quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sempre é Tempo de Aprender e Transformar




Gentilezas
A falta de gentilezas nas escolas, nas ruas, na família, no campo profissional tem me preocupado muito.
Ah como eu me lembro de meus pais e avós, bastava um olhar para que entendêssemos como deveríamos nos comportar em público.
Mas a Educação seguiu para outros padrões, os extremos. É difícil encontrar quem nos cumprimente de forma prazerosa e educada, por isso quero convidá-los a rever o conceito de gentileza.
Ser gentil é ser nobre, delicado, atencioso, amável.
Por que deixamos de lado todas essas características tão importantes para convivermos em sociedade? Parece-me que as pessoas já não sabem mais como conviver no dia a dia. As palavras por favor, com licença, desculpas, obrigada, bom-dia, boa-tarde etc, perderam seu valor?
A gentileza começa conosco, cuidando do nosso corpo, da nossa mente e se estende às pessoas com as quais convivemos.
Vamos dar exemplos para nossas crianças e jovens, para que ao saírem de casa eles possam colocar em prática as gentilezas ensinadas, a fim de respeitar as pessoas, aceitar as diferenças.
Aceitamos facilmente as maldades e violências, com a desculpa de que nada podemos fazer, mas aceitar falta de educação já é demais! Vamos fazer nosso movimento, vamos resgatar a arte do bem viver em sociedade. Se cada um fizer sua parte conseguiremos andar pelas ruas um pouco mais educados, respeitando e sendo respeitados.
Se as nossas ações são ecos, vamos distribuir muito amor e amizade, vamos distribuir gentilezas. Com certeza, quando ouvirmos um bom-dia com carinho, com certeza nos sentiremos mais confortados e felizes. Não nos custará nada fazer o exercício da boa convivência. Vamos pensar em tudo isso? Seja em família, na rua, no trânsito, no metrô, nos ambientes de trabalho, bastará um toque de carinho para que todos possam ser tocados. Precisamos resgatar a vontade de fazer o melhor, porque é sempre tempo de aprender e transformar!
Por Ana Maria Ramos Sanchez Varella
Autora das obras: Envelhecer com desenvolvimento pessoal; Encontros e desencontros, nada é por acaso! A Comunicação Interdisciplinar na Educação e Quinta série, um bicho de sete cabeças? Líder do grupo de pesquisa: FIQUE (Física Quântica e Espiritualidade- Grupo de Estudos e Pesquisa do Centro Universitário Ítalo Brasileiro- UniÍtalo)

Do site: www.saesp.com.br

terça-feira, 10 de abril de 2012

Não rasgue o resultado, lute por ele

Vida é uma competição e que não podemos simplesmente “rasgar” o resultado quando os “jurados” parecem estar contra nós ou não são de nosso agrado.

Leitores. O tumulto na apuração do resultado das escolas de samba de São Paulo deve ser analisado não como um ato isolado de um louco, diretor de uma escola de samba, que não se conformou em perder, quando a apuração chegava ao fim, um integrante invadiu a mesa onde a leitura dos votos era feita e rasgou as notas, mas sim de como as pessoas não devem se comportar quando estão levando desvantagem em alguma situação.
 
Devemos lembrar que a vida é uma competição e que não podemos simplesmente "rasgar" o resultado quando os "jurados" parecem estar contra nós ou não são de nosso agrado, fazemos isso num ato de desespero para tentar reverter à situação, se existe algo errado devemos questionar, falar e até gritar, mas nunca partir para a violência porque violência gera violência e consequências.

Agindo desta maneira estaremos procedendo como aquele doente que com medo de receber um exame laboratorial tenta rasgar o resultado, como se isso mudasse o resultado, a doença não existisse mais.

A violência e o vandalismo apagaram um pouco o brilho do carnaval, as agremiações que tiveram seus membros presos podem até ser que elas sejam desclassificadas, essa regra faz parte do regulamento e ao que parece vai ser aplicada para o bem dos próximos carnavais.

Se agirmos como o rapaz que rasgou os resultados para impedir que o carnaval de São Paulo tivesse uma campeã, podemos apagar o brilho da nossa vida ou até mesmo ser eliminado do convívio das pessoas.

Vamos lutar pelos resultados fazer com que cada "notas" que ganhamos das pessoas sejam acima da média e se não pudermos passar em uma dessas provas tenhamos a coragem de recomeçar, podemos até ficar chateados, o próximo campeonato pode ser amanhã e precisamos estar preparados.

Vamos refletir sobre isso!

Publicado em 4-Mar-2012, por Pedro Paulo Galindo Morales, no site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gestão e Equipe Escolar

O grande sucesso de uma equipe escolar está ligado a um bom relacionamento entre o grupo gestor, o corpo docente, o corpo discente e os funcionários, pois quanto mais tranquila e equilibrada for a relação interpessoal entre os integrantes da escola maior é a possibilidade de bons resultados no campo pedagógico possibilitando uma melhoria do processo ensino aprendizagem junto aos alunos. Talvez o maior e mais importante desafio de um gestor escolar é incentivar o trabalho de equipe dentro da escola, incorporando gradativamente um espírito de compartilhamento e parceria junto a professores e funcionários. Quando isso acontece, estará instalado no ambito escolar o espírito de equipe, em que todos os participantes do processo, desenvolverão ações cujo objetivo é atingir metas pré-estabelecidas no plano educacional da escola, promovendo bons resultados junto aos alunos da instituição. O trabalho do diretor/gestor é harmonizar-se junto com toda a equipe para que as metas ou resultados sejam alcançados, proporcionando e facilitando momentos de liderança exercitada pelos professores, procurando assim estabelecer uma ligação entre a comunidade intraescolar com a comunidade extraescolar. Toda Gestão que tem o perfil de ser participativa estará assumindo um papel muito importante dentro da comunidade escolar. Essa postura acarretará mudanças importantes na postura dos professores, funcionários, alunos e pais de alunos, pois, muito mais do que cobrar resultados, o gestor contribui de forma efetiva para que as ações aconteçam, abrindo assim, o espaço para o crescimento e aprimoramento de sua escola. Todo gestor bem intencionado, tem o seu trabalho reconhecido onde, através da uma conduta assertiva, é capaz de promover um bom  relacionamento com todos os integrantes do espaço escolar e criar uma interação tal que ocorra um feedback entre suas ações e as ações de sua equipe. A escola é uma instituição composta por professores, alunos, pais e funcionários. Onde todos são gestores de suas ações e responsáveis pelos resultados de seus trabalhos cujo objetivo deve estar focado totalmente no crescimento pessoal e na qualidade do processo educacional de ensino. Para nós, educadores da escola, a educação é um processo de acertos, de intenções, direção e coletividade. Estamos sempre educando crianças, jovens e adultos dentro de um currículo desenvolvido com base numa proposta curricular de ensino, procurando fundamentar e direcionar à formação de um ser humano preparado, autônomo, criativo e líder. Com valores próprios como pessoa cidadão e uma sólida formação que o levará a ser capaz de participar ativamente de uma sociedade fundamentada numa posição democrática e pluralista (SILVA, M. F., 2012).

