Mostrando postagens com marcador Crenças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crenças. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de janeiro de 2013

Maioria acha que mulheres bonitas são do bem

Tendemos a atribuir valores morais mais positivos às pessoas que achamos atraentes

Deborah Kolb/Shutterstock

Na maior parte dos contos clássicos, as heroínas são cheias de virtudes e, principalmente, jovens e atraentes, perfeitas para seduzir príncipes e despertar a inveja em bruxas e madrastas. Amplamente divulgado pela indústria cultural, o estereótipo de que “o que é bonito é bom” está arraigado em nosso inconsciente e influencia nossos julgamentos. Pelo menos é o que afirma um estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém: depois de ver vídeos nos quais mulheres desconhecidas liam a previsão do tempo, voluntários tenderam a atribuir traços de personalidade e valores morais mais positivos às que achavam mais atraentes.

A pesquisadora Lihi Segal-Caspi e seus colegas recrutaram 118 universitários e os dividiram como “alvos” e “juízes”. O primeiro grupo respondeu a um questionário que avaliava sua personalidade e, em seguida, cada um deles gravou um vídeo no qual entrava em uma sala, olhando para a câmera, e lia em voz alta um texto sobre o clima. Depois, o segundo grupo assistiu às cenas e opinou sobre as pessoas que viu. De acordo com Lihi, os homens “juízes” conferiram às mulheres “alvo” características consideradas mais desejáveis, como sociabilidade, amabilidade e responsabilidade. “O mais interessante é que também as consideraram mais propensas a apresentar valores morais, como tolerância, independência e respeito”, diz Lihi. No entanto, como a pesquisadora relatou na Psychological Science, o julgamento não correspondeu à realidade: as respostas dos questionários mostraram que voluntárias consideradas belas tendiam mais ao egoísmo, à autopromoção e à conformidade.


Do site: www.mentecerebro.com.br

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Orar por Facilidades ou por Desenvolvimento?




Havia um médico cujo hobbie era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Ele fazia um esforço, plantava árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.

O tempo foi passando e suas árvores demorando muito para crescer, então, seu vizinho aproximou-se e perguntou se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com num ar orgulhoso, ele descreveu sua fantástica teoria.

Disse que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes de nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.

Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Essa foi a única conversa que ele teve com aquele seu vizinho.

Logo depois seu vizinho foi morar em outro país, e nunca mais o encontrou. Vários anos depois, retornando do exterior, o vizinho foi dar uma olhada na sua antiga residência. Ao aproximar-se, notou um bosque que não existia antes. O médico havia realizado seu sonho!

O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno, entretanto, ao aproximar-se do quintal do médico, notou como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

Que efeito curioso, ele pensou. As adversidades pelas quais aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de modo que o conforto e o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

Todas as vezes que oramos para as pessoas próximas, nossos filhos, cônjuges, pais, irmãos, equipe de trabalho, normalmente pedimos para que suas vidas sejam fáceis, sem problemas.

Refletindo sobre isto, a mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que as tempestades, os ventos gelados e fortes nos atinjam. As pessoas que amamos encontrarão inúmeros problemas e nossas orações para que as dificuldades não ocorram são até ingênuas demais.

Sempre haverá uma tempestade ocorrendo em algum lugar, portanto, pretendo mudar minhas orações.

Farei isso porque, querendo ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.

O problema nunca é o problema, mas a atitude que temos diante deles. O ouro é fundido a mil graus.

Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes mais fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos varridos para longe.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


Gilclér Regina, em 17/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Felicidade é construída no dia a dia


Cultivar a gentileza aumenta e perpetua a sensação de bem-estar

KonstantinChristian/Shutterstock

Exceto para alguns poucos privilegiados, a felicidade raramente vem “pronta”. Em geral, ela é “artesanal” – construída dia a dia, a partir de uma escolha constantemente renovada – e compreende duas possibilidades complementares: o bem-estar atual, imediato, ligado ao momento presente; e o habitual, de longo prazo, que permeia várias instâncias da vida. A primeira forma pode ser descrita como uma experiência intensa de alegria. Inclui o desejo sexual, assim como todos os outros tipos de satisfações sensuais e vivências flow – ou seja, o mergulho intenso e a entrega a uma atividade prazerosa. A sensação de relaxamento quando nos sentamos na varanda, na hora do pôr do sol, após um dia duro e produtivo de trabalho, ao lado da pessoa que amamos, e colocamos as pernas para cima ou o frescor estimulante que experimentamos durante um banho em uma cachoeira são exemplos de felicidade atual. Nesses casos, surge uma sensação agradável que alguns psicólogos chamam de “afeto positivo”. Muitas pessoas já descobriram que conseguem se motivar para realizar tarefas desagradáveis ao antecipar em sua mente a sensação boa que as preencherá após o término bem-sucedido da atividade.

Embora muita gente subestime sistematicamente os detalhes e as pequenas gentilezas tanto na vida privada quanto na profissional, um meio bastante eficiente para ampliar o próprio bem-estar é investir em afetos positivos no convívio social, expressos por meio de um sorriso, um elogio sincero ou palavras gentis. O problema é que muitos aprenderam a se relacionar segundo princípios que lhes parecem lógicos: “Se eu gosto de você, não preciso lhe dizer; quando não gostar mais, então eu lhe digo” ou “Não reclamar é o mesmo que elogiar”. Será mesmo?


Do site: www.mentecerebro.com.br

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A ciência e o medo


Informações distorcidas pela mídia alimentam o pânico moral a respeito de temas polêmicos, como a maconha

Gonçalo Viana

A maior dádiva da ciência para a humanidade é a libertação do medo. Imagine por um instante nosso passado neolítico. Todos os dias era preciso conviver com medos terríveis: predadores letais, conflitos tribais, frio e calor, fome e sede, seca e enchente, sem falar do mítico medo da noite eterna, tão bem documentado entre o povo maia: o temor de que o sol um dia partisse e nunca mais regressasse. A ciência nasceu como técnica de controle da realidade e de seus inúmeros perigos, muitas vezes transformando a dificuldade em ferramenta. Pense no fogo, na fermentação dos alimentos e no uso medicinal de substâncias. Com a ciência veio a esperança de um futuro cada vez melhor, com mais conforto e segurança, menos sofrimento e medo.

Há cerca de 30 anos, surgiu um temor novo que ceifou milhões de vidas e instalou pânico moral na sociedade, conspurcando a beleza do sexo com a fobia de uma contaminação fatal. É o vírus HIV, capaz de deflagrar a pane imunológica que chamamos de aids. Estima-se que existam no planeta mais de 33 milhões de portadores de HIV, chegando a 25% dos cidadãos de certos países africanos. Na ausência de cura, grande esforço foi feito para informar a população mundial sobre os modos de prevenir a infecção. Também houve avanço no desenvolvimento de drogas antivirais capazes de estancar o curso da doença. Infelizmente tais drogas podem causar sérios efeitos colaterais, precisam ser tomadas ininterruptamente por toda a vida, e apresentam custo proibitivo para a maior parte dos pacientes.

Por essa razão, causa muita esperança e orgulho a descoberta de que anticorpos monoclonais podem ser usados para debelar o HIV. Realizado pelo grupo do brasileiro Michel Nussenzweig na Universidade Rockefeller (EUA), o estudo publicado na revista Nature aponta o caminho para uma terapia de aids mais segura, barata e duradoura. Permite também vislumbrar o dia histórico em que será anunciada uma vacina anti-HIV.

Medo e desesperança, por outro lado, emanam do artigo de capa da revista Veja de 26 de outubro. Alegando refletir as mais recentes descobertas científicas sobre a maconha, o artigo esforça-se por insuflar ao máximo o receio em relação à planta. Cita seletivamente a bibliografia especializada, simplifica e omite resultados, distorce e exagera sem constrangimentos para afinal concluir, nas palavras do psiquiatra Valentim Gentil, que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”.

Em tempos de crack na esquina e cachaça a 3 reais o litro, não é preciso ser médico para perceber o equívoco da afirmação. O destaque dado à matéria contrasta com seu parco embasamento empírico, que ignora fartas evidências sobre o uso medicinal da maconha, a segurança de seu consumo não abusivo, a existência de alternativas não tabagistas e as consequências nefastas do proibicionismo. O bom nome da ciência não pode ser usado ideologicamente para propagar preconceitos e fomentar pânico moral. A ciência deve sempre ser usada em prol do gênero humano, para arrefecer seus medos e não suscitá-los.


