terça-feira, 10 de maio de 2011

Gente de mais, ensinando de menos


Publicado em 25-Apr-2011,  por Ivan Postigo


O acesso ao conhecimento deve ser festejado. O número de jovens em faculdades e universidades cresceu consideravelmente.
Quando vemos o interesse das pessoas pelo aprendizado e o esforço para sua integração em um bacharelado, temos que aplaudi-las.
Com a festa, vem a ressaca, infelizmente!
Ingressaram em um curso superior, pagam para estudar, quer com “paitrocínio” ou com seus próprios salários, mas o que estão aprendendo?
Findo o curso, estarão realmente preparados para “encarar” as necessidades do mercado?
Considere que você, um profissional experiente, encontra um grupo de professores universitários. Estes lecionam matérias de sua área, então, empolgados, começam a trocar informações.
Primeira descoberta: nenhum deles tem qualquer experiência prática. Mesmo o mais experiente, pouco envolvimento teve com a realidade.
Quais seriam suas fontes de ensinamentos?
Segunda descoberta: as mesmas que você conheceu há trinta anos.
Para chegarem onde estão, devem ter trilhado um caminho, você se pergunta.
Claro, indicação de parentes, amigos e conhecidos – terceira descoberta.
Ora, mas certamente todos têm seus méritos, não? Claro, até pelo esforço, afinal estão em uma luta árdua: aprender para ensinar!
Onde está o nó da questão, então?
Naquilo que buscam aprender para ensinar. Preparam seus alunos, efetivamente, para que possam atender as exigências de mercado? Como e onde buscam informações para entender as exigências?
Falam sobre vendas, sem ter entrando sequer em uma loja para entender sua complexidade. Tratam da contabilidade, sem ter efetivamente fechado um balanço. Ensinam PPCP, sem qualquer exposição fabril. Tratam de recursos humanos relacionando-se mal com o grupo ao qual ensinam.
Fácil notar que não escolheram aquele caminho, a situação é transitória, até que consigam uma colocação ou emprego com remuneração substanciosa, pois os ganhos dessa atividade apenas complementam a renda.
Jovens, discursos de superação afiados, por que razão ainda não encontraram colocação que lhes atenda as necessidades?
Qualificação!
Não tiveram exposição suficiente para exercitar o pouco que aprenderam, partindo para novas descobertas, ganhando “massa”, para se envolver no mundo da concretização.
É extremamente preocupante, pois com isso não estão multiplicado o conhecimento, mas o vício e o atraso.
Não importa quão rica seja nossa experiência, jamais ensinaremos tudo o que sabemos. O que pouco sabe, menos ensina, é fato não?
Um aspecto fundamental não é apenas “o que”, mas como deve ser ensinado.
Nossos profissionais, nas nossas empresas, também cada dia repassam menos conhecimentos, afinal as orientações para quem chega não está voltada às técnicas, mas sim às telas.
A conversa segue neste tom:
- Nós usamos o sistema XPTOKLR, conhece? Não? Acho que você vai ter dificuldades para trabalhar aqui, ele é complicado! Vou tentar ensiná-lo. Nesta tela você clica em “AV”, então abrirá o local onde irá digitar os dados. Isso terá que fazer todos os dias. No dia três de cada mês, clique em REL e irá para a tela de relatórios. Verá em REL- ADI duas instruções: Relatório na TELA e IMPRESSO. Escolha sempre IMPRESSO, porque terá que imprimir e mandar o relatório para o chefe. Não esqueça  ( no negativo mesmo! ) de fazer isso, senão ele ficará uma fera!
Como seria essa conversa com aqueles professores?
O aluno pergunta: - Professor, como isso funciona nas empresas?
Professor: - Cada empresa tem seu sistema, quando vocês chegarem lá receberão as instruções.
No dia seguinte, o aluno, em fim de curso, abre o jornal ou página da internet em busca de oportunidade e lá encontra um anuncio: vagas para recém-formados, dinâmicos, para trabalhar na área NZF, com conhecimentos em sistema XPTOKLR, imprescindível fluência em inglês.
XPTOKLR?
Fácil ver que tem gente demais, ensinando de menos, não?
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

do site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Milagres existem?

20 de abril de 2011
do site; www.mentecerebro.com.br
Na edição de maio Mente e Cérebro analisa como as capacidades mentais podem influir no processo de recuperação e cura


Quem já acompanhou o sofrimento de um ente querido abatendo-se dia após dia sob o efeito devastador de uma doença grave certamente ansiou por um milagre – mesmo que, por princípio, não acreditasse nessa hipótese. É compreensível que, em situações extremas, as pessoas sonhem com a capacidade miraculosa de curar a si mesmas e aos outros, conferindo aos beneficiados possivelmente a mais preciosa das dádivas: a combinação de tempo e saúde. É justamente na obtenção desse resultado que milhares de pesquisadores têm trabalhado tanto nas últimas décadas, buscando uma interface entre ciência e religião – tema do artigo Em busca da cura, assunto de capa da edição de maio de Mente e Cérebro.


Uma pesquisa na qual voluntários foram acompanhados por médicos durante mais de 20 anos mostrou, por exemplo, que a crença em “uma força maior” pode estar relacionada à melhora das funções imunológicas e à longevidade. Mas nem sempre a associação é tão linear: segundo outro estudo, pacientes cardíacos que sabiam que devotos rezavam por eles, ficavam mais ansiosos e apresentavam mais complicações pós-operatórias que doentes nas mesmas condições que não tinha essa informação. Ao mesmo tempo, casos (raros, é bem verdade) de desaparecimento de sintomas de forma inexplicável intrigam especialistas e levam a pensar que existam configurações de aspectos variados – e ainda enigmáticos – que predisponham o organismo à recuperação. Milagre? Talvez. Mas se há 150 anos alguém dissesse que seria possível voar de um país para outro em poucas horas, cruzando o oceano, ou que você falaria com uma pessoa, em tempo real, por meio de um aparelhinho que cabe na palma da mão, talvez imaginasse que isso só seria possível como resultado da intervenção divina. Faz sentido pensar, portanto, que o milagre seja “uma intromissão do futuro no presente”. Ou um jeito de dar contorno à ignorância e forjar um pouco de conforto. Ainda assim – ou até por isso –, especialistas têm se empenhado tanto em entender por que razão, em alguns poucos casos, a capacidade de se recuperar de doenças graves desafia nosso conhecimento e em que medida a emoção e o cérebro participam desse processo.


Ainda nesta edição, um curioso artigo da autora Christiane Gelitz mostra que preferências estéticas (em relação a obras de arte, por exemplo) e culturais (músicas e programas de lazer) estão relacionadas a características de personalidade. Vários estudos atestam curiosas associações entre o gosto por pinturas surrealistas e o anseio por novidades ou o interesse por trilhas sonoras de filmes e a capacidade de se mostrar amável.


Em “Contágio Social”, o autor – jornalista e doutor em psicologia – mostra como, sem nos darmos conta, somos “contaminados” por opiniões e até sentimentos das pessoas com quem convivemos, mesmo que de maneira não tão próxima.

Educação Financeira – Principais Aspectos


Publicado em 23-Apr-2011, por Sivaldo Dal-Ry


            Um dos primeiros aspectos a considerar é que Educação Financeira não deve ser direcionada para o conhecimento de técnicas ou macetes de bem administrar dinheiro. Também não deve ser como um manual de regrinhas fáceis. O principal objetivo da Educação Financeira deve ser o de criar uma visão adequada e saudável sobre o dinheiro. Deve ter a perspectiva do longo prazo, monitoramento e persistência.

