sobre suas intenções e sentimentos. Nesse processo estão envolvidos mais fatores do que podemos imaginar – um deles é o julgamento inconsciente da fisionomia de nosso interlocutor, como mostra um estudo da Universidade College de Londres: o cérebro avalia a confiabilidade de uma pessoa com base em seus traços faciais.

Com a ajuda de um programa de computador, o psicólogo Constantin Rezlescu usou o rosto neutro para criar outros 20 com traços mais ou menos confiáveis de acordo com características apontadas por pesquisas anteriores. Em seguida, pediu a voluntários que determinassem uma quantia em dinheiro, de um montante informado antes do teste, para doar para cada uma dessas pessoas. Antes da escolha, porém, os participantes foram informados que cada receptor devolveria ao doador o triplo do que ganhou.  Como o psicólogo esperava, os participantes entregaram quantias mais generosas às pessoas de fisionomia considerada mais confiável.

Rezlescu repetiu o experimento, dessa vez com uma pequena biografia junto das fotos – o texto informava algumas ações reprováveis dos rostos considerados dignos de confiança no teste anterior. No entanto, isso não alterou as decisões: a má reputação foi aparentemente perdoada pela boa aparência.


Do site: www.mentecerebro.com.br

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ciência com H

Modo de avaliação de currículo de pesquisadores brasileiros incentiva produção de muitos artigos modestos em vez de poucos com maior qualidade 

Gonçalo Viana

Até pouco tempo atrás havia apenas dois modos de medir a qualidade da pesquisa. O melhor deles sempre foi compreender minuciosamente os resultados em questão para depois julgar com profundidade sua importância, em comparação com outros estudos. Por ser subjetivo e especializado, esse método é afetado tanto pela qualidade da pesquisa quanto do leitor. Não se presta ao uso no atacado para mensurar a produção de uma comunidade de cientistas, nem pode ser usado para orientar políticas públicas.

Por essa razão, tornou-se praxe pontuar currículos apenas com base no número de publicações, configurando a infame “numerologia” que ainda domina o sistema de avaliação brasileiro. Esse modo de avaliação incentiva os pesquisadores a publicarem muitos artigos modestos em vez de poucos com maior qualidade e complexidade. O problema fica evidente quando contrastamos o avanço recente na quantidade de artigos brasileiros com a estagnação do impacto internacional dessas publicações. Cada vez mais numerosos, os artigos brasileiros continuam em sua maioria pouco citados, invisíveis internacionalmente.

Isso fica claro quando se calcula o índice H, proposto para estimar o impacto da produção de um cientista com base no número de vezes que seus trabalhos foram citados. O índice H de uma pessoa ou grupo é definido como o número de artigos publicados com citações maiores ou iguais a esse número. Para dar um exemplo, se alguém tem índice H igual a 10, significa que tem 10 trabalhos publicados com pelo menos 10 citações cada. O índice H traz embutida a avaliação criteriosa não de um único leitor, mas de toda a massa da comunidade de especialistas na área. Quando se calcula o índice H dos cientistas brasileiros, verifica-se que a maioria não chega a 10 mesmo ao final da carreira.

É, portanto, curioso que jovens cientistas brasileiros tenham sido criticados por terem “índice H de adolescente”. Por sua própria natureza, o índice H começa em zero e tende a aumentar com o tempo. Isso significa que todos os cientistas que têm H alto passaram em algum momento pelo nível intermediário. Ter “índice H de adolescente” é algo que só acontece a quem conseguiu escapar da produção invisível, inseriu-se internacionalmente e ruma para a maturidade acadêmica.

Um bom exemplo ocorre com Richardson Leão, Katarina Leão e Adriano Tort, docentes do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). São neurocientistas com menos de 40 anos que vêm produzindo artigos focados na qualidade e não na quantidade. Têm índice H entre 5 e 15. Em outubro de 2012 publicaram na revista Nature Neuroscience um importante estudo optogenético sobre o processamento de memórias no hipocampo, em colaboração com cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia. O mesmo artigo poderia ter sido desmembrado em vários pequenos textos, gerando um número maior de publicações à custa da diminuição de seu impacto. Meus colegas optaram por concentrar seus esforços, publicando num único manuscrito várias descobertas, mirando nos critérios de avaliação internacional mais rigorosos. Criticá-los por ainda não terem um maior índice H é esquecer que o futuro pertence aos jovens.


Do site: www.mentecerebro.com.br

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Repasse de Conhecimento




Estava um belo dia ensinando um colega de trabalho a como aplicar uma determinada ferramenta, na ocasião tratava-se da lógica de construção de um check-list de 5S e Gerenciamento Visual que atrelasse o ganho da gestão à redução de custos no processo.

Era algo bem específico do processo em questão. Para esse tipo de check-list não havia receita pronta nem padrão referencial inicial, deveríamos construí-lo do zero, de acordo com as características envolvidas, das variáveis que se controlava, dos objetivos que se desejavam alcançar e principalmente em como isso poderia ser feito sem que fosse encarado como mais um fardo, mas sim algo que ajudasse a gestão do supervisor.

Quando terminei e deixei-o fazendo o esboço inicial fui interpelado por outro colega que me questionou: “Por que você está dando a faca e o queijo não mão do cara? Isso só você aqui sabe fazer!”.

E me disse isso num tom quase que de espanto, que só foi superado pelo meu.

De imediato e quase autômato respondi: “É verdade! Fiz besteira!”. Fiz besteira? Como ensinar a alguém pode ser besteira? Desde quando repassar conhecimento é besteira? Cheguei a essa conclusão logo depois, quando já estava só e repassando esse momento na minha cabeça. Eu agradeço de mais e sempre o farei aos meus mestres, tanto os do conhecimento teórico quanto do prático. Foi o repasse do conhecimento deles que me ajudou a ser o que sou hoje. Então seria lógico que eu ajudasse quando coubesse a mim este papel. E era o que estava fazendo. Qual seria o problema nisso? O problema está em ver isso como problema.

