sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Caminhos promissores (7)

Como a beta-secretase se encaixa nessa família, os pesquisadores puderam tirar proveito do amplo conhecimento que se tem sobre essas proteases, chegando a uma compreensão de como silenciá-la. Sua estrutura tridimensional, que já era conhecida, foi utilizada como parâmetro na realização de um projeto computadorizado com o objetivo de produzir potenciais drogas inibidoras. Estudos genéticos sugerem que bloquear a atividadade da enzima não levará a efeitos colaterais prejudiciais; o desligamento do gene codificador da beta-secretase eliminou a formação de A-beta no cérebro de roedores sem trazer nenhuma consequência negativa aparente.
Até o momento, porém, tais inibidores ainda não foram utilizados em testes clínicos. O maior desafio é desenvolver compostos potentes pequenos o suficiente para penetrar o cérebro. Diferentemente dos vasos sanguíneos em outras partes do corpo humano, os capilaress cerebrais são forrados de células endoteliais bem comprimidas. Como há pouco espaço entre as células, os inibidores de protease têm de ser capazes de passar pelas mebranas celulares para chegar aos tecidos cerebrais posteriores, e a maioria das grande moléculas não consegue ultrapassar essa barreira hematoencefálica.
Da revista Mente & Cérebro, edição especial n° 1, maio/2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Uma das melhores virtudes da atualidade

Publicado em 29-Sep-2010, por Fernando Viel
O mestre da paciência era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência. O velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo. Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos os tipos de insultos.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se.
Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. O mestre perguntou:
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido , capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais.
Fernando Viel - Coach Executivo
www.viel-treinamentos.com.br
Fonte: www.gestopole.com.br
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A Internet está deixando você burro? (7)

"Ligo o computador, vou direto à internet e abro umas cinco janelas. Enquanto isso já vou colocando uma senha atrás da outra, abro mais abas, ligo o MSN, resolvo postar algo novo no meu blog. É sempre assim. Não consigo fazer uma coisa só, abrir uma única página e ficar lendo com calma", afirma a professora de francês Eleonora Ribeiro, de 25 anos. Recém-formada em Letras. Eleonora cultiva, além da intensa atividade digital, um grande hábito de leitura em papel. Quando lê livros, no entanto, a professora diz que nada tira a sua atenção. "Aí eu não disperso".
Ainda não, mas pode começar em breve. Estudos recentes mostram indícios de que pessoas excessivamente multitarefa na internet podem levar essa desatenção para atividades offline. Um desses estudos foi feito pelo pequisador Eyal Ophir, na Universidade de Stanford, publicado em 2009 no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences. Nos experimentos foram separados grupos de voluntários entre "muito multitarefa" (que relataram fazer inúmeras atividades ao mesmo tempo) e "pouco multitarefa". Ambos participaram de um teste em que eram mostradas rapidamente imagens com retângulos vermelhos e azuis. Logo depois, uma imagem semelhante aparecia na tela do computador e os voluntários tinham de responder se os retângulos vermelhos haviam se movido. Os "mais multitarefa" se saíram siginificativamente pior. Eles tiveram mais dificuldade em filtrar informações irrelevantes (os retângulos azuis) e ficaram mais suscetíveis a guardar estímulos sem importância na memória. Mais ou menos o que aconece todos os dias conosco ao nos conectarmos na rede, quando muitas vezes deixamos de lado atividades essenciais para nos distraíros com a janelinha do MSN piscando. "Nós podemos estar nos tornando meros decodificadores de informação, sem capacidade para decidir o que é de fato importante", diz Carr.
Essa também é uma preocupação do psicólogo Ciristiano Nabuco de Abreu, que coordena o Centro de Estudos de Dependência de Internet, no Hospital das Clínicas, em São Paulo. "Os jovens que usam muto a web têm uma rapidez muito maior, só que isso não quer dizer que eles tenham habilidades mais profundas. Conseguem fazer várias tarefas ao mesmo tempo, mas a gente entende que essas característias acabam ficando mais rasas", afirma Nabuco que lida há mais de quatro anos com distúrbios de comportamento ligados à web.
Revista Galileu, agosto/2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Caminhos promissores (6)