Do site: www.mentecerebro.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sabedoria nem sempre vem com a idade


Maturidade é mais influenciada pela cultura que pelo tempo de vida

Andrey Arkusha/Shutterstock

Ao contrário do que o senso comum acredita, “virtudes” como prudência e respeito ao bem-estar alheio estão mais relacionadas à cultura que ao tempo de vida. É o que revela um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, que avaliou aspectos relacionados à sabedoria em japoneses e americanos entre 25 e 75 anos provenientes de várias classes sociais.

Mas que critérios os autores consideraram para determinar o “grau de sabedoria” dos voluntários? Conforme o psicólogo Igor Grossman, coordenador da pesquisa, esclareceu em artigo publicado em Psychological Science, ele e sua equipe criaram um questionário que media a capacidade de lidar com conflitos e de vê-los por vários aspectos – algo que, segundo a literatura científica, está intimamente relacionado ao que chamamos de sabedoria.

Os voluntários dos dois países leram notícias de jornais sobre conflitos armados entre grupos que pensam de modo diferente e também histórias fictícias de brigas entre marido e mulher, amigos ou colegas de trabalho. Em seguida, responderam a perguntas como “O que você acha que vai acontecer com eles?” e “Por que você acha que este será o desfecho?”.  Ao analisarem as respostas, os pesquisadores se concentraram nos seguintes quesitos, nesta ordem de importância: levar em conta as perspectivas de cada lado; reconhecer que uma ou ambas as partes podem rever formas de pensar e agir; considerar mais de uma solução para a questão; ponderar que não necessariamente há um lado certo e outro errado; atentar para um possível compromisso assumido antes do desentendimento e predizer uma resolução para o problema.

Como esperavam, os psicólogos verificaram que tanto idosos americanos como japoneses tiveram desempenho semelhante.  Mas a diferença foi evidente entre os mais jovens e de meia-idade das duas culturas – japoneses revelaram, em média, mais intimidade com os quesitos relacionados pela equipe de Grossman à sabedoria, principalmente quando analisaram conflitos entre duas pessoas apenas.

“A explicação para isso são os valores culturais. Japoneses, por exemplo, tendem a priorizar a coesão social, mesmo que isso implique abdicar de ‘ganhar’ uma discussão”, diz Grossman, que afirma que a máxima “a sabedoria vem com os invernos”, eternizada por Oscar Wilde, não passa de estereótipo muito aceito tanto nas sociedades ocidentais como nas orientais. A valorização de comportamentos relacionados à sabedoria, porém, pode estimulá-los – independentemente da idade.


Do site: www.mentecerebro.com.br

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mais generosos no Natal


Dar e receber presentes ativa o sistema de recompensa do cérebro, o que desperta a sensação de prazer

Gonçalo Viana

O comércio adora o Natal e não nos deixa esquecer que dezembro é o mês de dar presentes – “para dizer às pessoas queridas o quanto gostamos delas”. A pressão do marketing chega a ser irritante. Pergunto, então: presenteamos porque é “a coisa certa a fazer”, ou porque... gostamos de dar presentes? Em tempos festivos, e sobretudo em dias corriqueiros, será a generosidade genuína, ou a decisão mais racional, correta?

Ganhar coisas é ótimo, com certeza. Um agrado material é, mais que o presente em si, uma mensagem de carinho e cuidado: uma maneira de dizer “pensei em você”. Ver a felicidade estampada no rosto de quem presenteamos nos faz felizes – nem que seja por pura imitação, um processo automático para o cérebro que nos torna empáticos: fazer bem aos outros acaba nos fazendo bem também, ainda que isso nos custe dinheiro.

É possível, então, que causar um pouquinho de felicidade ao outro sirva como reforço positivo para uma decisão racional: presentear no Natal porque isso é “a coisa certa”. Mas será que é só por isso? Segundo um estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), a generosidade pode decorrer de uma decisão racional sobre o que é certo ou errado, sim. O estudo avaliou voluntários que toparam decidir, de dentro de um aparelho de ressonância magnética, como dividir com outros participantes o dinheiro que lhes era ofertado.

O grau de altruísmo dos participantes era variável entre as pessoas – e também ao longo de cada sessão de estudo, com escolhas cada vez menos generosas ao longo do tempo. Esse declínio é um sinal de que decisões para o bem-estar alheio requerem esforço, e vão ficando cada vez mais difíceis conforme o cansaço aumenta. Esse esforço se manifesta no cérebro como um aumento da atividade pré-frontal durante decisões altruístas, sinal de autocontrole. Este padrão é encontrado sobretudo nas pessoas mais egoístas; nelas, além do autocontrole, ficam visíveis no cérebro sinais de satisfação ao perceber que sua decisão generosa, tomada com tanto esforço, não será implementada. Para elas, ser generoso é, de fato, fazer a coisa certa.

Mas, em quem se mostrou mais generoso no estudo, decidir compartilhar com conhecidos ou mesmo com estranhos não requer qualquer esforço pré-frontal. Além disso, ver sua escolha não ser acatada causa decepção mensurável no cérebro dessas pessoas. Para estas, ser “bom” é apenas natural.

A origem da generosidade espontânea, que não requer esforço, é o prazer que sentimos desde já com a simples decisão de fazer o bem, muito antes de provocar qualquer sorriso alheio. Foi o trabalho anterior de um neurocientista brasileiro, Jorge Moll, que mostrou isso: decidir fazer o bem ativa o sistema de recompensa do cérebro, e, portanto, dá prazer.

E é aqui que os céticos questionam a suposta falta de interesse da generosidade. Talvez a gente só decida fazer o bem a conhecidos, desconhecidos, e mesmo a nossos filhos, porque isso dá prazer a nós mesmos. Todo ato altruísta, generoso, teria um fundo de interesse próprio.

Não há como negar que decidir ser generoso faz bem. Mas talvez seja justamente isso o que importa: é preciso lembrar que nosso cérebro poderia não dar a mínima para a felicidade alheia. A única razão para nossa generosidade poderia ser exatamente... a razão. Mas não é: mesmo com a pressão do comércio, ou apesar dela, temos a capacidade sensacional de ficar felizes com a mera decisão, fácil e natural, de fazer alguém mais feliz com um simples presente.


Do site: www.mentecerebro.com.br

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

“A tal Lei da Atração”. Afinal , isso é sério?

 
Depois do filme de RHONDA BYRNE,  “O Segredo” , conheci muitas pessoas que entenderam que bastava ficar em casa sentado na posição de lótus ou cortando figurinhas de carros e casas que logo eles seriam agraciados com os bens de consumo tão desejados ou com o novo emprego. Não bastasse isso, muitos ainda recorriam a frase célebre de Paulo Coelho: O UNIVERSO CONSPIRA A SEU FAVOR. Bem, do  dia para a noite foi constituída a legião do pensamento que atrai coisas para a sua vida e muitos passaram a acreditar que as coisas começariam a entrar pela janela do seu quarto, sem qualquer esforço, bastava “mentalizar”.

De certa forma, correto pensar assim. É de fato melhor para o cérebro emanar ondas positivas de pensamento do que as negativas e logo abaixo vocês entenderão o por quê. E, também, entender porque o Paulo Coelho, também está certo com sua frase.

Mas como dizia a minha avó: EU SOU COMO SÃO TOMÉ, PRECISO VER PARA CRER  e vocês das novas gerações que não devem entender nada o que quero dizer com esta frase, eu traduzo: fui atrás dos estudos da física quântica e neurociência para entender como essa tal LEI DA ATRAÇÃO poderia nos ajudar e fui atrás de comprovação de pesquisas e  agora quero passar a vocês em alguns tópicos simples que espero, possam transformar a sua vida, sua carreira e seus relacionamentos:

Isso funciona???

 1. Cortar fotos, imagens das coisas que você quer e colocar numa parede , mural – somente o fato de fazer isso e olhar para as imagens todos os dias, não basta. É claro, que isso facilita , pois, seu cérebro entenderá onde você quer chegar e passará a organizar as oportunidades focando em seus objetivos. Mas,para dar certo, você precisa de fato QUERER ISSO. Lembre das suas conquistas, ou melhor, tudo o que você conseguiu realizar em sua vida. Com certeza, você pensou nisso todos os dias, de manhã de tarde e de noite. Esse pensamento , estava forte em seus sonhos, correto? E por isso, você o realizou.VOCÊ QUERIA , FORTEMENTE. Entendeu?

