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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As ondas da sabedoria nas areias do coração


Um dia você se levanta bem, sem euforia, sem qualquer problema que lhe tire a paz e sai de casa para tratar de algum assunto.

Despreocupado, vai às compras, ao trabalho ou tratar de algum detalhe em uma repartição pública ou banco. Ao iniciar o contato encontra aquela que, durante muito tempo, você considerará a pessoa mais desagradável do mundo.

Sem motivo, na sua visão injustificável, você uma pessoa que procura ser cordial e compreensiva, acaba sendo maltratada.

Durante semanas carregará aquele gosto amargo na boca, imaginando mil artimanhas para mandá-la para as profundezas e sente o coração apertado.

Como esquecer? Que tal deixar a cargo do tempo?

O tempo é um remédio interessante, pois ajuda a fazer com que não nos lembremos de muitos dissabores.

Ah, mas há algumas situações que nem o tempo ajuda a apagar, principalmente se o desejo de um dia dar o troco ficar vivo, alimentando aquela lembrança.

Qualquer fato que traga à tona o momento gera desconforto e um aperto no coração.

Esse é um órgão, poucos sabem, cheio de areia, onde palavras sobre alegrias e dissabores são escritas.

Gravamos os fatos na mente e as sensações no coração, que podem nos fazer bem ou mal.

O tempo apenas faz soprar o vento que pode cobrir algumas marcas, mas não as mais profundas. Por essa razão devemos, ao máximo, evitar que sejam escritas com profundidade.

Ah, mas o perdão pode resolver essa questão!

Perdão é uma palavra bonita, mas de difícil entendimento e aceitação.

O perdão, muitas vezes, se torna tão pesado que o vento que o tempo faz soprar não permite que este alcance e apague as marcas no coração, lançando-o no mar das amarguras.

Ainda que as pessoas tentem não conseguem trazê-lo onde se faz necessário!

Evitar confrontos e dissabores é bom, mas nem sempre possível. Ora, então o homem nasceu com a sina de carregar marcas por toda a vida?

Você já se deu conta de que alguns acontecimentos apenas deixaram registros na memória e não chegaram ao coração?

Outros, ainda que tenham feito marcas profundas, hoje não mais vistas, mal podem ser lembrados?

Todos nós, sem exceção, podemos contar inúmeros casos que vivenciamos e também de pessoas que superaram situações difíceis sem carregar marcas.

Com certeza, algumas manhãs você teria preferido não ter se levantado, ficando na cama até que a turbulência e a raiva passassem, ainda que viesse a descobrir mais tarde que o assunto não era para tanto.

Ocorre que na hora dos acontecimentos lhe faltou calma para refletir um pouco antes de gravar as palavras.

Ah, o tempo, o vento e a sabedoria!

Um sopro do vento, que o tempo traz, provocando as ondas da sabedoria que deslizam nas areias do coração, faz milagres.

Quer sejam mansas ou bravias, apagam todas as marcas, ainda que profundas sejam e tempo leve.

Lembranças ficarão, mas sem marcas no coração.


Ivan Postigo, publicado em 09/11/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br
Diretor de gestão empresarial da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão. Economista, contador, pós-graduado em controladoria pela USP

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conflitos, debates, rupturas e criação



Uma palavra  que nos incomoda quando pronunciada é conflito, pois vamos encontrar nos dicionários sinônimos como luta, combate e guerra.

Quando analisamos a palavra como estado de tensão, desconforto com a situação, podemos perceber que as definições acima estão mais ligadas a uma das resoluções do conflito que a este propriamente.

Quando você tem um conceito sobre uma situação e eu outro  entramos em conflito, o que não quer dizer que  vamos pegar em armas e nos fuzilarmos.

Podemos considerar três hipóteses:

    Entrar em guerra e nos agredirmos;
    Entrar em negociação e chegarmos a um acordo;
    Reformularmos tudo,  criando uma nova situação.

O homem explora o fundo do mar, voa pelos céus e viaja pelo espaço, não sem antes ter entrado em conflito com seus semelhantes, com os conceitos vigentes e consigo mesmo.

Tomemos como exemplo  um dos maiores conflitos em que o homem se envolveu,  gerando uma das mais extraordinárias invenções que mudou a história da humanidade, a superação da gravidade.

Em 1709, um jesuíta brasileiro, Bartolomeu de Gusmão,  fez ensaios com pequenos balões de ar quente, mostrando que seria possível voar.  Alguns anos depois, Julio Cezar Ribeiro de Souza, nascido no estado do Pará,  fez avanços na questão da dirigibilidade dos balões, datam as informações como 1880. Posteriormente, Santos Dumont, em 1901, com seu dirigível, contornou a Torre Eifel.

O homem, não contente, continuou desafiando a gravidade, e  tomando um dos fatos mais conhecidos, o  alfaiate Franz Reichelt, em 1912, saltou da torre Eifel com uma capa parecida com a  do batman, acreditando que esta o sustentaria e flutuaria. Alguns segundos depois, perderia a vida tentando resolver o conflito em que estava: sua crença em poder superar a gravidade.

Hoje, além dos aviões, foguetes, temos   paraquedas e asas-delta, sem que esse conflito esteja totalmente resolvido, pois o homem continua a desafiar a gravidade.

Todo processo criativo é um processo de ruptura, como nova cor, nova forma, novo jeito, novo sabor.

Lembra da introdução do cinto de segurança nos carros?

Dá para negar que foi uma quebra de conceito, de padrão de comportamento, geração de conflito?

Um conflito que leva ao debate, a rupturas de conceito  e  gera tensão necessária  para criação.

Felizmente,  hoje ninguém precisa, como Galileu Galilei, negar que a terra é redonda para não ser condenado à fogueira pela inquisição. Demorou, mas sua reabilitação oficial aconteceu em 1.992, com  o papa João Paulo II, lembrando   que sua  condenação ocorreu em  22 de junho de 1633.

A questão positiva mantida a ordem dos fatos é que  conflitos, debates, geração de tensão criativa  e  ruptura levam ao processo de criação e implementação de mudanças.

O lado negativo do processo se dá quando os debates levam ao conflito e rupturas, reduzindo substancialmente as chances de criação e mudanças.

Não é incomum situações negativas serem revertidas, mas o preço a ser pago e os danos são infinitamente maiores.

Muitos estudiosos de administração defendem a geração e administração de conflitos como forma de gerar  energia necessária para mudanças, contudo não há nada  que incomode mais um bom número de  gestores do que confrontos de idéias.

Não são poucas  as empresas despreparadas para  gerenciar o otimizar o lado positivo dos conflitos, basta acompanhar as áreas de criação, desenvolvimento, engenharia  de produtos  e as áreas produtivas.

Sempre que tiver que administrá-los lembre-se que é a queda d’água que gera energia.