De uma forma geral a Educação Financeira deve contemplar quatro pontos:

1 - Ganhar dinheiro

O desafio é educar para o futuro, 15, 20, 30 anos. Com as transformações tão abruptas e complexas que acontecem atualmente, é necessário educar a nós mesmos e, em especial, as crianças para um mundo completamente diferente de como conhecemos e fomos educados. O mercado de trabalho que mal podemos imaginar como será. A nossa melhor alternativa para tanto é desenvolver o espírito empreendedor e estimular modos inovadores de raciocínio.

2 - Gastar dinheiro

Uma das primeiras lições a aprender e ensinar é diferenciar necessidade X desejo. É indispensável nos prepararmos para sermos capazes de diferenciar o "eu quero" do "eu preciso". Gastar em coisas que queremos é ótimo, divertido, saudável e é importante. Mas parte de nossas responsabilidades, como pais e educadores, é ensinar que, na vida, as necessidades vem em primeiro lugar.

3 - Poupar

Muitas são as razões para se aprender a poupar. A identificada com mais clareza é a da segurança. Embora seja correto é preciso levar em consideração algumas outras. Construir uma poupança cria disciplina, dá limite e ensina auto-respeito.

4 - Doar tempo, talento e dinheiro

            É preciso ter consciência de que contribuir financeiramente com boas causas é importante, mas não é o principal. O ato de doar deve ser encarado como parcela da responsabilidade social que cabe a cada um de nós. É urgente que nos eduquemos para perceber que a solução dos principais problemas, nossos ou do país, não dependem exclusivamente do governo.

Acima de tudo, a Educação Financeira é um processo contínuo que nunca deve deixar de ser realimentado. Com nossos atos sobre assuntos financeiros devemos deixar transparecer que a responsabilidade social e a ética precisam estar sempre presentes no ganho e uso do dinheiro.

            Tenha em mente que :

O Equilíbrio Financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como gastamos o que ganhamos

 

Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial
dalryconsultor@gmail.com
43 9109-5345
Londrina – PR

do site: www.gestopole.com.br

domingo, 8 de maio de 2011

Memória de curto prazo em idosos

Do site: www.mentecerebro.com.br
   
13 de abril de 2011
Interrupções prejudicam memória de curto prazo em idosos
Ignorar interferências irrelevantes e voltar à atividade inicial torna-se mais difícil com a idade
© PT Images/Shutterstock

A capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que envelhecemos. Agora, uma nova pesquisa publicada pelo Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que o motivo não é o excesso de funções, e sim as distrações que ocorrem entre uma atividade e outra. Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, responsável por definir e manter determinada informação em um período de tempo. Essa memória, chamada de memória de trabalho, é a base de todas as operações mentais – desde decorar um número de telefone ou manter o ritmo de uma conversa até realizar funções complexas como raciocinar ou aprender.
Para averiguar como esses processamentos se dão em idosos e qual o impacto das distrações, o neurocientista Adam Gazzaley, da Universidade da Califórnia comparou a memória de um grupo de jovens com idade média de 24,5 anos com a de idosos com idade média de 69,1 anos. Os voluntários tinham de observar uma cena e fixá-la por 14,4 segundos. Durante o período entrava a imagem de um rosto e os participantes deveriam determinar o sexo e a idade estimada da pessoa. Em seguida, era pedido que eles se lembrassem da cena inicial. Durante todo o experimento as atividades de circuitos e redes neurais foram analisadas por meio de ressonância magnética. Resultados: em geral os jovens conseguiram restabelecer a conexão com a rede da memória após a interferência, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, em média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para restabelecer a rede associada à memória da cena original. Os exames de ressonância mostraram que quando os idosos eram interrompidos o processo de fixação da memória dava lugar ao processamento da nova tarefa. “Observamos que a capacidade do cérebro de ignorar informações irrelevantes cai com a idade. Esse é um fato importante a considerar, uma vez que vivemos em um meio em que há cada vez mais interferências e exigências”, disse Gazzaley.

Personalidade e Caráter


Publicado em 19-Apr-2011,  por Wagner Herrera



“O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser”.  Sócrates

Personalidade:

O termo teve origem na palavra latina ‘persona’ usada originalmente para designar as máscaras usadas pelos atores no antigo teatro grego e, com o passar do tempo passou a ser descrita como a máscara que usamos para ver o mundo.

“As personalidades variam do extrovertido ao introvertido, do sociável ao tímido, do agressivo ao passivo, do simpático ao chato, do desafiador ao negociador, etc.”         James C Hunter

“A personalidade se desenvolve e se consolida até os seis anos de idade”. (conceito em psicologia)

“Aspecto visível que compõe o caráter individual e moral de uma pessoa, segundo a percepção alheia”.   (Dic. Hoaiss)

No aspecto pessoal o ser humano assume comportamentos diferenciados em função da situação ou posição em que se encontra: amistoso na comunidade estudantil, responsável no trabalho, descontraído no clube, circunspeto na prática religiosa, liberado na família, etc.

No aspecto organizacional é a atitude compromissada da organização com seu modo de “estar”; uma dimensão situacional, porém não volúvel, função da interação com o meio ambiente, com a cultura; uma escala de referência para as políticas de ações que podem ser aferidas numa escala de limites entre “bom“ e “mau“ sendo um guia “externo” de sua atuação; permite à sociedade identificar as atitudes da organização (em sentido figurado: a personalidade da empresa); novos valores podem ser adquiridos e outros descartados, na adequação às variâncias sociais do ambiente. Os valores são condicionantes e/ou qualificadores da atitude, da atuação. Por exemplo, a Responsabilidade Social é um valor novo para algumas empresas e outras, ainda virão a adotá-lo. O portfólio de valores (regras, leis, preceitos) da organização orienta seu comportamento em relação às suas clientelas.

Caráter

Teve origem num verbo grego que significa ‘gravar’. A marca moral de uma pessoa, portanto, é o sinal visível de sua natureza interior. É o que somos por baixo de nossa personalidade (máscara).

O caráter continua a crescer e a se desenvolver ao longo da vida. ... É a nossa maturidade, força moral e ética que guia nosso comportamento de acordo com nossos princípios e valores. Entre o estímulo e a reação atua o caráter.

“... nossos hábitos (bons e maus) que formam nosso caráter são fortemente influenciados tanto pela hereditariedade quanto pelo ambiente. Influenciados sim, determinados, não...”

“Caráter é a soma total dos nossos hábitos, virtudes e vícios”.     James C Hunter

“Os hábitos que formamos desde a infância não fazem pouca diferença - na verdade fazem toda a diferença”. Aristóteles

Construção do caráter:

•        No lar: ensinamentos e princípios herdados da família,

•        Na escola: lições e valores ensinados pelos mestres,

•        Na comunidade: pelo convívio com grupos sociais.

A medida do caráter varia de acordo com os padrões éticos, morais, religiosos vigentes na sociedade que faz parte e foi educado, assim não existe uma escala para o caráter, nem pouco, nem muito, nem mais, nem menos, e sim consoante ou dissonante com a cultura, com a sociedade da qual faz parte. Em algumas sociedades a poligamia é aceita, em outras as mulheres sofrem discriminação, etc.

Na dimensão empresarial é a atitude compromissada da organização com o seu modo “ser”, imutável e inflexível reflete o ‘caráter’ da organização; um conjunto de posturas inegociáveis, inalheável que independem do meio de atuação; inexiste o implemento ou descarte de novos princípios independente do cenário; pertencem à dimensão permanente da empresa; um posicionamento entre o “certo” e o “errado”, sem meio termo; uma indicação do que é devido.

do site: www.gestopole.com.br

sábado, 7 de maio de 2011

O passado conta ao futuro a presente história


Publicado em 19-Apr-2011, ) por Ivan Postigo


Grandes homens e seus pensamentos presentes serão notados apenas no futuro, quando o passado escrever suas histórias.
 