Nosso cérebro é organizado para satisfazer seu “AMO E SENHOR”, isto é, VOCÊ. Assim como no filme o SEGREDO, na cena em que aparece um gênio da lâmpada mágica e repete: SEU DESEJO É UMA ORDEM, o seu cérebro  busca  realizar tudo aquilo em que você se concentra e deseja, fortemente. Desejo forte está associado aos seus valores éticos e morais. Vale lembrar que nosso cérebro é ético, mesmo que você diga que conhece muitos corruptos por ai. Seu cérebro identifica quando o desejo não é seu, identifica quando você está com medo e , portanto, ele busca outro caminho que talvez, não o que você teria idealizado.

O que são os obstáculos? As coisas que não dão certo em sua vida, ou são interrompidos?? São os processos organizados em seu cérebro que faz com que você tenha determinados comportamentos que o aproximam ou afastam do seu objetivo. Quando aproximam? Quando seu cérebro entende que é isso mesmo que você quer.

Quando afastam? Quando seu cérebro percebe que você não está muito certo disso. Simples assim??Sim. Pense na sua vida, nos momentos em que as coisas deram certo. Agora pense nas coisas que deram errado. Agora pense nas coisas que você achava que estavam certas e que deram erradas.Você irá perceber ,neste ultimo caso , se você analisar profundamente, que não era isso que você queria e que possivelmente ,estava correndo atrás de sonhos de seus pais, filhos, cônjuges e amigos e não os seus  sonhos verdadeiros.

2. Pensar em alguém e essa pessoa me liga, ou procura – nossos pensamentos tem ondas, a ciência já comprovou isso. Somos como antenas que se conectam com outras antenas. Ou melhor , somos satélites.

Podemos acessar todas as ondas de pensamentos? Não. Assim como um celular que você liga e a pessoa atende ou não, é o seu cérebro.Você permite ou não que as pessoas se comuniquem com você.É claro que esse processo é mais forte quando sua mente está serena, sóbria, tranquila. Quando você está com medo, inseguro, etc, você torna seu cérebro aberto como um computador sem antivírus e neste caso,  são instalados em seu cérebro os programas que visam destruir sua capacidade de olhar o mundo como ele é de fato.

Os programas com vírus são as crenças, os preconceitos, os julgamentos e paradigmas e que limitam a sua vida para o mundo, pois criam um muro virtual que dita o que você pode ou não fazer, sentir ou viver.

3. Nossa !!! Que ambiente “pesado” – imagine falar sobre isso há alguns anos, seria impossível, pois,teríamos que entrar  na área das crendices e religiões. Iriamos falar de “ mal feito, macumba, ou reza brava”, como dizem por ai.Ou até ,falar que “ alguém colocou seu nome na boca do sapo”. Bem, tudo que você acreditar, como disse acima, é possível de se concretizar. Se você acha que tudo está errado em sua vida, você está certo. Se você achar que tudo está excelente em sua vida, você, também, está certo.



Trata-se de como você olha o mundo. Com quais lentes?  Você tem a capacidade de acionar o seu botão interno: LIGA/DESLIGA, FELIZ/TRISTE, enfim cabe a você determinar como será a sua vida e assim será. Porque é tão simples assim e as pessoas vivem infelizes? Respondo: porque deve ganhar alguma coisa, como por exemplo, atenção dos outros, sendo a “coitadinha do mundo”, “a vítima de alguém” e como não consegue obter atenção dos demais de outra forma, age assim.

Um obstáculo em sua vida pode ser algo intransponível, uma “maldição”, um problema...ou algo que você vai criar as condições para aprender e solucionar, portanto, uma oportunidade.

As pessoas ligadas no botão “ruim, errado”, emanam uma onda de pensamento que a ciência já analisou e que é densa e de cor acinzentada, assim como nos desenhos , onde se forma uma nuvem negra sobre a cabeça da pessoa. Essa “ nuvem negra” ao entrar em contato com você pode lhe impactar já que é densa, e você, provavelmente, já deve ter sentido um leve mal estar ou tontura,perto de alguma pessoa ou ao entrar em algum ambiente.Portanto, acalme-se , não é nenhum fenômeno paranormal, apenas um muro de pensamento negativo que você acaba de “trombar”.Da mesma forma, pessoas com pensamentos bons, tem leveza e você se sente bem ao lado dessas pessoas. Escolha como você quer se relacionar com o mundo.

Praga de mãe dá certo – sim é verdade. Mas por quê? Porque a mãe é uma figura forte em nossas vidas e tudo que ela pronuncia impacta nosso cérebro. As pessoas próximas a nós, que tem certa intimidade como familiares, amigos mais próximos,  tem a chave de entrada em nosso cérebro. Assim como as pessoas que você teme, odeia, ou fica pensando nelas o tempo todo. Elas são como invasores invisíveis que você fica conectado.

Uma mãe muito zelosa, pode pedir a seu filho para tomar cuidado ao voltar da escola e a olhar para os lados , evitar assaltos.Naquele momento que ela pede isso ao filho, em ambos os cérebros foi projetado um filme, pois, nosso cérebro funciona com imagens e o cérebro não consegue distinguir realidade de ficção e é por isso que quando você assiste a um filme de ação, drama, etc., seu coração bate mais forte, você chora, etc. pois, ele entende que é real e descarrega hormônios na sua circulação. Esses hormônios, especialmente os descarregados por pensamentos ruins, fazem com que você tenha reações bruscas, impulsivas e até negligencie o perigo, e é por isso que as coisas acontecem apesar de todos os avisos das mães, porque o cérebro em alerta pode reagir de forma inadequada, embora você acredite no contrário: que estando alerta você evita o perigo. Portanto,caras mães, digam a seus filhos o que vocês querem que se realize. “Meu filho, hoje você fará uma prova excelente. Espero você em casa para comemorarmos. Adoro sua maneira de ver o mundo. Matemática é algo que sei que você irá bem”... e assim por diante.

Penso, logo isso existe – de fato, a grande vantagem disso, é que tudo aquilo em que você se concentra, fortemente, irá dar resultado.FOCO, FOCO,FOCO.

Cuidado com seus pensamentos.

Vale lembrar que isso só se aplica a você. Não adianta pensar para outra pessoa, ou que aconteça com outra pessoa, pois, os processos químicos são desencadeados em seu cérebro. A não ser que a pessoa a quem você está dirigindo o seu pensamento  permita que você entre no cérebro dela, ou porque tem afinidade com você ou porque está desequilibrada, emocionalmente, caso contrário, nada ocorrerá. Por isso a importância de ter objetivos e metas na vida. Os de longo prazo devem ser divididos em pequenos passos, pois o cérebro lida melhor com prazos próximos e possíveis de serem realizados rapidamente . É por isso que a maioria das pessoas só entra em ação e entrega o Imposto de Renda na última hora, estuda para a prova um dia antes. Não é porque as pessoas são preguiçosas e sim porque seu cérebro “veio de fábrica” para reagir quando sua sobrevivência está ameaçada, isto é, “é fazer agora ou vou me dar muito mal”.

Pense nas vezes que você realizou seus sonhos. Tenho certeza de que você deu o primeiro passo e todos os dias, com perseverança e disciplina, ia avançando mais e mais.

NÃO EXISTEM MILAGRES.

Tudo na vida é AÇÃO.Ou VOCÊ FAZ OU VOCÊ LAMENTA.

De que lado quer estar?

Mas , claro que para entrar em ação você precisa vencer o SEU URSO INTERNO, ou melhor a tal HOMEOSTASE que também é um acessório que “vem de fábrica”. Para você sair da inércia e entrar em ação, acaba gerando um alerta em seu cérebro de que você irá consumir energia e que isso pode lhe colocar em risco de vida.Isso de fato é real no mundo animal.Por exemplo, o URSO, que mencionei aqui deve hibernar por 6 meses para economizar energia durante o período de neve, pois, não haverá caça disponível. E por isso ele come gordura até explodir antes de hibernar para guardar energia suficiente para sobreviver os 6 meses. Mas, isso não se aplica mais ao homem moderno que apesar de não viver mais na caverna , ainda guarda em sua memória o comer gordura-hibernar e é por isso que a  vontade de ficar em casa comendo batata frita e depois dormindo sem fazer nada, é gigante , pois, o remete a um passado remoto que ainda está registrado em seu cérebro e que tem a finalidade de preservar a sua vida , portanto um mecanismo de sobrevivência.