Ivan Postigo  |  Publicado em: 28/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 26 de junho de 2012

Lágrima divina



Imitamos Deus em todo seu poder quando um filho geramos. Um Deus que a presença queremos, o Deus que adoramos.
 
Um ato de amor ou de confusa relação,  que nos torna pais. Das promessas de amor eterno ao encontro fortuito.
 
No ventre está a semente. O anel do universo que liga para a eternidade dois amantes ou dois errantes.
 
Filhos nascidos, às vezes amados, outras esquecidos. Cuidados ou abandonados. Um, dois, três, tantos!
 
Para muitos não importa o que tanto conta. Para outros, conta a conta!
 
Um momento vivido, apenas. Às vezes lembrados, mas não a vida esquecida.
 
Pequenos e carentes nascemos, em seio de mãe nos protegemos. Legítima ou adotada, colo que nos aquece,  mãos que nos afagam.
 
Momentos em que não faltam amor e nem cuidados, aos filhos perdidos, uma vez encontrados.
 
Menino nascido, homem ferido, ser negligenciado.
 
Em um planeta maltratado estão abandonados os filhos dos filhos dos filhos de Deus.
 
Gerações e gerações que não cuidam da terra, tampouco da vida.
 
Com a negligência com o semelhante vem o esquecimento. Palavras caem em desuso.
 
Nas mídias, como recurso de venda, o amor é exaltado, na vida, o carinho, a atenção, a cortesia, a ternura, banidos.
 
O e-mail substituiu o abraço e o aperto de mão. A rede social o encontro festivo, o almoço com o colega, o café com o amigo.
 
O trabalho que construía, assumiu a sobrevivência.
 
Cercado por muros, os condomínios que protegem o homem dos semelhantes, afasta-o dos parecidos. Protegido, sente-se isolado e esquecido.
 
E o banco da praça?
 
Quando lá está é mal usado ou destruído. Amigos se foram, a amizade se perdeu. A saudade, palavra sem tradução como é o sentimento, é exaltada. Na música, na poesia, nos olhos dos velhos que viram os jovens partirem!
 
A velha amoreira, que tantas vidas e crianças à sua volta reunia, foi derrubada para construir mais um abrigo. Com conforto e luxo, mas com corações vazios.
 
Sem frutos e galhos para descanso cessou o pio e canto das aves. Não se ouve mais o melodioso e triste canto da patativa, que os quintais visitava.
 
É o progresso que gera lembranças de um tempo sem regresso.
 
No lago, produto das mãos do homem, a vida não encontra caminho e a piracema é só um fato, poucas vezes um ato.
 
A ecologia, ensinada às nossas crianças como verdade, carece do encontro com a realidade. Pés descalços sobre o solo macio, a brisa que sopra e carrega o cheiro das flores, a visão de uma abelha trabalhadeira, a verde grama que permite o descanso, a lata jogada, que maltrata a vista!
 
Retirá-la não é muito, mas somadas, pequenas ações, não é pouco. Nas suas mãos está a consciência. Que retira ou arremessa.
 
A boa vontade e a responsabilidade tornam o feito, desfeito.
 
Se aos velhos não podemos ensinar, não percamos a oportunidade com os jovens. Vivem no presente, mas o futuro será sua morada.
 
Eduque-se desde cedo, para que os vícios de casa a praça não alcancem, diriam saudosos avós!
 
Do espaço, o planeta azul se mostrará cinza sem cuidados.
 
Restará o azul nas fotos, nos filmes, e nas lembranças dos que viram e viveram.
 
Ainda que cinza, quem assim irá vê-lo?
 
Quem sabe muitos... talvez poucos.
 
Com um nó na garganta, saudoso, vendo-o, como casas abandonadas nas velhas cidades, diz o pai: - Foi azul e ali vivíamos.
 
Pergunta o pequeno filho de Deus: - Por que mudamos, se a saudade incomoda?
 
Com olhar triste e voz embargada responderá: - Não cuidamos. Ficou velho e está sujo.
 
No espaço, sem gravidade, paira uma gota.
 
Divina...
 
Uma lágrima de Deus!
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Publicado em 26-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 23 de junho de 2012

Celular do futuro, uma viagem à imaginação



A engenharia muda o mundo, que muda o homem, que muda a vida!
O  que a competência e poder criativo do homem ainda é capaz de gerar, trazendo benefícios a toda humanidade, sem destruir a natureza?
O destino será uma invenção do homem ou a invenção continuará sendo o seu destino?
Terá o homem poder inventivo não para conquistar povos, para conquistar mais corações?
O que as novas tecnologias farão pelos nossos comportamentos?
A internet, confinando pessoas em casa, aproxima ideias e nos afasta dos festivos abraços?
Que poder tem essa cerca eletrônica de nos proteger,  desproteger, aproximar ou nos afastar?
Das prateadas roupas, outrora imaginadas para o futuro, ao despojado e rasgado jeans, que  homem é esse que inova e nem sempre se renova?
Para o futuro, respostas, poucas temos, perguntas, muitas sobram!
Veja nesta edição da TV Facens um show de tecnologia:
·      A história do telefone desde  sua criação e o celular do futuro
·      Vídeo chamada com Yuri Ramos Sócio fundador da Mob376, diretamente de Boston - EUA
·      Você sabe o que é Smart Beam Antenna?
Vale a pena conferir http://www.youtube.com/watch?v=wXTJGRVibBY&feature=youtu.be

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
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Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
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Publicado em 12-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Rapoort, ligados na mesma frequência



Falar sobre rapport é muito fácil, difícil é praticá-lo!
 
Vamos tratar rapport como a situação em que duas ou mais pessoas estão em sincronia. Agem na mesma frequência.
 
Não há dúvidas de que se estas atingem esse estado, fica muito mais fácil o entendimento para tratar qualquer questão.
 
Um exemplo vigoroso encontramos em shows, onde o cantor ou a banda embala o público de milhares e porque não milhões de pessoas, que cantam e imitam gestos.
 
Rapport, como técnica, é indicado para construção de todo tipo de relacionamento, aplicado, inclusive, na psicoterapia.
 
Os métodos para alcançar o sincronismo mencionam espelhamento de gestos – não imitação jocosa -, igualar tom de voz, oferecimento de presentes e ajuda, encontrar algo em comum, usar palavras-chave da conversa, enfim, recursos que permitam estabelecer sintonia com os interlocutores.
 
Duas palavras são importantes neste contexto: harmonia e respeito mútuo.
 
Gente! Não há nada mais complexo do que lidar com gente...
 
Pense em uma transação comercial, onde um quer vender e o outro não quer comprar. Ainda que o comprador tenha disposição, há uma série de fatores que podem levar ao descompasso, começando pelo modelo do produto, terminando pelo preço.
 