O sentido da palavra repassar é passar de novo. Ora! Como assim passar de novo? Simples! Não geramos conhecimento do nada, no máximo adaptamos e transformamos o existente em algo novo.

Na natureza nada se cria, tudo se transforma. Já escutou isso,certo? Então, tudo que temos de conhecimento, de uma forma ou de outra nos foi repassado. Tentar quebrar essa lógica é ilógico, contraproducente e ineficaz sob vários pontos de vista. Não devemos entender repasse como transferência. Não transferimos conhecimento, pois transferir compreende uma imutabilidade do objeto transferido, o que não é o caso.

Transferimos um arquivo, um livro, algo sólido e palpável, não conhecimento. E a forma com que o recebemos e processamos varia de um para outro. Portanto, repassamos uma premissa, uma lógica, uma teoria, como ela vai ser absorvida e processada é uma incógnita. Aí é que está a diferença.

Podemos reter o conhecimento que temos, entregando fórmulas prontas ou soluções idem, dizendo “o que”, mas não “o como”. Mas, em algum momento essas fórmulas e soluções serão conhecidas ou melhoradas em outra parte e fora de nosso alcance de controle. Momentaneamente isso nos trará vantagem.

Se formos egoístas um pouco acima da média, veremos isso como vantagem a ser utilizada sempre. E até será dependendo do âmbito a que se trate. Dois exemplos simples? O primeiro trata-se de alguns consultores. Dificilmente eles dizem “o como”. Entregam a solução pronta, mas não repassam o conhecimento do como aplicá-la. Acompanham até certo ponto e saem de campo. O que acontece no final? Um retrocesso ao status quo, já que a empresa não mudou sua cultura, isso devido ao fato de que muitas vezes não há tempo hábil suficiente para que a correta compreensão se alinhe.

O segundo? Quantas vezes você já segurou alguma informação para se beneficiar dela antes de alguém? Ou quantas vezes ensinou apenas o básico, mas não o “pulo do gato” a alguém? O conhecimento talvez seja uma das poucas coisas na vida que não retrocedem. A não ser que se extinga a raça humana de súbito, o que é pouco provável que ocorra. No final das contas então, por que seria eu a quebrar esse elo? Não! Eu não.

Fui ensinado, e acredito nisso, que o repasse de conhecimento é fundamental no processo de melhoria. Quando se ensina, ganha-se tempo, uma vez que o objeto alvo do repasse tende a não cometer os mesmos erros, e reduz-se o custo, afinal, não faremos aporte de capital em tentativas fadadas à falha ou que desbravam riscos ainda não conhecidos. Empresas que entendem isso trabalham e mantêm o conhecimento vivo.

Mas infelizmente poucas o fazem. O que se vê comumente é sua estagnação quando aquele funcionário chave deixa a empresa e “leva-o” consigo.

As práticas desenvolvidas, a cultura implementada e os ganhos alcançados tendem à morte e os processos ao retrocesso. Lembra-se da especulação sobre a Apple depois da morte do Steve Jobs? Ela teria “virado” Steve Jobs ou apenas estava “sendo” Steve Jobs enquanto este a presidia? Vi isso acontecer inúmeras vezes. E de quem é a culpa? Do funcionário que levou o conhecimento embora? Dele ainda que não o repassou? Da empresa que não o segurou? Da empresa que não tem prática em manter uma cultura criada? Não sei.

Talvez um pouco de cada, talvez alguma outra coisa, ou tudo junto e mais uma outra coisa. Depende do contexto. Acredito que nossa parte deve ser cumprida: repasse incondicional do saber.

A empresa por sua vez deve criar e manter uma cultura que propicie não só esse repasse como sua manutenção, mesmo que os agentes iniciais da mudança mudem. Nossa parte deve ser cumprida.

Repito: repasse incondicional. Quando o fazemos nos obrigamos a melhorar, se quisermos continuar como referência. Isso é positivo, pois no joga num ciclo de melhoria constante.

Quando o fazemos nos obrigamos ao crescimento, pois, aprendemos no ensinar e reforçamos nossas premissas no confronto com outras. Refutamos as fracas e reiteramos as embasadas. “Ah! Mas, se você ensinar tudo vai ficar sem carta na manga”, disseram-me uma vez.

E pensei: “o que sei, qualquer um pode saber se buscar as fontes, mas concatenar os conhecimentos para pô-los em prática para gerar ganho, ninguém vai saber como eu sei”.

A forma com que sei, somente eu sei. O que nos diferencia não é o conhecimento que temos, mas o que fazemos com ele.

E isso é uma outra longa e complexa história.


João Paulo de S. Silva  |  Publicado em: 09/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Oh! Céus ... Oh! Vida ... (5)


Mas,

Às vezes,

Tenho que reverenciar isso ...

A Arte da Natureza!

Trata-se do fruto de uma árvore!

Acredite se quiser... 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Conhecimentos que Diferenciam



Quando criança, lembro-me que minhas únicas fontes de informação sobre a Escócia eram o professor de Geografia da 4ª série e duas enciclopédias que possuía em minha casa. Além disto, só alguma matéria casual ou durante uma Copa do Mundo, quando a Escócia conseguia classificação...

Acabo de teclar a palavra Escócia em apenas um dos mais conhecidos sites de busca e ele me indicou 538.000 fontes de pesquisa. São tantas alternativas e tamanha quantidade de informações que realmente ajudam, mas também atrapalham.