Publicado em 4-Mar-2012, por Marte Ferreira Da Silva, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 8 de abril de 2012

De perto ninguém é normal

Adoro conversar. Se isso me rendesse um bom dinheiro, talvez eu passasse dois terços do dia conversando. Entre uma conversa e outra, o escritor sempre consegue extrair ótimos insights, se estiver atento, é óbvio, como, por exemplo, o título desse artigo, proferido por um amigo.

 De perto ninguém é normal é um dos versos de Vaca Profana, música de Caetano Veloso. Existe algo parecido por meio do Millôr Fernandes, escritor e jornalista de primeira. Frase inteligente, de pura reflexão, indiscutível: “como são maravilhosas aquelas pessoas que não conhecemos muito bem”.

Você já percebeu que, de vez em quando, existe a impressão de que todo mundo está bem, menos você? Se você tem o hábito de folhear revistas, principalmente de moda, de esportes ou de celebridades, isso se torna mais visível. Como é que essa gente consegue se projetar e se cuidar com tanta facilidade?

Não é necessário ir longe. Olhe para o quintal do vizinho ou para a mesa do colega de trabalho ou, quem sabe, para a namorada do seu amigo. A grama do vizinho parece sempre mais verde. Existe grande dificuldade de o ser humano valorizar o que está dentro dele ou próximo a ele.

Por que isso acontece? Pode-se estabelecer um tratado de justificativas, das mais variadas possíveis, com base estudos antropológicos e filosóficos, mas esse não é o meu propósito aqui. Ao contrário, desejo que reflita profundamente sobre isso e tente mudar o seu ângulo de visão.


De perto, ninguém é normal mesmo. Todo mundo possui esquisitices, inaceitáveis do ponto de vista alheio. Alguns disfarçam com facilidade, outros não. De um lado estão os dissimulados. Do outro, os desencontrados, sob o meu ponto de vista. Porém, quem disse que o meu ponto de vista está correto?

Cada pessoa tem pontos fortes e fracos. Se a autenticidade do ser humano fosse colocada em prática, o ambiente ficaria insuportável, portanto, vez por outra, é necessário um pouco de flexibilidade, ou de jogo de cintura, se preferir, mas sem se descuidar dos princípios.

De longe, todos parecem melhores, porém, basta se aproximar das pessoas e iniciar uma conversa para descobrir três coisas importantes: 1) ninguém é melhor do que você; 2) todo mundo tem problemas, parecidos ou bem piores; 3) em diversos aspectos, você pode descobrir que está bem melhor do que elas.

Qual é o problema, então? O foco de atenção. Inveja e comparação são dois males distintos que andam de mãos dadas, principalmente porque não levam em conta os antecedentes. Sua história é única e somente você sabe o que fazer com ela. O seu passado não muda mais, porém, o seu futuro dependerá muito do que acontecer a partir de agora. Talvez você precise de um novo olhar sobre os acontecimentos.

Pense nisso e seja feliz!

Publicado em 4-Mar-2012, por Jerônimo Mendes, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 7 de abril de 2012

Copa e Olimpíada - Lições de planejamento e ética

Autor: Tom Coelho


"Acordo de manhã dividido entre o desejo de melhorar (ou salvar) o mundo

e o desejo de desfrutá-lo (ou saboreá-lo).

Isso dificulta o planejamento do meu dia."

(E. B. White)

Zurique, Suíça, 30 de outubro de 2007. O Brasil é anunciado como palco para
a Copa do Mundo de 2014. Dois anos depois, mais precisamente em 2 de outubro
de 2009, seria a vez do Rio de Janeiro derrotar Chicago, Tóquio e Madri,
sendo escolhida como cidade sede para as Olimpíadas de 2016. Parece que foi
ontem...

O relato que farei a seguir caberia já em 2007, o que lhe configuraria um
caráter ainda mais profético. Mas ainda é digno de registro. Afinal, há um
consenso de que muitos são os desafios a serem superados para que ambos os
eventos não sejam um fiasco capaz de comprometer a imagem de nosso país.

O problema está na infraestrutura sob todos os aspectos. Aeroportos com
pátios lotados e saguões cheios, atrasos e cancelamentos nos voos, demora na
restituição de bagagem, falta de vagas nos estacionamentos. Infraestrutura
viária caótica, com transporte coletivo insuficiente, congestionamentos e
falta de sinalização. Estádios e complexos esportivos com cronograma
atrasado. Ausência de preparo e treinamento de mão de obra para atender aos
turistas. Falta de um plano de segurança e de contingenciamento de crises.

Todos estes são aspectos relacionados à gestão pública aos quais devemos
acrescentar outros, como rede hoteleira deficiente. A lista é interminável.
Contudo, a boa notícia, posso lhes assegurar, é que no final tudo dará
certo. Onze anos de experiência em construção civil me permitem lhes dizer o
porquê desta crença.

1. Planejamento

Não temos cultura de planejamento. Este fato é um resquício do período de
superinflação e instabilidade institucional que vivemos entre 1980 e 1994. A
falta de planejamento está presente nas pessoas que não cultivam o hábito de
poupar, fazer seguro ou plano de previdência. Está visível no estudante que
após quase quatro anos de curso reserva apenas dois ou três meses para fazer
seu trabalho de conclusão. Está inerente às empresas, que apenas
recentemente começaram a traçar um planejamento estratégico anual para
orientar suas ações corporativas.

2. Administração do tempo

Decorre do aspecto anterior. Somos uma nação que tem por hábito protelar,
procrastinar, adiar. Desrespeitamos veladamente horários em quaisquer tipos
de compromisso, seja uma reunião escolar, de condomínio ou na empresa.
Chique é chegar atrasado ao casamento, à festa, ao encontro marcado. Bom
mesmo é deixar para fazer no último instante.

3. Ética

Este é o ponto-chave. Quando se fala em construção civil, vou lhes
confidenciar algumas coisas. A regra do jogo é entrar na obra. Vencer a
licitação ou a concorrência, seja pública ou privada, mesmo com margem de
lucro muito reduzida. Diante dos riscos, vale até mesmo encarar margem
negativa no início da obra. Sabe por quê? Os grandes ganhos virão depois sob
a forma de aditivos contratuais, taxas de urgência, adendos, horas extras e
todo tipo de expediente. Funciona assim para a empresa ou consórcio vendedor
do certame, bem como para seus subempreiteiros e terceirizados. Este é o
princípio ético básico.