PORTANTO, CARO SER HUMANO DO MUNDO CIVILIZADO VENÇA O SEU URSO INTERIOR E NÃO SEJA REFÉM DO SEU ANTEPASSADO HOMEM DAS CAVERNAS
.

Marynes Pereira, em 09.12.2011, no site: www.qualidadebrasil.com.br
 

Profissional com mais de 25 anos de experiência atuando como executiva nas áreas de Gestão Estratégica e de Pessoas, Marketing, Vendas

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que é um autor


A maior parte do que se faz em ciência é uma espécie de repetição de grandes pensadores

Gonçalo Viana

Já se tornou um clássico o pequeno artigo do filósofo Michel Foucault chamado “O que é um autor”.  A tese geral é simples e eficaz. Há poucos fundadores de discurso. A maior parte do que se diz e do que se ouve, do que se faz e do que se critica, em ciência e literatura, é uma espécie de repetição de grandes esquemas interpretativos, dos quais o criador da psicanálise Sigmund Freud e os pensadores Friedrich Nietzsche e Karl Marx seriam exemplos maiores e hoje extintos, juntos com a figura do intelectual público. Também na literatura a pessoa do autor, com a sua incrível carga de autoridade moral, que os escritores Honoré de Balzac ou Emile Zola chegaram a alcançar, se dilui na função impessoal do autor, assim como a obra se desfaz na ideia de escritura, sistema de citações, paráfrases e inter-remissões que desconstrói o mito do texto original, reduzindo-o a um problema de copyright.  Em resumo: somos todos plagiários de ninguém. 

Contudo, há várias maneiras de permanecer anônimo. Duas experiências opostas me mostraram isso na mesma semana. Primeiro, fui realmente surpreendido pelo fato de que meu livro  Estrutura e constituição da clínica psicanalítica (Annablume, 2011) recebeu o prêmio Jabuti, na categoria Psicologia e Psicanálise. Festa na geral e arquibancada, como se o Palmeiras tivesse escapado da segunda divisão. Triunfo para os diferentes amigos, grupos de pesquisa, instituições, alunos e orientandos com quem partilhei a escrita, as ideias, apresentações e ensaios do texto. Escritura. Não há mais autores, só grupos de trabalho que funcionam.

Mas a segunda experiência me fez reconsiderar isso. Há sete anos Madalena Freire, a filha e herdeira intelectual do educador e filósofo Paulo Freire, realiza uma verdadeira aventura educacional nos morros do Rio de Janeiro. Coordenando um curso de formação universitária para professores de creches ela teve de se haver com a dura realidade da ausência de recursos, dos contrastes culturais, da pauperizada educação brasileira. Mas, ao contrário da estratégia majoritária na matéria, ela não escolheu a transmissão do saber por meio de métodos impessoais, de técnicas racionalizadas ou de escrituras pré-fabricadas sobre o ensino e aprendizagem. 

A fórmula, simples e eficaz como a de Foucault, baseia-se em começar o curso de três anos com uma recuperação cerrada e radical sobre o que teria sido a experiência escolar de cada uma das professoras. É condição de inscrição que as professoras convivam cotidiana e intimamente com a comunidade onde ocorre o curso. As suas autobiografias formativas revelavam os caminhos pelos quais cada uma delas havia chegado ao improvável desejo de educar. Contra a demanda de obedecer, contra a impessoalidade uniformizante do ensino de massa, contra a facilidade da identificação grupal, a experiência do Pró-Saber apostou em uma ideia simples, e aparentemente ultrapassada, de que cada um pode ser autor de pelo menos uma história: a sua própria história. O curso, baseado na descoberta da relação de autoria com o saber, que poderá desde então ser transmitida para as crianças, é um amplo sucesso. Bem menos noticiado do que as unidades de polícia pacificadora (UPPs), a evasão é baixa a excelência e o impacto transformativo, elevado. A disposição para a escrita -comprova-se pelos trabalhos de conclusão. Como na psicanálise, vale aqui a regra geral da formação: antes de praticar é preciso passar por, pensar sobre e se apropriar de.

Foucault estava certo, mas Madalena também. O autor, como grande figura de iluminação individual para o progresso das massas, está morto. Não passava de uma ilusão narcísica de que há algo ou alguém por trás dos sistemas impessoais de determinação. Mas o pequeno autor, aquele que é capaz de refazer os fios de indeterminação de sua história, criando e se desfazendo dos grandes processos administrativos e metodológicos de despersonalização educacional, este ainda vive.  E caminha lenta, mas seguramente, como um Jabuti.
 
Do site: www.mentecerebro.com.br


 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Catástrofe prevista para 21 de dezembro gera lucro de milhões de dólares

Sucesso é obtido na medida em que se alimentam medos coletivos

Lia Koltryna/Shutterstock

Teorias apocalípticas geram especulação – e muito dinheiro. Lançada no cinema em 2009, a superprodução 2012, do diretor Roland Emmerich, rendeu mais de US$ 800 milhões, cerca de quatro vezes o seu custo. Usando o calendário maia como mote, o filme foi cuidadosamente pensado para gerar lucro durante os três anos que antecedem a grande catástrofe, com várias versões para a TV e merchandising. Se tivesse sido terminado este ano, talvez não fosse tão atraente – pelo menos para seus produtores.

O cinema-catástrofe, gênero no qual se encaixam, além de 2012, Armagedon (1998) e Um dia depois de amanhã (2004) e tantos outros filmes cujo argumento é a iminência de um grande desastre natural, aposta em estratégias semelhantes à da propaganda partidária: o sucesso é obtido na medida em que se alimentam ansiedade e medos coletivos. Experimente pesquisar os termos “2012 fim do mundo” no Google, principal site de buscas da rede. O resultado supera 9 milhões de referências. Segundo o Google, até 2008 a procura por “2012 Mayans” (maias, em inglês) era relativamente estável. Em novembro de 2009, ano em que 2012 chegou às telas, ela era seis vezes maior em relação ao mesmo mês do ano anterior. E daí em diante só aumentou.

A profecia maia aqueceu outro setor, bem menos conhecido que a indústria de entretenimento: o de construção de bunkers, isto é, abrigos subterrâneos particulares.  “Projetamos espaços para que uma família de quatro pessoas sobreviva por até um ano com o máximo de conforto possível. O local é equipado com suprimentos médicos, produtos de higiene, roupas, máquina de lavar e comida enlatada que garante uma dieta rica em todos os nutrientes”, explica o americano Robert Vicino, proprietário da construtora Vivos, que oferece tanto abrigos coletivos para até mil pessoas como esconderijos luxuosos para famílias pequenas nos estados de Nebraska, Indiana e nas Montanhas Rochosas, por preços que variam de US$ 35 mil a US$ 85 mil por pessoa. Vicino não hesita em usar a profecia como marketing. O site da empresa (www.terravivos.com), cujo layout remete engenhosamente a um calendário circular, contém um link para um breve documentário sobre o tema.

Quem não pode financiar um abrigo particular pode aliviar a frustração “brincando” de destruir o planeta. No jogo on-line Choose Your 2012, o usuário pode escolher qual lugar do mundo reduzir a pó e como: meteoros que chovem do céu, invasões alienígenas, erupções vulcânicas e cataclismo estão entre as opções. “Nesse jogo, você será Deus e poderá decidir com qual tipo de catástrofe castigará a Terra, bem como os países que serão dizimados. Quanto mais cidades destruir, mais pontos vai acumular, o que desencadeará desastres cada vez maiores, como meteoros, ciclones, trombas d’água”, explica o tutorial do jogo.


Do site: www.mentecerebro.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Adeus, Papai Noel


Ícones da fantasia infantil influem no relacionamento consigo mesmo e com o outro na idade adulta

Rossella Apostoli/Shutterstock

por Gérald Bronner

Às vezes descobrir a verdade pode ser muito desagradável e até mesmo violento. Todos nós, no decorrer da vida, passamos pela experiência dolorosa da perda de ilusões. Umas das mais comuns no mundo ocidental é a crença na existência do bom velhinho vestido de vermelho e branco, guiando um trenó puxado por renas que voam e distribuindo presentes para todas as crianças do mundo. A descoberta da ficção ocorre geralmente quando a criança tem por volta de 6 ou 7 anos, Nem todos se recordam do “desaparecimento” desse personagem, mas entre os que conservaram alguma lembrança, muitos lamentam a desilusão que sofreram. E ela não vem sozinha.