Este exemplo é apenas uma das conseqüências da “Globalização do Conhecimento” – o rápido e fácil acesso à informação provocaram uma enxurrada de possibilidades, mas também trouxeram à tona um outro problema ainda pouco analisado: o prazo de validade daquilo que você aprende está ficando cada vez mais curto.

Um acadêmico de Medicina inicia uma faculdade e quando conclui seu curso, muito daquilo que aprendeu nos primeiros meses só existe em seus antigos livros. Assim, ele aprende mas não tem possibilidade de usufruir daquilo que aprendeu; em outras palavras, estudo e dedicação jogados fora.

Não estou dizendo que o conhecimento está perdendo importância no concorrido mercado de trabalho. Pelo contrário, a grande mudança é que atualmente você precisa saber cada vez mais sobre áreas que jamais pensou estudar e compreender a influência deste saber em sua atividade profissional. Um advogado precisa conhecer fundamentos de administração e contabilidade para alcançar êxito, enquanto que se espera de um engenheiro empregável excelentes habilidades como negociador. Analise sua profissão e veja como isto também se encaixa em seu dia-a-dia.

Ao mesmo tempo, em meio ao turbilhão de novas fontes de informação, pesquisa e apreensão de conhecimento, vale ressaltar que a sede pelo saber é saciada mais facilmente por alguns meios.

São eles:


Formação acadêmica

Fazer uma boa faculdade continuará respondendo por uma parcela considerável do sucesso profissional de qualquer acadêmico. Eu sei que chega a ser antiquado dizer que “é imprescindível estudar em boas escolas”, mas taí algo que faz muita diferença naquilo que você é hoje ou será amanhã.


Idiomas

Se você pretende ser referência em sua profissão, procure estudar um segundo e até mesmo um terceiro idioma, pois eles garantirão sua empregabilidade por um bom tempo. Desde a Torre de Babel, é a mesma história!


Informática

Caso não trabalhe na área de informática e tecnologia, você não precisará ficar o dia inteirinho estudando todos os novos produtos e serviços que são lançados no mercado. Entretanto, conheça as ferramentas que têm relação direta com sua profissão ou você estará fadado a trabalhar em um museu. Por exemplo: um arquiteto que não domine o AutoCad não sobrevive (não sou quem digo, são eles mesmos).


Viagens

Uma excelente fonte de saber são as viagens que você realiza tanto dentro quanto fora do país, visto que é muito mais fácil reter aquilo que presenciamos. Nas próximas férias, pense num roteiro também cultural ao invés de praias cheias de gente e pouquíssimas alternativas no campo do saber. Aprender com diversão é muito melhor, e é isto que você consegue com um bom planejamento em suas viagens de lazer.


Leituras especializadas

Estar por dentro de tudo o que ocorre em sua área de atuação é condição sine qua non para que venha a se tornar (ou continue a ser) um profissional competente. O mundo muda cada vez mais rápido e a sua profissão também – cuidado para não dormir no ponto.


Conhecimentos gerais

“Conhecer um pouco de tudo e muito de pouco”, este é o lema do profissional generalista, mas com forte especialização. Esqueça que você não gosta de política e comece a ler este caderno em seu jornal diário, fique por dentro do “economês” e aprofunde seus conhecimentos jurídicos.

Bons estudos!


Wellington Moreira  |  Publicado em: 06/08/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ler Para Compreender



A Leitura Pode Ajudar as Pessoas a Vencerem na Vida? Como a Leitura Pode Transformação Nossa Realidade? Que Papel Ela Representa Na Transformação Social do Nosso País?

Vivemos numa era em que para nos inserir no mundo profissional devemos possuir boa formação cultural e muita informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, pois quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.

A leitura tem a capacidade de influenciar nossa maneira de agir, de pensar e até mesmo de falar. Com a prática da leitura tudo isso é expresso de forma clara e objetiva e, certamente, as pessoas que não possuem o hábito de ler ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação.

Tudo isso é comprovado por meio de pesquisas, as quais revelam que na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso mesmo, entram mais fácil no mercado de trabalho, ocupando cargos gerenciais e de diretoria.

Porém, conter um bom vocabulário não é a única maneira de “vencer na vida”, pois é preciso ler e compreender para poder opinar, criticar e modificar situações.

Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmente o ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura.

Benefícios da Leitura

A leitura é extremamente importante para todos nós, não apenas por ser fundamental em nossa formação intelectual, mas também por permitir a todos nós um acesso ao mundo das informações, das idéias e dos sonhos. Sim, pois ler é ampliar horizontes e deixar que a imaginação desenhe situações e lugares desconhecidos e isto é um direito de todos.

A leitura permite ao homem se comunicar, aprender e até mesmo desenvolver, trabalhar suas dificuldades. Em reportagem recente, uma grande revista de circulação nacional atribuiu à leitura, a importância de agente fundamental para a transformação social do nosso país. Através do conhecimento da língua, todos têm acesso à informação e são capazes de emitir uma opinião sobre os acontecimentos. Ter opinião é cidadania e essa parte pode ser a grande transformação social do Brasil.

Os benefícios da leitura são cientificamente comprovados. Pesquisas indicam que crianças que têm o hábito da leitura incentivado durante toda a vida escolar desenvolvem seu senso crítico e mantém seu rendimento escolar em um nível alto. O analfabetismo, um dos grandes obstáculos da educação no Brasil está sendo combatido com a educação de jovens e adultos, mas a tecnologia está afastando nossas crianças dos livros.

Permitir a uma criança sonhar com uma aventura pela selva ou imaginar uma incrível viagem espacial são algumas das mágicas da leitura. Ler amplia nosso conhecimento, desenvolve a nossa criatividade e nos desperta para um mundo de palavras e com elas construímos o que gostamos, o que queremos e o que sonhamos.