Por isso, tenham algumas certezas. Primeiro, todos os orçamentos em curso
serão multiplicados por, no mínimo, quatro ou cinco. Segundo, a partir de
2013, e não antes, as capitais que sediarão jogos se tornarão imensos
canteiros de obras. Terceiro, teremos uma bela Copa e uma incrível
Olimpíada. Pena será tomar conhecimento, ao final, do custo de toda esta
brincadeira.


* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
<mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.br e
<http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Paixão de cada um

"A violência, sob qualquer forma que se manifeste, é um fracasso."

(Jean-Paul Sartre)


Violento. Foi esta a palavra que mais encontrei para definir o polêmico
filme A Paixão de Cristo, produzido e dirigido por Mel Gibson. Pude ouvi-la
pessoalmente e por diversas vezes, proferida por pessoas de sexo e idade
diferentes. Coloquei-me, então, a refletir sobre o porquê dessa percepção.

Chuck Norris, Van Damme e Jet Li golpeiam metade do elenco em seus filmes.
Cenas formadas por lutas elaboradas, com emprego de técnicas refinadas de
artes marciais. O protagonista mostra-se superior até a "batalha final"
travada contra o malfeitor. Nessa disputa, enfrenta dificuldades para
suplantar o adversário. Apanha, sofre, até que uma gota de seu sangue surge
após um golpe certeiro desferido pelo oponente. Está aberta a porta para que
o mocinho se supere, derrotando de forma exemplar as "forças do mal".

Stallone, Schwarzenegger e Steven Seagal também são bons de briga. Usam
desde tacos de beisebol até bolas de bilhar e garrafas de bebida para
colocar os opositores fora de combate. Mas, como se não bastasse, também são
bons atiradores, resolvendo a questão com metralhadoras, granadas,
lança-chamas ou apenas uma arma de elevado calibre.

Vejo também filmes em que catástrofes naturais, extraterrestres, bombas
atômicas e toda sorte de eventos destroem o planeta. Filmes de guerra e de
combate ao narcotráfico em que pessoas são amputadas, fuziladas e perdem a
vida com um disparo na têmpora.

Nada disso é violento para nós.

Trata-se de um jogo lúdico, uma catarse. Representa nossos estigmas, um
desejo inconteste do subconsciente de fazer valer a justiça que não temos,
não recebemos, não praticamos. E talvez a justiça que não desejamos, não
merecemos, não engendramos.

O que torna A Paixão de Cristo violento é o fato de acompanharmos por 126
minutos o sofrimento e a dor de Jesus e sentir de forma muito presente que
somos nós mesmos os protagonistas do filme. A cada tapa, a cada chibatada, a
cada queda, sentimo-nos como se fôssemos nós mesmos a receber tais punições.
É isso que incomoda a quem assiste a esta película - e onde reside seu maior
mérito. Não é um personagem qualquer que está sendo castigado. Pouco importa
a religião de cada um. O fato é que tomamos consciência de nossos pecados,
pequenos ou obtusos, o que nos permite o reconhecimento como partícipes
dessa violência recorrente.

Somos complacentes com a violência desferida a terceiros. Até nos mostramos
apreensivos, um pouco incomodados, mas o fato é que apenas o constrangimento
impingido a nós mesmos torna-se objeto de reação.

Sentimo-nos injustiçados quando preteridos em nossas atividades
profissionais, mas não temos dificuldades em subjugar ou demitir quem não se
alinha com nossos interesses. Condenamos práticas públicas espúrias, mas não
hesitamos em buscar pequenos favorecimentos pessoais. Vestimo-nos de branco
e rogamos pela paz, mas admitimos a guerra exercida em nome de Deus.

Cada um tem sua própria Paixão e sua própria cruz por carregar. Estou certo
de que aquele que acompanhou o calvário de Cristo como retratado no filme
jamais olhará incólume para um crucifixo a partir de agora, vendo-o como um
mero ícone apenas.

Só não estou certo se cada um, dentro de sua crença e de sua fé, superada a
angústia inicial, será capaz de encontrar o caminho, a verdade e a vida.


* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
<mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.br e
<http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.

Recebido por e-mail do autor

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Antivirais para esclerose múltipla


Descoberta de vírus que atua sobre a doença leva ao desenvolvimento de medicamentos
 
©shutterstock

Pesquisadores descobriram a influência de um vírus específico para o desencadeamento da esclerose múltipla e com isto, abrem-se novas possibilidades para o tratamento. Para chegarem a esta conclusão, a neuroimunologista Ute-Christiane Meier da Universidade Queen Mary de Londres e sua equipe analisaram o cérebro de pessoas mortas, diagnosticadas ou não com esclerose. Eles descobriraram que o vírus Epstein-Barr (EBV) havia liberado pequenas moléculas de ácido ribonucleico (ARN) - responsável pela produção de proteínas que formam a cápsula e replicação do vírus - em áreas cerebrais de quase todas as pessoas afetadas pela doença. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Neurology.

Mais de 30 mil brasileiros sofrem com a doença – que acomete principalmente mulheres entre 20 e 50 anos, além do crescente diagnóstico entre adolescents e crianças, segundo estimativa da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. A doença compromete o sistema nervoso central (SNC) constituído pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal, causando um processo inflamatório que culmina no acúmulo de incapacitações neurológicas. Apesar de não existir cura até o momento, há cuidados que amenizam seus sintomas.

Ute-Christiane diz que o EBV é um vírus difícil de combater, quando fica impossibilitado de crescer e se espalhar, ele pode se esconder entre as células do sistema imunológico e desencadear a febre glandular. Ela e sua equipe pretendem investigar de que forma o vírus é levado por células do sistema imunológico ao sistema nervoso central, onde ocorre o ataque ao organismo, e já trabalham no desenvolvimento de medicamentos anti-virais para combatê-lo.

A cientista acredita que a descoberta traz grandes avanços para o tratamento e até mesmo chances de prevenção. “É preciso ter cautela, mas futuros estudos poderão revelar a relação causal entre o microrganismo Epstein-Barr e a esclerose múltipla, tornando possível alterar o curso da doença ou impedir a ação do vírus”, diz Ute-Christiane.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Saúde pública e suicídio

Do site: www.mentecerebro.com.br, em 26 de março de 2012

Desemprego, separação conjugal e falta de expectativas são fatores de risco
 
©Alexandra Thompson/Shutterstock

No Brasil há em média 24 suicídios por dia, o equivalente a 9 mil mortes por ano. Uma estatística alta, já que a aids, por exemplo, é causa de pouco mais de 10 mil óbitos. Ao contrário do que ocorre na maioria dos países, o número de suicídios juvenis supera o de adultos, segundo o relatório Mapa da violência/2011, elaborado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça; e os índices cresceram 17% nos últimos dez anos.

