segunda-feira, 21 de maio de 2012
Normose na Política
Normose é um neologismo criado por Jean Yves Leloup, um dos pioneiros da psicologia transpessoal, e significa "a perigosa realidade em que o hábito nocivo torna-se a norma de consenso". É a patologia de uma normalidade indesejada.
Funciona assim: Quando uma maioria de pessoas que compõem uma organização ou segmento da sociedade concorda em relação a uma opinião ou ação forma-se uma espécie de consenso que dita uma norma. Quando a norma é adotada, forma-se um hábito.
Há vinte ou mais anos atrás fumar não só era normal, como era chique. Comportamento aceito e estimulado pela sociedade. Demorou, mas descobriu-se ser uma patologia. O mesmo acontece com alguns outros hábitos.
Grande parte dos nossos hábitos são construídos a partir de normas que adotamos, de forma mais ou menos consciente, seja por imitação, por um processo de introjeção, por investir no sentimento de pertencer, ou mesmo por temer rejeições.
A normose impede que você veja as coisas como elas verdadeiramente são. Normose é também o que vem acontecendo nos últimos meses na ambiência política da Paraíba.
Uma instigante conversa com caminheiros sobre a ferrenha e infindável disputa pelo poder entre grupos políticos locais inspirou reflexões em torno de conotações normóticas, observadas em posturas e comportamentos de políticos envolvidos nas últimas eleições.
É inegável que o confronto de idéias é salutar e tem a serventia de educar, se a direção é na busca de caminhos para o atendimento dos anseios e aspirações da sociedade.
E essa é, sem dúvida, uma imensa responsabilidade dos cidadãos que hoje não demonstram ter visibilidade política no Estado - não são modelos a inspirar os homens públicos do futuro.
O que inquieta é quando começamos a considerar que os acontecimentos envolvendo o confronto de grupos, e não de idéias e propostas, é normal e natural. É preciso cuidar e nos acautelarmos para não sermos fisgados pela normose.
Habituamo-nos a ouvir acusações, denúncias e desmentidos tendências à desqualificação de posturas e comportamentos de adversários políticos.
Na verdade, e a rigor, assiste-se a uma desqualificação da população que fez suas opções na eleição, e que, certamente, está ansiosa por mudanças que reflitam em suas vidas.
O povo tem bom senso para saber o que quer, e é sempre detentor do largo sentimento de pertencer a uma sociedade esperançosa e desejosa de mudanças. As proposições têm extrema convergência e sintonia.
Assim, fica difícil aceitar que as divergências decorrem de diferenciações de propostas. Elas são de outro quilate. Estão relacionadas com a disputa pelo poder. E não é esse o desejo da sociedade. Não é alimentar a disputa pelo poder. E, sim, pelo atendimento aos anseios da sociedade.
Hoje, só acredito em mudanças sérias, consistentes e responsáveis com lideranças novas. As que estão ai já passaram pelo poder e não fizeram o prometido. No mínimo, não sentimos mudanças na qualidade de vida da população. Adote como missão buscar lideranças novas para cuidar dos nossos projetos. Ela está bem perto de você!!!
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Por Mauro Nunes
Palestrante e Consultor Especializado em Planejamento e Gestão Estratégica. Autor do PROJETO EMPREENDER - Microcrédito Administrado pelo Município que vem fazendo sucesso em boa parte do país e de um Plano de Gestão, simplificado, contudo eficaz e efetivo, para aplicação imediata em organizações públicas ou privadas. Já vem sendo adotado, com sucesso!
Publicado em 6-Apr-2012, por Mauro Nunes, no site: www.gestopole.com.br
domingo, 20 de maio de 2012
Feito é melhor que perfeito!
Tentar ser perfeito consome muita energia. Em certos aspectos, ajuda. Em outros, atrapalha. Não estou desprezando a qualidade necessária para atingir a perfeição, mas a qualidade também tem seus defeitos, por isso, ela é um processo, sem ponto final.
A natureza tem seus defeitos, portanto, ninguém é perfeito, afinal, somos feitos da mesma matéria da qual a natureza é composta. Isso nos coloca em condições de igualdade, nem melhores nem piores do que qualquer criatura na Terra. Nossos defeitos são nossas maiores virtudes.
O que diferencia os perfeitos dos imperfeitos? Os perfeitos são mais detalhistas, mais tecnicistas, mais preocupados com os milímetros e, por isso, na maioria das vezes, podem atrasar projetos, perder prazos e desperdiçar oportunidades.
Os imperfeitos são realizadores, por vezes, inconsequentes, mas não descansam enquanto não atingem o seu objetivo. Você pode vê-los o tempo todo produzindo, testando, inovando, concebendo negócios e ideias que não fazem o menor sentido para alguns, mas todo sentido para eles.
Thomas Edison era um desses imperfeitos. Steve Jobs também. Dois obstinados em busca de uma solução, quase sempre imperfeita, mas o que importava não era a perfeição e sim a realização, o bem comum, ou você considera o i-Phone e o i-Pad perfeitos?
O perfeito consome mais tempo do que o necessário. O imperfeito consome menos tempo e realiza mais. O primeiro mistura obsessão e ciência. O segundo, realização e eficiência. Ambos são realizadores. A diferença está no tempo que cada um leva para colocar uma ideia em prática.
Qual deles tem mais valor no mundo? Depende do setor. Na aviação, por exemplo, nenhuma empresa aceita pilotos com apenas 90% de voos bem-sucedidos. Por outro lado, empreendedores com mais de 50% de tentativas bem-sucedidas nos negócios são exemplos a serem seguidos.
Por tudo isso, deixe de ser perfeito e comece a ser notável, como diria Seth Godin, o grande guru do marketing. Ser notável é não ter medo de se destacar, de dizer a verdade, de arriscar uma ideia, por mais maluca que possa parecer. Ser notável é defender uma causa e ser um realizador por natureza.
Feito é melhor que perfeito, diz o ditado, portanto, produza mais e planeje menos, tente agir mais e espere menos, sonhe mais e durma menos. É bem melhor ter uma centena de ideias boas e arriscar algumas do que ter apenas uma e não arriscar nada.
Pense nisso e seja feliz!
Feito é melhor que perfeito, diz o ditado, portanto, produza mais e planeje menos, tente agir mais e espere menos, sonhe mais e durma menos. É bem melhor ter uma centena de ideias boas e arriscar algumas do que ter apenas uma e não arriscar nada.
Pense nisso e seja feliz!
Publicado em 9-Apr-2012, por Jerônimo Mendes, no site: www.gestopole.com.br
sábado, 19 de maio de 2012
Como é bom sonhar com um novo amanhã!
Se você está passando por um momento muito difícil de saúde, não desista continue sonhando com dias melhores...
Reaja!
Nosso corpo é frágil, ele grita as nossas tristezas, o nosso desânimo, as mágoas guardadas...
queridos leitores...esta é a chance do repensar...
Se o problema surgiu, a dor chegou, o que a vida quer nos dizer?
Vamos colocar em nossos corações luz, amor, boas energias, essa será a chance de nossa cura interior.
Pensar em dias melhores...
Vamos viver com mais intensidade...
sem preconceitos, simplesmente viver a vida como ela, na sua simplicidade e acima de tudo na sua magia.
Vamos sonhar o sonho da infância, vamos lembrar de histórias que marcaram época e precisam retornar para nos deixar mais felizes...
Vamos sonhar com a beleza da vida, com a simplicidade e generosidade!!!!