Em determinadas situações o comprador é empurrado pelo desejo de compra e é puxado de volta pela prevenção quanto à dificuldade de revenda futura.  Quem sabe a casa na praia ou o sítio, que podem ficar abandonados assim que as crianças crescerem, ou as ferramentas que a esposa insiste que não compre, porque sabe que o marido não vai usar e ainda ficarão espalhadas pela casa.
 
Compras batizadas de duas alegrias: Uma na compra, outra na venda!
 
Nesse caso, o vendedor terá que entender as motivações do comprador. Colocar-se em seu lugar e ser solidário com seus interesses e preocupações.
 
Lembra do velho e sempre presente comercial “sua satisfação ou seu dinheiro de volta”?
 
Exatamente neste ponto é que reside a busca pela harmonia e respeito. Aqui temos um exercício de rapport.
 
A certeza do interesse também ocorre quando, depois de ouvirmos uma pessoa, dizemos: deixe-me ver se entendi bem seu ponto de vista – repetindo suas palavras!
 
Você já deve ter visto inúmeros filmes e situações onde anciãos e sábios conseguem entrar na mesma frequência de seus entrevistadores, ainda que muito jovens e rebeldes. Quando pensar em rapport é importante lembrar que as portas psicológicas só abrem por dentro.
 
Então, o que esses magos fazem para ter sucesso?
 
A vida vivida, que traz conhecimento e consolida a experiência, solidifica no comportamento dois fatores: simpatia e empatia.
 
Simpatia significa estar ao lado, ouvir, dar atenção, abrir as portas para a compreensão. Contudo, a simpatia nem sempre traz a solução. Não adianta só dizer à criança que embaixo na cama não há monstro ou ao colaborador que a planilha não é tão complicada de usar.
 
O passo determinante é a empatia: colocar-se no lugar da pessoa. Ir com a criança espiar embaixo da cama, sentar com o colaborador, enquanto este se esforça no uso da planilha e entendimento do problema, trocando de cadeira se necessário.
 
É o corretor que coloca as chaves nas mãos dos compradores para que abram a casa que visitam, a concessionária que permite o teste-drive para que os interessados sintam-se proprietários, o restaurante que assegura a mesa do cliente.
 
Ao dizer “sei como você se sente, façamos juntos”, giramos os botões que ajustam as nossas freqüências.
 
No rapport, vale a lei da paternidade: não basta ser, tem que participar.
 
Na construção dessa malha, temos que ser um dos fios.
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
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sexta-feira, 4 de maio de 2012

A arrogância é o tapete da sala da incompetência


 
Qualidade de vida está diretamente ligada à competência. Esse não é um atributo desejado apenas no mundo dos negócios.
 
As boas relações nas famílias e com os amigos também têm em seu alicerce um conjunto de competências.
 
Competência provoca a magia da simpatia e empatia.
 
Simpatia significa estar ao lado, ouvir, dar atenção, abrir as portas para a compreensão. Contudo, a simpatia nem sempre traz a solução. Não adianta só dizer à criança que embaixo na cama não há monstro ou ao colaborador que a planilha não é tão complicada de usar. A corrente das boas relações tem os elos das simpatias entrelaçado aos elos das empatias.
 
Empatia é colocar-se no lugar da pessoa. Ir com a criança espiar embaixo da cama, sentar com o colaborador, enquanto este se esforça no uso da planilha e entendimento do problema, trocando de cadeira se necessário.
 
Toda relação coloca frente a frente duas pessoas, pelo menos. Esse contato pode ser desejadamente amistoso e amigável, ou indesejadamente turbulento. A soma das experiências e comportamentos é determinante na qualidade das relações.
 
Falar sobre o homem é refletir sobre seu caráter e personalidade. Caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas possuem desde o nascimento.  Já a personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar os modelos mentais.
 
Competência, como costumamos tratá-la, é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem tomar boas decisões e que produzem efeitos favoráveis na condução de questões complexas. Ainda que alguém possa defender a possibilidade de seu uso em sentido negativo, fiquemos com as boas intenções.
 
O primeiro passo para alcançar a competência é abertura mental, que leva à disposição de aprender. Temos que nos lembrar, sempre, que nossas portas psicológicas só abrem por dentro.
O processo de aprendizado e ensino tem um ingrediente que faz o mundo sempre melhor: a generosidade.
 
Dar uma aula, porque esse é o trabalho que permite ao cidadão uma renda, sem que resulte em aprendizado, não significa ensino.  Frequentar um curso para constar em currículum, não significa aprendizado.
 
Nas duas situações a generosidade não se fez presente. Dessa forma, está concretizada a falência do processo que permite subir a escada do conhecimento.  Este, com grande probabilidade, foi afetado pelo vírus que tece o tapete da arrogância. A arrogância é caracterizada pela falta de humildade.
 
A escada do conhecimento exige, sempre, que os envolvidos desçam alguns degraus para que juntos possam retomar a caminhada. Nesse ponto é que a altivez, a soberba, o orgulho excessivo, a vaidade, impedem que a possibilidade de aprendizado ou a aceitação da ajuda oferecida se tornem elementos de solução.
 
Estendido o tapete da arrogância, para baixo deste serão varridos as fragilidades e os problemas encontrados na sala da incompetência. Para desconforto de quem a visita, e desespero daqueles que tem a responsabilidade por sua manutenção, quanto maior a sala, maior o tapete.

 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
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Publicado em 16-Mar-2012, no site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A competência atrai aliados, a incompetência aproveitadores



A vida nunca foi fácil, mas pode ser boa!
 
Notícias ruins:
 
Alguns estudos afirmam que eventos de extinção em massa ocorrem no nosso planeta a cada 27 milhões de anos.
 
Menos de cinco por cento das pessoas que ganharam boladas na loteria ainda tem uma boa soma.
 
A história mostra que o homem em sua existência experimentou apenas 300 anos de Paz absoluta.
 
Notícias boas:
 
Não temos qualquer previsão de eventos de extinção em massa para este ano.
 
Ainda há pessoas que conseguem guardar o dinheiro que ganharam em loteria.
 
Apenas 300 anos de paz absoluta não é muito, mas pessoas puderem e podem ter uma vida sem enfrentar brutalidades.
 
Veja que algumas situações não dependem de nossas escolhas, mas a maioria sim. Estas determinarão a qualidade das nossas vidas.
 
Escolha tem a ver com decisão. Decisão com competência. Competência com experiência. Experiência com conhecimento. Conhecimento com decisão.
 
Ops, parece que voltamos ao princípio!
 
Lembra da frase: Nós somos produtos das nossas escolhas?
 
Competentes ou incompetentes para tratar de uma questão têm que ser caracterizada como a situação em que nos encontramos, naquele momento.
 
Podemos mudá-la, obtendo conhecimento ou contratando-o. Mesmo em situações em que, como colaborador, seria nossa função tratar de um assunto, muitas vezes é possível negociar a troca de expertise. Boas parcerias permitem a colaboração e a maximização da aplicação dos talentos.
 