Os cientistas ainda não descobriram como os blocos solúveis e os filamentos insolúveis de A-beta rompem e destroem neurônios. Acredita-se que conglomerados de A-beta no exterior de um neurônio podem iniciar uma cascata de eventos que inclui a alteração das proteínas tau no interior da célula. Em particular, os conglomerados A-beta chegam até a modificar a atividade celular de enzimas quinases, que instalam fosfatos nas proteínas. As quinases afetadas adicionam fosfato em excesso à tau, alterando as propriedades químicas das proteínas e fazendo com que formem filamentos espiralados. As tau modificadas, de algum modo, destroem o neurônio, talvez rompendo os microtúbulos que transportam proteínas através dos axônios e dendritos. Mutações no gene da tau geram filamentos na proteína e causam outras doenças neurodegenerativas. Assim, a formação de filamentos de tau é aparentemente um evento mais geral que leva à morte neuronal, enquanto a A-beta é um promotor específico da doença de Alzheimer.
Dado o papel crítico da A-beta no processo da doença, as proteases que produzem esse peptídeo são alvos certos de drogas potenciais para inibir sua atividade. Inibidores de protease provaram-se muito eficientes no tramento de doenças como aids e hipertensão. O primeiro passo na formação da A-beta é dado pela beta-secretase, que rompre a maior parte da APP imediatamente externa à membrana celular. Em 1999, cinco diferentes grupos de pesquisa descobriram essa enzima, particularmente abundante nos neurônios cerebrais. Embora a beta-secrease esteja aderida à membrana, ela se parece muito com um conjunto de proteases encontrado em ambientes aquosos dentro e fora de células. Membros desse conjunto usam ácido aspártico, um tipo de aminoácido, para catalisar a reação de quebra de proteína. Todas as proteases usam água para quebrar suas respectivas proteínas, e enzimas da família aspartil-protease empregam um par do ácido para ativar a molécula da água para esse fim.
Da revista Mente & Cérebro, edição especial n° 1, maio/2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
AUTOESTIMA: Motivos para Sonhos e Realizações

