quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Síndrome do Impostor (7)


Afinal, quem ou o que é responsávl tanto pelos acontecimentos bons quanto ruins em nossa vida? Quando respondemos a essa questão, estamos fazendo uma "atribuição" - conferimos uma razão aos fatos estabelecendo relações de causa e efeito. Segundo o psicólogo Martins Seligman, da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia, toda pessoa possui um estilo de atribuição com o qual explica preferencialmente os eventos de sua vida, que inclui três dimensões: os motivos para um acontecimento podem estar dentro ou fora da própria pessoa (interno versus externo); eles podem ser duradouros ou passageiros (estável versus instável); e eles podem se aplicar a várias situações ou a apenas uma única (global versus específico).

O estilo de atribuição já foi muitas vezes associado à saúde mental: as pessoas psiquicamente saudáveis tendem a considerar eventos positivos de forma internalizada, estável e global ("Nem sempre acerto, mas sou inteligente"); no caso de acontecimentos negativos, valorizam aspectos externos, instáveis e específicos ("Desta vez eu dei azar, mas isso não vai, necessariamente, acontecer sempre.") Pessoas depressivas frequentemente apresentam o padrão inverso: consideram-se sempre responsáveis pelos fracassos e explicam sus próprias realizações pela sorte. Evidentemente, não se trata de negar a realidade ou subestimar aspectos concretos ou subjetivos: realmente há fatores que escapam à compreensão racional e posturs psíquicas (ou mesmo dificuldades) que sabotam boas intenções. Mas analisar cada situação, sem tentar encaixá-la em "modelos prontos" - sempre sorte ou sempre incompetência - nos torna menos onipotentes e mais tolerantes com nossos erros e acertos.


Da revista Mente & Cérebro n° 213, outubro/2010


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Política e Iluminação



A política é mundana - os políticos são os servidores do lixo. Os iluminados são sagrados - eles são os guias para o crescimento espiritual das pessoas. Certamente, no que se refere a valores, a política é o mais baixo e a iluminação o mais elevado. Elas estão separadas.

Os místicos e os iluminados tem elevado a consciência humana durante séculos. Tudo que o homem é hoje, por menor que seja sua consciência, todo crédito vai para os Budas, os Jesus, os Franciscos, Os Krishinas. A política tem sido uma praga, uma calamidade. E a política é responsável por tudo o que é feio na humanidade.

Mas o problema é que a política tem poder. Os iluminados tem apenas amor, paz e a experiência do divino. A política pode facilmente interferir com os místicos, e ela interferiu o tempo todo, a tal ponto que destruiu muitos valores religiosos que são absolutamente necessários à sobrevivência da humanidade e da vida sobre a terra. Os iluminados não tem poder mundano como armas nucleares, bombas atômicas e armas de fogo; multas; decretos; impostos sua dimensão é totalmente diferente. A iluminação não é o desejo pelo poder: é a busca da verdade, de Deus. E a própria busca torna o homem religioso humilde, simples, inocente.

A política tem todas as armas destrutivas e a religião é completamente vulnerável. A política não tem coração e os iluminados são puro coração, é como uma linda rosa - sua beleza, sua poesia, sua dança fazem a vida digna de ser vivida, dão significado à vida. A política é como uma pedra -está morta. Mas a pedra pode destruir a flor, e a flor não tem defesa alguma. A política é agressiva.

Durante séculos a política só matou e destruiu pessoas, toda a história da política é a história de criminosos, de assassinos. Em três mil anos os políticos criaram cinco mil guerras. Parece que no político o instinto bárbaro é muito poderoso; seu único prazer é o de destruir, de dominar.

O misticismo cria um problema para isso, porque deu ao mundo seus mais altos picos de consciência... um Gautaya Buda, um Jesus, um Chuang Tzu, um Nanak, um Kabir. Esses são o próprio sal da terra. O que a política deu ao mundo? Genghis Khan? Tamerlão? Nadir Shah? Alexandre? Napoleão? Ivan, o Terrível? Josef Stalin? Adolf Hitler? Benito Mussolini? Mao Tse-Tung? Ronald Reagan?... Todos eles são criminosos. Em vez de estarem no poder, deveriam estar atrás das grades. Eles são desumanos.

E são pessoas espiritualmente doentes. O desejo de poder, de dominar, surge apenas numa mente doentia. Surge a partir de um complexo de inferioridade. Pessoas que não têm complexo de inferioridade não se importam com o poder. Todo seu empenho é pela paz, porque o sentido da vida só pode ser conhecido na paz - o poder não é o caminho. Paz, silêncio, gratidão, meditação esses são os constituintes básicos da religião.

Não se pode permitir que a consciência seja dominada pelos estúpidos políticos. A situação é como se pessoas doentes tentassem dominar os médicos, definindo o que devem e o que não devem fazer. É verdade que elas estão em maioria, mas isto não significa que o médico deva ser dominado pela maioria. Ele pode curar as feridas, pode curar as doenças da humanidade. A iluminação é o médico. Os políticos causaram mal o suficiente; estão dirigindo toda a humanidade a um suicídio global. Não apenas o ser humano, mas os pássaros inocentes e seu canto, as árvores silenciosas e suas flores tudo que está vivo.

Os políticos conseguiram criar um poder destrutivo suficiente para destruir toda a vida da Terra. A política como um todo depende de mentiras.

Os políticos vivem de mentiras, de promessas, mas essas promessas jamais são cumpridas. Eles são as pessoas mais desqualificadas no mundo. Sua única qualidade é a de enganar as massas pobres.

Em países pobres eles podem comprar seus votos, e uma vez no poder, esquecem completamente que são servidores do povo.

Na minha maneira de ver, todos os políticos deveriam ser meditadores, deveriam conhecer algo do mundo interior, ser mais conscientes, mais compassivos, deveriam conhecer o sabor do amor, a experiência do silêncio da existência, a beleza deste planeta e as dádivas da existência; é deveriam aprender a ser humildes e gratos. Os iluminados deveriam ser os mestres de todos políticos.

Não sou um político. Nunca votei em minha vida e jamais irei votar, porque qual o sentido em escolher entre dois chimpanzés, apenas porque estão segurando bandeiras diferentes? Apenas porque têm símbolos diferentes? Chimpanzés são chimpanzés.