Portanto, garantir a todos o acesso à leitura deve ser uma política de Estado, mas cabe – principalmente – a nós dedicar um tempo do nosso dia a um bom livro, incentivar nossos amigos, filhos ou irmãos a se apegarem à leitura e acima de tudo utilizar nosso conhecimento para fazer de nossa cidade, estado ou país, um lugar melhor para se viver.


Julio Cesar S. Santos  |  Publicado em: 13/08/201, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 22 de setembro de 2012

Como sua voz fica quando você está nervoso?



Saber usar bem a voz tem grande determinação na comunicação eficente. A fala representa quase 40% do impacto na apresentação e na determinação do sucesso no momento de passar a mensagem que desejamos. Basta perceber que passamos pelo menos 80% do tempo falando no ambiente de trabalho.

Você já deve ter percebido que alguém está nervoso, ansioso ou triste só de escutar a voz dessa pessoa... É bastante comum a gente ligar para alguém e perceber imediatamente se ela estava dormindo, se está chateada ou irritada com alguma coisa, não é?

Isto acontece porque a voz é uma fonte bastante reveladora de como está o nosso estado emocional. Assim como o corpo fala, contribuindo ou atrapalhando no entendimento da mensagem, com a voz é mesma coisa. Só que o conteúdo transmitido pela fala, não tem nada de intelectual. É emoção pura! Isto significa dizer que, ainda que detenhamos um grande domínio do assunto, podemos passar insegurança, dependendo de como utilizamos a nossa voz.

Veja alguns exemplos diferentes mensagens das diferentes mensagens que nossa voz pode transmitir: 

    Grave = seriedade, credibilidade
    Extremamente grave = tristeza e falta de energia
    Aguda = alegria e extroversão
    Extremamente aguda = infantilidade, imaturidade, insegurança

Preste atenção na sua voz. Mesmo sem perceber, podemos falar de diversas maneiras: 

    Com a boca muito fechada
    Muito baixo
    Pra dentro
    Gritando
    Devagar
    Rápido demais

O ideal é que a nossa voz ajude a potencializar a força da mensagem e também transmita credibilidade e segurança. A fala deve ser equlibrada, clara, fluente e firme, respeitar cada palavra sem mutilizar as sílabas e equilibarada num tom médio para passar tranquilidade, segurança, respeito ao outro e demonstrar que nossas ideias estão organizadas. Quando estamos roucos, gritamos, falamos aceleradamente ou de maneira muito lenta, podemos dar impressão de sermos mal-educados, rudes, agressivos ou estamos sem energia, cansados e até despreparados para apresentar nossas mensagens.

Vale lembrar que o profissional indicado para tratar a voz é o fonoaudiólogo que vai identificar as necessidades individuais de cada um. Mas de maneira geral, devemos evitar:

    Fumar - A fumaça agride as pregas vocais, provoca irritação, pigarro e tosse.
    Beber - O álcool prejudica a saúde vocal porque anestesia as cordas vocais.
    Ar condicionado - A umidade do ar diminui, resseca a garganta e laringe e danifica as pregas vocais.
    Forçar a voz sem necessidade
    Ansiedade e tensões
    Excessos noturnos

Tenha consciência de como utiliza sua voz e aproveite todo o potencial para alavancar sua carreira!


Mariana Arantes  |  Publicado em: 28/08/2012, no sie: www.qualidadebrasil.com.br

sábado, 23 de junho de 2012

Celular do futuro, uma viagem à imaginação



A engenharia muda o mundo, que muda o homem, que muda a vida!
O  que a competência e poder criativo do homem ainda é capaz de gerar, trazendo benefícios a toda humanidade, sem destruir a natureza?
O destino será uma invenção do homem ou a invenção continuará sendo o seu destino?
Terá o homem poder inventivo não para conquistar povos, para conquistar mais corações?
O que as novas tecnologias farão pelos nossos comportamentos?
A internet, confinando pessoas em casa, aproxima ideias e nos afasta dos festivos abraços?
Que poder tem essa cerca eletrônica de nos proteger,  desproteger, aproximar ou nos afastar?
Das prateadas roupas, outrora imaginadas para o futuro, ao despojado e rasgado jeans, que  homem é esse que inova e nem sempre se renova?
Para o futuro, respostas, poucas temos, perguntas, muitas sobram!
Veja nesta edição da TV Facens um show de tecnologia:
·      A história do telefone desde  sua criação e o celular do futuro
·      Vídeo chamada com Yuri Ramos Sócio fundador da Mob376, diretamente de Boston - EUA
·      Você sabe o que é Smart Beam Antenna?
Vale a pena conferir http://www.youtube.com/watch?v=wXTJGRVibBY&feature=youtu.be

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo

Publicado em 12-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Personalidade

Do site: www.mentecerebro.com.br, em 05 de dezembro de 2011

O idioma influencia o modo como agimos
 
©Shutterstock

A língua que falamos é capaz de ressaltar ou obscurecer nossos traços de personalidade. Pelo menos é o que afirmam psicólogos da Universidade Politécnica de Hong Kong, na China, em um trabalho publicado no Personality and Social Psychology Bulletin. Os pesquisadores descobriram que estudantes chineses bilíngues pareciam mais extrovertidos, seguros da própria opinião e abertos a novas experiências – traços geralmente associados a ocidentais – quando participavam de entrevistas feitas em inglês. Os mesmos traços não eram tão enfatizados quando os interlocutores falavam mandarim. Outro ponto curioso é que a etnia do entrevistador teve influência sobre o comportamento dos voluntários: todos eles se mostraram menos comunicativos e dispostos a ajudar ao conversar com um interlocutor oriental, independentemente da língua usada durante o diálogo. Apesar de ainda serem necessários mais trabalhos para comprovar as conclusões, na opinião dos pesquisadores os resultados sugerem que a personalidade não é fixa, ela pode se manifestar de maneiras diversas, dependendo da situação, das pessoas com quem interagimos e até da língua falada. O mais intrigante é que aspectos de determinado perfil associado a um idioma ou a uma pessoa também podem nos levar a pensar – e agir – de determinadas formas, o que em outras circunstâncias não faríamos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O lado bom da docência


Minha mãe foi professora do ensino fundamental durante vinte e cinco anos. A julgar pelo seu sofrimento diante dos percalços da docência, nunca tive a certeza de que ela foi feliz na profissão embora ela tenha suportado firme até a aposentadoria.
 