Apesar dos dados, o país não investe em estratégias de prevenção. “Não há campanhas veiculadas na televisão, como as que alertam sobre a transmissão de doenças. O assunto é tido como tabu, e quando uma pessoa é encaminhada ao sistema de saúde público por tentativa de suicídio ela é liberada após se recuperar. Um em cada quatro pacientes tenta se matar outra vez em menos de um ano”, diz o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), ressaltando que, entre a população indígena, há 20 suicídios para cada 100 mil mortes, o equivalente a quatro vezes a média nacional.

Os altos índices de suicídio entre a população economicamente ativa podem ter impactos sociais a longo prazo. Para cada suicídio, cinco a dez pessoas, entre parentes, vizinhos e colegas de trabalho, desenvolvem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), o que gera afastamento do trabalho e gastos com medicamentos e favorece os fatores de risco para o comportamento suicida. Suécia, Estados Unidos, Irlanda e Japão, por exemplo, consideram o comportamento suicida urgência médica. No país escandinavo, as mortes foram reduzidas em 39,5% nas últimas duas décadas graças a estratégias como tratamento de pessoas diagnosticadas com depressão e dependentes de álcool, restrição ao acesso dos métodos mais comuns de suicídio, como pesticidas, e, no caso de tentativa, acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais por meio de telefonemas e visitas domiciliares.

Os sintomas de risco de suicídio se confundem com os de transtornos de humor. A comorbidade é de mais de 90%. Segundo Silva, o principal indício é uma primeira tentativa. “Ela geralmente é precedida de outros comportamentos autolesivos e da expressão de pensamentos suicidas”, diz. Estes costumam ser fatores de risco, que podem tomar maiores proporções em caso de desemprego, separação conjugal e anomia (estado de falta de objetivos e expectativas). Pesquisadores do Laboratório de Saúde Mental e Medicina da Universidade Estadual de Campinas (LSMM-Unicamp), em parceria com o Ministério da Saúde, elaboraram uma cartilha de prevenção direcionada a profissionais da saúde mental, disponível no endereço http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cada um envelhece de um jeito



 
Do site: www.mentecerebro.com.br, em 22 de março de 2012

O declínio cognitivo não é uma sentença sobre a terceira idade. A perda da agilidade mental depende da complexa interação entre genética, personalidade e ambiente.
 
© wavebreakmedia ltd / shutterstock

por Irene E. Nagel
Luísa M., de 70 anos, acabou de comprar uma televisão. Pouco antes do início de seu programa preferido, ela tenta ligar o aparelho. Confunde-se um pouco com a quantidade de botões no controle remoto, e os comandos desaparecem da tela antes que possa lê-los. Recorre ao manual de instruções, mas as informações logo desaparecem de sua mente, e ela não consegue executá-las. Faltam poucos minutos para o programa começar quando ela decide pedir ajuda à sua vizinha, Margarida R., que, apesar de três anos mais velha, compreende rapidamente as orientações do manual e liga a TV. Só então Luísa se dá conta de que tem tido lapsos de memória cada vez mais frequentes. E já não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo, ainda que sejam muito simples – por mais de uma vez colocou a água do café para ferver e esqueceu a panela no fogo. Acredita que seu problema seja “a idade”, mas se pergunta por que Margarida não enfrenta as mesmas dificuldades. Seu questionamento também tem intrigado cientistas. Até o início desta década, as pesquisas sobre as bases psicofisiológicas da memória de trabalho (ou de curto prazo, que é limitada e permite o armazenamento temporário de informações) e outras funções cognitivas compararam a atividade cerebral de jovens e idosos.

Os resultados retratam o desempenho médio grupal do cérebro maduro, sem considerar diferenças individuais, o que não esclarece se eventuais sinais de declínio cognitivo são realmente consequência da idade ou se as pessoas que participaram dos estudos apresentaram baixo rendimento ao longo de toda a vida. Apenas recentemente os estudos passaram a focar variáveis como genética, personalidade e qualidade de vida. E vários deles sugerem que elas são decisivas no processo de envelhecimento neural. Os procedimentos de neuroimagem, realizados por ressonância magnética funcional (IRMf), permitem distinguir quais regiões do cérebro são mais ativadas durante processos de resolução de problemas. Esse método registra as alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo neural. Por meio delas é possível reconhecer as redes que entram em funcionamento de acordo com o tipo e o grau de dificuldade do exercício que a pessoa resolve no momento do teste. Em um estudo desenvolvido em 2009, nossa equipe de trabalho, no Instituto Max Planck, em Berlim, conseguiu relacionar, utilizando a IRMf, a capacidade de rendimento individual de pessoas na terceira idade com sinais de ativação cerebral. Em um dos experimentos, os participantes – 30 deles com 20 anos, em média, e outros 30 com mais de 60 – tiveram de solucionar exercícios que os obrigavam a utilizar a memória espacial. Os voluntários deveriam lembrar a posição de pontos que apareciam, por breves momentos, em uma tela, enquanto estavam dentro do tubo de ressonância. Em algumas ocasiões aparecia um ponto isolado; às vezes, três ou até sete pontos dispersos. Quando esses sinais desapareciam, imediatamente surgia uma cruz; logo depois, outros pontos. Os participantes deveriam reconhecer, portanto, se os pontos mostrados na última exibição estavam na mesma posição da imagem anterior.

No cérebro dos mais jovens, a imagem composta de sete pontos ativava, com maior intensidade, o lóbulo frontal do córtex e o córtex parietal posterior (área com função destinada a memórias de longo prazo). Faz sentido, já que geralmente os testes complexos exigem esforço cognitivo mais intenso. No caso de pessoas com mais de 60 anos, porém, esse ajuste de ativação não funcionou. Especialmente os mais idosos com menor rendimento apresentaram pouco aumento de ativação do cérebro durante as tarefas mais complexas; em alguns casos, essa reação diminuiu – foi constatado que o ajuste inadequado do processo de ativação das regiões cerebrais coincidia com o menor rendimento. Algo semelhante ocorre com a estabilidade momentânea do funcionamento neural, como foi demonstrado pelos psicólogos da equipe de Brian Knutsen, da Universidade Stanford, em 2010. Eles pediram que 54 adultos, entre 21 e 85 anos, escolhessem um investimento financeiro – fundo de renda fixa ou ações. Essa decisão traria lucros ou prejuízos, de acordo com probabilidades preestabelecidas. Os cientistas observaram, principalmente, como os avaliados fugiam das decisões típicas de um investidor racional, ou seja, optar por ações de risco somente quando os acontecimentos anteriores asseguravam que valia a pena. Exames de imagem comprovaram que a ativação do cérebro mostrava picos curtos de atividades nos adeptos do risco. Entre outras regiões, aumentava a recompensa do cérebro médio, sobretudo no miolo central. Em pessoas mais velhas, a variação da atividade neural nessa área foi mais ampla e apresentou maiores índices de erro. Os pesquisadores concluíram que os voluntários de maior idade tinham mais propensão a correr riscos desnecessários. A capacidade defasada da memória de trabalho e a dificuldade de avaliar as opções parecem, portanto, associadas a déficits do processamento neural. Ainda assim, alguns idosos – os que detinham maiores recursos intelectuais – obtiveram bons resultados, chegando a um padrão semelhante ao de um indivíduo jovem. Como isso é possível?