As pessoas iluminadas estão fazendo todo esforço para elevar a humanidade-sua consciência; seu amor, sua compaixão-a um nível em que as guerras se tornem impossíveis, onde os políticos não possam enganar as pessoas, onde suas mentiras e suas promessas possam ser expostas. A política é algo que pertence às sarjetas. A mística e os Iluminados pertence ao céu aberto e limpo - como um pássaro voando ao sol para atingir o próprio centro da existência.

Certamente as pessoas iluminadas não podem ser participantes da política, mas os políticos deveriam aprender a ser humildes. Seu poder não deveria cegá-los. O poder corrompe é o poder absoluto corrompe absolutamente, e todos os políticos são corrompidos pelo seu poder. E qual é o poder que têm? Eles podem matá-lo - seu poder é o poder do açougueiro, nada glorioso, nada respeitável.

O homem iluminado tem uma qualidade de poder totalmente diferente: está em sua presença, em seu grande amor e reverência pela vida, em sua gratidão à existência.

Para a consciência religiosa, quanto mais feliz você for, quanto mais amoroso, quanto mais celebrativo... Ela deseja que sua vida seja uma canção e uma dança. Porque essa é a única maneira pela qual deveríamos venerara fonte da vida - com nossa alegria, nossas canções e nossas danças.

O político é doente, psicologicamente doente, espiritualmente doente.

Fisicamente pode estar perfeitamente bem. Geralmente os políticos estão fisicamente bem; toda sua carga recai sobre a psique. Você pode perceber isso. Quando um político perde seu poder, começa a perder sua saúde física. Estranho... quando estava no poder, cheio de ansiedades e tensões, estava fisicamente perfeito.

E qual é a doença? A doença é o complexo de inferioridade.

Qualquer um que esteja interessado em poder está sofrendo de um complexo de inferioridade; bem no fundo ele se sente sem valor, inferior aos outros. E é assim mesmo, Inferior a tudo e a todos.

Vi na Humauniversidade

Autor: OSHO



Extraído do blog tetris consultoria & soluções em organização

Um gestor na escola dos insetos.



Publicado em 24-Oct-2010, por Ivan Postigo



Nascemos totalmente dependentes, sem cuidados especiais não sobrevivemos.

Aprendemos e nos desenvolvemos seguindo exemplos dos nossos semelhantes, e também de animais, plantas e insetos.

A princípio por lembrança, pintura, depois pela escrita desenvolvemos uma cultura.

A escassez, dura e benéfica, estimula a imaginação e provoca a observação para a busca de recursos e meios de proteção.

A fartura, em demasia, nos torna lentos, acomodados e desprotegidos. Assim tem sido a história.

Pássaros, ao enterrar sementes, em quantidade maior que consomem, criam florestas. Abelhas, pelo continuado esforço de produção, alimentam homens e animais em um processo ativo.

E o homem?

Este oscila entre a sabedoria da poupança e a negligência da gastança.

Para muitos, quando não o tempo, Deus proverá!

O amanhã não é certo ou incerto, apenas o amanhã. A incerteza está na forma como nos preparamos para recebê-lo.

Ouço e leio com freqüência pessoas falando sobre carreira.

Carreira, como se fosse apenas um longo caminho sem destino.

Uma abelha, ainda que visitasse todos os dias as mesmas flores num campo escasso, não produziriam mel suficiente para a colônia. Ainda que inseto, esta sabe que terá que voar para lugares distantes para ter sucesso. Continuamente, garantido o resultado, sem projetar expectativas.

O homem, em seu empreendimento, tem muitas lições para aprender com esta pequena vida.

Quantas vezes como abelhas não visitamos os mesmos clientes, em um campo escasso e exaurido, insistindo por pura teimosia, sem sabedoria.

Valemo-nos do pensamento positivo e exageramos, onde crer é poder. Poder crer é exercício do livre-arbítrio, mas é necessário bom senso no seu empreendimento.

O pensamento positivo pode nos levar longe suficiente para que o retorno seja negativo.

Pode parecer uma maneira estranha de encarar um processo motivacional, mas garanto que não é.

Você saltaria se tivesse dúvidas quanto à qualidade de seu paraquedas naquele momento, porque ele nunca falhou e usaria o pensamento positivo?

Estou seguro que não. Saltaria com um paraquedas novo ou não o faria, deixando o pensamento positivo ao lado do velho.

Ora, então como tratar situações como essa?

Bom, você diria: - O raciocínio do paraquedas entendi, mas o que os insetos tem a ver com isso?

Uma das grandes lições que nos dão é a do processo construtivo.

Para estes, hoje é o exercício para o amanhã.

Todo processo é construtivo e preventivo. Agem efetivamente num processo de contingência.

Alternativas e reservas são seus grandes aliados.

Sem esmorecer, em uma consistente e persistente prospecção deixam grandes lições.

Alguns elementos procuram, enquanto informam aos que coletam, que entregam aos que produzem, que alimentam aqueles cuidam.

A abundância e escassez regulam o tamanho das colônias, mantendo a segurança e satisfação para perpetuação.

Sem negativismo ou positivismo, aproveitando oportunidades, com construtivismo.

O gestor na escola dos insetos tem muito a aprender sobre prospecção, observação, reação, trabalho e produtividade.

Uma delicada transição do pensamento positivo para o pensamento construtivo.

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo


Fonte: www.gestopole.com.br


As incríveis imagens de Salvador Dalí (34)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

OS PERIGOS DO SUCESSO PESSOAL



Publicado em 25-Oct-2010, por Nelson S. Lima


Vivemos numa sociedade que nos incita a procurar o sucesso. Multiplicam-se os livros, os textos, os cursos e os gurus nos fornecendo mil uma diferentes receitas para o sucesso na vida, nos negócios, na sociedade.

Ainda hoje estive numa livraria e contei mais de 50 novos títulos de livros versando o tema. Jovens e menos jovens correm a comprar as últimas dicas na esperança de descobrir a fórmula mágica que lhes proporcione o sucesso (se possível, pelo caminho mais curto e menos penoso).