Se aqueles que se foram voltassem com novas roupagens e nos falassem sobre outras idéias os chamaríamos loucos, agitadores, insanos!
 
Gênios presentes não são percebidos pelo presente homem, que vive com a cabeça no futuro e os olhos e ouvidos no passado.
 
Palavras como foi bom, deu certo, valeu a pena, trouxe riqueza, dão mais segurança que a incerteza do será bom, dará certo, valerá a pena, trará riqueza.
 
No universo somos um povo avançado ou um planeta esquecido, abandonado à própria sorte?
 
Teriam os alienígenas extraterrestres nos visitado e vendo nosso atraso e comportamentos egocêntricos nos abandonado e esquecido?
 
Seríamos vítimas de nossa omphaloskepsis, a excessiva introspecção, preocupados demais com nossos próprios umbigos?
 
Os alienígenas consultores teriam sido substituídos por consultores alienistas, em virtude de nossa própria característica alienante?
 
O sábio pouco pode ensinar ao ignorante que a sabedoria rejeita. O homem tem mais medo do que não conhece do que daquilo que se apresenta de fato. Que nos desminta o Frances Michel de Notredame, conhecido como Nostradamus, nascido no ano de 1503, que, com seus livros proféticos, causa arrepios ao mundo.
 
Conhecedor do homem, Nostradamus fez suas previsões, desafiando as mentes mais privilegiadas, provocando alarde, pois nada intriga mais o homem e o amedronta do que aquilo que a ciência e a razão desconhecem.
 
O fim da vida com a degradação ambiental não gera tanta especulação, debates e interesses como 2012 no calendário Maia.
 
Do presente não aproveitamos as lições. O homem registra o fato para que o passado o torne história, que será contada com alarde no futuro.
 
Nos últimos cinquenta anos provocamos mais prejuízos ao planeta que em toda nossa existência, mas enquanto não formos duramente atingidos continuaremos alienados.
 
Vestimos luto, choramos algumas horas e seguimos em frente, até a próxima catástrofe, no mesmo local.
 
Que diríamos a Noé se construísse no terreno ao lado uma arca totalmente informatizada?
-Esperando outro dilúvio? – Talvez!
 
Que diríamos a Jesus, se no meio do expediente, na mesa ao lado, mochila no chão, capacete apoiado sobre esta, ao notar comportamentos incoerentes nos dissesse: "O olho é a lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada, imensa é a escuridão."
 
-Ora, trabalha, não enrola, deixa a poesia de lado! – certamente seria a frase, sob risos.
 
E lá seguiria o menino com sua moto e sua cruz...
 
Assim é o homem, cético, incoerente, paradoxalmente crédulo e incrédulo. Não crê no semelhante, prefere, muitas vezes, a imagem que constrói. Como Chuck Noland ( Tom Hanks), no filme Náufrago ( título original Cast away), cuja solidão o faz transformar a bola em amigo e divindade: Wilson!
 
No futuro, nosso passado terá o registro de cada presente ato, quer importe a alguém ou não!
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo

do site: www.gestopole.com.br

Finanças e Família


Publicado em 13-Apr-2011,  por Carlos Cesar D'Arienzo


Não é difícil imaginarmos que variáveis macroeconômicas (câmbio, juro, inflação etc) influenciam as atividades econômicas e financeiras sobretudo das empresas, contudo, as decisões  pessoais equivocadas (para dizer-se o mínimo)  no âmbito das famílias, podem produzir efeitos negativos de grande monta para as finanças pessoais e para o conjunto da economia, pois se é verdade que a sociedade costuma encontrar soluções para inibições ao crédito promovidas pelos governos, também o é para não responder positivamente às políticas expansionistas das atividades econômicas, quando incentivadas pelos mesmos governos. As decisões financeiras equivocadas de caráter pessoal podem mesmo destruir as relações familiares e de amizade. O problema inicia-se com a Educação formal, que precisar ser reformulada pela sociedade e governos, passa pelo  desconhecimento de administração e contabilidade das finanças pessoais e termina  nos consultórios de Medicina e Psicologia, não raro, nos bares.
 
Parece existir uma variável  que escapa ao crivo de estudos dos economistas, administradores e contadores, especificamente, demonstrando ser  trabalho também para psicólogos e sociólogos: a índole. O que acontece para o conjunto da economia (as relações microeconômicas, principalmente) quando o indivíduo, consciente e irresponsavelmente, sabendo que será socorrido, leva a si mesmo e sua família, pelas relações de amor e amizade, à bancarrota ? Como deter esse processo e incutir responsabilidades nessa pessoa ?
 
Observando a sociedade podemos distinguir dois elementos ou grupos de pessoas no processo de endividamento (1), não me refiro aos consumidores que utilizam conscientemente o crédito oferecido pelo comércio ou outros agentes econômicos, mas aos que o utilizam inadequadamente, tentando viver muito além de seus níveis de renda, influenciados pelos meios de comunicação ou pelos comportamentos de classes sócioeconômicas com rendas maiores que as suas, por exemplo.O segundo grupo, não menos danoso às finanças pessoais, é o de pessoas que se socorrem de suas famílias com a certeza de que poderão fazê-lo indefinidamente, são os bon vivant.
 
Esse segundo grupo frequentemente desestrutura não apenas as finanças da família (pai, mãe, irmãos, avós, tios etc), mas também o que podemos denominar de Economia Familiar, afetando o patrimônio, em que verdadeiras liquidações deste são efetuadas para socorrer esses indivíduos, comprometendo por anos a situação econômica e financeira da família. Metas, desejos, sonhos, tudo é postergado ou mesmo abandonado definitivamente em função do irresponsável (mas consciente) membro da família.
 
São eventos que não podem ser capturados pelas decisões macroeconômicas pensadas nos gabinetes dos ministros, todavia parecem  influenciar o conjunto da economia no seu nível mais elementar e não menos importante do sistema econômico: a família, sua saúde mental, equilíbrio econômico e financeiro, sua produtividade no trabalho. Como   mensurar esses acontecimentos e suas repercussões no tecido social ?
 
Não se trata de aprender, apenas, a fazer contabilidade pessoal. Se não houver consciência, que também  é elemento do conhecimento, recursos valiosos como o tempo serão gastos inutilmente com essas pessoas, que além disso, "drenarão" as energias e capacidades mentais de suas famílias.
 
Alguém, na família, precisa emergir (ou reafirmar-se) como líder para pôr ordem no caos econômico-financeiro reinante e fazer ver ao familiar implicado, o valor do dinheiro, sobretudo o dinheiro de terceiros.
 
 
Modelos estatísticos, matemáticos e econométricos (a junção dos dois primeiros mais as teorias econômicas) não têm conseguido, com significância, representar o comportamento das pessoas no processo de endividamento familiar, seja pelo número de variáveis envolvidas para o cálculo, seja pelas suas subjetividades.
 
O meio econômico é essencialmente heterogêneo. A análise econômica moderna abandonou os postulados da homogeneidade dos indivíduos e suas ações econômicas sobre os quais se edificara a Ciência Econômica do século XIX , sustentada  no homo economicus.
 
A Ciência é um todo, nós a graduamos para facilitarmos  seu estudo e difusão, acredito que somente estudos econômico-financeiros não nos adiantarão na compreensão do problema, torna-se necessária a interação entre Economia, Administração, Contabilidade, Psicologia e Sociologia.

 ____________________
(1) Devemos nos lembrar que em Economia, Consumo é função diretamente relacionada com o nível de Renda C = f (R) : maior Renda, maior capacidade de Consumo. Menor Renda, menor capacidade de consumo.


do site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Você é feliz somente nos finais de semana?