O fim da primeira infância é acompanhado pela mudança dos sistemas de representação, pelo abandono de certa visão de mundo. É preciso deixar para trás um universo ao mesmo tempo terrível e encantado, o que gera perdas e ganhos. Desaparece o monstro no armário, mas também a fada capaz de realizar os nossos desejos.

Estes mitos são muitas vezes vistos pelos adultos como tolices sem importância, e alguns pais tendem a considerar o desaparecimento da possibilidade de acreditar em Papai Noel apenas como uma fase necessária no processo de amadurecimento. Desse modo, porém, subestimam aspectos importantes. Um deles é o fato de que essa etapa possa ser fundamental na constituição das bases de relacionamento consigo mesmo e com o outro ao longo da vida. Afinal, não se trata apenas do desaparecimento de uma crença, mas envolve a natureza das relações que a criança mantém com as pessoas que estão à sua volta – ainda que com boa intenção, mentiram para ela. Além disso, os adultos podem menosprezar a capacidade lógica dos pequenos, embora seja justamente na qualidade de ser racional que a criança adere a esse mito, inacreditável aos olhos do adulto – e, numa nova etapa do desenvolvimento cognitivo, se liberta dele.

Então, como enfrentar o problema para permitir que esta ruptura se produza sem traumas? A garantia de continuar a receber presentes parece servir como compensação para a agitação cognitiva – é útil lembrar-se dela quando a criança confessa o fim da própria crença. Além disso, deixando de acreditar em Papai Noel as crianças têm a impressão de entrar no “círculo das pessoas grandes”, em uma espécie de rito de passagem que pode ocorrer de maneira indolor se os pequenos tiverem a impressão de tirar uma vantagem da fantasia. Por exemplo, a passagem será sentida positivamente se a criança tiver irmãos, primos ou amiguinhos menores e aceitará de bom grado transformar-se em um dos atores da pequena comédia anual. Participando do segredo, ela tem a impressão de compartilhar algo do mundo dos adultos: obtém uma missão de confiança.

Se a criança é filha única, com certeza apreciará a ideia de fazer uma brincadeira com os adultos, vestindo-se ela própria de Papai Noel na noite de Natal. Isso lhe permitirá rir com os outros – e não se sentir traída. Em geral, quando a criança começa a ter dúvidas é melhor parar de mentir. Não se trata de lhe dizer brutalmente a verdade, porque o fim inesperado da crença poderia ser mal vivenciado, mas de lhe fazer as mesmas perguntas. Se a criança perguntar por que o Papai Noel não faz isto ou aquilo, basta dizer: “E você? O que você acha?”. Mas, se ela indagar diretamente se o velhinho existe, é possível dizer algo como “É uma pergunta que você deve responder sozinha, talvez você já saiba a resposta”. Se a criança estiver pronta para juntar suas constatações próprias, como os indícios que se conectam no fim de um livro policial para que o enigma seja solucionado, ela apresentará essa conclusão. E, nesse caso, merece receber os cumprimentos por sua perspicácia. Se ainda não for a hora de abrir mão da fantasia cabe aos adultos respeitar – e aguardar.

Porém, uma última questão permanece suspensa: por que induzir as crianças a acreditar que Papai Noel existe? Não é apenas uma maneira de fazer com que tenham uma decepção no futuro? Todo pai ou mãe deve tomar a própria decisão, mas – sem pretender ter a resposta certa e definitiva – vale lembrar que as pessoas têm a possibilidade de acreditar de maneira tão pura no mundo mágico apenas uma vez na vida. Além disso, as fronteiras do país das maravilhas se fecham cedo, por volta dos 6 ou 7 anos. Mas ele pode deixar boas recordações.


Do site: www.mentecerebro.com.br

domingo, 16 de dezembro de 2012

Gente siso!


Adoro ajudar pessoas a se darem bem na vida e nos negócios. Mas, toda vez que me deparo com gente ruim, desonesta, má, me afasto rapidamente delas, afinal, não há remédios para a falta de caráter.

“Tem gente que é igual dente siso: nasce só para incomodar os outros”.

Mas, a parte boa é que, como você não precisa do siso para nada, vai ao dentista e o arranca sem dó nem piedade. Se você tiver dó dele, e não arrancá-lo, além de normalmente trazer muita dor, ele vai acabar estragando outros dentes, inclusive, podendo afetar a estrutura da boca e face.

No caso das pessoas, você não tem dentista para fazer o trabalho de arrancá-las. Tirá-las da sua vida é seu papel.

Fuja de gente siso, gente traça, que está sempre pronta para causar dor e a destruir a calça jeans nova que você compra.

Além disso, elas também podem prejudicar sua estrutura de relações, pessoais e profissionais, pois o tempo todo procura entortar seus relacionamentos através de:

    Fofocas;
    Inveja;
    Cobiça;
    Maldades...

Na empresa, as pessoas sisos criam situações irreais, inventam, criticam destrutivamente, apontam falhas, espalham boatos, e, quando você se dá conta que elas estão “nascendo”, elas correm para um cantinho, escondidas lá no fundo da sala do café, como se fossem inofensivas. Igualzinho ao siso que nasce bem lá no fundo da boca!

Na vida pessoal, são parentes, vizinhos, pessoas que surgem como num passe de mágica, normalmente para:

    Trazer uma pá para ajudar a cavoucar mais quando você está no fundo do poço;
    Trazer uma foice para cortar suas asas quando você está quase transformando sonhos em realidade;
    Trazer uma sacola cheia de desânimo, pessimismo, e dar a você de presente, pedindo em troca uma bolsa com suas energias, sua motivação...

Por mais competente que a gente seja em não dar atenção ao que pessoas sisos, traças digam, prevenir é sempre melhor do que remediar.

Afaste-se delas, afinal, assim como os dentes bons são muitos, as pessoas também. Prefira essas companhias!

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre!



Paulo Sérgio Buhrer  |  Publicado em: 15/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

10 soluções para destruir atitudes negativas

1. As pessoas estão me prejudicando

Não leve para o lado pessoal, essa é uma energia que você pode economizar, concorda? Assuma a responsabilidade do seu destino, construa a sua história baseada nos seus princípios e valores. A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória...

2. Preciso de mais dinheiro para construir o meu futuro

É simples: produza mais;

3. Não tenho sorte

Quando você trabalha de forma dura e competente, a sorte virá para o seu lado;

4. A vida é muita dura

É, para todas as pessoas, você não é um privilegiado;

5. Não gosto do meu chefe

Quem sabe uma autoanálise sobre o seu comportamento não poderá evitar um rompimento da relação? Se, mesmo assim, não der certo, arrume um novo CHEFE;

6. Pressões externas estão me levando à exaustão

Não desista, continue mais um pouco, persista mesmo que esteja se arrastando. Busque o equilíbrio, pense que a tempestade irá passar e quando tudo estiver resolvido, você irá desfrutar de um sentimento fantástico de autossatisfação por ter superado mais um obstáculo. DICA ESPECIAL: a perseverança é irmã gêmea do sucesso;

7. Estou insatisfeito com meu cônjuge

Restabeleça a HARMONIA da relação através de um diálogo franco e aberto, dê e receba feedback sem interromper, quem sabe o parceiro esteja precisando de atenção? Exerça essa prática e reconquiste a pessoa que você ama, afinal, foi você quem escolheu viver ao lado dela, concorda?

8. Não gosto da minha pessoa

Enumere todas as suas qualidades, você ficará surpreso em encontrar uma pessoa maravilhosa e fantástica. Não adianta o bolo ser bonito por fora se o recheio estiver podre por dentro, qual o sabor do seu bolo?

9. Não tenho tempo para nada

Pare um pouco, sente na frente do computador, enumere as suas prioridades pessoais e profissionais, verifique a importância de cada atividade e comece a executá-la. LEMBRE-SE: separe 30 minutos por dia para fazer algo que lhe dá prazer, isso vai fazer toda a diferença na sua vida. Quem é a pessoa mais IMPORTANTE?

10. Estou um pouco longe de DEUS

Restabeleça a sua fé novamente, concentre-se em um lugar silencioso e pense num poder superior, aquele que você acredita, esta simples conexão vai potencializar novos sentimentos deixando você mais leve para continuar o seu legado. NOTA DE REFLEXÃO: a crença estabelece dentro de você serenidade para administrar os conflitos internos com mais SABEDORIA.