A construção da competência se faz com intercâmbio de experiências e abertura mental para o aprendizado. A competência é um estado, por isso passageiro. Dessa forma, temos que nos manter alertas e bem relacionados para torná-la perene.
 
Esse exercício atrai aliados, todos alinhados com essa conduta.
 
Na contramão está a incompetência. As pressões por solução na vida empurram as pessoas no sentido do aprimoramento, contudo nem sempre esse é o modelo mental.  A nossa personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar os modelos mentais, não deveríamos, então, todos, agir da mesma forma?
 
Uma grande lição nos diz que importante não é apenas o que sabemos, mas o que fazemos com o que sabemos. Note que há um modelo mental nesse exercício apontando caminhos.
O alicerce desse edifício é o caráter, e aqui reside um dos grandes mistérios do homem.
 
Lembremos que caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas possuem desde o nascimento.
Basta ver que duas pessoas que passaram pelas mesmas experiências, não reagem da mesma maneira. Uma pode se tornar maldosa e negativa, e a outra extremamente generosa e dedicada a impedir que aqueles fatos não mais se repitam.
 
Esse esforço, dedicação, comprometimento, capacidade de superação, poder de arregimentação, generosidade para estabelecer alianças, geram o campo de força da competência, que impede recuos e desvios.
 
O trabalho da incompetência não é de construção, mas de obtenção do maior proveito, pelo tempo que for possível.
 
Nas terras da incompetência, as minas que saciam a sede evaporam pelo calor dos interesses e secam rapidamente pela gulodice.
 
Cercadas e agitadas por aproveitadores, essas minas não são capazes de oferecer águas frescas por muito tempo.

Ivan Postigo
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Publicado em 23-Mar-2012, no site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rejeição fecha portas, mas abre a mente

Vai lá, me ajuda, dá um exemplo de situação dolorosa!
 
Eu poderia imaginar um tombo, injeção, limão no corte do dedo, uma bolada... hum, deixa pra lá...
 
Na verdade tava mesmo pensado em pé na bunda!
 
Oh, dorzinha “maledeta”!
 
Você tá pensando naquele que a namorada dá?
 
Pode ser, que tal levar em conta todos?
 
Mandado embora do time, espantado de casa, demitido da empresa, a fila segue...
 
Enquanto a fumaça gerada pelo efeito do atrito não se dissipar, a gente não vai enxergar nada, mas depois que as coisas ficam claras... nossa, como os sentimentos mudam!
 
Um fato não podemos negar: pé na bunda faz dar uns passos para frente. Dependendo da potência, muitos!
 
Alguns nos farão refletir e chegar à conclusão que merecíamos. Outros que realmente precisávamos. E nessa categoria, muitos serão uma benção que nos impedirão de definhar por falta de iniciativa e ajudarão a promover a acabativa.
 
Claro, sempre temos desculpas, algumas do tipo: não sentia que era a hora, sou um ignorante nesse assunto, e por ai vai...
 
Para complicar há uma regrinha que nos confunde a mente: “Não perca tempo com os despreparados e com quem não vale à pena”.
 
É verdade que as pessoas foram ensinadas que experiência é fundamental, mas vou contar um segredinho sobre a santa ignorância.
 
A ignorância associada à má vontade é desastre garantido, mas quando esta encontra a determinação, é impressionante seu efeito.
 
Você em relação a uma criança de cinco anos tem um conhecimento incomparável, concorda?
 
Ok, passe dias com ela e veja se consegue responder todas as perguntas que lhe faz, sem enrolação, corretamente!
 
Digo que se for atrás de todas as respostas, em pouco tempo verá que fará incríveis descobertas.
 
Ignorância e determinação são poderosos agentes de inovação, renovação e revolução. O bom senso e a segurança devem prevalecer para que não salte em um precipício apenas com um guarda-chuva, acreditando que é possível, porque o pinguim, inimigo do Batman, também o faz!
 
Cuidado com a fantasia, afinal ninguém aguenta um milésimo dos acidentes que o Coyote sofre caçando o Papa-Léguas.
 
É interessante e surpreendente, considerando a educação que recebemos, descobrir que a revolução não é encontrada nas respostas dos sábios, mas nas perguntas dos ignorantes.
 
O sábio não é sábio porque sabe tudo, mas porque sabe muito. Tudo é muito, mas muito não é tudo.
 
Caramba! Agora me enrolei, isso é um paradoxo ou um paradigma?
 
Pronto, ai está uma ponta da minha ignorância. Socorro, preciso de um sábio!
 
Algumas respostas não encontramos porque não refletimos; outras não nos sentimos confortáveis a dar, justamente porque refletimos.
 
Isso me leva a concluir que quem se acha o máximo, no mínimo é um tolo! Sei não, pensando agora, será que isso não foi o motivo do pé na bunda?
 
O que aprendi nesta vida como gestor e consultor é que todo conhecimento como solução é frágil.
 
Revirando a memória e a história, percebo que muitos que “já foram”, se foram! De alguns restaram vagas lembranças, da maioria o total esquecimento.
 
Na estrada da sabedoria há uma placa pouco lida pelos transeuntes: “A arrogância estraga a técnica, que estragada, estraga o homem!”
 
Quando um objetivo na sua vida não o faz feliz pare para avaliar.
 
Persistência é diferente de teimosia. Tentar vencer uma luta de boxe batendo o queixo no punho do oponente até que ele desista por causa da dor, ultrapassa a valentia e encontra a estupidez.
 
Por essa razão, não importa de onde venha, saiba que rejeição fecha portas, mas abre a mente.
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
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Publicado em 4-Mar-2012, no site www.gestopole.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma família em conflito

Mamãe Experiência e papai Conhecimento tinham  relação harmônica, perfeito entendimento, parceria e cumplicidade, com isso a vida seguia repleta de realizações. Sentiam que havia chegado a hora, então, amor semeado, filho esperado!
 
Nascia uma princesa. Competência, assim foi chamada a linda e carinhosa menina. Inteligente e alegre, cresceu prestativa e resoluta.
 
A alegria e a felicidade eram tantas que sem demora nascia o homenzinho que formaria o casal.  Futuro, assim chamado, sempre se mostrou um bebê manhoso. Era teimoso, de humor oscilante, um pouco frágil, exigia atenção.
 
Amor de pai e mãe não tem limites, no coração sempre cabe mais um, então, um tempinho depois,  lá estava outra menina. Pelo sorriso era inevitável não chamá-la Motivação. A menina adorava companhia, festas, tinha queda pela liderança, mas, como era inconstante, mudava de opinião a todo momento. Exercia atração, como era atraída, manipulava, como era manipulada. Deixá-la solta era um perigo!
 
Os pais viviam vigilantes. Atenciosos, antenados nas modas e tendências, sentiam-se às vezes impotentes frente às frenéticas mudanças do mundo.
 