Publicado em 29-Sep-2010, por Sérgio Dal Sasso
Se eu fosse redefinir os dogmas da vida não permitiria que estes ultrapassassem a barreira dos sonhos, já que existe uma grande diferença entre o que idealizamos e a dificuldade que temos de transpor para a sua realização.
Muitos dizem que o gosto vem das batalhas, e que o prazer tem mais sabor quando a conquista é suada. Gosto muito de valorizar cada fase e etapa construída, mas sei que às vezes alguns parâmetros ofuscam as verdades, pois somos condicionados a buscar realizações atreladas a compensações e em muitas vezes acabamos por abandonar o que queríamos pela convivência contínua imposta pela razão e sua influência nos medos.
A primeira coisa a ter relevância na vida é o fato de que temos que gostar do que vemos no espelho. O principio de tudo é achar que valemos a pena, e isso se inicia pelo aprender a gostar de si próprio, tendo sempre a consciência de que num plano maior, olhando lá de cima, somos apenas formiguinhas, e que estando em baixo, no chão da terra, temos a oportunidade de ser a semente, o adubo, a água.
Você pode passar a vida toda atrás da estabilidade e isso não tem nada a ver com o equilíbrio. Dependemos da regularidade, tanto quanto do sentir a liberdade e mesmo quando nos limitamos para não afetar a dos outros, nossas construções e sucesso vão depender da intensidade “do seu eu satisfeito” e a sua forma de saber se incluir na aceitação dos outros pelo prevalecer dos bons casamentos.
Seja tudo o que puder ser, mas não se enquadre no grupo dos que comem para se manter em pé, dos que pensam que o melhor amigo é o isolamento, dos que tomam cerveja apenas para ver a barriga crescer e dos que pensam que sexo só serve para ter filhos.
Quando nossos caminhos estão migrando para o fim, encurte seu tempo refinanciando-se para um novo começo, mude a côr da tua roupa, corte o cabelo, vá a uma praia, suba a montanha mais alta e tente recuperar as energias para que você mesmo não se veja como uma formiguinha.
Pense! Se o tempo é o responsável pelos parâmetros comuns a todos, dê um jeitinho de enriquecer o seu, pois é dele que temos que abusar quando da administração eficiente dos propósitos para que os resultados comessem a substituir os vazios que impedem os caminhos.
Um dos grandes problemas comportamentais do ser humano está na tendência de querer encostar-se à estabilização, fingindo-se satisfeito e se definindo no grupo daqueles que não tem tudo o que querem, mas amam tudo que tem. Queira mais, sempre, pois até para se manter é preciso avançar, mudar para continuar.
Não pense que a vida tem que ser a mesma coisa todo dia, pois ela deve sempre estar envolvida por uma válvula motivadora para medir o índice “tesão” de tudo que alveja ser. Nem tudo vai dar certo, mesmo porque sempre pensamos mais do que realmente podemos conquistar, mas tenha para si que a qualidade possível do que colhermos dependerá do quanto achamos que valemos à pena.
Sérgio Dal Sasso: Palestras, Treinamentos e Consultoria
Portal: www.sergiodalsasso.com.br
Escritórios: São Paulo/SP e Aracaju/SE
Fonte> www.gestopole.com.br
domingo, 10 de outubro de 2010
A Internet está deixando você burro? (6)

Já se sabe que o nosso cérebro é extremamente plástico, capaz de se moldar de acordo com as transformações culturais que ocorrem ao redor. A cada adaptação há uma reorganização interna: sinapses ligadas a certas atividades são reforçadas enquanto outras são enfraquecidas. "Quando os livros surgiram, a oratória desapareceu. Em cada ponto quando você ganha algo, perde algo. A questão é: os ganhos superam as perdas? Meu palpite é que sim", diz Kandel, que confia que a imensa quantidade de informação na rede representa um ganho gigantesco para a humanidade.
Esse não é o palpite de outro respeitado neurocientista e Ph.D. em fisiologia, Michael Medrzenich, pioneiro nos Estados Unidos em estudos de como o cérebro se remodela por conta de estímulos externos. "Se eu tento resolver qualquer problema por basicamente olhar sua resposta, isso é algo muito diferente do que tentar resolvê-lo usando a inteligência e o raciocínio", diz. É o que acontece, por exemplo, quando procuramos uma resposta no Google antes mesmo de refletirmos sobre a pergunta. "Certamente envolve uma manipulação de informação muito mais suave no uso de suas habilidades congnitivas", afirma.
O uso "mais suave" do cérebro pode "destreiná-lo" em atividades relacionadas, fundamentalmente, à inteligência. É isso o que argumenta um artigo publicado no ano passado na revista Science pela psicóloga americana Patricia Greenfield, da universidade da Califórnia, que analisa 52 estudos sobre o aumento do uso da internet, do videogame e da TV. Patrícia, pesquisadora da área há 15 anos, conclui que as novas mídias trouxeram um desenvolvimento sofisticado de habilidades visuais-espaciais. Mas, ao mesmo tempo, reduziram a capacidade de lidarmos com vocabulário abstrato, reflexão, pensamento crítico e imaginação. Nas pesquisas, jogadores de videogame e internautas mostraram mais habilidade para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Só que essas tarefas, alerta a autora, eram sempre executadas de maneira menos eficiente do que se fossem feitas separadamente.
"Enquanto encorajar a multitarefa, a internet estará nos deixando menos inteligentes", afirma. A forma de contra-atacar essa superficialidade seria passar mais tempo lendo livros e revistas, aconselha Patrícia, que tem dois filhos e sugere aos pais administrar uma "dieta" balanceada dessas novas mídias para as suas crianças.
Revista Galileu, agosto/2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Pesquisas de Satisfação do Consumidor