Mas não há fórmulas mágicas. O melhor que poderemos encontrar são algumas pistas, sugestões e idéias que nos ajudem a despoletar uma visão, um palpite, uma reflexão. Esse deve ser o primeiro passo: o auto-conhecimento a partir do qual poderemos encontrar nosso próprio percurso que nos poderá premiar, enfim, com o sucesso.

Como se proteger durante sua luta pelo sucesso:


1º Construa, passo a passo, uma formação sólida na área profissional de sua eleição.

2º Mantenha-se informado sobre o que se passa de novo na sua área profissional, lendo revistas da especialidade, sites e outras fontes.

3º Não gaste dinheiro com qualquer livro só pelo título apelativo ou pelo nome do autor. Faça como eu: leia primeiro a biografia do autor, em especial sua experiência e formação (se lembre que nem todos os gurus são credíveis; sua fama, por vezes, está supervalorizada pelo marketing das editoras). Consulte o índice. Veja quais os temas e como o autor os aborda e aprofunda. Eu demoro mais de 20 a 30 minutos, em média, a me decidir pela compra de um novo livro.

4º Seja seletivo e exigente na escolha de seminários, cursos, workshops e outros eventos de formação para que não desperdice tempo e dinheiro com aqueles que não acrescentem nada de útil (há muitas pessoas que participam em todo o tipo de cursos procurando a quantidade e não a finalidade).

5º Frequente foruns e outras comunidades (como o portal Gestópole) onde haja intensa interatividade e onde você possa dialogar com diferentes profissionais e ficar próximo do mundo real.

6º Não procure apenas aprendizagens técnicas. Não receie aprofundar seus conhecimentos teóricos porque são esses que darão consistência a muita da sua experiência prática. Saiba também o "porquê" das coisas e não apenas o "como fazer".

7º Trabalhe em função de projetos mas viva cada dia intensamente e com o máximo de equílíbrio (físico, emocional, social).

8º Não se torne num neurótico obsessivo-compulsivo buscando o sucesso a qualquer preço: isso tem custos, nomeadamente ser atirado para o fracasso e não para a glória!

9º Não seja ingênuo: não se exponha em demasia, não festeje suas vitórias com demasiada ênfase pois isso atrairá inimigos e invejosos.

10º Proteja também sua família dos malefícios causados pela sua escalada rumo ao sucesso. Você pode igualmente ser bem sucedido desde que administre seu tempo e seus interesses com rigor e objetividade.

O sucesso, em si mesmo, não deve ser um alvo mas o resultado de um trabalho completo onde se inclui o bom uso de sua inteligência, senso crítico, aproveitamento de seus recursos e talentos, sua rede social e sentido de oportunidade.

O sucesso de nada serve se você não se sentir protegido, feliz e realizado.





Nelson S Lima
Neuropsicólogo Clínico. Doutorado em Investigação Psicológica.

Investigador em Psicologia na EURADEC Alemanha.
Diretor Nacional da EURADEC Reino Unido.
EURADEC (Associação Europeia para o Desenvolvimento da Educação e da Cidadania).
nelsonlima@europe.com
Ceo do Instituto da Inteligência (Portugal, África e América do Sul)
geral@institutodainteligencia.net

Consultor da Universidade do Futuro (Portugal)

www.unifuturo.net

Palestrante em empresas, escolas e universidades.


Fonte: www.gestopole.com.br

As incríveis imagens de Salvador Dalí (33)

domingo, 7 de novembro de 2010

As incríveis imagens de Salvador Dalí (32)

A Síndrome do Impostor (6)


Como é possível romper o ciclo do pensamento daqueles que sofrem de síndrome do impostor? Pauline Clance, que estudou o fenômeno acredita que um ponto de partida central seja aprender a atribuir os sucessos à própria capacidade quando isso é justo. Ainda que no início pareça estranho, trata-se de suportar o sucesso - e arcar com as responsabilidades que advém dele. Por exemplo, se a pessoa recebe uma promoção no trabalho terá de se havr com mais tarefas, cobranças e necessidade de tomar decisões nem sempre confortáveis. Aceitar as próprias vitórias ajuda a lidar com efentuais frustrações, sem cultivar a ideia de que um eventual fracasso colocará absolutamente tudo a perder. Trata-se, na verdade, de compreender que temos capacidades e podemos, sim, eventualmente, errar - sem que isso seja irreparável. Também vale a pena rever a explicação "eu só tive sucesso porque me esforcei muito" - comumente bastante aceita. É fundamental aprender a adequar a quantidade de trabalho e os investimentos necessários em cada situação. Considerando o outro lado dessa moeda, pode parecer muito cômodo explicar insucessos com causas que podem ser facilmente modificadas - como o pouco esforço ou a estratégia de estudos inadequada. O problema é que, agindo assim, a pessoa nunca saberá, de fato, o que pode obter.

Um caminho possível para reverter essa forma de lidar consigo mesmo e com os desafios é fortalecer a autoestima, o que ao mesmo tempo diminui o medo e a tendência à invalidação de si. Exercícios práticos para aprender a reconhecer - e valorizar - realizações pessoais, como fazer listas dos próprios pontos fortes e rever situações em que a pessoa teve sucesso, destacando as qualidades que a favoreceram em cada ocasião, podem ser muito úteis. Mas o acompanhamento psicoterápico, que favoreça a elaboração de conflitos antigos que alicerçam as crenças equivocadas sobre si mesmo, é fundamental para rever posturas e formas prejudiciais de lidar consigo mesmo.

Da revista Mente & Cérebro n° 213, outubro/2010

sábado, 6 de novembro de 2010

As incríveis imagens de Salvador Dalí (31)

Somos o fruto de nossas escolhas!


Publicado em 25-Oct-2010, por Antonio Roberto Vigne




Quando acordamos de manhã, já imediatamente somos bombardeados com uma gama infinita de informações fruto de nossa rede tecnológica. Podemos escolher a rádio que nos desperta, o programa de TV que assistiremos no nosso café da manhã, as redes sociais que nos conectarão com o mundo pela internet, assim como, as informações complementares derivadas delas, os jornais ou revistas que leremos em algum coletivo ou sala de espera, um livro que leremos em nosso momento de folga ou por obrigação de profissão e, até mesmo a nossa escolha profissional é fruto disto, tudo gera o nosso estilo de vida, o nosso dia-a-dia.