Publicado em 16-Apr-2011, por Caio Cesar Santos

É muito interessante como as pessoas celebram a chegada das sextas-feiras e dos finais de semana. Para muitas pessoas é o alívio de todo sofrimento, ansiedade e mal estar do martírio semanal.
 
Se isto é verdade, passamos em média, 2.600 horas por ano (10 horas por dia x 260 dias úteis) fazendo algo que não traz satisfação ou não dá um sentido maior para nossas vidas. Em 30 anos de trabalho serão 78.000 horas rezando para que a semana acabe logo e sonhando com a aposentadoria.

Nem parece que o poder desta mudança está nas nossas escolhas, em nossas mãos. É mais fácil dizer que a vida é assim mesmo e que as obrigações e responsabilidades nos obrigam a isso. Afinal, se fizermos uma retrospectiva, é fácil perceber que a situação atual é fruto de nossas escolhas ao longo da vida: colégio, faculdade, casamento, filhos etc. Para toda situação existe uma saída! Para ter resultados diferentes precisamos fazer novas perguntas: o que faz minha vida valer à pena? Posso buscar um sentido maior?

Isso não significa que você precisa abrir mão de tudo o que conquistou ou seguir os caminhos da Madre Tereza ou do Chico Xavier. Um propósito para sua vida pode ser, por exemplo, prestar um serviço com excelência, desenvolver pessoas, novas tecnologias a serviço da humanidade, preparar uma boa comida etc. A real satisfação, no meu ponto de visto, virá quando existir um interesse genuíno em fazer algo valioso para outras pessoas.

No livro Delievering Happiness de Tony Hsieh (lê-se Shay), ele fala que a busca da felicidade pode ser dividida em 3 categorias:

1 – Busca por prazeres – É o tipo de felicidade onde existe a constante procura de algo a mais. É como uma droga que dura pouco, mas quando os estímulos diminuem a felicidade desaparece. É ótimo se você puder ter uma vida de um astro de rock’n'roll com estímulos constantes, mas é muito difícil de manter ao longo do tempo.

2 – Busca por uma paixão – Esse tipo de felicidade é conhecida como o clímax. Você nem sente a hora passar e tem total dedicação a determinada atividade. É uma felicidade que dura mais que a busca por prazeres, mas como toda paixão é atenuada em curto prazo.

3 – Busca por um propósito maior –  Este é o tipo de felicidade onde você faz parte de algo que tem um significado maior. É a felicidade do amor, com longa duração.

Muitas pessoas passam a vida perseguindo prazeres, pensando que somente quando puderem sustentá-los poderão, em seguida, buscar uma paixão e finalmente um sentido maior. Entretanto, com base em pesquisas feitas recentemente, a estratégia mais adequada seria o oposto: primeiramente a busca de um propósito maior, seguido de uma paixão e finalmente a celebração com pequenos prazeres.

Uma pesquisa divulgada no The Wall Street Journal mostra que a felicidade gerada por um sentido maior traz benefícios com relação à doença conhecida como Alzheimer.

Segundo David Bennett, diretor do Alzheimer Disease Center do Rush University Medical Center em Chicago, uma pesquisa com duração de 7 anos mostra que pessoas que declaravam não ter um sentido maior na vida tinham mais que o dobro de probabilidade de desenvolver a doença. Aliás, se pararmos para refletir sobre isso, 78.000 horas de angústia ao longo da vida não poderia trazer saúde física e mental, não é mesmo?

Com novas perguntas você poderá encontrar as respostas para buscar e seguir algo que faça sua vida ser mais saudável e ter sentido para todos nós. Depois é planejar e colocar a mão na massa!

Forte abraço e ótimo final de semana!

do site: www.gestopole.com.br

Não pergunte onde está Deus, se você não se importa onde está o homem


Publicado em 10-Apr-2011,  por Ivan Postigo


Na nossa bandeira, as brancas estrelas vermelhas estão, banhadas com o sangue dos nossos irmãos.
 
Há no mundo mais pessoas boas do que más?
Felizmente sim, mas também há mais omissos do que malfeitores.
 
Temos mais medo do pecado da pena de morte do que pena do pecado da morte.
 
Condenados  já estamos. A única dúvida é quem será a próxima vítima.
 
Nas filas, para visitar reclusos delinquentes, passam mais horas pais que jamais passariam acompanhando-os e ajudando-os nos deveres de casa, ouvindo suas inseguranças e necessidades.
 
Muitas vezes perguntei a algumas pessoas por que não faziam as lições com os filhos. Uma resposta era muito comum: - Não gosto!
 
A matemática não vê o que a aritmética não sabe. Seguimos na ignorância quando a busca do conhecimento e ensinamentos incomoda.
 
E assim, temos alienados filhos distantes.
 
O que provocou esse distanciamento?
 
Crianças podem ser filhos do amor ou do acaso. Acaso as gerou, por acaso não as tirou, atirou!
 
O homem sem limites, não impõe limites.
 
Quantas noites não levei, depois das festas, com meus filhos, seus amigos adolescentes para casa, pois os pais não se importavam em buscá-los.
Quantas vezes não aguardei nas calçadas para que os sonolentos pais ou mães, depois de um tempo, com má vontade, abrissem as portas para que os filhos entrassem.
 
Diziam os adolescentes: - Pode ir tio!
 
Jamais! O tio espera.
 
Jamais deixaria o fio da vida sob o risco de ver a vida por um fio.
 
Uns não cuidam porque não querem, outros porque não podem e muitos porque não gostam!
 
Filhos, abandonados, crescem!
 
Jamais dotados, adotados. Pelo crime, pela mão da maldade.
 
O filho do descuido, do descaso, em seu carro último tipo, das mãos do filho do acaso, recebe as drogas que um dia irão matá-lo. Quem sabe alguns mais, enquanto o fornecedor do infortúnio tem os dias contados, em qualquer beco escuro, a qualquer hora. Uma bala, uma picada, a morte.
Não precisamos de cartas, búzios, nem as linhas das mãos para prevê-la. Está na cara, nas marcas da desilusão.
 
Morto? Quem se importa?
 
Importa! Importa a arma, a droga, o vício!
 
A dor, a reza tira: - Senhor, perdoai-os, eles não sabem o que fazem! Quando, abandonados, fazem o que sabem. E, no pecado da omissão ficamos.
 
E, nos sentimos perdoados. Assim, pecadores seguimos.
 
- Senhor, perdão, pequei! Penitência!
- Senhor, perdão, errei, mas prometo correção. Penitência!
- Senhor, perdão... Impertinência!
 
Quantas vezes mais pedirás perdão? Sete vezes sete não lhe bastam? Será setenta vezes sete?
 
Insolente, por tua omissão tens o sangue nas mãos. Teu filho matou...
 
- Meu filho? Nunca, é um bom menino.
 
- Senhor, o perdão. Irei corrigi-lo.
 
Impossível, não vive mais!
 
Partiu como chegou: um incômodo em vida, um transtorno na morte.
 
- Piedade Senhor, Sua misericórdia, um pouco de paz...
 
Que homem é esse que mente, engana e roga?
 
Que homem é esse que aos Santos pede e nada dá em troca?
 
Que homem é esse que clama por paz, mas na alma carrega o crime da omissão.
 
Que homem é esse que nas horas da dor pergunta onde estava Deus e nunca se importou onde estava o homem?


Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo



do site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O sentido do tempo (2/2)



   
edição 220 - Maio 2011 da Revista Mente & Cérebro

Nosso cérebro recebe e interpreta informações com um ritmo particular, com base em referências mais ou menos realistas
por Alberto Oliverio
[continuação]

Podemos descrever essa escala de tempo como uma espécie de régua de borracha que pode ser afrouxada ou esticada para abarcar cada intervalo de tempo, de segundos a dias. Os "números" da régua não fornecem uma medida objetiva, mas "elástica", relativa. O “erro” de medição é proporcional a cada ritmo particular. Por exemplo, uma aceleração ou um retardamento de 10% se aplica tanto a curtos intervalos de tempo (segundos) como a longos períodos (horas ou dias), o que sugere a presença do relógio interno e impreciso que regula nosso cérebro.


Estudos feitos com doentes de Parkinson têm ajudado a desvendar os mecanismos neurais subjacentes à forma de avaliar o tempo. O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que, em estágio avançado, atinge os gânglios da base, estrutura neural que tem a dopamina como neutransmissor e está associada a funções como controle motor e cognição. Os principais sintomas do distúrbio são, portanto, problemas de motricidade (rigidez muscular, tremores, dificuldades para realizar movimentos) e de memória.


O Parkinson apresenta, no entanto, um aspecto que, apesar de conhecido, é considerado secundário pelos clínicos: a distorção do sentido de tempo. Pessoas com a doença tendem a subestimar espaços de tempo inferiores a meio segundo e a superestimar períodos um pouco mais longos, de 30 segundos até um minuto. Ou seja, experimentam perda de precisão na estimativa de tempo, o que leva a uma desaceleração da maior parte das ações. Isto não envolve apenas dificuldades em executar movimentos, mas também uma percepção deturpada do mundo ao redor. Essa distorção pode ser corrigida com a administração de precursores de dopamina, que regularizam o funcionamento dos neurônios dos gânglios da base. Quando os níveis desse neurotransmissor estão normalizados, os espaços de tempo curtos se tornam mais longos e vice-versa. Dessa forma, a percepção do tempo vai encaixar-se novamente na descrição de Weber.
« 1 2
Alberto Oliverio psicobiólogo, é diretor do Centro de Neurobiologia da Universidade La Sapienza, na Itália.

Espere pela hora certa para provar que estão errados...


Publicado em 11-Apr-2011,  por Prof. Menegatti .

Li certa vez sobre Abraham Lincoln, que foi o mais amado presidente dos Estados Unidos e provavelmente o mais criticado. É possível que nenhum outro político da história norte-americana tenha ouvido tanta coisa ruim a seu respeito. Logo no dia seguinte a um discurso feito por Lincoln, um jornal de Chigado publicou críticas crueis, dizendo: “A face de todos os americanos deve formigar de vergonha ao ler as declarações tolas, rasas e sem sentido de um homem apresentado, a estrangeiros inteligentes, como presidente dos Estados Unidos". O que aconteceu depois disso? É claro que o tempo se encarregou de provar que aquela pesada crítica estava errada.

Quando recebemos algum tipo de crítica devemos fazer algumas análises:

Mereço essa crítica: é como diz o escritor Norman Vicent, "o mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica".

Não mereço essa crítica: se você sabe que a sua ação ou decisão era a coisa certa a fazer, fique firme. O tempo provará. O tempo será sempre o seu melhor aliado. Ele permite que você prove que está certo. Conforme as coisas vão acontecendo, o motivo da crítica é eliminado.

Quando critico: segundo Harold Medina, "criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito".

Quando sou criticado: tenha em mente certas coisas sobre seu crítico: em primeiro lugar, é alguém cujo caráter você respeita? Segundo: essa pessoa é crítica o tempo todo? Terceiro: ela representa um padrão? Se a resposta for positiva, não valorize demais o que ela diz. Talvez seja uma forma de chamar a atenção, mas quando as críticas procedem de uma pessoa positiva, por sua vez, merecem ser ouvidas.



Do site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O sentido do tempo (1/2)



   
edição 220 - Maio 2011 da Revista Mente & Cérebro

Nosso cérebro recebe e interpreta informações com um ritmo particular, com base em referências mais ou menos realistas
por Alberto Oliverio
@robodread/shutterstock

Cada um de nós possui uma espécie de relógio interno que determina, por exemplo, a agilidade com que digitamos as teclas de um computador, a cadência da fala ou a velocidade com que um pianista converte uma partitura em som. Em todos esses casos o cérebro recebe e interpreta informações com um ritmo particular, com base em referências mais ou menos realistas.


Um teste simples permite observar como essa ritmicidade varia de indivíduo para indivíduo: peça para uma pessoa tamborilar as teclas de um piano usando apenas o dedo médio, primeiro de forma “rápida” (três batidas por segundo) e, depois, de um jeito mais “lento” (uma batida por segundo). Em seguida, oriente outra pessoa a fazer esse mesmo exercício: apesar da instrução de quantos toques devem ser dados por segundo, ela certamente baterá nas teclas do instrumento de forma antecipada ou retardada em relação à outra.


Ambas nada mais fizeram do que distribuir as batidas de acordo com sua percepção do que são três ou um toque por segundo. Essa individualidade na forma de medir o tempo já havia sido descrita pelo fisiologista alemão Ernst Weber na primeira metade do século 19. Ele observou que todos temos uma escala de tempo similar, mas que invariavelmente pende para mais breve ou mais longa.

A hora de parar



* por Tom Coelho



"Por um cravo, perde-se a ferradura,
por uma ferradura, um cavalo,
e, por um cavalo, o cavaleiro."
(Frei Luis de Granada)


Ambição é uma coisa boa. Ela nos desperta desejos, promove o
comprometimento, estimula a perseverança. Torna-nos mais fortes e nos faz
buscar a superação. Pela ambição conquistamos mais posses e mais poder.
Sentimo-nos mais ricos, mais bonitos e até mais livres. O que a estraga é a
ganância.

Como tudo na vida que desgarra da ponderação do equilíbrio, a ambição
desmedida evolui para a ganância. Nesse estágio, o desejo vira cupidez; o
comprometimento, obsessão; a perseverança, teimosia. As posses denotam
opulência; o poder, prepotência. A liberdade se esvai e renasce como fênix,
enjaulada.

O problema é uma questão de proporção. Na escalada para o progresso, não
sabemos - ou não aceitamos - a hora de parar.

Tome como exemplo o mundo corporativo. Uma empresa lança um produto ou
serviço que é bem aceito pelo mercado. Realiza um lucro considerável e
resolve reinvesti-lo. E, ao prosseguir nesse processo, eleva ainda mais seu
volume de vendas e faturamento. Mas também seus custos. A cada nova rodada,
mais matéria-prima e mais mão de obra são necessárias. Os investimentos em
marketing e infraestrutura, entre outros, são igualmente crescentes.

O que muitas vezes não se observa é que há um determinado momento em que o
processo deve ser interrompido sob pena de se ingressar no que a teoria
econômica chama de "deseconomia de escala". A matemática tem uma imagem
singular para ilustrar isso: o ponto de inflexão. Num gráfico cartesiano, é
o momento em que a curva muda sua concavidade, ou seja, se a linha era
crescente, passa a ser decrescente.



Em suma, isso significa que mais faturamento não representará
indefinidamente mais lucro. Ou seja, trabalha-se mais para ganhar-se menos!
E tudo porque a ambição, antes saudável e responsável pela prosperidade do
negócio, visita o reino da ganância e não aceita o momento de parar quando o
ótimo foi atingido.

Na vida pessoal não é diferente. Defendo a tese de que relacionamentos
amorosos, por exemplo, têm prazo de validade. E me alinho aos votos sagrados
de "até que a morte os separe" juramentados na celebração dos casamentos. O
ponto é: de qual morte estamos falando? As pessoas imaginam tratar-se da
morte física. Prefiro interpretar como a morte do sentimento.