Com base nisso, relutei até o penúltimo instante para não cair na mesma armadilha de me tornar um professor distante da real vocação, pois, de maneira geral, manter o ânimo perante a triste realidade educacional do Brasil é coisa para gente evoluída, segura, desprovida de ambições materiais.
 
Como nada na vida acontece por acaso, em 2004 tive a feliz experiência de ser demitido de uma grande empresa nacional. Uma das formas que considerei para retornar ao mundo do trabalho foi ampliar a minha rede de relacionamentos aceitando o convite para ministrar a recém-criada disciplina de empreendedorismo numa grande universidade.

 Eu não tinha a mínima ideia de como me comportar em sala de aula, mas a boa experiência de público e o relacionamento adquirido nos meus dois últimos empregos, onde era necessário treinar pessoas e me relacionar o tempo todo com clientes e fornecedores, foi fundamental para manter a confiança.

 Quando você está perdido em relação ao futuro, as escolhas não fazem muita diferença. Como diria um amigo, “quem tá perdido não caça caminho”. Isso é a lei da sobrevivência. O importante é continuar caminhando.
 
Naquele momento de incerteza e poucas perspectivas, apesar do currículo abarrotado de realizações, as primeiras entrevistas foram pouco animadoras, mas o importante era voltar para o mercado de trabalho.
 
Na época, a docência não era o meu emprego dos sonhos, mas uma nova porta se abriu. Quando as opções aparecem - e aparecerão muitas vezes - haverá sempre uma escolha. Devo ou não devo ir por essa porta? Que caminho é esse?
 
Se fosse levar em conta o salário, comparado ao que ganhava no último emprego, e as perspectivas de crescimento, por certo teria desistido antes mesmo de conhecer o campus universitário.
 
Acontece que a vida é bem mais do que isso e o que importa no primeiro momento é vislumbrar uma possibilidade mínima de sucesso. Se existe, deve estar acompanhada de esperança e otimismo.

 Durante dois anos e meio eu aguentei firme e honrei meus compromissos na universidade ganhando apenas para o combustível, mas pensando sempre no futuro. Na universidade eu conheci pessoas de várias empresas, órgãos públicos e outras instituições e isso me abriu novas portas.

A docência é uma coisa tão excitante quanto o vinho, desde que você goste de vinho e esteja bem acompanhado, caso contrário, você vai viver de enxaquecas e curativos provocados pelas quedas consecutivas.
 
Decorridos quase oito anos da minha primeira experiência como docente, não carrego o mínimo senso de arrependimento. Apesar de não ser a mais rentável das profissões, é altamente estimulante, pois exige diferentes competências, além de proporcionar uma ampla base de conhecimento e relacionamentos.

Na condição de consultor, professor universitário e treinador de pessoas, posso dizer que melhorei um pouco embora tenha um longo caminho pela frente. O sucesso na caminhada depende de atualização constante, de relacionamento e, acima de tudo, do sorriso da plateia.
 
Como diria o meu instrutor de Coaching, a realidade é o que ela é e não o que você gostaria que fosse, portanto, se alguém deseja chegar a algum lugar, deve continuar caminhando com as armas que tem.
 
Isso é o que Steve Jobs chama de unir os pontos. Uma breve interrupção na caminhada é apenas um momento para reflexão e ajustes. Mais adiante, os pontos vão se unir outra vez e não há qualquer adversidade que não se transforme em vantagem no futuro.
 
A oportunidade na docência me deu também a oportunidade de conhecer centenas ou milhares de pessoas que, de alguma forma, contribuíram sobremaneira para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Quantos cursos, livros e outras indicações surgiram daí.
 
No fim da história, com grande parte dessas pessoas e profissionais, além de se tornarem clientes, ainda foi possível estabelecer um vínculo de amizade, o qual desejo manter nos próximos cinquenta anos. Novos vínculos sempre abrem novas portas e ajudam a estabelecer novos elos.
 
O lado bom da docência é que você poder ir além do conhecimento, do relacionamento e do salário. O dinheiro ajuda? Claro que ajuda, mas, na prática, o que vale mesmo é a chance de abrir uma porta após a outra através de milhares de pessoas que cruzam o nosso caminho. 
 
Por outro lado, para um professor medíocre, que se entrega à docência apenas para sobreviver, resta a única esperança: o maldito dia da aposentadoria. Ser professor, em qualquer nível de conhecimento, demanda uma competência não ensinada nas escolas: o encantamento.

E para encantar pessoas na docência, muito mais do que título, método, conhecimento específico e relacionamento, você precisa, acima de tudo, saber diagnosticar as emoções humanas para aplicar a dose certa de conhecimento de acordo com as necessidades de cada aprendiz.

Pense nisso e seja feliz!

Publicado em 9-Nov-2011, por Jerônimo Mendes,
no  site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A coisa mais importante do mundo

  
Por Naomi Klein 

A intelectual e ativista canadense fez um discurso histórico à Assembleia Geral do movimento Ocupar Wall Street. 

Eu amo vocês.

