segunda-feira, 5 de julho de 2010

Encantos da Música III



por KAREN SCHROCK
©MIRENSKA OLGA/ SHUTTERSTOCK

[continuação]

Mas os tons recrutam outros sistemas cerebrais – principalmente os que governam as emoções como medo, alegria e tristeza. Por exemplo, danos à amígdala prejudicam a capacidade de sentir temor e tristeza em resposta à música. “Há uma grande possibilidade de que a música seja simplesmente um efeito colateral de sistemas que evoluíram por outros motivos”, diz o cientista auditivo Josh McDermott, da Universidade de Nova York. A ativação simultânea que a música causa em diversos circuitos neurais parece produzir efeitos notáveis. Em vez de facilitar um diálogo amplamente semântico, como faz a linguagem, a melodia media a comunicação emotiva. Quando um compositor escreve uma lamentação, ou pancadas com ritmo empolgante, revela não só seu estado emocional, mas faz com que os ouvintes sintam o mesmo. Diversas pesquisas indicam que a música conduz a emoção pretendida para aqueles que a escutam.

No final dos anos 90, a neurocientista Isabelle Peretz e seus colegas da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriram que ouvintes do Ocidente concordam, universalmente, sobre o fato de uma música que usa elementos tônicos ocidentais ser alegre, triste, assustadora ou tranquilizante.
O conteúdo emocional da música pode ser culturalmente transparente. No ano passado, o neurocientista Tom Fritz, do Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências Cerebrais, em Lípsia, Alemanha, e seus colegas expuseram membros do grupo étnico Mafa, de Camarões, que nunca haviam ouvido música ocidental, a trechos de peças clássicas de piano. Os pesquisadores descobriram que os adultos que apreciaram essas obras identificavam-nas como animadas, melancólicas ou capazes de causar medo, da mesma maneira que os ocidentais fariam. Logo, a capacidade de uma música de transmitir determinada emoção particular não depende, necessariamente, de uma base cultural.

Do site: www.mentecerebro.com.br

Revista Mente & Cérebro n° 209, de junho/2010

domingo, 4 de julho de 2010

Encantos da Música II


por KAREN SCHROCK
©GINA SMITH/SHUTTERSTOCK

[continuação]

Evidências também indicam que a música faz aflorar respostas previsíveis em pessoas de culturas diversas, com capacidades intelectuais e sensoriais variadas. Até mesmo recém-nascidos e adultos com cognição prejudicada apreciam a musicalidade. “A música parece ser a forma mais direta de comunicação emocional, uma parte importante da vida humana, como a linguagem e os gestos”, afirma o neurologista Oliver Sacks, da Universidade Colúmbia, autor de Alucinações musicais – Relatos sobre a música e o cérebro (Companhia das Letras, 2007) e Musicofilia (Relógio D’água, 2008). Tais comunicações fornecem um meio para as pessoas se conectar emocionalmente e, assim, reforçar os vínculos que são a base da formação das sociedades humanas – o que certamente favorece a sobrevivência. Ritmos podem facilitar interações sociais, como marchar ou dançar juntos, solidificando relações. Além disso, os tons nos afetam individualmente manipulando nosso humor e, até mesmo, a psicologia humana de forma mais efetiva do que palavras – para excitar, energizar, acalmar ou promover a boa forma física.

Gramática emocional

Desde a década de 50, muitos psicólogos tentaram explicar o poder da música, comparando a apreciação musical com a fala. Afinal, tanto para o entendimento da música quanto do discurso é necessária a capacidade de detectar sons, em seu nível mais primitivo. O córtex cerebral auditivo é reconhecido hoje como responsável pelo processamento dos elementos musicais mais básicos como a altura (frequência de uma nota) e volume; as áreas auditivas secundárias vizinhas digerem padrões musicais mais complexos, como harmonia e ritmo.
Além disso, tanto a música quanto a linguagem contêm uma gramática que as organiza em componentes menores, como palavras e acordes, frases feitas de prosódia (a linha melodiosa da fala), tensão e resolução. De fato, a música excita regiões cerebrais responsáveis pelo entendimento e pela produção da linguagem, incluindo a área de Broca e a de Wernicke, ambas localizadas no hemisfério esquerdo, na superfície do cérebro. (Embora a maioria das pessoas processe a linguagem principalmente no hemisfério esquerdo, mas codifique aspectos da musicalidade em regiões análogas no direito.) Sendo assim, a
sintaxe musical – a ordem de acordes numa frase, por exemplo – poderia levar ao aparecimento de mecanismos ligados à organização e ao entendimento da gramática.