André Silva  |  Publicado em: 30/10/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Adeus, Papai Noel


Ícones da fantasia infantil influem no relacionamento consigo mesmo e com o outro na idade adulta

Rossella Apostoli/Shutterstock

por Gérald Bronner

Às vezes descobrir a verdade pode ser muito desagradável e até mesmo violento. Todos nós, no decorrer da vida, passamos pela experiência dolorosa da perda de ilusões. Umas das mais comuns no mundo ocidental é a crença na existência do bom velhinho vestido de vermelho e branco, guiando um trenó puxado por renas que voam e distribuindo presentes para todas as crianças do mundo. A descoberta da ficção ocorre geralmente quando a criança tem por volta de 6 ou 7 anos, Nem todos se recordam do “desaparecimento” desse personagem, mas entre os que conservaram alguma lembrança, muitos lamentam a desilusão que sofreram. E ela não vem sozinha.

O fim da primeira infância é acompanhado pela mudança dos sistemas de representação, pelo abandono de certa visão de mundo. É preciso deixar para trás um universo ao mesmo tempo terrível e encantado, o que gera perdas e ganhos. Desaparece o monstro no armário, mas também a fada capaz de realizar os nossos desejos.

Estes mitos são muitas vezes vistos pelos adultos como tolices sem importância, e alguns pais tendem a considerar o desaparecimento da possibilidade de acreditar em Papai Noel apenas como uma fase necessária no processo de amadurecimento. Desse modo, porém, subestimam aspectos importantes. Um deles é o fato de que essa etapa possa ser fundamental na constituição das bases de relacionamento consigo mesmo e com o outro ao longo da vida. Afinal, não se trata apenas do desaparecimento de uma crença, mas envolve a natureza das relações que a criança mantém com as pessoas que estão à sua volta – ainda que com boa intenção, mentiram para ela. Além disso, os adultos podem menosprezar a capacidade lógica dos pequenos, embora seja justamente na qualidade de ser racional que a criança adere a esse mito, inacreditável aos olhos do adulto – e, numa nova etapa do desenvolvimento cognitivo, se liberta dele.

Então, como enfrentar o problema para permitir que esta ruptura se produza sem traumas? A garantia de continuar a receber presentes parece servir como compensação para a agitação cognitiva – é útil lembrar-se dela quando a criança confessa o fim da própria crença. Além disso, deixando de acreditar em Papai Noel as crianças têm a impressão de entrar no “círculo das pessoas grandes”, em uma espécie de rito de passagem que pode ocorrer de maneira indolor se os pequenos tiverem a impressão de tirar uma vantagem da fantasia. Por exemplo, a passagem será sentida positivamente se a criança tiver irmãos, primos ou amiguinhos menores e aceitará de bom grado transformar-se em um dos atores da pequena comédia anual. Participando do segredo, ela tem a impressão de compartilhar algo do mundo dos adultos: obtém uma missão de confiança.

Se a criança é filha única, com certeza apreciará a ideia de fazer uma brincadeira com os adultos, vestindo-se ela própria de Papai Noel na noite de Natal. Isso lhe permitirá rir com os outros – e não se sentir traída. Em geral, quando a criança começa a ter dúvidas é melhor parar de mentir. Não se trata de lhe dizer brutalmente a verdade, porque o fim inesperado da crença poderia ser mal vivenciado, mas de lhe fazer as mesmas perguntas. Se a criança perguntar por que o Papai Noel não faz isto ou aquilo, basta dizer: “E você? O que você acha?”. Mas, se ela indagar diretamente se o velhinho existe, é possível dizer algo como “É uma pergunta que você deve responder sozinha, talvez você já saiba a resposta”. Se a criança estiver pronta para juntar suas constatações próprias, como os indícios que se conectam no fim de um livro policial para que o enigma seja solucionado, ela apresentará essa conclusão. E, nesse caso, merece receber os cumprimentos por sua perspicácia. Se ainda não for a hora de abrir mão da fantasia cabe aos adultos respeitar – e aguardar.

Porém, uma última questão permanece suspensa: por que induzir as crianças a acreditar que Papai Noel existe? Não é apenas uma maneira de fazer com que tenham uma decepção no futuro? Todo pai ou mãe deve tomar a própria decisão, mas – sem pretender ter a resposta certa e definitiva – vale lembrar que as pessoas têm a possibilidade de acreditar de maneira tão pura no mundo mágico apenas uma vez na vida. Além disso, as fronteiras do país das maravilhas se fecham cedo, por volta dos 6 ou 7 anos. Mas ele pode deixar boas recordações.


Do site: www.mentecerebro.com.br

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A compra da infelicidade

Do site: www.mentecerebro.com.br, em 13 de julho de 2012

Apesar de o dinheiro ser um canal para o acesso a experiências prazerosas, diminui a satisfação encontrada em prazeres simples da vida
 
© SATIN / SHUTTERSTOCK

Por que muitos religiosos, como freiras católicas e monges budistas fazem voto de pobreza? Deixando doutrinas e crenças de lado, tanto quanto possível, um estudo publicado no periódico Psychological Science oferece pistas que podem elucidar a essa questão e oferecer alguns esclarecimentos sobre essa opção: o dinheiro – até o simples pensamento sobre ele – diminui a satisfação encontrada em prazeres simples da vida.

Considerando que a capacidade de apreciar as experiências prediz o nível de felicidade, o psicólogo Jordi Quoidbach e seus colegas da Universidade de Liége, na Bélgica, dividiram aleatoriamente 374 adultos com perfil e atividade profissional variados em dois grupos. O primeiro recebeu a fotografia de uma pilha de dinheiro e o segundo, a mesma figura, porém desfocada e impossível de ser reconhecida. Depois os participantes fizeram testes psicológicos para medir sua capacidade de aproveitar as experiências agradáveis. Os que receberam a imagem do dinheiro pontuaram menos.

Em uma segunda etapa do teste, o primeiro grupo recebeu um pedaço de chocolate após ter visto a fotografia do dinheiro e o outro depois de ter observado a imagem borrada. Depois os pesquisadores cronometraram o tempo que cada um levou para saborear o doce.

As mulheres apreciaram a guloseima por mais tempo que os homens, porém, independentemente do sexo, os participantes que receberam a figura do dinheiro gastaram menos tempo saboreando o chocolate (em média 32 segundos contra 45 segundos). Esses resultados mostram que pensar em dinheiro pode tirar o prazer. Em outras palavras, apesar de o dinheiro ser um canal para o acesso a experiências prazerosas, ele “rouba” a capacidade de apreciar as coisas simples.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O princípio está em você



“Teve uma época em que achava que oferecendo o maximo para outros poderia de alguma forma estar contribuindo com algo positivo em suas vidas. O tempo e decepções fizeram redefinir a expectativa destes retornos. O que esperar daqueles que recebem e só pensam em receber? Quando ganham assumem os méritos da sua vitória e quando perdem o acusam pela responsabilidade de auxilia-los no desastre”. Esta frase, dita por uma grande profissional durante um evento, ficou no meu sub-consciente. Como poderia ter sido dita por alguém que havia sido pago para transferir conhecimentos?

É incrível perceber que a nossa evolução está diretamente ligada com a exposição e o desenvolvimento da capacidade de trocar e nos sentimos frustrados quando nossos esforços não são correspondidos e entendidos.

Durante décadas aprendemos que vencer estava intimamente ligado com poder e que seu resultado seria percebido quando estivéssemos dentro de uma sala enorme, com toda estrutura operacional direcionada e centralizada para o exercício do nosso comando. Quantos conhecidos seus subiram na vida e por este feito acabaram por esquecer da sua existência. E quantos, após longos anos, voltaram a lhe procurar, impulsionados por alguma grande perda ou mesmo por necessidades cíclicas de reinvenção.

E a vida vai passando, vamos ficando mais velhos, mais experientes e aprendendo a lidar com tudo isso, com nossos erros, com os dos outros. Vamos percebendo que o grande status da conquista não está na “lei do uso e desuso de Lamark” e também não somente na adaptabilidade proposta por Darwin.

No milênio da troca não está em jogo a sobrevivência de um individuo, mas a identidade, formação e responsabilidade participativa dos grupos frente a objetivos. Nossos resultados serão crescentes, pela quantidade e qualidade resultante de um processo de integração dos diversos povos formadores das nossas etnias.