Todo início de relacionamento é mágico. É quando se pratica o jogo da
conquista e da sedução. Nossas ações são orquestradas e as palavras
escolhidas de forma meticulosa. Mostramos o que temos de melhor: nossa vida
é virtuosa, nossos valores são nobres e nossos feitos são admiráveis.
Vestimos as melhores roupas, usamos os mais agradáveis perfumes. A pele tem
viço; o olho, brilho; o sorriso, autenticidade.

Os ambientes por onde circulamos são aconchegantes. A bebida parece sempre
gelada, mesmo que seja um conhaque, e a comida sempre saborosa, mesmo que
não seja consumida.

Tudo isso acontece porque estamos envoltos numa atmosfera de encantamento e
sinergia, embevecidos pela eficiência do diálogo, que corre fácil, posto que
há muito por se falar, anos para se compartilhar. Queremos em um par de
horas nos desnudar, não apenas das roupas, mas de nossa história pessoal,
mostrando quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir - e o destino
reserva lugar ao interlocutor, a figura amada, quase inanimada, que nos
sorri.

O processo é o mesmo para homens e mulheres. Diferem as estratégias, as
táticas, mas não os propósitos.

Transcorrida essa etapa consuma-se a conquista. Bocas que se encontram,
braços que se enlaçam, corpos que se aquecem. E então, vive-se o romance que
nutre e cega. O horizonte se retrai.

A estabilidade leva a relação a mares calmos e a ausência de ondas revela o
que antes não se podia enxergar. Descobrimos - e revelamos - que virtudes
carregam consigo defeitos, que amabilidade é temperada com eventual
intolerância e que gentilezas são bonificadas com fleuma.

É nesse momento que se estabelecem os limites entre paixão e amor. É quando
a união amadurece. É quando percebemos que o beijo ardente e o sexo
prazeroso são imprescindíveis, mas não únicos. O diálogo ganha novos temas,
mas não se perde. E notamos, como bem pontuou Gabriel García Márquez, que
amamos quem está conosco não por quem a pessoa é, mas por quem nos tornamos
na presença dela.

Agora, trata-se de manutenção. De conquistar um pouco mais a cada dia. Ou
tudo novamente.

Mas a natureza nos reservou um mundo dual. Dia e noite, quente e frio, yin e
yang. E, não raro, os relacionamentos não apenas se desgastam, mas se
esgotam. Não há mais calor no beijo, os olhares se desviam, os diálogos são
fúteis. Primeiro, a discórdia. Depois, o conflito. Por fim, o confronto.
transformamos nossas cabeças num cemitério de lembranças e passamos a
cultivar toda ordem de sentimentos negativos. O pacote vem completo, com
mágoas, ressentimentos, infidelidade, desamor e tristeza. Esperamos
resolutamente que um extremo seja alcançado para tomar a decisão da
separação que poderia ter florescido quando ainda havia respeito e admiração
mútuos.

Não sabemos terminar.



* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
15 países. É autor de "Sete Vidas - Lições para construir seu equilíbrio
pessoal e profissional", pela editora Saraiva, e coautor de outros quatro
livros. 

Contatos através do e-mail

<https://exexterno.curriculum.com.br/owa/redir.aspx?URL=mailto%3atomcoelho%4
0tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<https://exexterno.curriculum.com.br/owa/redir.aspx?URL=http%3a%2f%2fwww.tom
coelho.com.br%2f> www.tomcoelho.com.br e
<https://exexterno.curriculum.com.br/owa/redir.aspx?URL=http%3a%2f%2fwww.set
evidas.com.br> www.setevidas.com.br.

Recebido do autor, por e-mail

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ser Humano, vítima de si mesmo?


Publicado em 7-Apr-2011,  por Agnaldo Da Silva Lima Neto


     Ao abrirmos os olhos para a vida quando  nascemos todos os nossos instintos estão voltados para a preservação da nossa recém-existência. Com o passar dos anos, a motivação principal da vida passa da manutenção dessa para a busca da “satisfação pessoal”.  Segundo Maslow, temos que satisfazer  necessidades fisiológicas como sono, de segurança sob todos os aspectos, afetivas familiar e socialmente, necessidade de reconhecimento e de auto-realização. Nelas é que aparecem os problemas.

       Na busca da satisfação dessas necessidades, o ser humano usa os instintos, que são predisposições inatas e “padrões”. Esses  são os grandes responsáveis pelo descontentamento e contendas entre as pessoas, pois tudo que está fora desses “padrões” é descartado. Por exemplo, o padrão de beleza é de pessoas jovens e magras, e as pessoas idosas são depositadas aos montes em asilos até morrerem de tristeza, e pessoas ditas fora desse perfil são deixadas em segundo plano. Mas como o ser humano não é um animal, os instintos em nós só sobrevivem “na ignorância”, ou seja, até serem substituídos  “pelo conhecimento”. As pessoas inteligentes conseguem ver  “além das aparências”, característica essa própria de humanos, diferentes dos animais que são instintivos, vindo os inteligentes a conseguirem mais e dominarem os humanos que se comportam como animais. Como a inteligência porém não é algo muito buscado por um bom número de pessoas, a maioria delas “sofrem entre si” com a expressão de seus instintos uns contra os outros. “Com a medida que medirdes será medido”, diz a bíblia, confirmando isso. Quando alguma pessoa rejeita a presença de outra por causa da cor, vem outra e rejeita essa alguma por ser pobre e por aí vai. O resultado disso é o frequente descontentamento em muitas pessoas. Quando porém as pessoas que não o fazem aprenderem a ser humanas, e agirem como tal, todos teremos uma vida melhor. Melhor porque se “todos” pensarem no próximo, respeitá-los por quem são, não pelo que são ou têm, ou ainda pela aparência, e não desprezarem os deficientes físicos, os idosos , os obesos , os negros, as mulheres, os estrangeiros, os Judeus ou os islâmicos,  seremos muito mais felizes, pois se ninguém desprezar ninguém,  você e eu também não seremos desprezados. Não seremos desprezados nas filas dos hospitais, na hora de receber melhor remuneração de salários, na hora de expor uma idéia, etc. Devemos procurar canalizar nossas vontades para coisas boas e louváveis. E isso não é uma utopia, é a  tendência atual para a humanidade, abrindo caminho para uma nova era, onde o bem-estar das pessoas é a prioridade em vez do acúmulo de capitais. E o rádio, o telefone e o avião não eram utopias também antes de serem criados? Devemos tentar por em prática esses ideias de respeito, com prudência no entanto, pois existem ainda pessoas piores e mais cruéis que animais, que devem ser tratadas proporcionalmente ao perigo que representarem no momento. Esses ideiais que emanam do ser humano são fruto do lado divino que temos, pois fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, confirmados e encorajados por Jesus Cristo, nosso Mestre, que é responsável por tudo de bom que somos, temos ou conseguimos. Por isso, seja uma pessoa melhor ainda do que já é, DIGA NÃO AO DESPREZO!

Até uma próxima oportunidade.


do site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um tempo para o exercício da fé


Publicado em 6-Apr-2011,  por Ivan Postigo


Fé é uma palavra pequena, mas de grande poder.
Não vamos tratá-la no contexto religioso, mas em toda sua amplitude: como a manifestação da convicção que não deixa a menor possibilidade à dúvida.
 
Nós usamos a palavra o tempo todo, como forma de incentivo e também como âncora, sem nos darmos conta.
Ainda que muitas vezes duvidemos de nossa capacidade de mantê-la, uma pequena chama a recupera.
 
A caminho de um desafio dizemos: - Eu creio ser o melhor. Vencerei!
Crer, como expressão de “eu acho”, não é fé!
 
Poderíamos dizer: Acredito que vencerei!
Acreditar, como expressão de “esperar”, não é fé!
 
Ou quem sabe, eu confio que vencerei!
Confiar, tendo algo ou alguém como “depositário”, não é fé!
 