Do site: www.mentecerebro.com.br

Revista Mente & Cérebro n° 209, de junho/2010

sábado, 3 de julho de 2010

Encantos da Música I


Novas pesquisas explicam o poder dos sons sobre o que sentimos e os benefícios para o bem-estar físico e mental; entre seus efeitos estão o favorecimento da coesão social e de conexões empáticas entre os membros de um grupo
por KAREN SCHROCK (*)
©ALEXANDRU CHIRIAC/SHUTTERSTOCK

Passei alguns dos momentos mais emocionantes de minha vida conectada à música. Na faculdade, meus olhos frequentemente se enchiam d’água durante os ensaios do coral duas vezes por semana. Eu me sentia relaxada e em paz, mas, ainda assim, excitada e alegre e, ocasionalmente, a emoção era tanta que sentia uma espécie de arrepio. E me sentia ligada aos meus companheiros de música de uma maneira que não acontecia com amigos que não cantavam comigo. Frequentemente, eu me questionava por que sons melodiosos desencadeavam tais sentimentos e sensações. Filósofos e biólogos têm feito essa mesma pergunta por séculos, considerando que os humanos são atraídos de forma universal para a música. Ela nos consola, anima, marca momentos especiais e favorece a criação de laços – mesmo não sendo necessária para a sobrevivência ou a reprodução.


Cientistas já concluíram que a influência da música pode ser um evento casual, que surge de sua capacidade de mobilizar sistemas do cérebro que foram constituídos com outros objetivos – como dar conta da linguagem, da emoção e do movimento. Em seu livro Como a mente funciona (Companhia das Letras, 1998), o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva”, feita para “pinicar” áreas cerebrais envolvidas em funções importantes. Mas, como resultado desse acaso, os sons harmoniosos oferecem um novo sistema de comunicação, com base mais em percepções sutis que em significados. Pesquisas recentes mostram, por exemplo, que a música conduz certas emoções de forma consistente: o que sentimos ao ouvir algumas canções e melodias é bastante similar ao que todas as outras pessoas na mesma sala sentem.

(*) Editora da Scientific American Mind

Fonte: www.mentecerebro.com.br

Revista Mente & Cérebro - Ed.209 de junho/2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Geração N

"Geração N": estamos criando jovens incapazes?

Autor norte-americano critica exagero dos pais em relação ao estímulo positivo dos filhos. O resultado? Uma geração de narcisistas

Clarissa Passos, iG São Paulo | 30/06/2010 09:32

Foto: Getty Images

Geração N: jovens que acham que não precisam se esforçar para nada

Rob Asghar, ensaísta e articulista norte-americano, aponta em um artigo recente no Huffington Post o surgimento do que ele chama de "geração N", formada por jovens narcisistas. Para ele, os pais norte-americanos, atormentados pela culpa por trabalhar muito ou por optar pelo divórcio, estão criando filhos sem limite algum. Inseguros, eles temem que o filho não goste deles, cedem a qualquer pedido das crianças e celebram toda e qualquer "conquista" do filho - até uma formatura de pré-escola.

O resultado é uma geração que se sente no direito de tudo, sem precisar trabalhar duro por nada. Rob cita uma pesquisa desenvolvida em conjunto pela San Diego State University e pela University of South Alabama, que concluiu que o narcisismo dos jovens norte-americanos cresceu nos últimos 15 anos - e que os Estados Unidos podem passar por problemas sociais quando estes jovens chegarem à idade adulta e assumirem cargos de poder.

O estudo, que envolveu dezenas de milhares de jovens universitários, detectou traços de "auto-respeito exagerado" e de um "infundado senso de merecimento". Alguns pesquisadores chegaram a afirmar que a crise econômica mundial recente, desengatilhada por decisões de alto risco, já seja um resultado do narcisismo da geração.

Para Maria Irene Maluf, especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial, esse cenário é comum aqui no Brasil também. Os pais que temem perder o amor dos filhos representam uma inversão absoluta de papéis. "Na minha época - eu tenho 57 anos e minha filha, 32 - eram os filhos que temiam perder o amor dos pais", contrapõe. Hoje, este temor influencia até na transmissão de valores.