Mas, se somos os amigos que escolhemos ter, se somos julgados por nossas ações e conduta s sociais, políticas, religiosas e se estas variações são tantas e tão dispersas, em um mundo onde você tem acesso a tudo isto na ponta dos seus dedos. Como escolher o que é certo? Como definir o que é certo e o que é errado? Como definir, por exemplo, que um governo é melhor que outro, que um governante é melhor que o outro, se em uma campanha ambos se atacam mais que criam propostas? Resposta: Pela Lei! Você só pode saber o certo pela lei, pela regra escrita e registrada. O resto é boataria!



Em momento algum suas incertezas são tão focadas, quanto na hora de um voto, pois ali você busca alguém que lhe represente como ser social e se não se sente representado, sente-se frustrado por isto, pelo seu governante e pelo seu governo. Por menos que seja, ao longo dos anos isto vai aumentando, uma sensação de impotência diante do poder, apesar de toda a informação disponível ao alcance de suas mãos. Este é o motivo que muita gente com nível superior, com acesso a informação e tecnologia vota nulo ou em branco, revolta, insatisfação, indignação, protesto. Do mesmo modo, o dito voto de protesto, em um candidato caricato, visivelmente incapaz do poder, o voto nele é para ser um protesto, mas acaba sendo perdido, diante da sua incapacidade de se expressar ou representar o grupo que o elegeu.



A lei assegura o caminho à ser seguido! Nunca olhe leis menores, leis secundárias, sem antes olhar o que diz a lei maior. Motivo: Uma lei menor pode contradizer a maior e daí perderá sua validade a menor. No caso, uma lei orgânica municipal é submetida a uma lei Estadual, que é submetida a uma lei nacional, a Constituição Federal. Existem várias campanhas em favor do voto nulo ou do voto em branco sob a alegação de obrigação do voto não ser democrática. As pessoas que agem assim desconhecem duas situações.



Primeiro: Voto em branco e o voto nulo são, segundo a Constituição do Brasil, inválidos para fins estatísticos, por isto não são contabilizados e, deste modo, não anulam nada, só o seu voto. A reduzir o coeficiente eleitoral, você ajuda a manter no poder quem já está lá, inclusive os corruptos que você alega odiar como motivo de não votar. Deste modo, jogando seu voto fora você mantêm a corrupção! O Código eleitoral brasileiro fala em nulidade eleitoral, que é diferente de voto nulo, trata-se de uma situação de anulação de urna ou de pleito em casos específicos e não tem relação alguma com o voto nulo, pois este não vale nada de fato e de direito.


Segundo: A nossa democracia é recente, não existe democracia perfeita, pois ela é uma em cada país e cada época da história, é constantemente evolutiva, prova disto é que a democracia grega, tão aplaudida por muitos, não contabilizava mulheres em seus sensos, contabilizava o gado e escravos, mas não mulheres. Outro fato curioso é que os Gregos da antiga Grécia tinham por cidadão apenas os homens livres, ricos e ociosos. Para quem acha a nossa democracia ruim, imagina esta?! Levamos centenas de anos para conquistar a democracia que conhecemos, com sangue e suor dos nossos antepassados e agora, por pura preguiça de escolher um candidato para nos representar agimos com indiferença.



Um voto não é tanto, se pensarmos que o preço é menor que uma ditadura ou que uma democracia direta, onde você é obrigado a agir politicamente todos os dias até o último dia de sua vida, lutando diariamente por seus direitos e de seus entes queridos. Pense nisto e vote consciente, escolha bem seus candidatos. Se você está satisfeito com eles os mantenha no poder, se não está, renove seu voto, isto oxigena o poder e a democracia.



Como alternativa a estas campanhas em favor do voto nulo ou em branco, criei no Facebook e no Orkut, grupos de Campanha Contra o Voto Nulo, exatamente para explicar como funciona a lei neste ponto! Se tu anulares ou votar em branco, o teu voto é perdido simplesmente, não é computado! Quando isto ocorre, reduz-se o coeficiente eleitoral, que é o cálculo dos votos válidos para eleger um candidato. Para todo mundo entender melhor, se houver apenas dois candidatos e só três pessoas votarem corretamente, o candidato que tiver dois votos é eleito e empossado, pois só valem para fins estatísticos os votos válidos, não os anulados ou em branco.



Reduzindo o coeficiente eleitoral, os votos que poderiam alternar algo no país, por menor que fosse a mudança, são perdidos simplesmente, jogados fora. Ao anular, você cruza os braços, mas também, permite que permaneça tudo como está. Em política amiga, omissão é ação! Calar-se, em política, é consentir que outros haja em teu nome! Tu podes até dizer que não, que tu não autorizaste, mas não é assim que funciona a coisa, não na política, não na lei da nossa Constituição. Eu estou ensinando, você não precisa gostar disto, só entender, a coisa é assim, nos gostemos ou não. Votar em branco ou nulo, é manter o atual sistema, no voto, tu tens uma chance de mudar algo, por menos que seja, por menor que seja a mudança, é uma legítima e legal alternância de poder. Busco, deste modo, criar um sistema mais democrático e mais consciente de seu papel social, busco fazer a minha parte.



Assim como você escolheu ser como é, com suas escolhas diárias, escolha quem vai lhe representar, você é e sempre será o fruto de suas escolhas, mesmo as que você não escolheu ter, pela lei, se você cruzar os seus braços, estará escolhendo manter o que tem, não estará se omitindo, estará consentindo. Espero que isto tenha lhe ajudado a entender como este jogo funciona, bom voto!

Antonio Roberto Vigne

Cientista Político




do site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CAÇADOR DE SONHOS



Publicado em 26-Oct-2010, por Ismael Gonçalves




Verdadeiramente, muitas vezes você me ouviu dizer que as recompensas são grandes quando se tem êxito, mas apenas pouquíssimos o têm.

O grande desafio é conseguir fazer com que percebam que sucumbem ao desespero e falham sem se dar conta que já possuem todos os instrumentos necessários para adquirir grande sucesso.

Ansiosamente tenho buscado alternativas e técnicas para despertar nestes adormecidos o potencial já existente, e ainda desconhecido.

O medo e a dúvida congelam a capacidade de desenvolvimento quando tratados como inimigos. Quando, em verdade, esses empecilhos são amigos e colaboradores que o projetarão para a vitória.