A distribuição da atividade neural depende de vários aspectos: a densidade da massa cinzenta e do córtex cerebral, as conexões das áreas cerebrais (massa branca) e a disponibilidade de neurotransmissores. Entretanto, muitas pesquisas indicam que essas características mudam com a idade, o que parece justificar as diferenças na capacidade intelectual. O momento em que os processos de envelhecimento cerebral aparecem e a velocidade com a qual avançam dependem de fatores genéticos, entre outros. Isso foi comprovado no caso da dopamina, neurotransmissor responsável por inúmeras funções cognitivas complexas. Uma enzima de nome complicado, catecoloximetiltransferase (COMT), regula a quantidade de dopamina no cérebro. Ela se encarrega de bloquear transmissores específicos para os receptores que se encontram unidos às células nervosas; isso significa que, quanto maior a quantidade de COMT, maior a inibição de dopamina. Cada gene que contém instruções para a síntese da enzima COMT tem variants (polimorfismos), podendo se expressar na forma Val (mais rápida) ou Met (mais lenta). Quando os pares cromossômicos são combinados, de cada um deles derivam quatro genótipos: existem pessoas com Met/Met, outras que misturam Val/Met ou Met/Val e as que possuem Val/Val. O primeiro grupo dispõe de maior quantidade de dopamina; assim menos neurônios se degradam em razão de menor disponibilidade de dopamina. Na prática, parece que a presença dessa substância mantém o cérebro jovem por mais tempo. Métodos modernos conseguem comprovar o genótipo de diversos grupos de pessoas e relacioná-los aos resultados de sua capacidade cognitiva. Assim aconteceu em 2008: solicitou-se que jovens e idosos resolvessem um exercício semelhante ao de memória espacial, descrito anteriormente. Foi encontrado o genótipo correspondente à enzima COMT em cada participante por meio de testes de DNA, e posteriormente comparados os valores. Os mais velhos alcançaram pontuações diferentes, dependendo da disponibilidade de dopamina identificada: quanto maior a presença da substância, melhor o rendimento. Com os jovens foi diferente. Um fator genético que apenas desempenha função relevante na juventude pode exercer influência na velhice? Na verdade, duas reações simultâneas se misturam nesse caso. Com o passar dos anos, a quantidade de dopamina no cérebro diminui. Aqueles que apresentam menor quantidade.

Com o passar do tempo, a influência genética é decisiva apenas em certa medida; escolhas e estilo de vida também são fundamentais da substância (por causa do genótipo COMT) podem mostrar, como consequência, deficits cognitivos. Não significa que a quantidade de genes varie ao longo dos anos, e sim que as diferenças genéticas ganham peso com as mudanças proporcionadas pela idade. Foram encontrados fenômenos semelhantes em outros genes que influenciam a capacidade mental. Assim, o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês) está envolvido na aprendizagem e na formação da memória. Destaca-se aí a extraordinária dinâmica da influência genética, que parece desvendar, cada vez mais, a diferença de desempenho cognitivo com o avanço da idade.

Por outro lado, sabe-se que o estresse é um dos grandes responsáveis pelo envelhecimento crônico. Ainda assim, vale lembrar que muitas vezes aquilo que um indivíduo considera um fardo pode não ser um problema para os outros. Um fator que aumenta a propensão ao estresse é a instabilidade emocional. Segundo constatações de pesquisadores da Universidade Rush, de Chicago, pessoas com alta pontuação nesse traço de personalidade sofreram maior declínio cognitivo na velhice. Já os mais equilibrados, que se abatem menos por circunstâncias externas e conseguem manter a lucidez e o otimismo mesmo em situações difíceis, costumam ter mais chances de envelhecer com saúde. Reconhecer características individuais é importante, tanto no aspecto intellectual quanto no que diz respeito a emoções e motivação dos idosos. Entretanto, os fatores que realmente podemos controlar no caminho do amadurecimento ainda são uma incógnita. De qualquer forma, já sabemos que é possível interferir positivamente no processo de envelhecimento: um estilo de vida saudável e estimulante – que combine atividades físicas e cognitivas – é uma boa garantia para a manutenção do intelecto. O melhor de tudo é que muitos ainda descobrem que participar de aulas de dança ou fazer trabalho voluntário, por exemplo, pode ser muito divertido.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Uma família em conflito

Mamãe Experiência e papai Conhecimento tinham  relação harmônica, perfeito entendimento, parceria e cumplicidade, com isso a vida seguia repleta de realizações. Sentiam que havia chegado a hora, então, amor semeado, filho esperado!
 
Nascia uma princesa. Competência, assim foi chamada a linda e carinhosa menina. Inteligente e alegre, cresceu prestativa e resoluta.
 
A alegria e a felicidade eram tantas que sem demora nascia o homenzinho que formaria o casal.  Futuro, assim chamado, sempre se mostrou um bebê manhoso. Era teimoso, de humor oscilante, um pouco frágil, exigia atenção.
 
Amor de pai e mãe não tem limites, no coração sempre cabe mais um, então, um tempinho depois,  lá estava outra menina. Pelo sorriso era inevitável não chamá-la Motivação. A menina adorava companhia, festas, tinha queda pela liderança, mas, como era inconstante, mudava de opinião a todo momento. Exercia atração, como era atraída, manipulava, como era manipulada. Deixá-la solta era um perigo!
 
Os pais viviam vigilantes. Atenciosos, antenados nas modas e tendências, sentiam-se às vezes impotentes frente às frenéticas mudanças do mundo.
 
Competência, a filha mais velha, jovem ainda, mas de comportamento maduro, auxiliava na educação dos irmãos.
 
Seu relacionamento com o irmão Futuro tinha altos e baixos, e sempre piorava com as atitudes da caçula Motivação, manipuladora e inconstante.
 
Quando conseguia alguns momentos de tranquilidade e sossego com a irmã Motivação, o irmão Futuro, com suas traquinagens, sabia como instalar a discórdia.
 
Papai Conhecimento e mamãe Experiência estavam sempre prontos para agir, de forma a manter a paz no lar. Educavam, instruíam, ditavam rumos.
 