Vamos Sonhar com um novo amor, novas esperanças de um mundo mais digno, mais amoroso, mais sensível, enfim, mais tudo...
Vamos viver, intensamente, viver...
somente assim perceberemos o tesouro maior da existência, os valores, ideais ....
É proibido desperdiçar a chance do viver e sonhar com sabedoria!
Não tenha medo de viver, sonhe!
Por Ana Maria Ramos Sanchez Varella
Autora das obras: Envelhecer com desenvolvimento pessoal; Encontros e desencontros, nada é por acaso! A Comunicação Interdisciplinar na Educação e Quinta série, um bicho de sete cabeças? Líder do grupo de pesquisa: FIQUE (Física Quântica e Espiritualidade- Grupo de Estudos e Pesquisa do Centro Universitário Ítalo Brasileiro- UniÍtalo)
Fonte: www.saesp.com.br
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Apesar de vocês
"Quem tem um porquê suporta qualquer como."
(Viktor Frankl)
Emmanuelle Garrido tem formação em Direito e ocupa cargo de chefia. Apesar
de ser deficiente visual desde os seis meses de idade.
Monique Romano é gerente comercial e conseguiu superar uma grave crise
financeira em sua empresa. Apesar da queda expressiva nas vendas ocorrida em
determinado período.
Giselle Dellatorre trabalha para melhorar a qualidade de vida de crianças
com doenças reumáticas. Apesar da falta de incentivo governamental.
Rodney Santos celebra todos os anos sua maior conquista pessoal: a vitória
pela vida, após superar um câncer. Apesar do pessimismo de muitos, anos
atrás.
Todos os nomes mencionados são de leitores, hoje amigos, com os quais me
correspondo. Não são celebridades, participantes de reality shows ou
receberam heranças ou facilidades. São pessoas diferentes porque decidiram
enfrentar a mediocridade, o pessimismo, a negligência.
É comum nos abatermos diante das dificuldades. E superdimensioná-las. Nossos
problemas são sempre mais relevantes do que os dos outros. Contratempos
revestem-se de tragédias. Sentimo-nos incapazes, impotentes, injustiçados.
A frase que introduz este texto é do psiquiatra e psicólogo austríaco Viktor
Frankl, criador da logoterapia, segundo a qual o desejo de encontrar um
significado para a vida é a motivação básica do comportamento de um
indivíduo. Estabelecer e perseguir um objetivo trilhando o próprio destino é
aspecto mais relevante do que satisfazer instintos e aliviar tensões, como
sustenta a psicanálise convencional.
Frankl pertencia à corrente judaica socialista marxista, a classe de judeus
mais odiados por Hitler. Passando por quatro campos de concentração entre
1942 e 1945, perdeu os pais, a esposa e um irmão, sofrendo com os maus
tratos e a fome. Mas sobreviveu, por seus princípios e por seus propósitos.
Teorizando a partir de suas observações e sua própria experiência, Frankl
observou que um indivíduo pode encontrar um sentido para sua vida a partir
de três vias (com base nos escritos do filósofo Rubem Queiroz Cobra):
1. Criando um trabalho, realizando um feito notável ou sentindo-se
responsável por terminar um trabalho que depende fundamentalmente de seus
conhecimentos ou de sua ação. Aqui poderíamos relacionar as contribuições de
personalidades como Pasteur, Einstein e Bohr, entre outros.
2. Experimentando um valor, algo novo, ou estabelecendo um novo
relacionamento pessoal. Esse é o caso de uma pessoa que está consciente da
responsabilidade que tem em relação a alguém que a ama e espera por ela. O
amor incondicional de uma mãe por um filho exemplifica essa tese.
3. Pelo sofrimento, suportando as amarguras inevitáveis diante da
consciência de que a vida ainda espera muito de sua contribuição em relação
às demais pessoas, como aconteceu com o próprio Frankl.
Nestes três casos, a resposta do indivíduo deixa de ser a perda de tempo em
conversas e meditação, e se torna a ação correta e a conduta moral objetiva.
Tenho visto empresas que produzem e geram empregos, apesar dos juros
elevados, da carga tributária indecente, da carestia das linhas de crédito.
Tenho visto profissionais que são promovidos, apesar de uma formação
acadêmica deficitária, da ausência de um MBA ou da fluência em outro idioma.
Tenho visto pessoas que praticam ações filantrópicas, levando consigo o
carinho do olhar, o calor do abraço e o conforto da palavra, apesar de
pessoalmente não necessitarem disso.
Tenho visto casais que se reconciliam e amantes que se saciam, apesar das
divergências e da eventual discórdia.
Aprecio muito o conceito de resiliência, a capacidade de superar
adversidades. E meu amigo Roberto Ambrósio presenteou-me com uma metáfora
sobre o boxe, um esporte duro e violento que nos lega de forma muito
especial o conceito de assimilação.
Um boxeador toma um direto de direita e assimila, bem ou mal, o choque
sofrido. Assimilar é tornar-se semelhante a. Como se o golpe passasse a ser
uma parte da própria pessoa, modificando-a externa e internamente. O
boxeador sofre, baqueia, devolve a energia potencial em forma de
persistência (permanecer em pé), ou em forma de contragolpes defensivos,
mas acima de tudo aprende enquanto assimila. Aprende que a guarda deveria
estar mais alta, que a esquiva deveria ocorrer um décimo de segundo antes.
Aprende com a dor e aprende sozinho.
Também tenho aprendido a oferecer menos resistência aos sacrifícios
impostos, a suportar melhor as dificuldades, a ser mais tolerante. E a
encontrar um sentido para a vida. Apesar dos que a tudo isso se opõem.
Autor: Tom Coelho:
<mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.br e
<http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.