E se usarmos a expressão “aposto que vencerei”, ai sim, definitivamente, não é fé, pois estamos arriscando um palpite.
 
Fé é a firme convicção de que algo é verdade, sem que seja necessária a apresentação de provas. A fé não necessita de argumentos de sustentação.
 
Quando analisamos situações em que a fé se apresenta e podemos observar de fato seus efeitos, vemos que esta desafia a lógica.
 
Falar sobre a fé nos bons momentos é fácil, quando enfrentarmos adversidades é que sentiremos se suas raízes estão bem plantadas em nós.
 
Alguns diriam que a fé depende de cultivo, sem isso ela se perde.  Sendo a fé o ponto máximo, o retrocesso apenas não nos mostraria um crente descrente?
 
Ao nos depararmos com  pessoas de fé é difícil imaginá-las nesse exercício, mas somos humanos e frágeis, cheio de dúvidas, sombras e vazios a serem preenchidos.
 
Vemos com freqüência aqueles que precisam descobrir a fé em constante e necessário questionamento para identificá-la.
 
Talvez os convictos tenham passado por esse estágio, alguns de forma mais lenta, outros nem tanto.
 
Seria possível alcançar a fé e perdê-la?
 
A vida nos dá e tira, nos alegra e entristece, nos oferece e nega sem que, muitas vezes, tenhamos forças para suplantar os obstáculos e alcançar nossos objetivos.
 
Nesses momentos é necessário parar um pouco e olhar lá dentro, para um pequeno ponto, muitas vezes adormecido, e fazê-lo despertar. Exatamente ali é que reside a fé.
 
Teriam as pessoas de fé o poder de manter esse ponto constantemente acordado, razão pela qual não as vemos duvidar? Ou quem sabe seu silêncio é a sua dúvida.
 
Ghandi, conhecedor do homem e da força da fé, dizia: “Meu esforço nunca deve ser o de diminuir a fé do outro, mas torná-lo um melhor seguidor de sua própria fé”. E assim fez. Com sua fé e com suas próprias palavras: “de modo suave sacudiu o mundo”.
 
O que era a fé para um pensador como Ghandi?
 
Dizia: “A fé não é algo para se entender, é um estado para se transformar”. Sutil, complexo, então reflitamos!
 
Anatole France, Nobel de Literatura em 1921, cujas publicações tinham tom céptico, disse: "Não tenho fé, mas quisera tê-la. Considero a fé o bem mais precioso deste mundo." Talvez tivesse e não soubesse. Segui-la não era problema, a questão era vislumbrá-la e entendê-la.
 
O filósofo espanhol Manuel Garcia Morente traz a fé à luz da reflexão quando afirma: “A fé é o complemento aperfeiçoado da razão."
 
Rabindranath Tagore, polímata, a mais destacada figura na literatura bengali, Nobel de literatura em 1913, que nutria profunda admiração por Ghandi, ao qual chamava Mahatma, nos presenteia com uma das mais belas definições de fé: "Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura."
 
Por todo seu mistério, beleza e força, é importante reservarmos um tempo para o exercício da fé.
 

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo


do site: www.gestopole.com.br

Metamorfose ambulante


Publicado em 11-Apr-2011,  por Tom Coelho

 A necessidade de adaptar-se a um mundo em constante mudança exige-nos flexibilidade. Mas isso não significa abrir mão dos princípios.
 
Foram necessários 18 séculos para que a teoria geocêntrica, segundo a qual a Terra era o centro do Universo, formulada por Aristóteles, desse passagem para o modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico, com os planetas girando ao redor do Sol.

Com todo seu conhecimento e reputação, o mesmo Copérnico, que defendia a órbita circular dos planetas, teve sua tese desfeita em 1609 por Kepler, que demonstrou serem as órbitas elípticas.

A história da humanidade é repleta de passagens como estas. São os chamados paradigmas, que designam modelos científicos aceitos por longo período e que determinam todo o desenvolvimento posterior das pesquisas e das ideias.

Na vida em sociedade, somos igualmente regidos por modelos, padrões, normas, regras, leis. E a inclusão social demanda acatá-los todos. E adaptar-se.

A desobediência à Constituição torna-nos infratores, criminosos passíveis de punição. A inobservância às tendências da moda torna-nos excêntricos, seres abjetos que devem ser renegados.

Estamos produzindo pessoas comoditizadas, que não pensam, não refletem, não elaboram, não opinam. Pessoas sem identidade, ou melhor, com a mesma identidade de todas as demais. Pessoas enquadradas, presas a um plano bidimensional. A clonagem chegou ao cérebro antes do corpo físico.

Lidere, siga ou saia da frente

A teoria evolucionista de Charles Darwin baseava-se nos seguintes fatos: os seres vivos reproduzem-se em progressão geométrica, mas como o número de indivíduos de cada espécie tende a permanecer relativamente constante, há uma luta pela vida na qual vence o mais adaptado ao meio ambiente.

Quando olho para o mundo corporativo de hoje, enxergo com nitidez a aplicação da tese darwiniana. O número de trabalhadores multiplica-se exponencialmente, mas como a quantidade de empregos tende a permanecer estável, ou até a se reduzir, identificamos uma luta pela inserção profissional, na qual conquista a vaga não o melhor, mas o mais adaptado ao meio-empresa.

O mais adaptado pode sê-lo porque foi indicado por alguém influente, estruturou bem seu currículo ou se comportou adequadamente na dinâmica de grupo. Ou talvez porque deu respostas precisas às velhas questões formuladas durante a entrevista e porque durante todo o processo usou roupas com o corte certo e o perfume na quantidade necessária.

O mais adaptado pode não ser o melhor tecnicamente, o mais preparado ou o mais competente. Mas apenas o mais flexível, dentro de sua mediocridade e de sua hipocrisia calculadas. Importa ter sido o vencedor.

Se você tem personalidade forte o suficiente, pode ingressar no "sistema" com base no modelo descrito acima. Para tanto, terá que declinar momentaneamente de algumas de suas ideias para, num segundo estágio, trazê-las à tona, buscando influenciar os que o cercam. Primeiro você se adapta ou denota ter-se adaptado. Depois, propõe um novo modelo e o conduz. Assim são forjados os líderes corporativos de hoje.

Mas este pode não ser o seu perfil, de modo que você, uma vez adaptado, assim permanecerá. Assim é a maioria. Assim são os liderados.

Há evidentemente a classe daqueles que não se adaptam, nem para liderar, nem para serem liderados. Estes são os negligenciados.

Ideias e ideais

Há uma distinção entre ideias e ideais. Não precisamos ficar presos aos mesmos argumentos quando outros, mais convincentes, visitam-nos. É preciso praticar a flexibilidade. Keynes dizia: "Quando mudam os acontecimentos, mudo de ideia". Mas não se deve mudar de opinião se não se pode mudar também a conduta.

Já princípios são inegociáveis. Foi a luta pelo ideal de liberdade da Escócia que fez com que William Wallace preferisse sua execução a jurar lealdade à Inglaterra, como bem retrata o filme "Coração Valente", estrelado por Mel Gibson.

Como exemplo desta metamorfose ambulante que somos, nada melhor que o próprio amor e suas idiossincrasias. A tênue linha que separa amor e ódio, atenção e indiferença, carinho e omissão.

García Márquez nos ensinou que amamos outra pessoa não por quem ela é, mas por quem nos tornamos na sua presença. "Amar", disse Mário Quintana, "é mudar a alma de casa".