Competência, a filha mais velha, jovem ainda, mas de comportamento maduro, auxiliava na educação dos irmãos.
 
Seu relacionamento com o irmão Futuro tinha altos e baixos, e sempre piorava com as atitudes da caçula Motivação, manipuladora e inconstante.
 
Quando conseguia alguns momentos de tranquilidade e sossego com a irmã Motivação, o irmão Futuro, com suas traquinagens, sabia como instalar a discórdia.
 
Papai Conhecimento e mamãe Experiência estavam sempre prontos para agir, de forma a manter a paz no lar. Educavam, instruíam, ditavam rumos.
 
Em alguns momentos atuavam como mentores, outros como conselheiros e algumas vezes como treinadores.
 
Perder Futuro e Motivação de vista era impensável, garantia de dores de cabeça. Atrevido e destemido, Futuro fazia qualquer coisa se fosse desafiado ou provocado pela irmã Motivação.
 
Dona Paciência, a professora, vivia enviando bilhetes para que os pais com ela se reunissem na escola para tratar do comportamento e das notas de ambos. Ratificava a mestra, a cada oportunidade, que Motivação, com orientação, sempre se saia bem, mas Futuro precisava mudar radicalmente as atitudes.
 
No último encontro debateram bastante e chegaram à conclusão que teriam que desenvolver programas educacionais diferentes para as crianças. O trabalho deveria envolver todos: Dona paciência, com apoio de papai Conhecimento, ditaria as diretrizes que seriam acompanhadas por mamãe Experiência e conduzidas pela irmã Competência. Como apoio, adicionalmente, eles fariam imersão em um programa de resiliência.
 
A ação com Futuro seria a metanóia para mudança de mentalidade, e com a irmã Motivação o estabelecimento de objetivos.
 
Experiência e Conhecimento resolveram também voltar a estudar para reciclar, pois perceberam que estavam defasados e muitos de seus conceitos estavam obsoletos, com isso não sabiam como tratar as questões que lhes apresentavam os filhos.
 
Testemunha, a vizinha que tudo sabe, diz que o esforço está valendo à pena!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Publicado em 29-Feb-2012, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Café paulista com sorriso baiano




Jovem, vivia em uma pequena e pacata cidade na chapada diamantina.
Tarefas muitas, empregos poucos, e a vida seguia, um dia após o outro, sem grandes mudanças.
 
Depois de um dia de labuta, gostava de sentar com os pais na pequena varanda, e ali, enquanto os corpos estirados se livravam do cansaço, entre um assunto e outro, falados sem pressa, admiravam o céu. Cada jóia, cada ponto brilhante, colocados ali por Deus, como de propósito, Sabedor que haveria diariamente um ponto de encontro e contemplação.
 
Ah, as cidades mais ao sul, as capitais, cheias de gente, modas e oportunidades!
Cada imagem na televisão, nas revistas, nas conversas dos amigos faziam com que perdesse o sono, imaginando meios e maneiras de poder conhecer aquele pedaço de mundo.
 
Assim, a jovem não perdia a oportunidade de guardar cada centavo que pudesse e enviar cartas aos parentes e amigos para, quem sabe um dia, ir ver de perto e desfrutar um pouco da abundância, tão comentada nas correspondências que recebia das pessoas e parentes que lá viviam.
 
Quem procura sempre encontra e quando já pensava em desistir, ali estava. Uma oportunidade de trabalho, um local para morar, junto aos seus, que haviam há alguns anos deixado também aquela terra, da qual diziam morrer de saudades, mas que dificilmente voltariam.
 
Assustada e preocupada fez as malas, incentivada pelos pais: - Vai minha filha, isto não é vida para você. Esta terra é linda, mas viver dela é sofrido! Sempre haverá tempo para visitas e quem sabe um dia para a volta. Com juízo, vá sim. Faça seu destino. Não a criamos para nós, mas para o mundo!
 
E lá se foi ela, horas de ônibus, que mais aumentavam seu medo e expectativa, sem saber o que realmente encontraria.
Recebida pelos parentes, que há muito não a viam, foi abraçada com ternura e demoradamente, como se pudessem daquela forma se livrar rapidamente da doída saudade.
 
No dia seguinte seria domingo, fariam um almoço chamando amigos para que se enturmasse e pudesse se sentir em casa.
 
Agitada com tudo aquilo e querendo começar a nova vida logo, nem aceitou os conselhos para descansar. Dois dias depois já se apresentava para trabalhar. O patrão, amigo da família, alegre, gentil e brincalhão, a deixava à vontade para que, com calma, pudesse aprender com as outras colegas.
Ela ouvia tudo, quase não falava e muito tímida não gostava de atender o balcão na lanchonete, preferia os trabalhos internos.
 
Com o tempo, apoiada pelas brincadeiras dos amigos e o carinho dos colegas, foi se soltando e, para sua surpresa, se tornou conhecida e admirada por todos que ali faziam suas refeições e tomavam seu café.
A voz era baixa e meiga, o sorriso delicado um presente para quem chegava. Sua atenção era a recompensa para todos que frequentavam o local.
 
Com a sua presença, a boa comida e o atendimento gentil eram sempre acompanhados de uma especialidade da casa:
 
O saboroso café paulista com o doce sorriso baiano!
 

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
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Publicado em 18-Jan-2012, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A perda da elegância coloca três palavras mágicas sob risco de extinção




Um amigo pernambucano, daqueles que têm sempre uma reposta na medida, costuma dizer: - As relações estão mais difíceis porque o homem anda mais grosso do que papel de embrulhar prego.
 
Eu o ouço, porque é um sábio!
 
Ele é, como costuma repetir, “uma cabra porreta, feito em pé na rede!”
 
Um sujeito meigo, atencioso, falante, colecionador de amigos, mas de uma “brabeza” insuportável quando não gosta de alguma coisa.
 
Pois é, papel ou não, todo mundo tem a sua grossura!
 
E assim, vamos construindo e destruindo relações.
 
Fazia pouco que havíamos trocado alguns e-mails, fui almoçar com um colega consultor.
 
No caminho para fechar a reunião com um café, ele me disse: - Põe preço, eu compro o seu tempo. Disso você entende, então vem na loja comigo que preciso fazer umas compras.
 
Amizade não tem preço, e fomos! Pesquisa, conversa, especula, pergunta, negocia, pechincha, pronto. Compra feita!
 
Um cliente de pouco mais de dois mil Reais não é de se jogar fora, ta certo? Não foi a vista. Três parcelinhas no cartão, mas diga lá, um belo negócio, heim?
 
O movimento todo nos colocou em contato com três vendedores. Jovens, desinibidos, às vezes perdiam o foco, mas nada atrapalhou a condução do processo.
 
Assim que entramos na loja, sem qualquer motivo, meu subconsciente resgatou uma das lições daquele “filósofo do agreste”, uma das comendas que meu amigo se deu: - O homem está perdendo a elegância como castigo por não usar três palavras mágicas!
 