Os obstáculos são necessários, e a vitória virá após muitas lutas e inúmeras derrotas. Contudo, cada luta, cada derrota, aguça suas técnicas e forças, sua coragem e persistência, sua capacidade e confiança e, assim, cada obstáculo é um companheiro de armas forçando-o a melhorar... ou desistir. Cada malogro é uma oportunidade para seguir avante. Desvie-se deles, evite-os, e você desperdiçará seu futuro.

Será nos períodos de solidão que as tentações o afrontarão. A maneira como você enfrentará essas tentações afetará grandemente sua carreira. Estar-se na estrada apenas com o animal é uma sensação estranha e freqüentemente assustadora. É como se estivesse em alto mar à deriva.

Muitas vezes esquecemos nossas perspectivas e nossos valores e nos sentimos como crianças, ansiando por nossa própria segurança e amor. O que achamos como alternativa para não encarar os desafios, já encerrou a carreira de muitos, inclusive milhares que eram considerados de grande potencial. Ademais, não haverá ninguém para distraí-lo ou consolá-lo quando não tiver êxito com os projetos, com a carreira, com o amor... com a vida; ninguém, exceto aqueles que conhecem sua essência.

Digo isso imaginando sua expressão, pois em muitas oportunidades nos encontramos exatamente no ponto de bifurcação. Em outros, sem enxergar a possibilidade de opção.

Sem caminhos visíveis à frente, pegar as ferramentas, somado a experiência, ao feeling, aos valores, desbravando e fazendo desta clareira o novo caminho, a opção que naquele momento estou considerando com a apropriada, a correta, a que fará a diferença. Se estiver redondamente enganado, que sirva de aprendizado.

Será que devo aliar a sorte como um dos fatores de sucesso? Quem sabe sim!

Mas lembre-se: Qualquer ajuda que lhe dê, inclusive contando com a sorte, será como um grão de areia comparado às montanhas que você deve mover em seu próprio benefício.

Vamos considerar que ninguém queira viver o seu sonho, ou brigar por algo que você acredita. Mas é preciso deixar que as pessoas participem, e apenas participem deste sonho. Quando começarem acreditar ser possível, deixarão de apenas participar e farão parte deste com você.

Não busque perfeitos, faça-os perfeitos, torne-os perfeito por você!



“Que o teu afeto me afetou é fato...” – Teatro Mágico.


Fonte: www.gestopole.com.br

As incríveis imagens de Salvador Dalí (30)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Há Esperança, mas Precisamos Mudar a Ordem das Coisas

Este poema pode ser lido de trás para frente, e começando desta vez pelo final ele muda totalmente de sentido. Depois assista o vídeo. Bárbaro!


http://technorati.com/videos/youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DeKkfYH2l_hc

Autor Jonathan Reed.
Traduzido por Stephen Kanitz

Há Esperança. Precisamos Reverter Esta Ordem.

Eu faço parte da geração perdida
e me recuso a acreditar que
posso mudar este mundo

Sei que isto será um choque para muitos, mas
“felicidade vem de dentro”
é uma mentira,
“o dinheiro é que traz a felicidade”.

Assim, daqui 30 anos vou dizer aos meus filhos
eles não são a coisa mais importante da minha vida

Meu empregador vai saber que
escolhi bem minhas prioridades, uma vez que
Trabalho
é mais importante do que
a Família

Posso lhes garantir que
Antigamente
Famílias ficavam unidas
mas isso não será mais uma verdade na minha geração

Esta é uma sociedade de soluções paliativas
Os sociólogos nos dizem que

daqui 30 anos, estarei comemorando o 10o. aniversário do meu divórcio

Eu não acredito que
Vou viver em um país que eu próprio construí
No futuro

A devastação ambiental será o padrão
Já não se pode dizer que
nos preocupamos com o planeta Terra

É óbvio que
Minha geração é apática
É uma tolice supor que

Há esperança

Precisamos reverter esta ordem.


agora leia na direção contrária:



Há esperança

É uma tolice supor que
Minha geração é apática
É óbvio que

Nos preocupamos com o planeta Terra
Já não se pode dizer que
A devastação ambiental será o padrão
No futuro
Vou viver em um país que eu próprio construí

Eu não acredito que
daqui 30 anos, estarei comemorando o 10o. aniversário do meu divórcio
Os sociólogos nos dizem que
Esta é uma sociedade de soluções paliativas
mas isso não será mais verdade na minha geração
Famílias ficavam unidas

antigamente
Posso lhes garantir
a Família
é mais importante do que
Trabalho

escolhi bem minhas prioridades, uma vez que
meu empregador vai saber que
eles não são a coisa mais importante na minha vida

Assim, daqui 30 anos vou dizer aos meus filhos
“o dinheiro é que traz a felicidade”
é uma mentira,
“a felicidade vem de dentro”
Sei que isto será um choque, mas
posso mudar este mundo
e me recuso a acreditar que

Eu faço parte da geração perdida

http://technorati.com/videos/youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DeKkfYH2l_hc


Fonte: blog do Stephen Kanitz



As incríveis imagens de Salvador Dalí (29)

A Síndrome do Impostor (5)



No caso do undergoing, ocorre inicialmente o contrário: as pessoas se preparam pouco ou tarde demais para uma situação de avaliação e, em vez disso, se ocupam de outras coisas. O psicólogo social Edward Jones (1717-1993) denominou esse comportamento como "self-handicapping" , referindo-se àqueles que colocam pedras no próprio caminho na medida em que pouco se esforçam ou rejeitam ajuda ofertada, protegendo-se, no caso de insucesso, de ter de atribuir o fracasso a si mesmo. E assim cultivam a crença de que teriam conseguido se realmente quisessem. Dessa forma, porém, sabotam o próprio desempenho.

Se, no entanto, a pessoa com a síndrome do impostor soluciona bem uma tarefa, apesar de ter criado obstáculos para si mesma, mesmo assim raramente atribui o sucesso a sua própria capacidade, mas à sorte. Por isso, os afetados que utilizam a estratégia do undergoing também são bastante inseguros quanto ao próprio futuro.

Da revista Mente & Cérebro n° 213, outubro/2010


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NÃO EXISTE.