E eu não digo isso só para que centenas de pessoas gritem de volta “eu também te amo”, apesar de que isso é, obviamente, um bônus do microfone humano. Diga aos outros o que você gostaria que eles dissessem a você, só que bem mais alto.

Ontem, um dos oradores na manifestação dos trabalhadores disse: “Nós nos encontramos uns aos outros”. Esse sentimento captura a beleza do que está sendo criado aqui. Um espaço aberto (e uma ideia tão grande que não pode ser contida por espaço nenhum) para que todas as pessoas que querem um mundo melhor se encontrem umas às outras. Sentimos muita gratidão.
Se há uma coisa que sei, é que o 1% adora uma crise. Quando as pessoas estão desesperadas e em pânico, e ninguém parece saber o que fazer: eis aí o momento ideal para nos empurrar goela abaixo a lista de políticas pró-corporações: privatizar a educação e a seguridade social, cortar os serviços públicos, livrar-se dos últimos controles sobre o poder corporativo. Com a crise econômica, isso está acontecendo no mundo todo.
Só existe uma coisa que pode bloquear essa tática e, felizmente, é algo bastante grande: os 99%. Esses 99% estão tomando as ruas, de Madison a Madri, para dizer: “Não. Nós não vamos pagar pela sua crise”.
Esse slogan começou na Itália em 2008. Ricocheteou para Grécia, França, Irlanda e finalmente chegou a esta milha quadrada onde a crise começou.

“Por que eles estão protestando?”, perguntam-se os confusos comentaristas da TV. Enquanto isso, o mundo pergunta: “por que vocês demoraram tanto? A gente estava querendo saber quando vocês iam aparecer.” E, acima de tudo, o mundo diz: “bem-vindos”.

Muitos já estabeleceram paralelos entre o Ocupar Wall Street e os assim chamados protestos anti-globalização que conquistaram a atenção do mundo em Seattle, em 1999. Foi a última vez que um movimento descentralizado, global e juvenil fez mira direta no poder das corporações. Tenho orgulho de ter sido parte do que chamamos “o movimento dos movimentos”.

Mas também há diferenças importantes. Por exemplo, nós escolhemos as cúpulas como alvos: a Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o G-8. As cúpulas são transitórias por natureza, só duram uma semana. Isso fazia com que nós fôssemos transitórios também. Aparecíamos, éramos manchete no mundo todo, depois desaparecíamos. E na histeria hiper-patriótica e nacionalista que se seguiu aos ataques de 11 de setembro, foi fácil nos varrer completamente, pelo menos na América do Norte.
O Ocupar Wall Street, por outro lado, escolheu um alvo fixo. E vocês não estabeleceram nenhuma data final para sua presença aqui. Isso é sábio. Só quando permanecemos podemos assentar raízes. Isso é fundamental. É um fato da era da informação que muitos movimentos surgem como lindas flores e morrem rapidamente. E isso ocorre porque eles não têm raízes. Não têm planos de longo prazo para se sustentar. Quando vem a tempestade, eles são alagados.
Ser horizontal e democrático é maravilhoso. Mas esses princípios são compatíveis com o trabalho duro de construir e instituições que sejam sólidas o suficiente para aguentar as tempestades que virão. Tenho muita fé que isso acontecerá.
Há outra coisa que este movimento está fazendo certo. Vocês se comprometeram com a não-violência. Vocês se recusaram a entregar à mídia as imagens de vitrines quebradas e brigas de rua que ela, mídia, tão desesperadamente deseja. E essa tremenda disciplina significou, uma e outra vez, que a história foi a brutalidade desgraçada e gratuita da polícia, da qual vimos mais exemplos na noite passada. Enquanto isso, o apoio a este movimento só cresce. Mais sabedoria.
Mas a grande diferença que uma década faz é que, em 1999, encarávamos o capitalismo no cume de um boom econômico alucinado. O desemprego era baixo, as ações subiam. A mídia estava bêbada com o dinheiro fácil. Naquela época, tudo era empreendimento, não fechamento.
Nós apontávamos que a desregulamentação por trás da loucura cobraria um preço. Que ela danificava os padrões laborais. Que ela danificava os padrões ambientais. Que as corporações eram mais fortes que os governos e que isso danificava nossas democracias. Mas, para ser honesta com vocês, enquanto os bons tempos estavam rolando, a luta contra um sistema econômico baseado na ganância era algo difícil de se vender, pelo menos nos países ricos.

Dez anos depois, parece que já não há países ricos. Só há um bando de gente rica. Gente que ficou rica saqueando a riqueza pública e esgotando os recursos naturais ao redor do mundo.

A questão é que hoje todos são capazes de ver que o sistema é profundamente injusto e está cada vez mais fora de controle. A cobiça sem limites detona a economia global. E está detonando o mundo natural também. Estamos sobrepescando nos nossos oceanos, poluindo nossas águas com fraturas hidráulicas e perfuração profunda, adotando as formas mais sujas de energia do planeta, como as areias betuminosas de Alberta. A atmosfera não dá conta de absorver a quantidade de carbono que lançamos nela, o que cria um aquecimento perigoso. A nova normalidade são os desastres em série: econômicos e ecológicos.