Recebido do autor, por e-mail
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Animais pensam? Quem come carne acha que não
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| Psicólogo australiano sugere que alinhamos nossa moral aos hábitos alimentares | ||||||
“A negação parece uma tentativa de se justificar moralmente”, diz o psicólogo Brock Bastian, da Universidade de Queensland, na Austrália. O pesquisador e seus colegas questionaram os participantes se queriam comer fatias de carne ou de maçã depois que fizessem uma tarefa. Em seguida, pediu que descrevessem, em um texto breve, como imaginavam o ciclo de vida completo de um animal abatido e como avaliavam as faculdades mentais de um bovino. Os voluntários que escolheram comer carne depois do teste tinham ideias mais “conservadoras” sobre a mente dos animais. A maioria negou que pudessem pensar e ter sentimentos. “A empatia, que é a capacidade de reconhecer e até mesmo experimentar as emoções dos outros, nem sempre é útil. Pessoas que vivem em sociedades que se alimentam de carne recorrem à negação para alinhar sua moral às tradições e comer sem culpa”, diz Bastian. | ||||||
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Beleza e amor
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| Apreciar uma obra de arte e admirar a pessoa amada estimulam as mesmas áreas neurais | ||||||
O neurobiólogo Semir Zeki e seus colegas do Laboratório de Neurobiologia da College London, na Inglaterra, exibiram a 21 pessoas de diferentes culturas mais de100 pinturas e composições musicais. Elas deveriam dizer se achavam as obras bonitas, feias ou indiferentes. Em seguida, os cientistas mostraram novamenteas produções aos voluntários, dessa vez monitorando sua atividade cerebral. Constataram que o cérebro dos participantes do estudo não apresentou reação significativa quando olhavam ou ouviam obras que não achavam bonitas nem feias. As imagens que eles acharam belas ativaram intensamente o córtex medial orbitofrontal, considerado por muitos pesquisadores uma parte do sistema límbico, responsável por processos relacionados ao desejo e à avaliação de valor e beleza. Para Zeki, quando algo nos agrada esteticamente, há maior chance de desejá-lo. No experimento, foi observado principalmente o caso da arte visual: diante das obras preferidas, havia maior ativação do núcleo caudado, parte do cérebro que, como mostram pesquisas anteriores, reage quando olhamos para fotografias da pessoa amada. | ||||||
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terça-feira, 15 de maio de 2012
Dinheiro e felicidade
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| Contrariando o ditado popular, pesquisas mostram que pelo menos algumas satisfações podem ser "compradas" | ||||||
Além do rendimento anual familiar, a equipe avaliou os artigos de luxo que os participantes possuíam. Também foram medidos fatores sociais e psicológicos, partindo de indagações como: Você foi tratado com respeito ontem? Você tem amigos ou parentes com quem pode contar numa emergência? Você aprendeu alguma coisa nova hoje? Você está apto a fazer o que faz melhor? Você pode escolher como passar seu tempo? Os pesquisadores descobriram que o padrão de vida projetado sobre a avaliação geral da vida foi melhor que a previsão do balanço de emoções positivas e negativas. Por outro lado, ter as necessidades psicológicas atendidas produziu mais sentimentos agradáveis no dia avaliado. Assim, os artigos caros podem deixá-lo mais satisfeito, é verdade, mas não tornam a vida mais feliz. A empolgação de comprar um carro esportivo novo ou uma TV de plasma de 50 polegadas desaparece rapidamente, mesmo que você se orgulhe de ter um desses itens. A ciência comprova, assim, o que muita gente já desconfiava (ou tinha certeza): ter dinheiro ajuda, mas não basta. | ||||||
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Por que nem todos aprendem com os erros
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| Pessoas que acreditam que a inteligência é flexível são mais propensas a refletir sobre como melhorar seu desempenho e, assim, errar menos no futuro | ||||||
Pesquisadores da Universidade do Estado de Michigan instruíram 25 alunos de pós graduação sobre uma tarefa simples e repetitiva no computador: deviam observar sequências de letras que se sucediam na tela e apertar o botão sempre que vissem determinado padrão, definido antes do exercício. Cada vez que erravam, aparecia uma mensagem de erro na tela. Eles tiveram o cérebro monitorado durante o experimento, e os pesquisadores observaram que, quando erravam, as imagens sinalizavam duas tênues respostas elétricas. A primeira reação é a percepção do equívoco, e a segunda é o desejo de consertar esse deslize. Esse conceito surgiu quando os alunos foram questionados sobre o que pensavam a respeito da flexibilidade da inteligência. Os “inclinados ao crescimento”, segundo os pesquisadores, eram os mesmos que apresentaram respostas cerebrais mais intensas. Esses voluntários também erraram menos em seguida. “Todos perceberam que tinham de prestar mais atenção e seguir mais devagar na tarefa, mas apenas os inclinados ao crescimento de fato fizeram algo com essa informação e progrediram, certamente porque se concentraram na experiência e não apenas no resultado”, explica o psicólogo clínico Jason Moser, autor do estudo. | ||||||
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domingo, 13 de maio de 2012
César Ades, um visionário da psicologia
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| Professor insistia na importância da atitude humilde e curiosa porém de amplo alcance; era “unanimidade inteligente” entre seus pares | ||||||||
Quando se fala em psicologia experimental – nome do departamento que César ajudou a constituir nos porões da alameda Glete, no centro, em São Paulo – geralmente se pensa na análise experimental do comportamento, com suas caixas de Skinner, métodos de condicionamento e de reforço. Contudo, há outra maneira de fazer ciência do comportamento, baseada na observação em ambiente natural, na perspectiva evolutiva da espécie, na leitura de nossa anatomia e fisiologia, inclusive em nossa compleição cerebral e genética, como uma história. É neste sentido que César nos ensinava a fazer ciência do Real. Sem ceder ao “metodologismo” – segundo o qual a ciência é apenas aquilo que se desenvolve por meio de métodos científicos e que tais métodos convergem para uma unidade normativa – a disciplina que esse professor nos impunha começava por uma atitude humilde e curiosa, porém, de amplo alcance prospectivo. Foi essa atitude prática e ao mesmo tempo amorosa, marcada pelo rigor intransigente com as ideias, que levou César a se tornar uma “unanimidade inteligente” entre seus pares. Um exemplo concreto. Quando ainda estava no mestrado fui seu monitor em uma disciplina sobre pesquisa básica que envolvia estudos comparativos do funcionamento da memória em seres humanos e animais. Movido pelo espírito de abertura que ele estimulava propus, de forma provocativa, que estudássemos a Carta 52 de Sigmund Freud a Wilhelm Fliess, na qual este último desenvolvia uma teoria da memória baseada na transcrição articulada e temporal de sistemas compostos por diferentes tipos de signos. Foi aí que César retrucou de forma amigável, mas não sem alguma ironia, que ele estava completamente de acordo, mas desde que se levasse em conta também a teoria intuitiva da memória, desenvolvida por Marcel Proust em Em busca do tempo perdido, obra da qual ele começou a citar longos trechos, de cabeça... em francês. Mas a graça da história é que isso não se reduziu a uma troca retórica de gentilezas. Tive de “pagar minha língua” lendo Freud e Proust, junto com neuroetologia da memória. Um trabalho que, para minha absoluta surpresa, soube mais tarde, foi publicado. Ou seja, ele havia transformado o ringue narcísico das disputas insalubres por territórios falsamente delimitados em um rinque de patinação, no qual todos nós nos equilibrávamos para não cair, contando apenas com um tanto de saber e outro tanto de respeito pela dignidade do objeto. Porém, a prova maior de que é exatamente desse tipo de cientista que precisamos, e não de mais tecnocientistas que saíram do ringue dos territórios para o ranking das avaliações, é que César Ades conseguiu passar na prova de ouro da atitude crítica que se espera da ciência: que ela resista ao poder constituído. E quando diretor do Instituto de Psicologia da USP ele conseguiu sair do cargo ainda amado e respeitado por todos com e contra os quais lutou. E presidiu o Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA) – homenagem justa a quem representava esta espécie em extinção do intelectual e cientista, público e universalista. | ||||||||
sábado, 12 de maio de 2012
Bastava o olhar do pai
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| Mudanças na forma de lidar com os filhos, na tentativa de não impor limites muito rígidos e diminuir o conflito de gerações, trouxeram consigo a banalização da autoridade em relação as figuras paternas | ||||||