Publicado em 26-Oct-2010, por Nelson S. Lima




Há certos conceitos que aprendemos e que facilmente se transformam em crenças. E você sabe o poder da crença. Ela não exige comprovação. Como escreveu Ortega "há as ideias que pensamos e as ideias que somos, as crenças". Estas são implícitas, isto é, às vezes nem sabemos que as temos! E isso dá-lhes um poder nuclear pois influenciam a nossa arquitectura pessoal, modos de comportamento e até o nosso destino, muito mais do que os saberes. Finalmente, para não me alongar mais, digo que existem crenças inteligentes e crenças patológicas ou irracionais. E agora vamos ao tema que aqui me trouxe.

Inteligência Emocional versus Inteligência Intrapessoal

Hoje vou escrever sobre algo que se tornou numa crença. Logo, um assunto difícil de abordar. Me refiro à inteligência emocional. Sua crença a transformou num tema que continua a vender bem em cursos, seminários e livros. Ora, em minha opinião, não existe isso de inteligência emocional e é errado dizer que ela significa o mesmo que "inteligência intrapessoal" (defendida, em 1982, por Howard Gardner, o pai das inteligências múltiplas). Na realidade, reconheço a existência de uma faculdade psicológica que podemos designar como inteligência intrapessoal. Não acontece o mesmo com a "emocional", que rejeito em absoluto.

Afinal, porque afirmo que não faz sentido dizer que há uma inteligência emocional e que, por conseguinte, não pode ser objeto de treinamento?

O problema está em que se tentou criar uma impossibilidade. Ninguém consegue desenvolver sua inteligência emocional porque essa inteligência não existe. Como também não existem muitas inteligências que, repentinamente, começaram a surgir em tudo quanto é livro de auto-ajuda: inteligência espiritual, inteligência sexual.....e por aí fora. A razão de tanta imaginação? É um bom negócio que aproveita o fato da inteligência se ter tornado moda nos anos 90 quando Daniel Goleman lançou o livro "Inteligência Emocional" e ele se tornou num best-seller (estava-se então numa época em que havia um preocupante deserto de ideias no campo da psicologia, com excepção da psicologia positiva de que falarei mais tarde). O conceito de inteligência emocional - embora não tivesse sido criado por Goleman - foi por ele reciclado e pegou no mercado editorial. Isso ajudou à sua difusão e aceitação, mesmo entre a comunidade científica (embora o livro não defendesse uma teoria; de fato, ele me parece ainda um livro, bem elaborado e interessante, de auto-ajuda).

Vivemos num mundo em que a curiosidade é uma das mais poderosas motivações para se vender muita coisa. A "inteligência emocional", que tem sido objeto de excelentes campanhas de marketing editorial e educacional, tem vendido muito bem. E de tanto se repetir a mensagem, ela pegou. E pegou sob forma de crença!

Para que serve a inteligência emocional?
Com a inteligência emocional - dizem seus defensores - pretende-se conhecer e regular nossos sentimentos e emoções (através do auto-conhecimento) para que ajustemos nossas atitudes e comportamentos. E, assim, a nova inteligência passou a ser vendida como a "chave para o sucesso na vida"! Foi glorificada como uma "inteligência triunfante", superior em seus poderes ao uso racional da inteligência.

Me recordo até de eu ter dado entrevistas a jornais de economia e negócios sobre a "nova" inteligência e de sua importância na tomada de decisões, inclusivamente na Bolsa! Foi nessa época que percebi que a euforia estava tomando conta do processo. Havia algo de errado.

Ora vejamos. Temos emoções, sensações, sentimentos, paixões. Tudo isto (e muito mais) afetam - naturalmente -nossos comportamentos. Saber ajustá-los a cada desafio e saber valorizá-los com novas aprendizagens é um trabalho que pertence ao domínio da consciência existencial, do auto-conhecimento, do projeto de vida, da auto-motivação, dos valores aprendidos e adotados, e do bom uso da inteligência!

Um cardápio mínimo de emoções nasce connosco (como o medo, por exemplo) e muitas outras são aprendidas (melhor exemplo? A vergonha). Elas afetam nossos comportamentos e vice-versa. Muitas das nossas escolhas na vida são pressionadas por emoções (bom exemplo: o prazer) que depois desencadeiam outras (em nós e nos outros). É um jogo complexo (nós temos mais de 200 tipos de emoções e seus cruzamentos).

Ao contrário, também, do que algumas pessoas pensam, atribuir inteligência às emoções é impossível. Elas são poderosamente biológicas, de raíz animal. Estão muito ligadas ao nosso cérebro "primitivo" se bem que o sistema onde elas são geradas esteja também muito conetado com o cérebro executivo (o da tomada de decisões, do planejamento, do auto-controlo). Sim, eu sei que também há emoções sociais (como o altruismo) e estas se aprendem e são fundamentais para a própria civilização.

A inteligência emocional pretende proporcionar-nos ferramentas para termos comportamentos emocional e socialmente adequados. As emoções, sobretudo as primordiais, muito biológicas, como o medo ou a ira, são "brutas" de mais para se lhes atribuir inteligência. Sob o ponto de vista neuropsicológico, as emoções continuarão independentes da inteligência e sem inteligência (quantas vezes já vimos pessoas cultas, auto-controladas e inteligentes perderem seu domínio emocional de um instante para outro? Muitas, certamente).

Também não há emoções inteligentes!
Mas será que não temos então controlo sobre as emoções? Claro que podemos ter mas....até certo ponto. Para isso torna-se aconselhável "educar" as emoções (o que não é o mesmo que tentar dar-lhes inteligência!), tarefa que começa bem cedo na vida, ainda antes de nascermos. Como assim? Por exemplo, uma mãe pode gerar um filho ansioso, com um sistema emocional altamente sensível. Poderá sofrer, mais tarde, de ataques de pânico. É uma das consequências da gravidez ansiosa.

Não havendo uma "inteligência emocional", o que nos resta? Eu digo: educação emocional. É a educação emocional - onde se incluem a aprendizagem de crenças, atitudes, valores, auto-respeito, senso crítico e outros elementos - que nos vai permitir ter comportamentos inteligentes, equilibrados, pautados por uma forte auto-consciência e também uma vigorosa consciência social. É isso que se chama de "inteligência intrapessoal", o que não é o mesmo que "inteligência emocional".