Muitos são os lares que a vida nos reserva...


do site: www.gestopole.com.br

domingo, 1 de maio de 2011

É dando que se recebe



Publicado em 6-Apr-2011,  por Sonia Jordao

A vida tem me mostrado que somos premiados com o aumento de nosso conhecimento quando compartilhamos o que sabemos. Um amigo me disse uma vez que colhemos o que plantamos em maior quantidade e na mesma espécie. Então, primeiro procuro ajudar os outros e, com isso, tenho observado que sou ajudada por eles sempre que preciso.
 
Quando coordenei a implantação da ISO 9000 em uma indústria, em Minas, o consultor que nos ajudou na preparação da empresa para a certificação trabalhava, também, para outras duas empresas. Fiquei conhecendo as outras coordenadoras da qualidade e aí fazia o seguinte: sempre que preparava um novo documento enviava para elas via e-mail. Elas melhoravam o que eu tinha escrito, faziam as adaptações relativas à suas empresas e me enviavam de volta. Assim, eu via as oportunidades de melhorias para o que já fazia e implementava. Isso, porque tinha a visão e experiências de outras pessoas.

Também começamos a trocar auditores da qualidade e com isso, além de nos treinarmos como auditores, as empresas auditadas tinham uma visão de alguém de fora que passava sugestões de melhorias. Conclusão: as três empresas foram certificadas num prazo de 9 a 11 meses e o sistema de qualidade de todas ficou muitas vezes melhor do que se tivesse sido feito sem essa troca de informações. Além de tudo isso, fortes laços de amizade surgiram como fruto dessa época.

Li um texto muito interessante que dizia: “se duas pessoas se encontram e cada uma dá a outra um pão, cada uma continuará com um pão, mas se trocarem uma idéia cada pessoa sairá com duas idéias”. Então, percebi que passar minhas idéias só iria me trazer novas aumentando as minhas, ajudando no meu crescimento pessoal.

Há que se considerar que a vida é cheia de altos e baixos em todos os campos, por isso, nos períodos bons precisamos nos preparar e nos guardar para os períodos ruins. Além do mais, a grande diferença entre os homens e os animais é que temos a opção de escolha. Precisamos aprender a trabalhar com isso em todos os momentos de nossas vidas. É bom escolhermos a felicidade, o amor, a alegria e a riqueza ao invés da infelicidade, do ódio, das tristezas e da pobreza.

Acredito, também, que preciso dar sem esperar o retorno, dar em primeiro lugar, porque é dando que se recebe!
 
 

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”.
 
Sites: www.soniajordao.com.br, www.tecernegocios.com.br, www.umnovoprofissional.com.br, www.tecerlideranca.com.br, www.editoratecer.com.br.
e-mail: contato@soniajordao.com.br 
Blog: http://soniajordao.blogspot.com 
Siga-me no twitter: http://twitter.com/soniajordao



do site: www.gestopole.com.br

APRENDIZADO FRAGMENTADO E PENSAMENTO SISTÊMICO - CONSIDERAÇÕES


Publicado em 8-Apr-2011, por Plinio José Figueiredo Ferreira

 
Desde cedo aprendemos de forma analítica, fragmentada. Isto é, as coisas nos eram ensinadas, pelo menos aos da minha geração, separadas umas das outras sem que pudéssemos pensar na relação e/ou correlação entre elas.

A Matemática nada tinha a ver com o Português; a História na tinha a ver com a Geografia (cada povo tinha sua história e vivia na sua terra), a Física, a Química; o Direito, as Finanças, o Marketing, tudo em disciplinas separadas com professores diferentes. Cada um dava o seu recado da melhor forma. Fomos formados com o pensamento e a visão mecanicistas, de forma que qualquer análise era feita isolando as partes.

Ainda hoje, e como conseqüência, quando nos vemos diante de problemas e temos que tomar decisões, o fazemos de forma fragmentada, resolvendo ou tentando resolver, cada um de per si porque fomos treinados para separar as partes. Esta ótica faz com que o processo decisório seja lento e longo porque, estando fora de um contexto, as decisões são tomadas de forma isolada com uma tendência muito forte de não percebermos a realidade das causas que originaram o problema.
 
A história - Os cegos e o elefante – ilustra bem o aprendizado fragmentado:
 
Quatro cegos queriam conhecer um elefante. Chegando ao zoológico tiveram autorização para tocar no animal, pois só assim teriam idéia de como era o paquiderme.

- o primeiro tocou a perna do elefante e concluiu que ele era como uma árvore, com o tronco roliço e áspero;

- o segundo tocou a tromba e concluiu que ele era como uma corda grossa;

- o terceiro tocou a orelha e concluiu que ele era como um grande abano;

- o quarto cego tocou a presa do elefante e concluiu que ele era como uma espada pontiaguda.

Cada um teve a sua visão fragmentada. Por não poder enxergar o todo, só perceberam as partes isoladas e isoladamente.
 
O pensamento sistêmico é contextual, o que é o oposto do pensamento analítico. Analisar significa isolar alguma coisa para entendê-la. Ter pensamento sistêmico significa colocá-la no contexto de um todo mais amplo. A visão do todo, proporcionada pelo enfoque sistêmico, facilita a compreensão do universo, do ser humano e das organizações.
 
Com a idéia da “learning organizations”, Peter Senge provocou os Gestores a terem uma visão diferente no campo da administração, principalmente no processo de tomada de decisão, quando traz a interpretação que as organizações devem ser percebidas como sistemas vivos, como um conjunto interativo de pessoas, um conjunto integrado e interdependente de unidades, e, portanto o enfoque deve ser sistêmico, processual, global.
 
As Cinco Disciplinas, do Peter Senge, são: Domínio Pessoal, Modelos Mentais, Visão Compartilhada, Aprendizado em Equipe, e Visão Sistêmica. Sem a visão sistêmica é impossível analisar a inter-relação entre as outras disciplinas.

Entretanto, estamos acostumados, ou fomos “educados” para acatar ordens, sem questioná-las ou colocá-las numa matriz sistêmica, contextual e corporativa. Somos dominados pelos nossos modelos mentais, não trabalhamos em equipe, não compartilhamos nossos conhecimentos. Somos incapazes de nos vermos como seres sistêmicos.

O grande problema que enfrentamos é o que diz respeito à percepção e à compreensão da realidade. Problema maior é definirmos esta realidade porque envolve a necessidade de mudança de paradigma. E a mudança de paradigma envolve mudança de valores.
 
Fritjof Capra, em seu livro A Teia da Vida – “The web of Life” identifica critérios-chave do pensamento sistêmico.

O primeiro critério, e o mais geral, é a mudança das partes para o todo. Os sistemas vivos são totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas às partes menores.

O segundo é sua capacidade de deslocar a própria atenção de um lado para outro entre níveis sistêmicos. Entretanto, não devemos deixar de reconhecer que, em geral, diferentes níveis sistêmicos representam níveis de diferente complexidade.

O terceiro é que a percepção do mundo vivo, como uma rede de relações, tornou o pensar em termos de redes.
 
Ter pensamento e visão sistêmica é pensar em ecossistema; é pensar de forma integrada; é pensar na relação de causa e efeito. Para tanto, precisamos mudar nossos modelos mentais. E isso só se dá através da vontade. A vontade de mudar traz a evolução ou a revolução. O importante é que faça a mudança.



Plínio José Figueiredo Ferreira é Administrador pela EA-UFBA e Pós-Graduado pela FGV-EAESP. Vivência como Executivo de Empresas Privadas e Públicas. Vivência como Consultor em Administração Estratégica. Professor Universitário até 2006. Professor em cursos de Educação Continuada e Extensão Universitária. Autor de artigos sobre Gestão Estratégica e Empreendedorismo. Membro do Corpo de Especialistas (árbitros) da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da Associação Comercial da Bahia.

www.blogdepliniojfferreira.blogspot.com


do site: www.gestopole.com.br