É verdade, percebi realmente que em nenhum momento, “por favor, com sua licença e obrigado” encontraram abrigo.
 
Para quem quer ou precisa construir relações e quer ou precisa do sucesso, seria bom repetir, pelo menos mentalmente, essas palavras umas cem vezes por dia. Muito? Não, divida em cinco períodos, aproveite e use para exercícios de dicção!
 
Use como mantra na hora da meditação. Acha bobagem usar essas palavras nessa hora? Elas são mágicas e sagradas.
 
Olha só a dica: mantras são sons sagrados que nos ajudam a entrar em estado de meditação. Mantra significa liberação da mente.  Man, em sânscrito, é mente e Tra significa liberação.
 
Dessa forma, resgatamos e liberamos nossa elegância. Não duvide, o mundo ficará melhor.
 
Essas três palavras mágicas têm alguns poderes: abrem portas, derrubam muros, constroem pontes.
 
Entrando no clima, com sua licença, o convidaria para integrar o grupo de resgate dessa preciosidade.
 
Por favor, lembre-se, sempre que puder, de convidar seus amigos.
 
Nós que gostamos da cordialidade, da generosidade, da elegância, ficaremos felizes com a sua participação.
 
Ah, e você vendedor, saiba que essa energia liberada pelas três palavras mágicas provoca tantas motivações nos consumidores para as compras que saem agradecidos.
 
Quando pensar em fazer um curso de “Técnicas de Vendas”, antes faça um cursinho preparatório chamado “Técnicas de Jeito”. Certifique-se, antes da inscrição, de que o tratamento das três palavrinhas está inserido no contexto.  Não custa recordar que “mesmo semente boa produz melhor em terreno fértil!”
 
Inserido no contexto é uma expressão interessante, não? Serve “prum montão de coisas.”
 
Aplaudimos seus esforços para resgate da elegância: Parabéns, obrigado!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
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Publicado em 20-Jan-2012, no site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Quando o conhecimento nos aproxima dos ideais que nos afastam


Conhecimento permite a clareza do pensamento, entendimento de questões complexas e a certeza que podemos realizar muito mais do que pensamos.

Isso gera uma incrível força interior que nos empurra para conquistas tecnológicas e desenvolvimento de meios para superação de barreiras.

Conhecimento disseminado em uma sociedade a torna forte, capaz de criar meios de sustento e saúde, que proporciona excelência em qualidade de vida aos integrantes. Como seres sociais, somos colaborativos.

Será? Será que temos argumentos para defender o homem nesse objetivo tão nobre?

Um relatório da Cruz Vermelha mostra que em 5.600 anos de história foram registradas 14.520 guerras e menos de 300 anos de paz.
Em 2001 havia registro de 30 conflitos armados em 25 países.

O que fazemos com o conhecimento?

Qual a finalidade da bomba atômica?

Por que assistimos ao vivo e não repudiamos as transmissões dos conflitos armados, desligando os televisores?

Por que as armas estão cada vez mais letais e espalhadas pelo mundo?

Conflitos armados, conflitos comerciais, todos demandam conhecimento para condução e o conhecimento também os gera.

Apanhemos um exemplo simples: dois irmãos, em um canto deste país, não se falam. Pior do que isso, eles se odeiam.

Concorrentes, quanto mais aprendem sobre o mercado, mais disputam cada pedaço. Quanto mais disputam, mais próximo se encontram comercialmente e mais distante estão na irmandade.

Seus ideais? Conquistar o mercado e se manter no lugar mais alto do pódium. Não importa o que tenham que fazer!

Aceitam fornecedores concorrentes? Não, amigos ou  inimigos. Lema: “Está comigo ou não está!”.

Para que o conhecimento? Para superar todas as barreiras que os impeçam de alcançar seu intento, logicamente!

Ampliando a visão podemos nos questionar se é para isso que nos servimos do conhecimento? Para jogar aviões em torres, invadir países e subjugar povos, intimidando e oprimindo o homem?

Muitos jovens não sabem realmente o que foi a guerra fria. Aqueles que já leram sobre o assunto, assistiram documentários sobre a Invasão da Baía dos Porcos, não serão capazes de imaginar o período de terror que viveu o mundo, quando na década de sessenta as duas superpotências diziam estar prontas para acionar os botões da guerra nuclear.

Guerra Fria foi o título dado ao período  de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos  e a União Soviética, compreendendo  o final da Segunda Guerra Mundial, 1945,  e a extinção da União Soviética, 1991 .
Um conflito de ordem política, militar , tecnológica , econômica , social  e ideológica  entre as duas nações e suas zonas de influência. Repleta de conhecimentos que aproximavam os homens de seus ideais e com isso os afastavam.

O arsenal atômico foi desarmado, mas não os espíritos. Estes, infelizmente, são agitados por novos conhecimentos que promovem mais agitações nas fronteiras.

O falta do conhecimento não sustenta o homem pobre, e o uso inadequado prejudica o pobre  homem. Sedento por conquistas, ávido por materialização de seus ideais, é capaz de realizar uma grande proeza: vivo, infeliz, morto, desprezado!

A sabedoria está em somar as diferenças para multiplicar os resultados positivos, e não em “tirá-las”, divindo os homens!

Ivan Postigo
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 Publicado em 24-Nov-2011, no site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Solidão, o preço da grosseria


Sábado à noite, em um dos belos teatros do nosso país, assistíamos uma peça, de rolar de rir.
 
O ator, sozinho no palco, desenvolvia vários personagens e disparava uma frase atrás da outra, que impedia conter o riso.
 
Na nossa frente um senhor que achávamos iria explodir, tão vermelho estava. Dobrado, sentindo dores no estômago, chegava a soluçar de tanto rir.
 
O ator, muito jovem, mas já experiente, se aproximou mais e numa atitude provocativa dirigia a ele as piadas. Sua esposa só fazia sustentá-lo para que não caísse da cadeira. A cena, engraçada, envolvia a todos.
 
Em dado momento, o ator olha para platéia e vê uma garota, sisuda, que quase não ria e nem era contagiada pelos demais. As duas poltronas ao lado vazias. Ele, então, atrai sua atenção, e, após rápido diálogo, pergunta: - Sozinha?
 
Sem nenhuma palavra, ela acena com a cabeça que sim. Nesse momento o ator olha para o público e dispara: - Deve ser boazinha, não?
 
Riso geral, impossível conter. Pronto, a garota não riu mais até o fim do espetáculo.
 
Pois é, assim é!
 
Isso não significa que o ator tivesse razão, afinal solidão nem sempre se resolve com companhia. Ocorre que os sinais eram significativos.
 
Solidão é um sentimento no qual uma pessoa sente profunda sensação de vazio e isolamento.
 