E na vida adulta, ainda podemos educar nossas emoções? Ou melhor, controlar nossas reações emotivas? A resposta é sim. Podemos aprender a aumentar nosso auto-domínio, aumentar nosso tempo de reflexão antes de agir, aperfeiçoar nosso auto-conhecimento e melhorar nossa capacidade de relacionamento social inteligente, e assim fazermos o uso racional e criador dos sentimentos, do humor e dos restantes estados de alma (emoções, paixões, etc.).

Então eu sugiro que, sobretudo nas atividades de treinamento, se substitua a mensagem de "inteligência emocional" pelo conceito mais seguro, preciso e científico de "inteligência intrapessoal".

Um exemplo: o Síndrome do Pensamento Acelerado

Elevado estresse, pressão arterial perigosa, acidentes vasculares cerebrais, depressão, ansiedade e ataques cardíacos estão entre algumas das consequências mais funestas do Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) - uma moléstia descrita pelo meu querido amigo o psiquiatra Augusto Cury como "um dos males do século XXI".

O excesso e dispersão de atividades, a dificuldade em nos concentrarmos numa matéria de cada vez, as constantes interrupções ao que estamos fazendo (celulares tocando, colegas clamando ajuda, o chefe nos esperando, as reuniões, as entrevistas, etc.) e a multiplicidade de compromissos que vamos guardando em nossa memória de trabalho fazem com que a velocidade de atuação da nossa mente se acelere ao ponto de entrarmos em estado de tensão psíquica e de esgotamento de nossas reservas de energia emocional.

Com os tempos difíceis que estamos atravessando mais o estilo de vida também complexo que a sociedade nos obrigou a adotar, o Síndrome do Pensamento Acelerado encontrou terreno fértil para se reproduzir em nossas casas e em nossos empregos. Problema não menos grave é que esta perturbação prejudica nossa capacidade de tomar decisões, nossa concentração e nossa memória.

Ora é através da "inteligência intrapessoal" que poderemos refrear o SPA e alterar nosso ritmo, nosso estilo de vida e até nosso estilo de trabalhar.

Até breve. E sejam felizes.



Nelson S Lima
Neuropsicólogo Clínico. Doutorado em Investigação Psicológica.

Investigador em Psicologia na EURADEC Alemanha.
Diretor Nacional da EURADEC Reino Unido.
EURADEC (Associação Europeia para o Desenvolvimento da Educação e da Cidadania).
nelsonlima@europe.com
Ceo do Instituto da Inteligência (Portugal, África e América do Sul)
geral@institutodainteligencia.net

Consultor da Universidade do Futuro (Portugal)

www.unifuturo.net

Palestrante em empresas, escolas e universidades.



Fonte: www.gestopole.com.br

As incríveis imagens de Salvador Dalí (28)

A IMPORTÂNCIA DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL



Publicado em 26-Oct-2010, por Wander Batista



Quem nunca teve vontade de brigar com o chefe? Brigar com o cliente? Quem nunca ficou irritado com o colega de trabalho? O tom de voz ficando cada vez mais alto? Etc. Acredito que a maioria de nós já teve vontade de fazer tudo isso, porém, tomar essas atitudes, pode trazer uma sensação de alívio na hora, mas não resolverá os problemas.

Daí a importância de controlar nossas emoções e tentar não agir pelo impulso para depois não nos arrependemos. Precisamos buscar a harmonia e o equilíbrio e, quanto mais a razão trabalhar com a emoção, mais habilidade teremos para enfrentar as dificuldades e problemas.

A pessoa emocionalmente inteligente consegue mobilizar suas emoções estrategicamente para alcançar as metas e resultados. Consegue reconhecer, aceitar, escolher e gerenciar o que sente durante as mais diversas situações. Os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções, que recorrem a elas para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões.

Outro fator importante é que o controle emocional é fundamental para se ter uma vida profissional e pessoal bem sucedida, equilibrada e feliz. E para isso, é preciso controlar o que se pensa, pois os sentimentos estão diretamente relacionados aos pensamentos.

Enfim, a inteligência emocional é constituída de uma série de competências (Autoconsciência, Empatia, Controle do Temperamento, Respeito, Adaptabilidade etc.) que nos ajudarão a alcançar os objetivos, desafios e sermos mais felizes.



Wander Batista Mafra é Administrador formado na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/MG). Atua no ramo de Engenharia Cunsultiva.
Acompanhe seu blog: http://www.wanderbatista.blogspot.com
– contato: wandermafra@yahoo.com.br


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terça-feira, 2 de novembro de 2010

A morte, que enterra uns, eterniza outros




Publicado em 29-Oct-2010, por Ivan Postigo


Acredito que posso me considerar espiritualista.

Deixemos a questão religiosa de lado. Nesse sentido sou ecumênico.
Ora, se cremos em um só Deus, porque tanta controvérsia?
Por que alguns querem Adorá-lo mais do que outros? Que o façam!

Sua catedral é maior que a minha? Que bom, estimo que seus esforços sejam prestigiados e reconhecidos.
Seu coração e bondade são maiores que os meus? Ah, que sorte seus amigos têm!
Apenas tome cuidado para que não apenas a sua catedral seja reverenciada, e você esquecido.

Para o herói, não é necessário elogios em seu epitáfio para que seja lembrado, apenas o nome. Para o mito, nada.

Para que de mim recordem, se minha tumba precisar de inscrições, esqueçam-me. É sinal que pouco fiz que mereça ser mencionado.

O herói, não é herói porque se fez, mas porque realizou, sem saber exatamente as conseqüências. O seu íntimo lhe dizia: - Ocupe-se sempre de algo que valha a pena.
Alexandre é “O Grande”, porque grande, Alexandre foi!

Napoleão levava consigo um escriba para que registrasse suas memórias e façanhas para a posteridade. O que você já leu daquilo que ditou? Provavelmente, pouco ou nada.
O que sabemos vêm de seus feitos, ainda que de muitos discordemos ou possam ser fantasiosos.

Precisaríamos de uma tumba, um epitáfio ou marca para nos lembrarmos de Ghandi?