De lá para cá muitas águas rolaram. As mulheres foram à luta, conquistaram um lugar ao sol e, mais do que isso, mudaram a configuração da família na atualidade. Com os conhecidos acontecimentos das décadas de 60 e 70, os valores da família patriarcal foram, em sua maioria, colocados em cheque. Tudo que lembrasse uma relação de autoridade vertical passou a ser emblema de autoritarismo, portanto, alvo de veemente contestação. Os jovens que fizeram as “revoluções” de 60 e 70 inauguraram uma geração de pais e mães que se propunham a construir novas relações com seus filhos, estabelecendo-as em outras bases. Idealizaram: “Seremos para nossos filhos o que nossos pais não foram para nós. Mais próximos e mais amigos. Não vamos lhes impor limites muito rígidos. Desta maneira, descobrirão o que é melhor para eles. Diminuiremos os conflitos de gerações e poderemos continuar conversando com nossos filhos aos 40, 50, 60 anos”. Mas, a maioria, empurrados pelos “ïmperativos” de modernização e de consumo, só puderam perseguir esse ideal como prescrição, ao pé da letra. Substituíram a angústia da construção de um “novo modelo de ser pai e mãe” pela posição confortável de não serem pais, mas amigos. Vestiram-se e dançaram como os filhos, trocaram confidências sobre sexo e compartilharam drogas. Compactuaram com suas pequenas e grandes violências e transgressões. Acreditaram, assim, estar produzindo uma geração livre e responsável e não perceberam que ao se retirarem do lugar de pais, ao se colocarem no lugar de “amigos dos filhos”, não estavam construindo para eles uma alternativa. Ou seja, não construíram novas referências de pais, apenas fizeram com os filhos uma espécie de aliança para contestarem um modelo de pais. Daí os discursos, tão frequentes na atualidade, de que é difícil ser pai e mãe hoje em dia. Não se sabe como cuidar dos filhos. Não se sabe o que fazer com eles. E assim assistimos perplexos ao surgimento de pais, ora impotentes e descabelados, ora extremamente violentos e desmedidos, buscando nas soluções mais radicais a forma de se relacionarem com os filhos. Quem lida hoje com crianças e adolescentes de todas as classes sociais – nas escolas, consultórios ou outras instituições – sabe que eles estão sendo estuprados, espancados e expulsos de casa. Está na hora, portanto, de repensar nosso lugar de pais e de adultos responsáveis pelos cuidados e formação de novas gerações, para que não nos reste apenas o ideal impossível de resgatar os encantos, as doçuras e as amarras do “porto seguro” de um pai que bastava olhar. Afinal, não seria justo, nem com nossa geração nem com as gerações futuras, atirar no lixo as conquistas e os ideais de liberdade e de uma sociedade melhor. | ||||||
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Ioga para a vida
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| Resultados de pesquisa coordenada por brasileiros, recém-publicados no periódico científico Consciousness and Cognition, comprovam benefícios da prática | ||||||
| por Sidarta Ribeiro | ||||||
Entre os adeptos, acredita-se que a atividade proporciona melhoria da memória e redução da tensão emocional. Os efeitos benéficos sobre a cognição podem derivar dos exercícios de atenção ativa sobre a respiração e os músculos. Por outro lado, o favorecimento do intelecto talvez seja indiretamente obtido pela atenuação de condições psicologicamente debilitantes associadas com déficits, como a depressão. Estudos científicos apoiam a ideia de que os benefícios do ioga decorrem da regulação do eixo hipotálamo-pituitária- adrenal e do sistema nervoso autônomo. Entretanto, diversos fatores prejudicam a interpretação dos resultados. Em primeiro lugar, os estudos não controlaram os efeitos intrínsecos ao exercício físico, utilizando como grupo controle pessoas que não fazem a atividade física regularmente. Além disso, a maioria dos estudos investigou os efeitos do ioga associada com medicação, dietas e outras terapias. Finalmente, a maioria dessas pesquisas foi realizada em populações orientais culturalmente predispostas a essa prática. Buscando a resolução dessas dúvidas, a neurocientista Regina Silva e seu doutorando Kliger Rocha, do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (FRN), lideraram uma equipe de investigação sobre os efeitos do ioga na memória, medidas psicológicas e níveis de cortisol em brasileiros adultos. Trinta e seis homens sem conhecimento prévio do ioga, integrantes do Exército Brasileiro, fora submetidos ao experimento por um período de seis meses. Um grupo participou de duas aulas de ioga por semana, mais duas aulas de exercícios físicos convencionais. Outro grupo (controle) participou apenas de exercícios físicos (quatro aulas por semana). Verificou-se ao final do experimento que o ioga promoveu uma diminuição dos parâmetros psicológicos relacionados à depressão, estressee ansiedade, bem como uma melhoria do desempenho mnemônico em uma tarefa de reconhecimento de palavras, tanto no curto quanto no longo prazo. Houve também uma significativa redução dos níveis de cortisol, hormônio diretamente envolvido na resposta ao estresse. Os efeitos nessa população ocidental não exposta a outras terapias adjuvantes superaram os efeitos simplesmente relacionados à prática física convencional. Os resultados, recém-publicados no periódico científico Consciousness and Cognition, generalizam e corroboram os benefícios específicos da prática. Com certeza há muitas outras fronteiras científicas a explorar nos arcanos segredos do ioga, herança poderosa a iluminar a autodescoberta humana. Mapa da mina da vida, o ioga pede passagem. | ||||||
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
Como o cérebro aprende a andar
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| Mecanismos neurais envolvidos na reprodução do movimento são inatos | ||||||
A equipe coordenada pelo neurocientista Francesco Lacquaniti registrou o movimento, a pressão de apoio e a atividade elétrica das pernas de recém-nascidos de apenas 3 dias de idade Os resultados revelaram que durante o movimento a enquanto apoiados por um pesquisador para verificar se mexiam as pernas como se fossem andar; em seguida, foram testadas crianças de 1 ano, outras entre 2 e 4 anos e adultos. medula espinhal do recém nascido apresenta lentas ativações elétricas que lhe permitem levantar as pernas e apoiálas no chão, “imitando” o ato de caminhar, mas seu sistema nervoso ainda imaturo não proporciona equilíbrio necessário para se manter de pé. Essa autonomia só é adquirida mais de seis meses depois do nascimento, quando há presença de impulsos que aceleram e desaceleram o centro de gravidade. “Até então a hipótese aceita era que sistemas de controle neural rudimentares seriam substituídos durante o desenvolvimento por outros – na verdade, já nascemos com eles prontos”, diz Lacquaniti. | ||||||
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
O Jovem do Século 21
Por Benedicto Ismael C. Dutra
Diz uma frase célebre atribuída a Oscar Niemeyer: Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida. Eu só acrescentaria o seguinte: E toda escola destinada à educação infantil deveria mostrar as belezas e o funcionamento da natureza para as crianças, para que percebam que também fazem parte da natureza, amando-a e respeitando-a, buscando significados.
Estamos diante de uma situação bem diferente do século passado quando muitos jovens tinham um forte anseio de saber o porquê das coisas. Atualmente nos defrontamos com a apatia de muitos jovens que, influenciados pelos apelos da vida moderna, nada querem saber do sentido da vida, levando uma vida superficial, atravessando seus dias sem um olhar atento ao seu redor.
Falando para a revista Veja, Rosalins Wiseman, escritora especialista em bullying, disse que é entusiasta da internet, mas acha que, se não for bem usada, pode incentivar o vazio intelectual mais do que criar gente curiosa e pronta para refletir sobre o mundo em que vivemos.
A busca por respostas está incrustada na essência humana, mas em muitas pessoas isso pode estar adormecido sob o efeito de um continuado bombardeio de estímulos externos para manter os olhos fechados, e a ânsia por saber entorpecida. Há quem considere que a maioria dos seres humanos esteja adormecida, atormentada pelo sentimento de medo, de forma consciente ou não, sem ter despertado a sua verdadeira essência humana. Não conseguem elevar o olhar, buscando compensação na sexualidade irresponsável e nas drogas.
Grande parcela das novas gerações age com o chamado “espírito do século 21”, que diante de tantos problemas globais de difícil solução, não quer se preocupar com os porquês, desejando se entregar ao momento. Considera o futuro desconhecido e incerto ao perceber que ninguém consegue entender a complexa situação de nosso mundo canibal, nem encontrar soluções efetivas. Os jovens que se ocupam com o sentido da vida, não raro, são considerados como dotados de comportamento estranho por seus colegas.