É a história do homem bem sucedido que tem a empresa e a chácara. Quando em uma quer estar na outra.
 
Na empresa os funcionários são uns pesos, na chácara os filhos uns chatos, a esposa aborrecida e os netos irritantes.
 
Assim, a grosseria alimenta a solidão.
 
A grosseria e a solidão são irmãs gêmeas e não convivem bem. Apesar da solidão não suportar a grosseria, esta insiste em acompanhá-la. Pouco se sabe de seus pais, ainda que muitas opiniões e lendas os cerquem.
 
Na família, não se dão muito bem com o primo riso que se casou com a bela alegria. Estes procuram agradar a solidão, mas evitam-na quando está acompanhada da grosseria.
 
Mesmo William Shakespeare não consegue torná-la mais agradável quando diz “se o amor for grosseiro com você, seja áspero com amor”.
 
Na próxima festa ou encontro observe: Quando encontrar a grosseria, certamente lá estará a solidão. Se a solidão estiver sozinha é porque conseguiu dar uma escapulida.
 
Qual a solução?
 
Buscar ajuda. Ninguém precisa viver assim e muito menos obrigar outras pessoas a conviver com isso.
 
É importante não confundir esse estado com estar sozinho.
 
Uma gaita, ainda que pequena, é uma excelente companhia para um músico. Que tal um livro, um filme, ou apenas o silêncio.
 
Um amigo costumava nos dizer: - O silêncio me enlouquece!
 
E nos contava o incômodo quando tinha que viajar e ficar longe da família, horas nas estradas, dias em hotéis.
 
Com ele aprendemos muito quando descobriu que não era o silêncio que o incomodava, mas sua voz interior.
 
Esta pode ser uma grande companhia ou nosso tormento. Depende como a alimentamos e como a satisfazemos.
 
Para o escritor uma caneta e uma folha bastam, ainda que áspera e grosseira!
 
Ivan Postigo
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Publicado em 26-Nov-2011,  no site: www.gestopole.com.br

domingo, 8 de janeiro de 2012

Para cometer um grande erro é necessário determinação



Errar é humano. Desculpem a nossa falha!
 
Hoje, tudo é na base do sistema, não é?
 
Ok, então desculpem a falha do nosso sistema. Pronto, lá se foi o fator humano...
 
Em todas as áreas, a informação e o conhecimento estão disseminados, portanto está bem mais fácil encontrar apoio e suporte para desenvolver os trabalhos minimizando os erros.
 
Grandes projetos, no mundo todo, são preparados em verdadeiras “Torres de Babel”, pois cada pedacinho pode ter uma nacionalidade. Fantástico isso, não?
 
O arquiteto, o engenheiro, o projetista, o calculista, a idéia, o conceito, os equipamentos, os materiais, os fluídos, o aquário, os peixes, as cortinas, as receitas, e tantas outras coisas, podem vir de todas as partes do mundo!
 
O cassino é uma cópia pequena de Veneza, a ilha é artificial, o prédio é natural e escavado nas rochas da montanha na velha Europa, mas os tapetes são Persas, o quarto no Japão é de gelo, descorado com peças chinesas por um artista italiano, e, nessa ebulição, somam-se os conhecimentos e as competências.
 
Muitos dos nossos erros seriam evitáveis com adição de competências, por que erramos, então?
 
Por que somos humanos e errar é humano!
 
Isso por si só explica, mas não justifica!
 
A máquina, assim que acende uma luz, avisa o operador. Persistindo o defeito, depois de quinze minutos soa o alarme na sala de manutenção. Meia hora depois um efeito sonoro avisa o supervisor, se não resolvida a questão o gerente será acionado na hora seguinte, o diretor na próxima meia hora.
 
A falha humana começa a ser corrigida ou pelo menos as providências encaminhadas.
 
As peças produzidas precisam ser revisadas a cada quinze minutos, para isso o operador, uma vez que tenha realizado o trabalho, aperta um botão e cancela o alarme daquele período, caso contrário será lembrado pelo alarme sonoro.
Quando o fato se repetir pela terceira vez, seu supervisor receberá um aviso que no local há uma falha.
 
Para isso, lá estão o sonar, o radar, o sensor de ré, a luz de freio, o pisca-pisca, o pisca-alerta, o apito da fábrica, o sino da igreja, a agenda eletrônica, o GPS, o assobio da chaleira, as cancelas, os auxiliares e os curiosos!
 
O curioso é irritante, mas tem uma impressionante capacidade de avisar do perigo. Sua função é criticar, mas não peça opinião, pois dessa forma você colocará um fim no papel que executa.
 
O curioso não tem compromisso, apenas ansiedade. Há um trabalho interessante e preventivo que pode ser feito com o curioso.
 
Defendo que projeto bom é aquele que, depois de muita crítica e apanhar muito, para em pé.
 
Para esse teste de resistência basta chamar o curioso, e sem revelar os objetivos incentivá-lo a criticar e derrubar o projeto.
 
Para não intimidá-lo, chamamos vários, e quanto mais conhecimentos técnicos tiverem do assunto melhor.
 
Este é um exercício que permite descobertas surpreendentes, e uma delas é que se não conseguirem derrubar o projeto se voltarão a derrubar os argumentos do colega curioso.
 
É verdade que submeter um projeto     nosso à crítica pode ser doloroso, mas é bem mais barato e menos arriscado que ver tudo desabar ou naufragar.
 
Pequenos erros nem sempre são visíveis, mas os grandes normalmente são. Observe que, com crítica, para cometer um grande erro é necessário determinação.
 
Depois do desastre não adianta ficar incomodado com o fato de que um curioso sempre o lembrará que havia feito recomendações e você não deu atenção.
 
Estamos conversados?
 
Depois não diga que não avisei!


Ivan Postigo
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 Publicado em 26-Nov-2011, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 7 de janeiro de 2012

O homem que parou o tempo



A vida do homem moderno o deixa cada vez mais sem tempo...
 
Verdade? Por quê?
 
No campo, de onde viemos, o trabalho é duro, as distâncias longas, os recursos escassos, mas sempre afirmamos que havia mais tempo!
 
O homem acordava com as galinhas e dormia com os pássaros, será esse o segredo?
 
Manhã ainda escura, hora da ordenha. Não havíamos alcançado metade do balde e lá estava o tio com o dele cheio. Prática, técnica correta.
 
Hora de esfolar as mãos no cabo da enxada. Nosso esforço não rendia muito, mas o pessoal já tinha limpado uma área enorme. Prática, técnica, a folha da enxada bem afiada, inclinação certa, nada de bater em pedras para não perder o fio.
 
Barreira no caminho, hora de cortar uma árvore que foi atacada por insetos. Depois que todos os curiosos tentaram, rindo o tio apenas pede o machado para afiá-lo, rapidinho o serviço está feito. O segredo? Machado afiado e técnica. Força? Só um pouco!
 