Estes são os fatos da realidade. Eles são tão nítidos, tão óbvios, que é muito mais fácil conectar-se com o público agora do que era em 1999, e daí construir o movimento rapidamente.
Sabemos, ou pelo menos pressentimos, que o mundo está de cabeça para baixo: nós nos comportamos como se o finito – os combustíveis fósseis e o espaço atmosférico que absorve suas emissões – não tivesse fim. E nos comportamos como se existissem limites inamovíveis e estritos para o que é, na realidade, abundante – os recursos financeiros para construir o tipo de sociedade de que precisamos.
A tarefa de nosso tempo é dar a volta nesse parafuso: apresentar o desafio à falsa tese da escassez. Insistir que temos como construir uma sociedade decente, inclusiva – e ao mesmo tempo respeitar os limites do que a Terra consegue aguentar.
A mudança climática significa que temos um prazo para fazer isso. Desta vez nosso movimento não pode se distrair, se dividir, se queimar ou ser levado pelos acontecimentos. Desta vez temos que dar certo. E não estou falando de regular os bancos e taxar os ricos, embora isso seja importante.
Estou falando de mudar os valores que governam nossa sociedade. Essa mudança é difícil de encaixar numa única reivindicação digerível para a mídia, e é difícil descobrir como realizá-la. Mas ela não é menos urgente por ser difícil.
É isso o que vejo acontecendo nesta praça. Na forma em que vocês se alimentam uns aos outros, se aquecem uns aos outros, compartilham informação livremente e fornecem assistência médica, aulas de meditação e treinamento na militância. O meu cartaz favorito aqui é o que diz “eu me importo com você”. Numa cultura que treina as pessoas para que evitem o olhar das outras, para dizer “deixe que morram”, esse cartaz é uma afirmação profundamente radical.
Algumas ideias finais. Nesta grande luta, eis aqui algumas coisas que não importam:

Nossas roupas.

Se apertamos as mãos ou fazemos sinais de paz.

Se podemos encaixar nossos sonhos de um mundo melhor numa manchete da mídia.

E eis aqui algumas coisas que, sim, importam:

Nossa coragem.

Nossa bússola moral.

Como tratamos uns aos outros.

Estamos encarando uma luta contra as forças econômicas e políticas mais poderosas do planeta. Isso é assustador. E na medida em que este movimento crescer, de força em força, ficará mais assustador. Estejam sempre conscientes de que haverá a tentação de adotar alvos menores – como, digamos, a pessoa sentada ao seu lado nesta reunião. Afinal de contas, essa será uma batalha mais fácil de ser vencida.

Não cedam a essa tentação. Não estou dizendo que vocês não devam apontar quando o outro fizer algo errado. Mas, desta vez, vamos nos tratar uns aos outros como pessoas que planejam trabalhar lado a lado durante muitos anos. Porque a tarefa que se apresenta para nós exige nada menos que isso.

Tratemos este momento lindo como a coisa mais importante do mundo. Porque ele é. De verdade, ele é. Mesmo.


Fonte: Revista Forum

Recebido de Vicente Adorno, por e-mail

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bebês aprendem a contar antes do que parece


Do site: www.mentecerebro.com.br, em 29 de setembro de 2011

Com 18 meses os pequenos já são capazes de entender números, ainda que não saibam expressar essa aptidão
 
©jojof/shutterstock

A maioria das crianças aprende a contar a partir dos 2 anos, após observar muitos cálculos feitos pelos pais, irmãos e até mesmo personagens de desenhos educativos. Segundo um estudo do psicólogo Michael Siegal, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, porém, com aproximadamente 1 ano e meio os pequenos já conseguem relacionar quantidades a números mais baixos, mesmo que ainda não saibam se expressar. Para testar essa hipótese os pesquisadores mostraram a bebês de 18 meses um vídeo com 6 peixes nadando e outro com apenas 3. Enquanto os vídeos eram passados, uma voz contava até 6. Conforme esperado, os pequenos voluntários passaram mais tempo olhando para a sequência que mostrava a contagem correta, um indício de que eles associavam os números ouvidos à quantidade de animais na tela.

domingo, 9 de outubro de 2011

Um reino em pé-de-guerra

Do site: www.mentecerebro.com.br, em 28.09.2011

Livro infantil mostra o quanto brigas entre adultos podem interferir no bem-estar das crianças
 


O que acontece quando pessoas de quem gostamos brigam entre si e agem de forma cruel uma com a outra? Mesmo que o desentendimento não tenha nada a ver diretamente conosco, sempre corremos o risco de levar uma pedrada ou uma sapatada na cabeça. Por um lado, a situação é assustadora – afinal, alguém pode sair muito machucado –, mas também provoca raiva. É por isso que quando o rei Patrick e a rainha Dominique entravam em pé de guerra o mundo da garotinha protagonista e narradora de Meu reino parecia entrar em colapso. Sua casinha, no alto de uma colina, ficava entre os castelos dos dois briguentos. “Ah, se ao menos eu pudesse trocar de vizinhos!”, lamentava. Na verdade, de vizinho em geral a gente pode mudar. Mas não é possível fazer o mesmo com nossas famílias. O livro da autora belga Kitty Crowther, recém-lançado pela Cosacnaify, faz alusão justamente à complicada situação das crianças que veem seus pais se digladiarem. Muito incomodada com a situação, a personagem precisou encontrar um jeito de dizer aos dois teimosos o quanto a forma como conduziam seus desentendimentos lhe fazia mal. “Chega!”, ela grita. E pela primeira vez as coroas caem da cabeça dos adultos. Atônitos, rei e rainha olham em volta e percebem o estrago. O jeito era catar os cacos e encontrar outros jeitos de se relacionar.
Meu reino. Kitty Crowther. Cosacnaify, 2011.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que vivemos o paradoxo da farta informação e baixa qualificação?


Publicado em 5-May-2011,  por Ivan Postigo


Alguém se lembra como era o mundo antes da internet? Interessante, parece que ela sempre existiu!
 
Você, utilizando a rede com assiduidade e intensidade, não é capaz de imaginar que esse extraordinário recurso está ai há tão pouco tempo e ocupou a vida das pessoas definitivamente.
 
Das pesquisas escolares às cientificas, tudo passa por consultas à rede. Realmente um novo ambiente, um novo mundo, e virtual. Terceira, quarta, quinta, que dimensão é esta?
 