Oprimidos pela culpa ou afundados no próprio narcisismo, os pais temem colocar limites em seus filhos e criam crianças que serão eternamente dependentes deles. Sem parâmetros claros, as crianças crescem sem valores: não sabem respeitar os pais, pois nunca ouviram uma repreensão simples como "enquanto uma pessoa fala, a outra escuta". Se alimentam mal e só comem quando querem, pois jamais os pais foram firmes e exigiram que ela se sentasse à mesa durante uma refeição. "Limite é a ética em ação", explica Maria Irene. "Pais e mães narcísicos criam fracos", resume.

Idade da influência

O psicólogo Caio Feijó, autor de "Pais Competentes, Filhos Brilhantes" (editora Novo Século), ressalta a importância do papel de pais e mães nas expectativas e na autoimagem da criança - e alerta que esse poder é limitado pelo tempo. "Os pais só têm uma influência grande sobre os filhos até antes da puberdade, por volta dos 10 ou 11 anos. Depois disso, vem o resultado", diz.

"Dependendo de como os pais conduzem essa influência, eles criarão expectativas nos filhos sobre o que eles podem ou não alcançar", continua. E o estímulo em excesso pode prejudicar tanto quanto chamar seu filho de "burro" ou de "inútil", especialmente quando este estímulo indica uma projeção - por exemplo, aquele pai que é dentista e sempre comenta que o filho "vai ser um dentista genial, igual ao papai", ou aquela mãe que sempre quis ser bailarina, mas não pôde estudar quando pequena, então matricula a filha em aulas diárias da dança, ainda que a menina não mostre o menor talento ou interesse pelas sapatilhas. "A superproteção traz consequências tão graves quanto o abandono", finaliza.


Do site: http://delas.ig.com.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O outro lado das VUVUZELAS!!!


Um grito ecoa no ar,
sua atenção eu quero chamar!
Será que eu não posso esperar?
Para que eu gritar, se nada vai adiantar...
Uma pausa no tiroteio, notícias da televisão.
É hora de jogo, do gol e da emoção.
Um segundo apenas e todos viram irmão.
A lágrima e a dor, entalados no coração.
Um jogo, uma equipe, sonho ou ilusão
A fome, a riqueza, o poder e a corrupção.
Sentimentos confusos, o povo dizendo um não.
Fatos, manchetes em plena demonstração.
A natureza gritando, pedindo uma solução.
Um grito ecoa no ar!
As vuvuzelas voltaram a tocar,
não basta só observar
é hora de acordar!

Jeanete Zambelli

Do blog: http://jeanetezambelli.blogspot.com

Brasileiro é um tipo engraçado.

Brasileiro é um tipo engraçado.

Preocupa-se com cada um dos 23 jogadores que vai à copa e uns outros 500 que não foram convocados. Mas não questiona a escalação dos nossos ministros, presidentes de CPI e que tais. Aliás, o brasileiro não quer saber nem quem é o síndico do prédio.

Brasileiro é um tipo engraçado. Reclama de cada atitude do técnico da seleção, de cada erro de português que ele comete, de cada peça de roupa que ele usa. Fala mal quando ele é bonzinho, quando é grosseiro, quando é sem sal e quando é soberbo.

Brasileiro é um tipo engraçado. Fica louco para saber como o jogador emprega seu dinheiro, pago pela iniciativa privada mas não faz ideia do caminho que segue o imposto, que lhe é tirado à força.

Brasileiro é um tipo engraçado. Apesar de todos os percalços no trabalho, só procura o chefe pra perguntar a que horas será dispensado no dia do jogo: “"E depois, tem que voltar?".

Brasileiro é um tipo engraçado, mas tem todo o direito aos sete feriados na Copa. Afinal, brasileiro ganha mal. O salário não paga o brinquedo do filho, a mistura pro jantar. Em um esforço sobre-humano dá pra comprar camisa, bola, corneta, cerveja, rojão, bombinha, carvão, cerveja, carne, televisão gigante, televisão portátil, cerveja. O único problema é ter que ligar rapidinho antes que o crédito acabe e pedir pro amigo não esquecer de trazer... mais cerveja.

Aliás, falando em compras, reparou que foi só mudar o nome da corneta pra todo mundo sair achando que é novidade, pra virar febre e vender muito. E justo aqui, que ninguém nunca tem dinheiro para nada. (Nada?). Bom, emprego também não falta. Em tempos de Copa, o Centro de Apoio ao Trabalhador fica completamente vazio.