Com desconfiança de tudo e de todos muitos jovens tornam-se extremamente individualistas, cada um para si, liberando inveja e cobiça, o que os coloca em permanente estado de competitividade, preocupados principalmente em aproveitar o que a vida oferece de prazeroso. A energia que sempre permanece à disposição dos seres humanos não é aproveitada por grande parcela das novas geraçoes, deixando de ser canalizada para atividades nobres, beneficiadoras, e se perde inaproveitada, sendo arrastada para caminhos impuros, cujas consequências prejudicam a vida em todo o Planeta.
As escolas permanecem fora de sua missão ao dar prioridade para atividades menores ligadas ao imediatismo de acumular bens e dinheiro. No entanto, o dinheiro e os bens não devem ser menosprezados, merecendo atenção e cuidados. O perigo é acorrentar-se às posses como prioridade máxima da vida. A meta principal das escolas deveria ser o preparo dos seres humanos para um viver condigno com a nossa espécie, beneficiando e embelezando tudo a nossa volta.
Diz uma frase célebre atribuída a Oscar Niemeyer: Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida. Eu só acrescentaria o seguinte: E toda escola destinada à educação infantil deveria mostrar as belezas e o funcionamento da natureza para as crianças, para que percebam que também fazem parte da natureza, amando-a e respeitando-a, buscando significados.
Estamos diante de uma situação bem diferente do século passado quando muitos jovens tinham um forte anseio de saber o porquê das coisas. Atualmente nos defrontamos com a apatia de muitos jovens que, influenciados pelos apelos da vida moderna, nada querem saber do sentido da vida, levando uma vida superficial, atravessando seus dias sem um olhar atento ao seu redor.
Falando para a revista Veja, Rosalins Wiseman, escritora especialista em bullying, disse que é entusiasta da internet, mas acha que, se não for bem usada, pode incentivar o vazio intelectual mais do que criar gente curiosa e pronta para refletir sobre o mundo em que vivemos.
A busca por respostas está incrustada na essência humana, mas em muitas pessoas isso pode estar adormecido sob o efeito de um continuado bombardeio de estímulos externos para manter os olhos fechados, e a ânsia por saber entorpecida. Há quem considere que a maioria dos seres humanos esteja adormecida, atormentada pelo sentimento de medo, de forma consciente ou não, sem ter despertado a sua verdadeira essência humana. Não conseguem elevar o olhar, buscando compensação na sexualidade irresponsável e nas drogas.
Grande parcela das novas gerações age com o chamado “espírito do século 21”, que diante de tantos problemas globais de difícil solução, não quer se preocupar com os porquês, desejando se entregar ao momento. Considera o futuro desconhecido e incerto ao perceber que ninguém consegue entender a complexa situação de nosso mundo canibal, nem encontrar soluções efetivas. Os jovens que se ocupam com o sentido da vida, não raro, são considerados como dotados de comportamento estranho por seus colegas.
Com desconfiança de tudo e de todos muitos jovens tornam-se extremamente individualistas, cada um para si, liberando inveja e cobiça, o que os coloca em permanente estado de competitividade, preocupados principalmente em aproveitar o que a vida oferece de prazeroso. A energia que sempre permanece à disposição dos seres humanos não é aproveitada por grande parcela das novas geraçoes, deixando de ser canalizada para atividades nobres, beneficiadoras, e se perde inaproveitada, sendo arrastada para caminhos impuros, cujas consequências prejudicam a vida em todo o Planeta.
As escolas permanecem fora de sua missão ao dar prioridade para atividades menores ligadas ao imediatismo de acumular bens e dinheiro. No entanto, o dinheiro e os bens não devem ser menosprezados, merecendo atenção e cuidados. O perigo é acorrentar-se às posses como prioridade máxima da vida. A meta principal das escolas deveria ser o preparo dos seres humanos para um viver condigno com a nossa espécie, beneficiando e embelezando tudo a nossa volta.
Publicado em 29-Mar-2012, por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Inteligente é quem escolhe bem
Inteligente; Inteligência.
Duas palavras que soam bem em qualquer ocasião.
Tem uma conotação positiva quando se pensa "tal pessoa é inteligente".
Quem não que ser considerado inteligente? Quem não gosta de trabalhar ou conversar com pessoas inteligentes?
Inteligente oriunda do latim. INTELLIGENTIA, de INTELLIGERE, "discernir, compreender, entender", formado por INTER-, "entre", mais LEGERE, "escolher, separar". No século XV passou a abranger "informações obtidas por meio sigiloso".
Podemos concluir que ser inteligente não mais é do que fazer as escolhas certas.
Qualquer um pode ser inteligente independente do grau de instrução ou formação acadêmica, mas é óbvio que quanto mais informação melhor preparada está para enfrentar uma determinada situação. Algumas dicas...
Primeiro: esteja consciente das suas escolhas. Bem ou mal o tempo todo fazemos escolhas. Desde o que comemos no café da manhã, decisões profissionais, até mesmo o horário certo para dormir e revitalizar suas energias. Nada de deixar ao acaso, pense em que tal decisão irá afetar a sua vida e de pessoas próximas a você. Em vendas é assim! Você toma decisões que melhoram o bem-estar do seu cliente? Como posso fazer o meu cliente se beneficiar com o meu produto? Escolha sempre a favor do cliente desde que isso não afete a saúde financeira da sua empresa.
Segundo: compreenda a situação. Para de presumir! Ouça atentamente o seu cliente, pergunte mais e fale menos. Por vezes o cliente acha que sabe e não sabe, mas por vezes ele sabe e você não sabe! Desça do seu pedestal e tente compreender os sonhos, anseios, medos e inseguranças que cercam o seu cliente antes de decidir pela sua empresa. Cada venda é um aprendizado. Aprenda com isso!
Terceiro: faça as escolhas certas. Decidir certo é fácil. Difícil é arcar com as consequências. Pense se a sua escolha gera um CÍRCULO VIRTUOSO ou um CÍRCULO VICIOSO. Já notou que o correto muitas vezes é o chato, é o careta, o quadrado? Agir corretamente e ser fiel a bons princípios faz parte da cartilha de qualquer profissional de sucesso. Pense em quem você admira! Que tipo de escolhas ele faz para a sua vida?
Quarto: ao obter a informação faça bom uso dela. A informação nunca esteve tão disponível e democratizada como hoje. Internet, livros, TV, cinema, rádios, revistas; enfim você hoje você tem acesso ao que décadas atrás era inimaginável. Mas informação não é poder. Transformar a informação em ação sim é poder. Essa é a diferença entre as pessoas de sucesso e as pessoas comuns. Elas fazem, persistem, erram, acertam, aprendem, sentem dor, caem, se levantam, mas de uma coisa eles nunca abrem mão: o direito de tentar fazer. Quem tenta, uma hora consegue.
No fim podemos perceber que ser inteligente é uma questão de escolher bem.
E você? Como andam as suas escolhas?
Paulo Araújo
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Publicado em 26-Mar-2012, no site: www.gestopole.com.br
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Exames de (In)suficiência
Exames de proficiência, cada vez mais utilizados no País por entidades de classe, representam um avanço no processo educaional ou a cristalização de um anacronismo?
Passo a expor abaixo algumas das reservas que tenho em relação a essa prática que cada vez mais preocupa os jovens – outros não tão jovens assim – que freqüentam as universidades e que temem ver seus sonhos de trabalhar em determinada área interrompido por rigorosos e restritos exames ditos de proficiência.