Há alguns anos, a informação passava pela aquisição de livros, apostilas e as fotocópias, tão combatidas, além das aulas. Hoje a disponibilidade é fácil e farta. Cresceu em escala geométrica.
 
Quando você se interessa por algum assunto precisa telefonar para alguém, ir às bibliotecas, pedir material emprestado? Talvez algo específico, recomendado. Para uma primeira abordagem e contato com o assunto basta entrar na rede e fazer uma pesquisa. Encontrará não só informações como opiniões.
 
Paralelo a esse fato, denominado internet, as pessoas tem mais acesso a cursos técnicos e faculdades. Reúna os dois e estará possibilitando, a estas, condições de uma preparação profissional mais adequada, pelo menos no sentido do aculturamento.
 
Perícia, destreza, habilidade, capacidade de aplicação dependem de exercício.
 
É importante separar os conceitos de educação e treinamento. Educação engloba ensinar e aprender e treinamento o desenvolvimento de habilidades pela repetição. Posso perfeitamente saber tudo sobre música, sem que tenha habilidade para tocar um instrumento por não praticá-lo.
 
Os jovens hoje são mais esclarecidos e desinibidos que os de algumas décadas e têm farta informação. A mobilidade também é grande, muitos dirigem e tem seus próprios veículos. Quando não, utilizam os dos pais e de amigos.
 
A capacidade de se expressar e os meios para se comunicar são bastante desenvolvidos, então por que enfrentam dificuldades para colocação no mercado de trabalho?
 
Na opinião de muitos jovens não há vagas, em contraposição as notícias: “Sobram vagas e não há qualificação!”
 
Há um nó a ser desatado, não há?
 
Em um fórum poderíamos debater o que precisa de aprimoramento:
 
- A vaga ou o profissional?
- O entrevistado ou o entrevistador?
 
Qualidade estabelece uma relação direta com valor. Produtos Premium estabelecem valores Premium.
 
Temos que lembrar que contratamos serviços e não pessoas. Aquelas com maior potencial para oferecer serviços de qualidade estarão nas empresas onde o conjunto – salários mais benefícios – forem recompensadores. É a lei da oferta e da procura.
 
Isto ainda não responde a questão: por que temos farta informação e baixa qualificação?
 
Sobram informações e faltam informados? Sobram entendidos, falta entendimento?
 
Excedem as leituras, não há leitores?
 
A pergunta é simples e deve ser feita por gestores e candidatos: que oportunidades estão disponíveis, quais as carências a serem supridas, como supri-las e em quanto tempo.
 
O mercado “aposenta” cedo demais profissionais experientes, ao mesmo tempo que procura “estagiários com experiência”.
 
Essa troca prematura, sem preparar substitutos, leva as empresas à deficiência organizacional que provoca perdas com desperdícios, erros e com oportunidades não observadas e exploradas.
 
A contratação de profissionais com baixa qualificação, por conta de baixos salários, cria administrações não só precárias como sofríveis.
 
Lamentavelmente seus gestores não se dão conta do alto custo dessa administração barata!
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
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Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Dados na nuvem: É ou não é seguro?


Publicado em 5-May-2011,  por Gustavo Rocha

Você sabe o que são dados na nuvem? São arquivos seus (emails, arquivos de texto, planilhas, etc) que ficam armazenados na internet e não no seu computador.

Na verdade não é na internet, eles ficam armazenados em servidores em outros locais que não na sua residencia ou escritório e são acessados pela internet.

Esta foi e continua sendo uma tendência. Leia um artigo aqui sobre os altos investimentos neste assunto.

Cada vez mais temos armazenamento na nuvem, seja pelo baixo investimento, seja pela praticidade, celeridade e acessibilidade.

Tudo uma maravilha não é?

Quem dera.

Uma notícia recente demonstrou justamente o contrário: Dados Armazenados na Nuvem da Amazon foram perdidos para sempre. Leia a notícia completa aqui.

Isto significa que a confiança em uma enorme empresa como a Amazon foi desacreditada de uma hora para outra. E o pior não é isto, é que as empresas que perderam seus dados, como é que ficam? Ganham um desconto e pronto?

Sinal de que a Amazon não fez seu dever de casa, ou seja, além de armazenar nos servidores, deveria ter backups diários, backups externos e por aí vai.

Um alerta para todo o mundo.

O que você hoje tem na nuvem na sua empresa? Tudo? Nada?

Por óbvio não podemos generalizar ou radicalizar. Precisamos encontrar caminhos para nossa segurança.

Dizer que não teremos nada na nuvem é bobagem. Qualquer email hoje pode e é acessado em celulares, notebooks, tablets, de qualquer lugar no mundo com internet. São negócios feitos desta forma. Tudo graças a nuvem de dados na internet.

Este é apenas um exemplo. Se você quer um backup eficiente e prático, recomendo o Dropbox (acesse aqui). Com o dropbox seus arquivos estão armazenados na nuvem, em qualquer computador com Dropbox você tem todos seus dados atualizados. Não está na sua máquina? Não tem problema, acesse o site deles e com seu usuário e senha tens acesso a todos os arquivos. E melhor: até 2 GB de armazenamento é gratuito.

Será que algum dia o dropbox pode falhar?

Claro que sim. Por isto, além de usa-lo como meu backup, faço um backup externo uma vez por semana num disco rígido externo.  Ou seja, se um falhar, tenho o outro e vice-versa.

Depender única e exclusivamente de um método de armazenagem pode ser perigoso, o caso da Amazon nos remete a isto.

Como você armazena seus dados?

Sequer tem backup? Cuidado!!!

Cada vez mais a informação é poder e necessita ser analisada e arquivada com cuidado.

Pense nisto.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
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