Não devemos ser descendentes, mas uma força única e homogênea provinda das diversas culturas por aqui instaladas. Assim como Índia cresce criando valores únicos no processo de terceirização dos serviços informatizados. Afinal qual à parte que queremos na fatia do irreversível mundo globalizado. O que nossa criativa capacidade poderá oferecer de diferente para que possamos ter resultados agregados com perspectivas de futuro para nossos filhos.

Não imagine que um Pais seja sucesso, fazendo tudo, pois certamente continuará fazendo pela metade, deixando para os outros obtenção do bônus pelo resultado final. Nossos projetos devem ser continuados e integrados com potencial que dispomos internamente estando no sul ou no norte o ciclo deve completar um pacote fechado para entregar bolos prontos.

Erros e vícios como o demonstrado na frase do inicio deste artigo, devem fazer parte do aprendizado e seus resultados repatriados obrigatoriamente para que cada um reaprenda a sua parte para a parte de todos, nada pessoal, tudo coletivo.

Somos Brasileiros e não portugueses, africanos, italianos, alemães, judeus, japoneses, indigenas e tantos outros que fazem a parte do histórico orgulho de nossas origens descendentes. Estamos aqui pela missão de melhorar fazendo e não sonhando. Mantendo nossos vínculos com ele, lá de cima, mas com a certeza de que somos nos o próprio livro. Não espere que no curto prazo exista uma mágica governamental capaz de colocar de colocar lubrificante na sua estrutura, pois o ano ainda se inicia, e já tem muita gente se justificando que meio por cento de redução de taxa esta impedindo os avanços.

Está na hora de pararmos de olhar para o lado, buscando razões para sempre justificar que podia ser um pouco melhor. Comece conquistando o lado para somar com a sua frente. De Deus tenha certeza que terás uma pagina aberta todo dia, do governo a boa intenção de melhorar, mas a pagina aberta estará em branco para que você a preencha.

Sérgio Dal Sasso  |  Publicado em: 29/06/2012, no site: www.qualidadebrasil.com.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Como ver um fantasma

Do site: www.mentecerebro.com.br, em 25 de junho de 2012

A crença na paranormalidade é reforçada pelos mesmos mecanismos cerebrais que modelam a maior parte do pensamento e nos ajudam a tomar decisões no cotidiano

©BOGUSLAW MAZUR/SHUTTERSTOCK

por Richard Wiseman

Posicione-se diante de um espelho grande, a cerca de meio metro dele. A seguir, coloque uma vela ou uma luz fraca bem atrás de você e apague a luz. Depois de olhar atentamente para seu reflexo por cerca de um minuto, você começará a experimentar uma ilusão estranha. Em um estudo conduzido pelo psicólogo italiano Giovanni B. Caputo, da Universidade de Urbino, 70% dos voluntários viam o próprio rosto tornar-se terrivelmente distorcido e muitos tinham a impressão de estar se transformando em outra pessoa. Embora os pesquisadores não estejam certos sobre o que produz esse efeito, as condições de iluminação parecem impedir o cérebro de “juntar” os diferentes aspectos da própria face em uma única imagem.

Talvez você nunca tenha visto o rosto de Jesus Cristo num pedaço de batata chips, mas provavelmente já viveu alguma situação, fenômeno ou revelação improvável em algum momento. Muitos afirmam, por exemplo, que fantasmas existem ou que os sonhos podem ser premonitórios; outros tantos acreditam ter visto o rosto da Virgem Maria numa torrada e o da Madre Teresa num biscoito de canela. E, embora a maioria dessas crenças não se sustente racionalmente, são surpreendentemente comuns. Uma pesquisa de opinião pública realizada em 2005 mostrou que três em cada quatro americanos acreditam na existência de fenômenos paranormais. Outro trabalho revelou que um em cada três adultos afirma ter vivenciado uma experiência sobrenatural. A frequência desses relatos levou alguns psicólogos a se perguntar se mecanismos psíquicos poderiam sustentar essas convicções tão disseminadas.

A lista de fenômenos “estranhos” nos quais as pessoas creem vai muito além dos limites da evidência científica – incluindo telepatia, clarividência, previsão do futuro, controle da matéria pela mente e capacidade de se comunicar com os mortos. Psicólogos estão procurando compreender por que tanta gente acredita em manifestações que escapam à explicação lógica. E já descobriram que esse tipo de crença não é privilégio de um grupo seleto: todos nós estamos preparados para o sobrenatural. E, enquanto a ciência não apresenta provas definitivas, muita gente continuará a ver fadas escondidas entre flores. E quem garante que elas realmente não estão lá?

terça-feira, 26 de junho de 2012

Lágrima divina



Imitamos Deus em todo seu poder quando um filho geramos. Um Deus que a presença queremos, o Deus que adoramos.
 
Um ato de amor ou de confusa relação,  que nos torna pais. Das promessas de amor eterno ao encontro fortuito.
 
No ventre está a semente. O anel do universo que liga para a eternidade dois amantes ou dois errantes.
 
Filhos nascidos, às vezes amados, outras esquecidos. Cuidados ou abandonados. Um, dois, três, tantos!
 
Para muitos não importa o que tanto conta. Para outros, conta a conta!
 
Um momento vivido, apenas. Às vezes lembrados, mas não a vida esquecida.
 
Pequenos e carentes nascemos, em seio de mãe nos protegemos. Legítima ou adotada, colo que nos aquece,  mãos que nos afagam.
 
Momentos em que não faltam amor e nem cuidados, aos filhos perdidos, uma vez encontrados.
 
Menino nascido, homem ferido, ser negligenciado.
 
Em um planeta maltratado estão abandonados os filhos dos filhos dos filhos de Deus.
 
Gerações e gerações que não cuidam da terra, tampouco da vida.
 
Com a negligência com o semelhante vem o esquecimento. Palavras caem em desuso.
 
Nas mídias, como recurso de venda, o amor é exaltado, na vida, o carinho, a atenção, a cortesia, a ternura, banidos.
 
O e-mail substituiu o abraço e o aperto de mão. A rede social o encontro festivo, o almoço com o colega, o café com o amigo.
 
O trabalho que construía, assumiu a sobrevivência.
 
Cercado por muros, os condomínios que protegem o homem dos semelhantes, afasta-o dos parecidos. Protegido, sente-se isolado e esquecido.
 
E o banco da praça?
 
Quando lá está é mal usado ou destruído. Amigos se foram, a amizade se perdeu. A saudade, palavra sem tradução como é o sentimento, é exaltada. Na música, na poesia, nos olhos dos velhos que viram os jovens partirem!
 
A velha amoreira, que tantas vidas e crianças à sua volta reunia, foi derrubada para construir mais um abrigo. Com conforto e luxo, mas com corações vazios.
 
Sem frutos e galhos para descanso cessou o pio e canto das aves. Não se ouve mais o melodioso e triste canto da patativa, que os quintais visitava.
 
É o progresso que gera lembranças de um tempo sem regresso.
 
No lago, produto das mãos do homem, a vida não encontra caminho e a piracema é só um fato, poucas vezes um ato.
 
A ecologia, ensinada às nossas crianças como verdade, carece do encontro com a realidade. Pés descalços sobre o solo macio, a brisa que sopra e carrega o cheiro das flores, a visão de uma abelha trabalhadeira, a verde grama que permite o descanso, a lata jogada, que maltrata a vista!
 
Retirá-la não é muito, mas somadas, pequenas ações, não é pouco. Nas suas mãos está a consciência. Que retira ou arremessa.
 
A boa vontade e a responsabilidade tornam o feito, desfeito.
 
Se aos velhos não podemos ensinar, não percamos a oportunidade com os jovens. Vivem no presente, mas o futuro será sua morada.
 
Eduque-se desde cedo, para que os vícios de casa a praça não alcancem, diriam saudosos avós!
 
Do espaço, o planeta azul se mostrará cinza sem cuidados.
 
Restará o azul nas fotos, nos filmes, e nas lembranças dos que viram e viveram.
 
Ainda que cinza, quem assim irá vê-lo?
 
Quem sabe muitos... talvez poucos.
 
Com um nó na garganta, saudoso, vendo-o, como casas abandonadas nas velhas cidades, diz o pai: - Foi azul e ali vivíamos.
 