E, Sócrates, Martin Luther King, Buda, São Francisco, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Padre Cícero, Thomas Edison, e tantos outros, cujos nomes são mencionados entre os heróis e os mitos?

Alguns nomes devem ser lembrados por todo bem que fizeram, alegrias que proporcionaram e ajuda humanitária que prestaram. Outros, jamais devem ser esquecidos, para que as futuras gerações saibam o mal que provocaram. Neles, pessoas depositaram confiança e os seguiram.

Há uma classe entre heróis e vilões que pelos seus atos é repudiada, dessa forma “esquecida de ser lembrada”: a dos traidores.
A história enterra seus atos e apenas grava o motivo do arrependimento. Seu único rastro na terra e registro de sua eternidade.
O que fez de bom? Ninguém sabe. E de mal? Em uníssono os povos responderão: Traiu!

Para a vida há um lema simples: Viva de forma que todos riam e festejem o seu nascimento e chorem a sua morte. Não o contrário.

A saudade, quando existir, não deve ser pela partida, mas porque foi bom.

A história é generosa com os realizadores. O que se diz de um mito, um herói jamais alcançará. Terrível com os maus, pois a cada ato de resistência dos bons cria novas lendas que eternizarão proezas. Crianças se transformam em homens, este em heróis que serão lembrados como semideuses.

Precisamos de mitos e heróis, quando não os temos exercitamos nossas fantasias e os criamos. Pequenos, tornamo-los grandes, e estes inimagináveis.

Essa á uma necessidade existencial e não cultural. O menino que não cultua o pai, nem o amigo, adota o bandido.

Pais distantes serão heróis eternos, participantes, eternos heróis. Mitos de devoção aos filhos, lendas em suas realizações, heróicos com sua presença.

Como serão lembrados?

Ora, jamais serão esquecidos!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo

Do site: www.gestopole.com.br


Finados ...




Minha gratidão,

minhas homenagens,

minhas lembranças



a

TODOS OS FINADOS

que,

de uma forma ou de outra,

FORAM IMPORTANTES NA MINHA VIDA!

Morte, o poder supremo da vida

Publicado em 29-Oct-2010, por Gustavo Rocha



Hoje peço uma licença poétic
a para escrever sobre um tema que tem enlaces espirituais, sentimentais e igualmente laborativos.

Hoje, quero que você leitor possa conhecer um pouco mais sobre a morte. No próximo dia 02 de Novembro comemoramos o dia dos fiéis defuntos, também conhecido como dia de finados. Leia uma definição da origem desta data aqui.

Não temos como falar de morte sem falar da vida. A vida que tanto amamos e queremos manter. A vida que tanto batalhamos pela felicidade, amor e sucesso.

Vida, ah! vida…

O que seria de ti vida sem a morte? Se nunca tivesse fim a nossa existência nesta terra como seríamos? Provavelmente mais conformados, parados e pouco evoluídos.

Pergunte ao jovem do seu tempo, ele dirá: Tenho todo tempo do mundo, assim como Renato Russo.

Pergunte a um adulto sobre o seu tempo, ele dirá: Preciso objetivar meu tempo, pois preciso de mais tempo.

Pergunte a uma pessoa de idade sobre o seu tempo, ele dirá: Estou apenas aguardando o fim do meu tempo.

Tempo é uma perspectiva, depende de onde você está inserido, já disse Albert Einstein.

Sem a morte, teríamos muito tempo, mas ao mesmo tempo, não teríamos o estímulo de saber que a vida tem sabor por ser finita.

Com a tecnologia, aprendemos que podemos fazer mais e mais rápido, ou seja, economizamos tempo.

A propósito: O que você faz com o tempo que economizou?

Aproveita para viver a sua vida ou esperar a morte?

Lembre-se: A gestão e tecnologia somente são úteis para ganhar tempo, produzir mais em menos tempo e de maneira mais eficiente. Quem determinará o que fazer com o seu tempo é você mesmo.

Esta é a reflexão que deixo nesta sexta-feira, véspera do feriado de finados: Você administra bem o seu tempo?

Não apenas no trabalho, mas na sua vida.

Você não vive somente para o trabalho. Você vive para sua família, amor, filhos, enfim, para aquilo que você dá importância.

Então pense a respeito. Não da morte. Da sua vida!

A morte realmente é o poder supremo da vida, por nos ensinar a ver a vida sob outra perspectiva.

E, aproveitando a licença poética que solicitei no início, deixo um belo texto para pensar neste feriado:

O NASCER PARA O ALÉM…

Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação…
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: – porque não há formas para se tocar.
Presença: – porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso.
Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta…

E…
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Texto: Padre Juca
Adaptação: Sandra Zilio

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
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Todos direitos reservados.


Fonte: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fruteiras em flor (23)

Fonte: Doce Limão

A Síndrome do Impostor (4)





Vários outros estudos apoiam essa constatação. A suposição leva a crer que o fenômeno também contribui para o fato de as mulheres ainda estarem raramente representadas em posições de ponta em sua vida profissional. Apesar de as meninas terem, em média, melhores notas escolares e completarem os estudos universitários com frequência bastante aproximada à de seus colegas do sexo masculino, aparentemente o sucesso parece imerecido para muitas delas. O tema, entretanto, ainda é controverso.

Mas como é possível que pessoas que sempre conseguem ter bons desempenhos, muitas vezes até acima da média, não acreditem em sua capacidade? Os sentimentos associados à síndrome do imostor são provavelmente tão perseverantes porque se estabilizam em um círculo vicioso psíquico. Para que a "fraude não seja revelada" em uma situação que dependa do deesempenho, como, por exemplo, uma prova, as pessoas adotam uma entre duas estratégias: "overdoing" (fazer demais) ou "underdoing" (fazer de menos). No primeiro caso, se preparam de forma exageradamente longa e intensiva para uma situação onde seu desempenho será avaliado. Com isso, elevam a probabilidade de obterem um bom resultado. E, se isso ocorre - e geralmente ocorre - atribuem o sucesso não a sua capacidade, mas ao grande esforço. Ao mesmo tempo, têm consciência de que não poderão sempre empenhar-se, o que reforça o medo de não conseguir o resultado semelhante no futuro.

Da revista Mente & Cérebro n° 213, outubro/2010

As incríveis imagens de Salvador Dalí (27)