Os locutores e comentaristas brasileiros. Estes são terrivelmente engraçados. Maltratam o português, fazem observações redundantes. Vão de ufanistas a pessimistas dependendo da curva da bola. Isso irrita tanto o brasileiro que ele, em um momento raríssimo resolve se mobilizar. Usa toda sua criatividade e faz campanha mundial na internet. Com uma das mãos no computador manda os sujeitos todos se calarem. Com a outra, a do controle remoto, pedem para esses mesmos caras falarem um pouco mais alto, já que o sobrinho cometeu o sacrilégio de fazer um pouco mais de barulho no momento mais tenso do jogo mais importante da história do país do futebol.

Termina o jogo. Brasileiro bebeu porque “estávamos” perdendo , bebeu porque “empatamos” e bebeu porque “viramos” o jogo. Sim, tudo na primeira do plural, afinal é nossa vida que está em jogo. Ele sai na rua gritando e buzinando feito um louco. Mas basta tomar uma fechada pra amarelinha rasgar de ponta a ponta e o verde do incrível Hulk tomar o controle.

Dobra a esquina e dá de cara com uma batida policial. “"Pô, esses caras não tem o que fazer? Justo em dia de jogo do Brasil! Tanto bandido solto por aí!". Pois é... ele briga, xinga, perturba a paz dos vizinhos, usa explosivos vendidos ilegalmente, veste camisa pirata, vê o jogo pelo gato na TV a cabo, faz barbaridades no trânsito, dirige embriagado. Que injusta essa tal de polícia, que não perde a mania de trabalhar no sagrado dia de jogo.


Fui “inspirado" a escrever este primeiro post depois de ser acordado por cornetas às 7 da manhã em um dia que eu poderia levantar às nove. Uma manhãzinha fria e gostosa, com aquela neblina que mal enxergo a grade da sacada. Não citei nomes apenas por um motivo: quero reaproveitar o texto na copa que vem.

Texto de Andre Baptista

Do blog: http://blogandrebaptista.blogspot.com

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vejam só isso !!!

Labrador avisa menina diabética quando taxa de açúcar se altera

Cão treinado para detectar o nível de açúcar no sangue de seres humanos evita que menina britânica entre em coma

BBC Brasil | 30/06/2010 09:49


A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

Foto: BBC

Garota britânica é avisada por seu cão quando sua taxa de açúcar se altera

A cadela Shirley é um dos dez cães treinados pela entidade beneficente Cancer & Bio-detection para alertar diabéticos quando sua condição se deteriora e mora há quatro meses com a pequena Rebecca Farrar, que tem diabetes tipo 1.

"Ela salva a minha vida", diz Rebecca, que é a primeira criança a receber um cachorro para detectar sua doença. "Ela é minha melhor amiga." Shirley é capaz de sentir uma mudança de odor exalado pelo corpo de Rebecca quando sua taxa de açúcar cai ou sobe a níveis alarmantes.

O cheiro não é detectado por seres humanos e é um sinal emitido pelo corpo antes de outros mais aparentes, como palidez.

Ela então começa a lamber os braços e as pernas da menina para alertá-la. Desta forma, a menina ou sua mãe têm condições de tomar providências para evitar um colapso.

Alerta precioso

"Shirley percebe (a queda no nível de açúcar) bem rapidamente e começa a lamber as mãos e pernas de Rebecca até ela tomar uma Coca-cola ou ingerir açúcar, que elevam seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e dá o alerta", explica a mãe de Rebecca, Claire.

A mãe lembra de um episódio em que ninguém percebeu que a taxa de açúcar de Rebecca estava caindo até Shirley dar o precioso alerta.

"Nós não tínhamos ideia de que ela estava com a taxa de açúcar baixa. Ela estava dançando em um clube com seu irmão-gêmeo, Joseph, e quando os dois voltaram à mesa para tomar algo, Shirley começou a lamber as mãos de Rebecca. O kit de primeiros-socorros estava embaixo da mesa e Shirley foi até lá e pegou um exame de nível de açúcar", conta Claire.

"Ela deu o exame a Rebecca e começamos a desconfiar que tinha algo de errado. Fizemos o teste, e o nível estava bem baixo. Se eu não tivesse Shirley, Rebecca teria entrado em colapso. E quando isso ocorre, ela entra em um sono tão profundo que se tentamos colocar açúcar em sua boca, ela engasga."
A presença de Shirley na casa também tornou a vida de toda família mais fácil.

"Ela tinha um colapso a cada dois dias. Às vezes eu a socorria apenas pouco antes de ela entrar em um colapso muito sério, outras vezes eu tinha de chamar a ambulância", conta Claire. "Mas agora temos Shirley e ela detecta a queda no nível de açúcar antes de Rebecca perceber o problema."