Pergunta o pequeno filho de Deus: - Por que mudamos, se a saudade incomoda?
 
Com olhar triste e voz embargada responderá: - Não cuidamos. Ficou velho e está sujo.
 
No espaço, sem gravidade, paira uma gota.
 
Divina...
 
Uma lágrima de Deus!
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

Publicado em 26-Apr-2012, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 17 de junho de 2012

O que realmente faz diferença: afeto e espiritualidade

do site: www.mentecerebro.com.br, em 25 de maio de 2012

A capacidade de manter fortes laços emocionais e a crença em algo superior a si mesmo são fatores que têm sido relacionados à felicidade duradoura
 
© DUDAREV MIKHAIL/SHUTTERSTOCK

Quais são os atributos de uma pessoa feliz? Inteligência, juventude, beleza, saúde? Embora a maioria acredite que isso tudo as faria mais satisfeitas, estudos mostram algo diferente. Boa educação, informação e capacidade cognitiva privilegiada, por exemplo, não são garantias de que alguém será capaz de fazer boas escolhas para si mesmo. Ser jovem também não ajuda muito. Na verdade, pesquisas indicam que idosos valorizam mais as experiências do presente, tendendo assim a ser mais felizes que os jovens. Depois dessa fase, o nível de satisfação (da maioria, pelo menos) sobe. Beleza? Embora seja uma característica extremamente valorizada e os mais atraentes muitas vezes consigam pequenas vantagens como elogios ou atenção, ser belo não é suficiente para sustentar a admiração de alguém ou manter relações duradouras. Saúde? Esse aspecto é certamente muito importante para a qualidade de vida, porém, não está necessariamente relacionado com felicidade. Muitas pessoas saudáveis não valorizam esse benefício e, por várias razões, são infelizes.

Dois fatores, porém, têm sido apontados como aqueles que proporcionam felicidade duradoura. Um deles é a capacidade de manter fortes laços afetivos. Pessoas que vivem relacionamentos amorosos estáveis e harmoniosos, por exemplo, costumam ser mais felizes do que as solteiras; alguns especialistas chegam a dizer que o casamento acrescenta, em média, sete anos de vida ao homem e quatro à mulher. Outro fator é conferir significado à própria existência, por meio da crença em algo superior a si mesmo, derivada da espiritualidade ou de uma filosofia pessoal de vida. Em outras palavras, um propósito externo que nos faça sentir que fazemos parte de um “todo”- e podemos contribuir para algo importante, maior que nós mesmos e além da existência humana tão limitada.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O Jovem do Século 21

Por Benedicto Ismael C. Dutra


 Diz uma frase célebre atribuída a Oscar Niemeyer: Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida. Eu só acrescentaria o seguinte: E toda escola destinada à educação infantil deveria  mostrar as belezas e o funcionamento da natureza para as crianças, para que percebam que também fazem parte da natureza, amando-a e respeitando-a, buscando significados.

Estamos diante de uma situação bem diferente do século passado quando muitos jovens tinham um forte anseio de saber o porquê das coisas. Atualmente nos defrontamos com a apatia de muitos jovens que, influenciados pelos apelos da vida moderna, nada querem saber do sentido da vida, levando uma vida superficial,  atravessando seus dias sem um olhar atento ao seu redor.

Falando para a revista Veja, Rosalins Wiseman, escritora especialista em bullying, disse que é entusiasta da internet, mas acha que, se não for bem usada, pode incentivar o vazio intelectual mais do que criar gente curiosa e pronta para refletir sobre o mundo em que vivemos.
 
A busca por respostas está incrustada na essência humana, mas em muitas pessoas isso pode estar adormecido sob o efeito de um continuado bombardeio de estímulos externos para manter os olhos fechados, e a ânsia por saber entorpecida. Há quem considere que a maioria dos seres humanos esteja adormecida, atormentada pelo sentimento de medo, de forma consciente ou não, sem ter despertado a sua verdadeira essência humana. Não conseguem elevar o olhar, buscando compensação na sexualidade irresponsável e nas drogas.
 
Grande parcela das novas gerações age com o chamado “espírito do século 21”, que diante de tantos problemas globais de difícil solução, não quer se preocupar com os porquês, desejando se entregar ao momento. Considera o futuro desconhecido e incerto ao perceber que ninguém consegue entender a complexa situação de nosso  mundo canibal, nem encontrar soluções efetivas. Os jovens que se ocupam com o sentido da vida, não raro, são considerados como dotados de comportamento estranho por seus colegas.

Com desconfiança de tudo e de todos muitos jovens tornam-se extremamente individualistas, cada um para si, liberando inveja e cobiça, o que os coloca em permanente estado de competitividade, preocupados principalmente em aproveitar o que a vida oferece de prazeroso. A energia que sempre permanece à disposição dos seres humanos não é aproveitada por grande parcela das novas geraçoes, deixando de ser canalizada para atividades nobres, beneficiadoras, e se perde inaproveitada, sendo arrastada para caminhos impuros, cujas consequências prejudicam a vida em todo o Planeta.

As escolas permanecem fora de sua missão ao dar prioridade para atividades menores ligadas ao imediatismo de acumular bens e dinheiro. No entanto, o dinheiro e os bens não devem ser menosprezados, merecendo atenção e cuidados. O perigo é acorrentar-se às posses como prioridade máxima da vida. A meta principal das escolas deveria ser o preparo dos seres humanos para um viver condigno com a nossa espécie, beneficiando e embelezando tudo a nossa volta.

Publicado em 29-Mar-2012, por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 6 de maio de 2012

Escolhas e consequências!



As filosofias indianas – hinduísmo e, em especial, o budismo -, enfatizam a natureza cíclica da existência, a efemeridade das coisas, os efeitos tóxicos dos desejos e a importância do desapego. Nesse sentido, o apego a si mesmo, aos outros e às coisas é a principal causa do sofrimento humano.
 
Em geral, a filosofia indiana sustenta que devemos fazer tudo com o coração, como um serviço, não somente para colher os frutos que resultam do nosso trabalho, mas para contribuir, da melhor forma possível, ao desenvolvimento do equilíbrio e a busca da paz.

De acordo com o pensamento budista, tudo que fazemos tem consequências, inclusive o nosso comportamento moral, embora seja difícil dizer quanto tempo leva para uma consequência se manifestar. De uma maneira ou de outra, ela vai aparecer.

O ser humano não escolhe estar numa situação específica ou não, mas as escolhas determinam a situação em que se encontra. Ao escolher entre o bem e o mal, é provável que coisas boas aconteçam, se escolher o bem, é óbvio, caso contrário...

O poder da escolha transfere parte da responsabilidade e do controle às pessoas, o que provoca ansiedade. Fique quieto e tudo se resolverá. Manifeste-se e pagará o preço. Escolhas são assim, sempre haverá consequências. O que você não pode é transferir a responsabilidade para os outros.

Você já encontrou alguém que ao ganhar na loteria, ou receber qualquer outro tipo de prêmio, saiu reclamando de tamanha injustiça? Por que comigo? O que foi que eu fiz de errado para merecer este prêmio? Isso não é justo!
 
Por outro lado, para eventos de natureza negativa, a maioria das pessoas está sempre pronta para amaldiçoar. Uma doença, por exemplo, é motivo de revolta e questionamento: tanta gente ruim por aí e foi acontecer logo comigo.

Os eventos, em geral, ocorrem para todas as pessoas e são aleatórios, portanto, não temos controle absoluto sobre eles. Nesse caso, a filosofia budista faz muito sentido: o que importa não é o que lhe acontece, mas o que você faz com o que lhe acontece na vida.
 
Reclamar é um péssimo hábito, do qual poucas pessoas conseguem se livrar e, para muitos, é cômodo mantê-lo. É bem mais fácil devanear, transferir a culpa para o parceiro, o governo ou a sociedade.
 
Se os eventos são aleatórios, as escolhas não. Você pode escolher entre a dor e a rebeldia ou o bom humor e a alegria. As consequências podem ser visualizadas com antecedência, portanto, estará sempre em suas mãos.
 
Haja o que houver, eu já fiz a minha escolha. Quero viver bem, defender o bem, fazer o bem. Não tenho a mínima pretensão de me tornar mártir nem herói, nem rico nem pobre. Desejo apenas ser bom e ser lembrado.

Pense nisso e seja feliz!

Publicado em 26-Mar-2012, por Jerônimo Mendes, no site: www.gestopole.com.br