Sempre que recebo um telefonema do departamento de Pesquisas de Satisfação do Consumidor de um produto que eu recentemente comprei, respondo que o produto é um lixo, que não funciona, que nunca comprarei o produto de novo ou daquela loja de novo, que não vou recomendar a nenhum amigo, só para ver o que irá acontecer.
Sempre que preencho um certificado de garantia, que inclue a pergunta se você está satisfeito com o produto, eu também respondo que o produto é um lixo, que não funciona, que nunca comprarei o produto de novo.
Adivinhem o que aconteceu?
Nenhum diretor de marketing jamais me telefonou preocupado. Nenhum!
Ninguem lê estas pesquisas, só tomam nosso tempo, e dão trabalho para telefonistas e pesquisadores de mercado.
Nenhum diretor de marketing, muito menos o presidente da empresa, leu que Stephen Kanitz estava descontente com o produto, e que não recomendaria para os seus amigos e leitores.
É tudo uma enorme farsa de marketing, para dar a impressão que estas empresas são atenciosas e preocupadas com os clientes.
Da próxima vez não responda. Não vai resultar em nada, é uma perda de tempo (e de clientes).
Do blog do Stephen Kanitz
Caminhos promissores (5)

Antes de ser retirada, uma parte da A-beta fica no interior da membrana on de a APP se ligou, entre suas porções interna e externa. Como as membranas são compostas por lipídios hidrofóbicos, a região da proteína que atravessa a membrana contém aminoácidos hidrofóbicos. Quando a A-beta é arrancada da APP pelas beta e gama-secretases e é liberada no ambiente aquoso fora da membrana, as áreas hidrofóbicas de diferentes moléculas A-beta unem-se umas às outras, formando pequenos blocos solúveis. No início dos anos 1990, Peter T.Lansbury Jr., hoje na Escola Médica de Harvard, mostrou que, em um tubo de ensaio, em concentrações altas, as moléculas A-beta podem se unir na forma de estruturas fibrosas similares às encontradas nas placas da doença de Alzheimer. Tanto as formações solúveis quanto as fibras de A-beta são tóxicas aos neurônios cultivados em laboratório, e as primeiras podem interferir em processo de aprendizado e memória em camundogons.
Essas descobertas apoiam a hipótese da cascata amiloide, mas a evidência mais forte veio do estudo de famílias com alto risco de desenvolver Alzheimer, com mutações genéticas raras que as predestinam à doença precocemente - antes dos 60 anos. Em 1995, Peter St.George-Hyslop e seus colegas da Universidade de Toronto identificaram mutações em dois genes relacionados, batizados de presenilina 1 e 2, causadoes das formas mais precoces e agressivas de Alzheimer, aparecendo tipicamente na faixa dos 30 ou 40 anos de idade. Tais mutações aumentam a proporção de A-beta propensa a se aglomerar. Hoje se sabe que as proteínas codificadas pelos genes presenilina são parte da enzima gama-secretase.
Dessa forma, dos três genes reconhecidos como causadores da forma precoce da doença de Alzheimer, um codifica o precursor da A-beta e os outros dois especificam componentes de uma enzima protease que ajudam a produzir o peptídeo maligno. Além disso, cientistas descobriram que pessoas portadoras de certa variação no gene que codifica a apolipoproteina E - que ajuda a agrupar os peptídeos A-beta em conglomerados e filamentos - têm risco elevado de desenvolver Alzheimer posteriormente. Diversos fatores genéticos provavelmente tenham papel no princípio da doença, cada qual dando uma pequena contribuição, e estudos em camundongos indicam que fatores ambientais alteram o risco da enfermidade; já exercícios podem reduzi-lo.
Da revista Mente & Cérebro, edição especial n° 1, maio/2010