Claire conta que também consegue ter noites de sono mais tranquilas, sem medo de a filha ter algum problema durante a noite, como ocorria antes de Shirley dormir ao lado da cama de Rebecca.

A entidade beneficente que deu Shirley à família treina cachorros para detectar todo tipo de doença, incluindo câncer.

"O que nós descobrimos nos últimos cinco anos é que cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor. Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração no odor do corpo. Para nós é uma mudança mínima, mas para o cachorro é fácil de notar", diz ClaireGuest, da organização Cancer & Bio-detection.


Extraído do http>//ultimosegundo.ig.com.br

domingo, 27 de junho de 2010

A melhor idade!!!


Qual é a melhor idade de se viver?

A juventude? A Maturidade? A chamada "Terceira Idade"? ou a Velhice?

Os arroubos - quase sempre temerários - da juventude, ainda que descolados dos freios impostos pelas regras sociais, mas muito suscetíveis aos apelos, nem sempre éticos, da mídia, da moda, ou da imposição da aparente superioridade da maioria?

A prudência, ou o cuidado, que começa a se impor no momento em que os resultados da ousadia tendem a produzir consequências, às vezes, mais amargas que saborosas?

Ou então, a visão de que, apesar de seus esforços, a vida caminha bem diferente do que você projetou e resta-lhe render-se à sabedoria do "deixar ser", mesmo que tenha que continuar caminhando, mas agora permitindo aos outros serem aquilo que demonstram ser, sem querer modificá-los, ou pior, moldá-los à sua vontade ou à sua crença?

A velhice? Sei lá ... Ainda estou a caminho mas me permito imaginar que seja a temporada de desfazer-se: das mágoas, das frustrações, das impotências e, principalmente das cobranças, já que você, e somente você, tem certeza de que fez o máximo que podia, que deu tudo de si, e que caminhou a trilha que julgou ser a melhor, ainda que ninguém, nem mesmo a divindade lhe tenha dado a certeza de que era o melhor caminho.

Acredito que, até que me provem o contrário, que a melhor idade de viver é o momento presente, sem se culpar pelo passado, e muito menos, aceitar que os outros o tripudiem sobre você, e ... jamais se preocupar com o futuro, só porque este não existe.

Você é apenas senhor deste instante, onde lhe cabe decidir sobre os momentos de felicidade, e por isso mesmo, também lhe cabe a obrigação de assumir as consequências de suas escolhas.

Cláudio Natalício (27.06.2010)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

AS VUVUZELAS


Eu me pergunto como pode um ruído altamente desagradável, produzido por uma corneta de fabricação bastante simples, cair tão ... no gosto popular.

Seria a necessidade de simplesmente irritar os outros?

Seria a necessidade de aparecer na multidão?

Ou seria a necessidade de fugir de si próprio?

Se eu me disponho a irritar os outros, somente porque eles não me aceitam como sou e eu, ingenuamente, não tenho personalidade suficientemente para me aceitar independentemente das imposições da moda, da mídia, das regras, das doutrinas, todas elas construídas especialmente para me tornar mais um nulo no meio dos números que fazem o deleite das estatísticas, então meu caminho não está corretamente traçado.

Aparecer na multidão? Como fazer isso se a grande maioria dos meus concorrentes também tem a sua vuvuzela? Como poderia eu me afirmar como pessoa se esse processo só ocorre no foro íntimo que é independente dos fatores externos.

Ah! Não? As pressões externas me obrigam a me comportar de acordo com as várias cartilhas sociais? Mas ... eu não posso atribuir aos outros a responsabilidade pelas conseqüências das minhas decisões, também está na cartilha.

Fugir de si próprio?

Isso é difícil de admitir e aceitar. Porque dá trabalho. Exige esforço, dedicação, atenção concentrada (quando tudo tenta fazer o indivíduo se dispersar).

Porque parece que a vida nos encarregou de cuidar apenas de nós mesmos e para isso nos deu um “eu” e um “ego”. Este luta contra mim mesmo, tentando afastar-me do eu.

O EU é que me faz crescer, aprender, aperfeiçoar minhas qualidades e abandonar meus vícios. Mas, para isso eu preciso de um pouco de silêncio, de recolhimento, de meditação.

Há tempos joguei fora a minha vuvuzela, que nunca tive. Se você resolver crescer como pessoa, pode fazer o mesmo, ou então ... continue assoprando a sua na orelha dos outros.

Cláudio Natalício (19.06.2010)

domingo, 20 de junho de 2010

Uma rosa


Uma rosa é uma rosa...
Ainda que não seja rosa!

sábado, 19 de junho de 2010

Visita incomum



Com licença ...