E o tempo para a família? A conversa no café da manhã é alegre e não acorda a casa toda não. Todos já estão em pé.
 
No almoço, em casa ou no campo, a conversa é descontraída. Sempre? Não, às vezes apenas o silêncio e a companhia bastam.
 
O segredo? Ora, está no propósito!
 
Hora de fazer, hora de fazer! Hora de falar, hora de falar!
 
No campo, soluções que facilitem a vida, quando acessíveis, são adotadas. Com esforço de todos e economia, a enxada virou recurso para a horta, afinal o trator chegou para lhes dar mais tempo.
 
Meu pai sempre nos dizia com a sabedoria do campo: - Dá tempo ao tempo. O tempo, tempo te dará.
 
Com o tempo e o afastamento do campo, ele mesmo chegava a questionar a própria frase que tanto usou.
 
Ora, o avião encurtou as distâncias. Podemos em horas chegar a lugares que demandavam dias.
 
Sim, mas e as filas do banco? Simples, muitas podem ser evitadas usando o caixa eletrônico e a própria internet!
 
Fazer compras ficou complicado? Que nada, podemos encontrar tudo em um único estabelecimento. E ainda, passar pelo caixa ficou mais fácil, porque temos o código de barras e o cartão eletrônico. Não é necessário contar o dinheiro, nem conferir o troco.
 
Enviar cartas então, nem é preciso mais! Escrever à mão, esperar secar, colocar em envelope, ir ao correio, etc.
 
Que nada, os recursos nos computadores permitem contato imediato e com imagem, em qualquer parte do mundo.
 
Ta perdido no meio do oceano? Liga pra casa, com telefone por satélite!
 
Quer um livro? Pede pela internet...
 
É, mas na empresa não estamos dando conta do trabalho!
 
Tenho ouvido e visto isso sim, as razões são falta de qualificação e recursos disponíveis mal utilizados.
 
Sistemas integrados de gestão (ERP) alimentados de forma precária e errônea, dificultando a obtenção de informações para tomada de decisões.
 
Condução inadequada de equipes e esforços por pura falta de conhecimento e comprometimento.
 
Conflitos de interesses não observados e nem gerenciados por falta de estrutura na área de recursos humanos.
 
Usando o campo como analogia, uma árvore sendo derrubada com machado cego.
 
Pense comigo: se o homem conseguiu inventar tantos recursos para encurtar distâncias e reduzir filas, porque essas questões permanecem assim?
 
Porque o trajeto mais difícil para se reduzir é a distancia entre a mente das pessoas.
 
Não importa qual seja o segmento, nós todos obtemos nossos rendimentos em algum empreendimento e este necessita gerenciamento.
 
A falta de habilidade na condução desse processo aproxima corpos e afasta mentes. Uma habilidade importante em gestão é a da adição de competências, pois é capaz de encontrar corpos que se aproximam, porque as mentes se atraem.
 
São essas mentes que criam e oferecem recursos que nos possibilitarão mais tempo livre.
 
Essa extraordinária capacidade permite que o homem pare o tempo.
 
Dê tempo ao homem, e o homem tempo te dará.

Ivan Postigo
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Honestidade – Qualidade ou Obrigação


 Todas as empresas de uma forma ou outra tem critérios formais ou informais para avaliação periódica de seus funcionários. Não é difícil encontrar uma pessoa que não tenha vivenciado a implantação de um programa de avaliação de desempenho.
 
Um determinado dia, em que debatíamos quais critérios seriam usados no programa periódico de avaliação, alguém sugeriu que colocássemos a honestidade como um dos itens de qualidade pessoal.
 
Sem aparente razão, fez-se um longo silêncio na sala e nem mesmo o questionamento do facilitador da reunião provocou qualquer reação imediata.
 
Passado o momento de reflexão, um dos integrantes do grupo de avaliação de critérios fez a seguinte pergunta: - Vocês colocariam suas contas bancárias sob a administração de uma pessoa que fosse 99% honesto? A rejeição foi imediata.
 
Logo em seguida veio outra pergunta: - Como avaliar a honestidade?
 
Imediatamente um dos integrantes do debate respondeu: - Honestidade não se mede por graus. Uma pessoa é honesta ou não.
 
A seguir veio a pergunta fatal: - O que é ser honesto?
 
Essa pergunta desencadeou um grande debate, com todos tentando falar ao mesmo tempo, fazendo perguntas em busca de respostas.
 
Como se conceitua a honestidade?
 
Imediatamente surgiu um dicionário e foram lidos os sinônimos de honestidade: integridade, inteireza, justiça, probidade, retidão, honradez, dignidade.
 
Seriam estes sinônimos suficientes para nos dar uma visão completa e ou conceituar honestidade?
 
Estaria honestidade ligada a conceitos e valores culturais?
 
Honestidade está relacionada a valores estabelecidos por comunidades em determinadas épocas e são mutáveis?
 
Os avanços tecnológicos e dos costumes podem ter efeitos nos conceitos que determinam o que é ser ou não honesto?
 
Honestidade é algo ligado ao caráter de cada pessoa ou é algo que se aprende?
 
O que seria necessário para um treinamento de honestidade e quem poderia ministrar as aulas?
 
Novo silêncio reinou na sala, quando um engraçadinho fez a seguinte pergunta: - Quem se candidata a professor de honestidade?
 
Silêncio por constrangimento? Não, simplesmente porque não parecia possível determinar com exatidão o que é honestidade.
 
O debate seguiu, abordando desde objetos encontrados e perdidos no banco da praça ao estabelecimento de lucros pelas empresas.
 
Uma caneta encontrada num banco de praça deveria ou poderia ser usada por quem a encontrou ou isso seria desonestidade?
 
Um empreendimento voltado à assistência à comunidade, com objetivo apenas de ajudar as pessoas, deveria ou poderia ter lucro nas suas operações?
 
Em um debate como esse não faltam opiniões, exemplos, recomendações, a dificuldade é o consenso, dizia um dos integrantes.
 
Para piorar a situação veio outra pergunta: - Honestidade é algo que demanda consenso?
 
Por falta deste, alguns queriam debater mais, outros queriam deixar a questão para uma próxima reunião, outros não aceitavam as divergências de opiniões e queriam tirar o quesito da avaliação.
 
No momento em que o país passa por ondas de denúncias, debater o que é honestidade pode não resolver nossos problemas, mas certamente coloca um pouco de luz nos nossos valores pessoais e estabelece alguns limites para conduta.
 
Talvez nas próximas eleições todos nós nos motivemos à refletir um pouco mais sobre as pessoas que colocaremos para cuidar da nossa conta bancária, fruto da arrecadação dos impostos.
 
Sim, essa conta bancaria é nossa, não duvide nunca disso.
 
Dinheiro nosso com um único objetivo: “Bem estar coletivo, ainda que assim não seja usado”.
 
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