Em alguns momentos atuavam como mentores, outros como conselheiros e algumas vezes como treinadores.
 
Perder Futuro e Motivação de vista era impensável, garantia de dores de cabeça. Atrevido e destemido, Futuro fazia qualquer coisa se fosse desafiado ou provocado pela irmã Motivação.
 
Dona Paciência, a professora, vivia enviando bilhetes para que os pais com ela se reunissem na escola para tratar do comportamento e das notas de ambos. Ratificava a mestra, a cada oportunidade, que Motivação, com orientação, sempre se saia bem, mas Futuro precisava mudar radicalmente as atitudes.
 
No último encontro debateram bastante e chegaram à conclusão que teriam que desenvolver programas educacionais diferentes para as crianças. O trabalho deveria envolver todos: Dona paciência, com apoio de papai Conhecimento, ditaria as diretrizes que seriam acompanhadas por mamãe Experiência e conduzidas pela irmã Competência. Como apoio, adicionalmente, eles fariam imersão em um programa de resiliência.
 
A ação com Futuro seria a metanóia para mudança de mentalidade, e com a irmã Motivação o estabelecimento de objetivos.
 
Experiência e Conhecimento resolveram também voltar a estudar para reciclar, pois perceberam que estavam defasados e muitos de seus conceitos estavam obsoletos, com isso não sabiam como tratar as questões que lhes apresentavam os filhos.
 
Testemunha, a vizinha que tudo sabe, diz que o esforço está valendo à pena!

Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo

Publicado em 29-Feb-2012, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

Seres especiais: gente, equilíbrio e sucesso



Ser especial é nunca desistir quando em tempestade, e nem pensar que tudo acaba em datas pré-fixadas tipo: início, meio e fim.

Datas simbolizam o encerrar dos ciclos, mas o que são ciclos se não sinais de que as coisas voltam e devem ser acompanhadas por mudanças e renovações.

Nessas horas, as quais doutrinaram como anos, é que devemos analisar se os feitos equivaleram ao que pretendíamos e se valeu à pena.

O que passamos já se foi, mas, mal ou bem, pedirá por uma revisão do comportamento, que sempre será o principal estimulador das ações, pois é no dia seguinte que a execução deve ser recheada pelos segredos das evoluções.

Muitas coisas que fizemos, ficaram sem os efeitos esperados, enquanto outras, que não eram os planos traçados, aconteceram e trouxeram novidades positivas.
Mas é isso é que faz da vida, um orquestrar que compõe a própria sinfonia...
Que quando com medo, diz para fazer.
Que na indecisão pede para tentar acima do sonhar.
Chorar, pelos momentos que valeram.
Sorrir, mesmo se for para disfarçar o que deu errado.

Ser especial não é somente aplausos ou reconhecimentos.
Ser especial é estar dotado de algo interior que te faça sentir que buscou.
E é dentro dessas doações pelas buscas que às vezes superamos nossos limites, antes tidos como impossíveis.

Publicado em 27-Feb-2012, por Sérgio Dal Sasso, no site: www.gestopole.com.br

sábado, 31 de março de 2012

Para onde foi a sua iniciativa?



Dos dois aos doze anos, mais ou menos, você foi um iniciador por natureza. Quase sempre acordava antes dos seus pais, mexia em tudo o que não podia, perguntava sobre tudo e sobre todos e não parava de “incomodar” os outros até que alguém o fizesse calar subitamente.

Os meninos se tornavam bravos super-heróis, médicos, engenheiros, advogados, eletricistas ou cientistas antes mesmo de saber o que significava isso. As meninas, por sua vez, assumiam o instinto materno com suas brincadeiras de casinha e de boneca e isso era a coisa mais natural do mundo.

Nesse período, você vivia mergulhado num turbilhão de ideias que fluíam dos dois dos dois lados do cérebro continuamente sem se importar se aquilo valia a pena ou não. Você não tinha medo de perguntar nem de fazer alguma coisa por iniciativa própria, fosse proibido ou não. O fracasso não fazia parte do seu vocabulário. Você simplesmente fazia.

Com o tempo, você passou a encarar os problemas com o mesmo olhar dos seus pais, descobriu a existência da seletividade e da competitividade e passou a se comparar com os amigos de escola, de condomínio e de balada. Descobriu que ter coisas boas, de marca ou de grife, é bom, principalmente quando não precisa pagar por elas.

Aquela competitividade natural do ser humano ecoou em você a ponto de deixar seus pais malucos sobre como fazer para dar conta de todo aquele arsenal de coisas que você nem precisava tanto, mas deveria comprar para não ser hostilizado pelos colegas de escola, filhos dos vizinhos e primos ricos.

Ao mesmo tempo, sua criatividade desapareceu, não por completo, é óbvio, mas foi atrofiada diante da competitividade acirrada da qual você faz parte e que não dá tréguas. Em pouco tempo, você substituiu o rótulo do iniciador pelo rótulo de resistente e o medo passou a fazer parte do seu cotidiano.

Você já não põe mais o dedo na tomada, inadvertidamente, tampouco desmonta os eletrodomésticos de casa sem se dar conta de que alguém vai pegar no seu pé nem deita no chão para espernear, pois sabe que, por razões óbvias, isso pode se voltar contra você. Então, você apenas se submete e acompanha o fluxo da maré.

Além de tudo, para suprir a falta de iniciativa e a resistência natural da maioria das pessoas para as mudanças, o mundo inventou o YouTube, o Twitter, o Facebook, o Google e milhares de outras mídias para que você não tenha a menor preocupação com o futuro.

Com isso, você pode ficar conectado vinte e quatro horas por dia, sem se dar conta de que o tempo está passando, além de fugir da cobrança implacável dos pais e do mundo quanto ao futuro incerto que tem pela frente. A inércia dói menos do que o enfrentamento. De certa forma, ela resolve todos os seus problemas de emprego, de escola e posicionamento na sociedade.

O fato é que o mundo está mudando rápido demais e sem a chama da iniciativa, lamento dizer, não há outra escolha a não ser reagir às mudanças. Na prática, sem a capacidade de experimentar, de questionar, de instigar, você está simplesmente parado, à deriva, esperando ser levado pela corrente. Sem iniciativa, as maçãs continuarão caindo do céu, mas a única coisa que você poderá dizer é: só acontece comigo!

Onde foi parar a sua iniciativa? Por que você continua caminhando em círculos? O que você faz com aquele turbilhão de ideais que fluem todos os dias na sua mente? O que você vai fazer nos próximos cinquenta anos? Quantos milhares de vídeos você ainda precisa ver no YouTube antes de gravar a sua própria história?