Sabemos que compete às Instituições de Ensino Superior, autorizadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), o papel de formação de quadros de profissionais de nível superior no Brasil. Essa competência se refere às licenciaturas, aos tecnólogos, aos bacharéis e, ainda, à formação de mestres e de doutores. Transferir essa atribuição para os Conselhos e Ordens profissionais soa como colocar em dúvida a competência dessas IES no que diz respeito à preparação dos profissionais. O que está errado, então, é formação propiciada pelas IES, fonte e limite do problema da má qualificação profissional no Brasil. Ora, por que não capacitá-las e supervisioná-las efetivamente para que cumpram o seu papel institucional?
Colocar os Conselhos e Ordens Profissionais para cumprirem esse papel representa que o MEC abdica de suas competências institucionais em favor das entidades classistas, cujo foco institucional deve ser o profissional formado no exercício do trabalho e não na qualificação do estudante durante o seu curso de formação. Os Conselhos e Ordens profissionais não são apêndices ou sucursais do MEC para suprir, na sua ausência e incapacidade, uma deficiência flagrante que o próprio MEC se mostra incompetente para equacionar adequadamente.
Por que não questionar o próprio MEC por desídia e omissão no desempenho de suas competências e responsabilidades? Se o MEC não sabe ou não cumpre o seu papel que aprenda a fazê-lo. É o MEC e apenas o MEC que tem a responsabilidade de constantemente avaliar a qualidade dos diversos cursos de nível superior; é ele próprio que os autoriza e reconhece; que lhes garante legalidade e legitimidade na concessão de seus diplomas. Será que os Conselhos e Ordens, em apenas um exame de suficiência em processos massivos de seleção, têm mais capacidade objetiva de afastar do mercado cidadãos profissionalmente incapazes, pois mal formados para o desempenho de determinado ofício?
Seriam os Conselhos e Ordens mais competentes em avaliação num só exame de suficiência do que a universidade em que esses mesmos cidadãos passaram pressupostamente milhares de horas em processo de formação profissional? Em especial quando os processos seletivos de que ambos se valem (academias e entidades profissionais) são os mesmos, academicistas e teóricos, meras repetições de suas estruturas de conteúdo e de forma de seleção. As provas de suficiência são da mesma natureza dos exames vestibulares de seleção para o ingresso na universidade. Os cursinhos para o vestibular se repetem nos cursinhos para exame de ordem; a literatura técnica é sempre a mesma, apenas variando nos apelos mercadológicos de venda de livros e de compêndios de uns e outros, sempre prometendo aprovações miraculosas. E as provas utilizadas são de mesma natureza e na mesma direção e sentido.
Até que ponto esses exames, por imprecisão em suas aferições e métricas, não alijam do mercado de trabalho profissionais que possuem certas competências, habilidades e atitudes que são, muitas vezes, expressamente demandadas e valorizadas pelo mercado, mas absolutamente não captados pelo tipo de exame academicista que se repete sucessivamente nos mesmos testes de seleção, tanto no sistema universitário como nos realizados por Conselhos e Ordens?
Não esqueçamos: os que preparam os exames de suficiência dos Conselhos e Ordens são, o mais das vezes, os mesmos profissionais das áreas respectivas que desempenham funções de magistério nas universidades. Se falham no ensino, na formação e na seleção de seus alunos nas faculdades, por que não o fariam também de forma defeituosa na preparação das questões seletivas das provas de suficiência? São quase sempre os mesmos, lá e cá, ora como professores das universidades, ora como profissionais membros das juntas de seleção dos exames de suficiência.
Devemos levar em consideração que uma prova não é capaz de aferir tudo o que o profissional conseguiu apreender nos bancos escolares. Estamos falando de conhecimentos formal e tácito, de técnicas e de vivência profissionais, de elaboração intelectual de um projeto e da importância de relacionamento com os demais interessados em determinada atividade. Um exame de duas horas pode no máximo ser muito eficiente em apontar aqueles que foram competentes o suficiente para decorar e entender o que está nos livros e apostilas de cursos preparatórios para essas provas. Há que se ter cuidado para não tirarmos do mercado de trabalho profissionais que são destinados a ocupar segmentos da economia (micro empresas, por exemplo) ou a trabalhar em regiões que embora não tenham tanto destaque na mídia fazem parte da cadeia produtiva e, portanto, precisam de mão-de-obra que razoavelmente dê conta do recado.
Se os exames de proficiência forem obrigatórios e se destinarem a privilegiar apenas os "profissionais excelentes", corremos o risco de ver o Brasil desabastecido de profissionais que, mesmo não sendo brilhantes academicamente, podem ser úteis em diversos estratos sociais importantes, se, evidentemente, tiverem formação profissional ajustada às necessidades de mercado e não às necessidades da academia, como hoje se faz já que essas provas de ordem focam primacialmente o conhecimento teórico acadêmico. Esses exames de ordem são uma ode ao anacronismo na sociedade do conhecimento. A obsolescência do conhecimento é inexorável, que se inicia no dia posterior à realização do exame de ordem.
No âmbito do Sistema CFA/CRA discute-se a aplicação de uma prova, não obrigatória, que possa conferir aos profissionais esse tipo de "certificação de qualidade" em áreas específicas da Administração: recursos humanos, logística, finanças, marketing, gestão ambiental, etc. Mas ainda não há previsão para o início desse exame de proficiência que, defendo, deve ser facultativo e, repito, apenas e simplesmente uma certificação não obrigatória, de opção explicitamente facultativa. O Sistema CFA/CRA-RJ tem que lutar pela denúncia e pelo fechamento das entidades educacionais deficientes no ensino de Administração. Não pode continuar a vê-las como nacos generosos de consultoria acadêmica a serem compartilhados pelos "enturmados" no MEC e com os donos dessas faculdades deficientes, máquinas caríssimas de má formação profissional.
Afinal, esses projetos de consultoria, o mais das vezes, acabam apenas por dar uma sobrevida ao que já não mais podia existir, sem promover qualquer melhoria efetiva do desempenho acadêmico, mas tão-somente, e nem sempre, apenas dando-lhes cumprimento dos ritos e dos formalismos academicistas tão em voga na pesada, empoada e lerda burocracia do MEC.
Publicado em 23-Mar-2012, por Wagner Siqueira, no site: www.gestopole.com.br
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domingo, 6 de maio de 2012
Escolhas e consequências!
As filosofias indianas – hinduísmo e, em especial, o budismo -, enfatizam a natureza cíclica da existência, a efemeridade das coisas, os efeitos tóxicos dos desejos e a importância do desapego. Nesse sentido, o apego a si mesmo, aos outros e às coisas é a principal causa do sofrimento humano.
Em geral, a filosofia indiana sustenta que devemos fazer tudo com o coração, como um serviço, não somente para colher os frutos que resultam do nosso trabalho, mas para contribuir, da melhor forma possível, ao desenvolvimento do equilíbrio e a busca da paz.
De acordo com o pensamento budista, tudo que fazemos tem consequências, inclusive o nosso comportamento moral, embora seja difícil dizer quanto tempo leva para uma consequência se manifestar. De uma maneira ou de outra, ela vai aparecer.
O ser humano não escolhe estar numa situação específica ou não, mas as escolhas determinam a situação em que se encontra. Ao escolher entre o bem e o mal, é provável que coisas boas aconteçam, se escolher o bem, é óbvio, caso contrário...