Tudo bem por aí?



Até mais ver!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Passeio II


















Algumas laranjinhas para resolver a sede.

Essas frutas tem aproximadamente 20 cm de diâmetro.

Faltou habilidade do fotógrafo para registrar isso.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Passeio





Sugestão para o fim de semana



Veja mais:







Precisa de mais alguma coisa???

sábado, 12 de junho de 2010

A "tequinologia" do abraço




Por um matuto mineiro

O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia...

- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito di um só aproveitá! Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha....

Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia... Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva..... Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria... Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...

Muita gente importante e letrada já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu... Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô..... Iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração...

Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!....

I o coração do ôtro é massargiado tamém!

Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:


É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!...

INTONCE...

UM ABRAÇU PRÔ CÊ!!!!


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Manacá da Serra



E

esse é muito urbano,

mas não corre risco,

porque está do lado de dentro!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Poluição

Por falar em poda de árvores...

veja abaixo o resultado!!!


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Por falar em árvores...



Em vez de fazer a poda mostrada ontem

Bem que poderiam plantar mais dessas
espécies para amenizar a paisagem ...

No mínimo!!!

A foto é de um Manacá da Serra, mas a árvore está lá no interior...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como não podar árvores!!!




A foto é de hoje...
Pode conferir na Rua Nossa Senhora de Fátima...
A façanha é da Sesurb
(Secretaria Municipal de Serviços Urbanos) de S.Caetano do Sul

terça-feira, 1 de junho de 2010

O PRINCÍPIO 90 / 10


Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.

O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede.

Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.

Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família.

Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho.
Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.

Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar.
Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.

Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra
sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola.
Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua
filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade
e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de
trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se
despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que
esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você
fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha
estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.

Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.

Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?

A resposta correta é a E.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "Está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado".
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus.
Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.

Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por
quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz algo
negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários
negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado?
Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o
emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará.

Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho.
Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada.
Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça.
Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.
Pode mudar a sua vida!

Para complementar o texto, segue uma historinha....


O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos".


Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.


NINGUÉM PODE ESTRAGAR O SEU DIA, A MENOS QUE VOCÊ PERMITA!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dependência do celular



Dependência do telefone celular pode causar distúrbio
Nova fobia que já atinge 20% da população é mais comum em jovens

© Andrejs Pidjass/Shutterstock

Sensações de ansiedade, desamparo, angústia, impotência e até sintomas físicos de pânico, como taquicardia e sudorese. Essas manifestações tão típicas de uma síndrome deflagrada por um hábito extremamente recente: o uso do celular e outros equipamentos tecnológicos que permitem a comunicação.
Os sintomas aparecem quando a pessoa não está com os aparelhos ou, por algum outro motivo, está impossibilitada de se comunicar por meio deles. O fenômeno tem sido denominado pelos especialistas de nomofobia, que significa no mobile – ou medo de estar sem “mobilidade”.
“Muita gente não consegue se desprender da tecnologia deixa os aparelhos ligados 24 horas por dia, inclusive enquanto dorme”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Ele ressalta que a nomofobia diz respeito também a outros equipamentos tecnológicos que deixam as pessoas conectadas, como computadores e notebooks. Só no Brasil existem hoje mais de 250 milhões de aparelhos de telefonia móvel vendidos.
“Esse número é impressionante, principalmente porque é maior que a população. Isso mostra como as pessoas estão cada vez mais dependentes e passaram a usar mais de um telefone”, afirma o psicólogo acrescentando que antigamente as janelas das casas eram grandes, pois era uma forma de se comunicar com o mundo.
“Hoje as janelas estão cada vez menores e as TVs maiores, é um novo jeito de se conectar com o mundo”. Obviamente o problema não está no celular (ou nas outras tecnologias), mas na relação de dependência que se estabelece com os objetos, em razão de questões internas não resolvidas. Segundo Nabuco, os mais suscetíveis a essa manifestação são os jovens.
Ele ressalta que existem hábitos que podem alertar para a propensão ao problema, em especial em relação ao telefone móvel, que é de uso mais comum: abandonar tudo o que faz para atender o chamado; nunca deixar o aparelho sem bateria; não carregar o celular na bolsa, bolso ou similares (prefere levá-lo na mão para que possa atender imediatamente); se esquecer o aparelho em casa voltar de onde está para pegá-lo; sentir-se angustiado quando acaba a bateria, quando perde o aparelho ou pensa que perdeu.