A única saída é quebrar as regras ou reinventá-las. Tentar, tentar, tentar quantas vezes for necessário. Reconheço que é bem mais fácil deixar a vida nos levar, mas isso não muda o mundo. O que você está esperando? Que alguém lhe diga: vai, criatura, mexa-se? Quando você pode começar? Agora é melhor do que na segunda-feira, portanto, vejamos:

Pare de andar em círculos: deixe de ser orgulhoso e compre um mapa. A iniciativa por si só não é suficiente. Planeje, escreva, inicie um blog, assuma uma causa, seja um experimentador por natureza. A vida é pura experimentação, dizia Emerson, o grande pensador norte-americano. Grandes empreendedores são vistos com muito interesse todos os dias porque não tem medo de iniciar nem de errar.

 Pense diferente: você já está de “saco cheio” de ficar ouvindo os nomes de Bill Gates, Steve Jobs, Larry Page, Mark Zuckerberg e tantos outros? A diferença entre você e eles não são os bilhões de dólares que acumularam. A diferença básica é, e sempre será, a chama da iniciativa e da realização.

Um pouco de risco não faz mal a ninguém: o risco envolve ganhar e perder. Isso, para alguns, é ruim, pois representa uma enorme possibilidade de fracasso. São poucos os que colocam em jogo algo que pode valer a pena. A maioria das ideias fracassa, porém isso não significa que o seu projeto está condenado.

A regra de outro da iniciativa: vender é difícil, escrever difícil, fazer a diferença é difícil. Digo isso por experiência própria, portanto, trabalhe regularmente, seja consistente. Não existe almoço grátis. Em caso de dúvida, procure o medo. Ele é, na maioria dos casos, a fonte da sua dúvida. A iniciativa é uma habilidade escassa, por isso é rara e tem valor.

Pense nisso e seja feliz!

Publicado em 27-Feb-2012, 8:26 AM por Jerônimo Mendes

sexta-feira, 30 de março de 2012

A ousadia: do lento ao talento

 


Do tá lento para o talento, saiba que não existe mudança fácil quando temos que estudar para tirar um acento ortográfico e ainda fazer com que palavras, até então de significados medíocres, sejam unidas para formar algo que justifique um grande efeito para que sejamos visto como alguém interessante.

Por outro lado quando somos referenciados pelo que fazemos é porque temos como adição a obstinação pelo colocar em pratica o que acreditamos ter nas mãos. É nessa viagem de idéias que podemos compor o que chamamos de vantagem competitiva, por onde tudo que imaginamos como criativo só terá ordenação quando coligado com entendimento combinado entre tempo, disposição e ousadia.

O sucesso de um profissional vem da bagagem, da escolha e aproveitamento dos meios por onde esteve, da visão de direção a seguir, pela composição do estimulo para superar as cobranças e avançar. Algo do tipo, como num final de copa do mundo, jogo empatado, alguém é derrubado na pequena área, um pênalti, a maioria disfarça, mas alguém se dispõe a levantar a mão e sair para cobrar. Bom, se foi gol ou não, tanto faz, mas fico pensando sobre os valores e a autoconfiança dos que conseguem se antecipar e o que isso é importante para a formação do equilíbrio pelo enfrentar vitórias, fracassar e continuar buscando o que se acredita.

É o desafio e seu resultado que faz acontecer às coisas, e do jeito que o mundo vai sempre se complicando, hoje quem não aceita enfrentar o lado das dificuldades, dificilmente terá o reconhecimento, que está sempre pela medição do que fazemos de hoje para o futuro.

A história que fica para o futuro tem a ver com o que ainda não fizemos, ou seja, para ser melhor temos que ter adições ao que somos hoje e isso se encontra guardado dentro de cada um esperando pelo se soltar rumo ao uso. Fica aqui algo do tipo temos que ser mais, que conseguir sair dos sonhos pelo desejo de viver rumo a uma dinâmica felicidade, superando a imposição das exigências e conquistando o prazer pelas coisas a partir das mais simples.

Publicado em 21 de março de 2012, por Sérgio Dal Sasso, no site: www.gestopole.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

O mundo é simples

A complexidade humana é difícil de ser entendida e atendida, disse-me certa vez um amigo. Concordo plenamente, porém, a questão complexa nesse caso é: o que leva o ser humano a dificultar tanto as coisas? Em certos aspectos, o ditado não muda: a gente vai morrer e não vai ver tudo.

Num rápido exame de consciência, existe razão para desentendimentos, falta de cooperação, intolerância, ódio, rigidez de pensamentos? De onde vem essa maldita tendência humana para o domínio das classes menos favorecidas? Será realmente necessário tentar provar algo para alguém o tempo todo?

Durante a vida inteira, o ser humano desperdiça boa parte da sua energia vital em coisas que não valem a pena. De uma forma ou de outra, ele está sempre tentando se posicionar na sociedade comprando coisas que não precisa, trabalhando em algo que nada tem a ver com a sua vocação e sustentando relacionamentos que, mais cedo ou mais tarde, terão um fim.

Apesar de isso variar de pessoa para pessoa, quem leva uma vida mais simples tem menos chances de morrer antes do tempo. E, perdoe a sinceridade, não me venha com essa de que a gente vai embora quando Deus quer. A forma como as pessoas encaram o mundo e administram a sua parte pode abreviar ou retardar esse tempo.

Quem me conhece sabe que eu não tenho projeto de morrer antes dos 100. Se, por alguma razão inesperada, isso acontecer, juro que não será culpa minha. Por essas e outras razões, a máxima de Sócrates, filósofo da Grécia antiga, tornou-se a minha bandeira: "Quantas coisas sem as quais posso viver tranquilamente".

O que significa ser simples? Isso daria uma boa tese de doutorado, porém, vou ser simples e conciso. Ser simples significa ser mais prático, menos formal, mais educado, menos malicioso, mais receptivo, menos tendencioso, mais racional, menos intolerante, mais intuitivo, menos crítico.

Quer um exemplo? Dia desses, eu estava almoçando com o meu filho mais velho no shopping e encontrei um amigo consultor que me apresentou a um dos investidores daquele restaurante onde nós estávamos. Eu sabia que conhecia aquele sujeito de algum lugar.

Sem formalidades, ele entrou no bate-papo e ali permaneceu por um bom tempo, na maior descontração, como se fossemos velhos conhecidos. Em torno de quinze minutos ou mais, despediu-se, trocamos cartão e ele se foi.

Alguns segundos depois, eu me dei conta de que se tratava do herdeiro de uma das maiores fortunas do Estado, sentado ali, sem mais nem menos, de camiseta, calção e chinelo, feliz por fazer parte de um novo empreendimento que não representa um milésimo dos negócios que a família tem.

O mundo é simples, portanto, para que dificultar as coisas? Imagine se a natureza decidisse conspirar contra nós. Ela não conspira, simplesmente faz o que tem que fazer, sem preconceito nem reclamações.