O poder da escolha transfere parte da responsabilidade e do controle às pessoas, o que provoca ansiedade. Fique quieto e tudo se resolverá. Manifeste-se e pagará o preço. Escolhas são assim, sempre haverá consequências. O que você não pode é transferir a responsabilidade para os outros.
Você já encontrou alguém que ao ganhar na loteria, ou receber qualquer outro tipo de prêmio, saiu reclamando de tamanha injustiça? Por que comigo? O que foi que eu fiz de errado para merecer este prêmio? Isso não é justo!
Por outro lado, para eventos de natureza negativa, a maioria das pessoas está sempre pronta para amaldiçoar. Uma doença, por exemplo, é motivo de revolta e questionamento: tanta gente ruim por aí e foi acontecer logo comigo.
Os eventos, em geral, ocorrem para todas as pessoas e são aleatórios, portanto, não temos controle absoluto sobre eles. Nesse caso, a filosofia budista faz muito sentido: o que importa não é o que lhe acontece, mas o que você faz com o que lhe acontece na vida.
Reclamar é um péssimo hábito, do qual poucas pessoas conseguem se livrar e, para muitos, é cômodo mantê-lo. É bem mais fácil devanear, transferir a culpa para o parceiro, o governo ou a sociedade.
Se os eventos são aleatórios, as escolhas não. Você pode escolher entre a dor e a rebeldia ou o bom humor e a alegria. As consequências podem ser visualizadas com antecedência, portanto, estará sempre em suas mãos.
Haja o que houver, eu já fiz a minha escolha. Quero viver bem, defender o bem, fazer o bem. Não tenho a mínima pretensão de me tornar mártir nem herói, nem rico nem pobre. Desejo apenas ser bom e ser lembrado.
Pense nisso e seja feliz!
Publicado em 26-Mar-2012, por Jerônimo Mendes, no site: www.gestopole.com.br
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sábado, 5 de maio de 2012
Construir o futuro
Por Benedicto Ismael C. Dutra
Já cultivamos excessiva neutralidade e indiferença quanto a colocar um olhar atento sobre o que seria o nosso futuro como consequência do nosso modo de viver. Para alcançar um mundo mais humano, temos de primeiramente abrir os olhos para enxergar a atual realidade de insegurança e medo que estamos enfrentando. É indispensável para isso a participação dos cientistas, artistas e jornalistas, para examinar o mundo que estamos forjando para o futuro. Sem defendermos os valores que contribuem para o aprimoramento humano, a melhora será inviável. Está faltando um voluntariado para fortalecer a esperança de desenvolvermos uma nova civilização através de uma nova humanidade.
Como poderemos alcançar o progresso real? Como preparar e educar as novas gerações? Como deter a trajetória da decadência humana? Necessitamos desenvolver em cada ser humano a consideração e o respeito ao próximo, de conformidade com as leis da Criação, que auxiliam os que se movimentam no sentido certo. Os seres humanos se deixaram dominar pelas emoções ruins que se instalam no cérebro, onde são nutridas e fortalecidas se não fizermos um esforço para conservar limpo o foco dos pensamentos, sem o que não ouvimos a intuição. O fortalecimento da emoção ruim provoca desequilíbrio emocional, que causa danos ao bom funcionamento dos órgãos de nosso corpo, provocando doenças.
Necessitamos motivar os estudantes a se aprimorarem como seres humanos, para que fujam da precarização, que está se instalando em todos os segmentos da vida como se fossemos escravos desumanos. Os jovens precisam ser incentivados a desenvolver análises independentes e reflexões que fortaleçam os sentimentos intuitivos próprios. Insensibilizados, os seres humanos não mais querem perceber as previsíveis consequências do atual embrutecido e antinatural modo de viver.
O desenvolvimento pessoal deveria nos ter feito humanos de fato no modo de ser, isto é, seres humanos. Escravizados ao querer egoístico, os humanos têm construído o futuro com displicência, de forma irresponsável, visando interesses imediatos. Mas isso está mudando. A construção do futuro não mais poderá subordinar-se aos caprichos da vontade errada da humanidade como até agora; terá de seguir o sentido da vida organizado pelas leis da Criação, pois as consequências negativas não mais se fazem esperar, eclodindo aceleradamente.
Aqui não se trata de defender socialismo ou o capitalismo, mas da busca de um novo caminho para um mundo melhor. Ou defendemos e colocamos em prática os mais elevados valores humanos, ou o caos geral estará cada dia mais próximo de nós. Urge fortalecer a vontade de acabar com as lacunas e os falsos pressupostos, rompendo as muralhas que aprisionam o espírito livre, possibilitando a busca do saber real e natural, que conduzirá os humanos a uma nova visão do mundo e a uma nova maneira de viver, apta a produzir um futuro de paz e harmonia com o todo.
Publicado em 16-Mar-2012, 6:19 PM por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A arrogância é o tapete da sala da incompetência
Qualidade de vida está diretamente ligada à competência. Esse não é um atributo desejado apenas no mundo dos negócios.
As boas relações nas famílias e com os amigos também têm em seu alicerce um conjunto de competências.
Competência provoca a magia da simpatia e empatia.
Simpatia significa estar ao lado, ouvir, dar atenção, abrir as portas para a compreensão. Contudo, a simpatia nem sempre traz a solução. Não adianta só dizer à criança que embaixo na cama não há monstro ou ao colaborador que a planilha não é tão complicada de usar. A corrente das boas relações tem os elos das simpatias entrelaçado aos elos das empatias.
Empatia é colocar-se no lugar da pessoa. Ir com a criança espiar embaixo da cama, sentar com o colaborador, enquanto este se esforça no uso da planilha e entendimento do problema, trocando de cadeira se necessário.
Toda relação coloca frente a frente duas pessoas, pelo menos. Esse contato pode ser desejadamente amistoso e amigável, ou indesejadamente turbulento. A soma das experiências e comportamentos é determinante na qualidade das relações.
Falar sobre o homem é refletir sobre seu caráter e personalidade. Caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas possuem desde o nascimento. Já a personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar os modelos mentais.
Competência, como costumamos tratá-la, é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem tomar boas decisões e que produzem efeitos favoráveis na condução de questões complexas. Ainda que alguém possa defender a possibilidade de seu uso em sentido negativo, fiquemos com as boas intenções.
O primeiro passo para alcançar a competência é abertura mental, que leva à disposição de aprender. Temos que nos lembrar, sempre, que nossas portas psicológicas só abrem por dentro.
O processo de aprendizado e ensino tem um ingrediente que faz o mundo sempre melhor: a generosidade.
Dar uma aula, porque esse é o trabalho que permite ao cidadão uma renda, sem que resulte em aprendizado, não significa ensino. Frequentar um curso para constar em currículum, não significa aprendizado.
Nas duas situações a generosidade não se fez presente. Dessa forma, está concretizada a falência do processo que permite subir a escada do conhecimento. Este, com grande probabilidade, foi afetado pelo vírus que tece o tapete da arrogância. A arrogância é caracterizada pela falta de humildade.
A escada do conhecimento exige, sempre, que os envolvidos desçam alguns degraus para que juntos possam retomar a caminhada. Nesse ponto é que a altivez, a soberba, o orgulho excessivo, a vaidade, impedem que a possibilidade de aprendizado ou a aceitação da ajuda oferecida se tornem elementos de solução.
Estendido o tapete da arrogância, para baixo deste serão varridos as fragilidades e os problemas encontrados na sala da incompetência. Para desconforto de quem a visita, e desespero daqueles que tem a responsabilidade por sua manutenção, quanto maior a sala, maior o tapete.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
A competência atrai aliados, a incompetência aproveitadores
A vida nunca foi fácil, mas pode ser boa!
Notícias ruins:
Alguns estudos afirmam que eventos de extinção em massa ocorrem no nosso planeta a cada 27 milhões de anos.
Menos de cinco por cento das pessoas que ganharam boladas na loteria ainda tem uma boa soma.
A história mostra que o homem em sua existência experimentou apenas 300 anos de Paz absoluta.
Notícias boas:
Não temos qualquer previsão de eventos de extinção em massa para este ano.
Ainda há pessoas que conseguem guardar o dinheiro que ganharam em loteria.
Apenas 300 anos de paz absoluta não é muito, mas pessoas puderem e podem ter uma vida sem enfrentar brutalidades.
Veja que algumas situações não dependem de nossas escolhas, mas a maioria sim. Estas determinarão a qualidade das nossas vidas.
Escolha tem a ver com decisão. Decisão com competência. Competência com experiência. Experiência com conhecimento. Conhecimento com decisão.
Ops, parece que voltamos ao princípio!
Lembra da frase: Nós somos produtos das nossas escolhas?
Competentes ou incompetentes para tratar de uma questão têm que ser caracterizada como a situação em que nos encontramos, naquele momento.
Podemos mudá-la, obtendo conhecimento ou contratando-o. Mesmo em situações em que, como colaborador, seria nossa função tratar de um assunto, muitas vezes é possível negociar a troca de expertise. Boas parcerias permitem a colaboração e a maximização da aplicação dos talentos.
A construção da competência se faz com intercâmbio de experiências e abertura mental para o aprendizado. A competência é um estado, por isso passageiro. Dessa forma, temos que nos manter alertas e bem relacionados para torná-la perene.
Esse exercício atrai aliados, todos alinhados com essa conduta.
Na contramão está a incompetência. As pressões por solução na vida empurram as pessoas no sentido do aprimoramento, contudo nem sempre esse é o modelo mental. A nossa personalidade se forma com as experiências de vida, que contribuem para formar os modelos mentais, não deveríamos, então, todos, agir da mesma forma?
Uma grande lição nos diz que importante não é apenas o que sabemos, mas o que fazemos com o que sabemos. Note que há um modelo mental nesse exercício apontando caminhos.
O alicerce desse edifício é o caráter, e aqui reside um dos grandes mistérios do homem.
Lembremos que caráter é o conjunto de aspectos congênitos que as pessoas possuem desde o nascimento.
Basta ver que duas pessoas que passaram pelas mesmas experiências, não reagem da mesma maneira. Uma pode se tornar maldosa e negativa, e a outra extremamente generosa e dedicada a impedir que aqueles fatos não mais se repitam.
Esse esforço, dedicação, comprometimento, capacidade de superação, poder de arregimentação, generosidade para estabelecer alianças, geram o campo de força da competência, que impede recuos e desvios.
O trabalho da incompetência não é de construção, mas de obtenção do maior proveito, pelo tempo que for possível.
Nas terras da incompetência, as minas que saciam a sede evaporam pelo calor dos interesses e secam rapidamente pela gulodice.
Cercadas e agitadas por aproveitadores, essas minas não são capazes de oferecer águas frescas por muito tempo.
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
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Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
Módulos de amor especializados
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| Pesquisadores sugerem que o cérebro subdivide a tarefa complexa da “emoção prazerosa” em diferentes aspectos parciais | ||||||
Surpreendentemente, nenhum dos participantes acabara de se apaixonar, todos estavam em uma relação mais longa, de dois anos em média – e extremamente satisfatória. Mas a seleção tinha funcionado: ao responderem a um questionário psicológico do amor já aplicado a centenas de apaixonados, os voluntários atingiram “valores de amor” bastante altos. Para maior garantia, foi aplicado um teste psicológico suplementar que, à semelhança de um detector de mentiras, se fundamentava na medição da resistência da pele. Quase todos os voluntários suaram diante da foto do parceiro. Os apaixonados foram submetidos à tomografia de ressonância magnética funcional, procedimento que torna visível a atividade de várias áreas cerebrais em determinado momento, com alta resolução espacial. “É verdade que o desconfortável tubo do escâner não é exatamente propício à produção de sentimentos amorosos; ainda assim, mostramos ao voluntário uma foto da pessoa amada, pedindo que relaxasse pensando nela e todos relataram, apesar das condições desfavoráveis, sentir claramente o próprio afeto”, diz Andreas Bartels. Como medida de controle, os voluntários observaram fotos de três colegas do mesmo sexo e idade de seus parceiros, e os neurocientistas compararam a atividade cerebral nas duas situações distintas. Quatro áreas diferentes, bem pequenas, se iluminavam apenas quando os participantes pensavam carinhosamente nos parceiros. Todas elas se localizavam espelhadas nas duas metades do cérebro no sistema límbico, que controla as emoções. Não foram encontradas diferenças significativas de atividade no córtex óptico entre a reação às fotos do parceiro e às de colegas. Ao que parece, o “cérebro visual” apenas transmite a informação objetiva ao “cérebro emotivo”. A imagem da atividade no sistema límbico, porém, diferenciava-se claramente de modelos antes encontrados em estudos de emoções positivas. No caso das quatro áreas ativadas, trata-se, então, efetivamente de algo como “módulos de amor especializados”. Provavelmente, cada um deles tem uma função específica. Assim, drogas estimulantes como a cocaína, por exemplo, ativam áreas bem mais extensas do cérebro, incluindo os quatro módulos do amor. É possível pensar que o amor seja compreendido não apenas do ponto de vista psicológico, mas também pelo enfoque neurológico. Além disso, essas zonas neuronais distinguem o amor da pura excitação sexual. O desejo estimula regiões do hipotálamo que em outras experiências ficam inativas. Por outro lado, o amor sensual parece ativar o núcleo caudado e o putâmen, áreas onde estão dois dos módulos do amor. É possível considerar que eles tragam o elemento erótico para o amor romântico. O terceiro módulo do amor está localizado no córtex cingular anterior, estrutura que nos ajuda a reconhecer os próprios sentimentos e os do parceiro – capacidade certamente essencial para manter um relacionamento amoroso. O quarto módulo, por fim, é uma parte da ínsula situada no interior do diencéfalo que tem diversas funções. Talvez a principal seja identificar “pessoas interessantes”, já que sua atividade aumenta quanto mais atraentes forem os rostos apresentados. Aparentemente, essa estrutura integra a percepção visual ao mundo emocional. Além disso, parece receber informações da região estomacal: talvez o “frio” na barriga faça uma “parada” na ínsula antes de encontrar o caminho até a consciência. | ||||||
terça-feira, 1 de maio de 2012
Depressão e dependência química
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| Estudo sugere que o uso de drogas aumenta as chances de desenvolver transtornos psíquicos | ||||||
Cientistas da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, observaram que camundongos que receberam doses diárias de cocaína durante uma semana mostraram sintomas depressivos depois de ser submetidos a situações estressantes, como ficar em uma mesma gaiola com outro roedor mais agressivo, comportamento semelhante ao de ratos com dificuldades para interagir socialmente. Segundo os pesquisadores, as moléculas presentes no núcleo accumbens regulam a atividade de alguns genes e costumam ser encontradas em baixos níveis em camundongos com tendência à depressão e ao estresse – alterações que não devem ser entendidas como mero efeito do uso de drogas, mas como uma potencial causa de transtornos psíquicos. | ||||||
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