Pense nisso e seja feliz!

Publicado por Por Jerônimo Mendes, no site: www.gestopole.com.br

quarta-feira, 28 de março de 2012

Educação: inicio e fim

A compreensão de educação que obtemos através do tempo, remete-nos a existência de que tenhamos um orientador, um orientando e um conteúdo, e no final uma avaliação, bem como, um planejamento para que se chegue a um objetivo. Essa foi à forma mais simples que transcreveram a educação para nossos dias.
Seria fácil pensar assim, se não houvesse uma pessoa para transformar-se durante o período histórico e geográfico de sua estadia em um determinado lugar, que não podemos determinar, em razão de ser educada para o convivio social.
Há mais procedimentos entre os processos educativos que envolvem uma sociedade do que a simples regra de existir uma pessoa mais velha e uma mais jovem para que ocorra a educação.
Educar requer dos seus participantes, uma mudança de vida, se não ocorrer, não houve educação. Por isso, do fracasso dos modelos educacionais praticados no Brasil de longo tempo, pois a origem da educação não se encontra na relação de uma pessoa mais velha junto da pessoa mais nova, mais a possibilidade de ocorrer trocas constantes de informações e doutrinas familiares e construções de condutas em sociedade, não podemos limitar-nos a analisar algo que discipline como um procedimento organizador da educação ou para educação.
Neste contexto, deparamos com a verdade contida em uma escola sem finalidade, pois, para que as famílias enviem os seus filhos e filhas para escola?
Em observações recentes, encontramos o esfacelamento da família, ou seja, se levarmos em consideração o que a lei determina para a configuração de uma família, necessitamos mudar a lei, diante dos fatos reais na comunidade devido as politicas publicas, pois não temos hoje uma percentagem grande, da família formada por pai, mãe e filho (s), mais sim, agrupamentos de pessoas e nos sitio on-line, tomou o lugar do dialogo com o outro.
A particularidade de possuir uma vida voltada a atuação social, deu lugar a grades, edifícios com serviços diversos, alem de shopping, comunidades cercadas de forma privada.
Nem todos os cuidados levantados pelas famílias de todas as classes para se dar aos seus membros o que se identifica como uma vida de bem estar, não ofertou o efeito desejado. Encontramos hoje, o alto índice de violência doméstica, ou a violação do lar por pessoas estranhas, ou mesmo pessoa da família, intimas e nas ruas.
Evidente que a escola como instituição educacional faliu, pois a família esta desorganizada, assim os ideias de tornar a pessoa um ser social pela escola, como pensaram vários teóricos em educação através do tempo, não se confirmou com os bons métodos, quando colocados em ação nas regiões subdesenvolvidas ou em desenvolvimento e nas desenvolvidas, a desordem por falta de melhor estrutura humana que resplandece na sociedade devido o relacionamento domestico.
Mais uma vez, vemos na televisão os estragos feitos na escola dos Estado Unidos da Americado Norte, de mais um estudante em conflito com ele mesmo e com os outros, bem como em outros paises da Europa,Africa, Asia, Oceania, Oriente e Oriente médio, sobre questões etnicas.
Todas as instituições ligadas a educação, hoje,  são verdadeiros palcos para envolvimentos políticos e formação de grupos organizados para se perpetuarem na administração do Estado, ou seja, os cabides para colocar os súditos políticos, também serve hoje, para localização de pessoas que se identifiquem para servirem de instrumentos de controle politico da escola, conscientes ou não, mais são professores que oferecem o que tem de melhor, para controlar outros professores de acordo com o interesse pessoais e politicos, e ainda, ocorre as pessoas que defendem essa negação individual, social e profissional do que deveria entendermos como ser social, afirmando que o “mundo é dos expertos”, trágico meio para demonstrar a imoralidade humana.
Hoje, se defende um aumento salarial para os professores no mês de janeiro de cada ano, ou seja, anualmente os professores teriam aumento salarial, sem a necessidade de sair as ruas para mostrar a sociedade o descaso com a educação.
Essa caminhada deveria ser constante, não só quando o salário é negado, pois enquanto se nega um piso salarial para a categoria de professores, os gatos e os gastos com a máquina publica pelos seus administradores e a corrupção tem levado a sociedade a falência de seus bens mais preciosos, o direito subjetivo de ter direitos.

Jrg230460@gmail.com

Publicado em 28-Feb-2012, por Jorge Rocha Gonçalves, no site: www.gestopole.com.br

terça-feira, 27 de março de 2012

EDUCAÇÃO, UM PROBLEMA DE GERAÇÕES

 por Benedicto Ismael C. Dutra



Uma informação que chama a nossa atenção no Enem 2011 foi a devolução, por 51 mil alunos, da prova de redação em branco, isto é, não escreveram nenhuma frase. Outras mais de 130 mil redações dos alunos foram desclassificadas por alguma impropriedade gritante. A dificuldade para escrever um simples relato atinge boa parte dos estudantes. Isso indica que a escola não cumpriu a sua missão de dar ao aluno um preparo mínimo para a redação de um texto, mas também que os alunos se encontram num estágio mental de baixo nível, o que pode ser atribuído a um grave descuido dos pais.

Com certeza, o descaso na educação e no preparo das novas gerações não é de hoje. Vem de um passado distante, sempre que os pais não dispunham de tempo para se dedicarem aos filhos adequadamente e necessitavam que os mesmos entrassem logo na atividade produtiva para ajudar a família a enfrentar a luta pela sobrevivência. As pessoas aprendiam a trabalhar com seus pais. Minorias mais esclarecidas se esforçavam em retardar o ingresso dos filhos no mercado de trabalho para que pudessem adquirir boa formação educacional. Ao mesmo tempo davam ao livro um lugar de destaque no lar, onde sempre havia uma estante com vários exemplares.

Com as mudanças na economia e na produção,  as novas gerações passaram a necessitar da alfabetizaçao e aprender a raciocinar com lucidez para adquirir habilidades profissionais. Isso foi em muitos casos obtido com a prática da leitura, hábito que ficou perdido ao longo do tempo no afã de manter a mente distraída com qualquer bugiganga emburrecedora mostrada na TV ou com os jogos eletrônicos. 

Jovens despreparados acabaram se tornando pais e mães sem que antes tivessem obtido a necessária experiência para dar aos filhos gerados uma boa base para a educação. Com uma escola de baixo nível fritou-se a omelete da ignorância, temperada com o emburrecimento e maus exemplos produzidos pelos filmes e pela TV. Agora todos correm atrás do prejuízo, pois a vida que poderia ser maravilhosa explode num vale de lágrimas: em 90 % das cidades brasileiras consome-se crack, um veneno que está se espalhando e fazendo novas vítimas a cada dia. Com a população mais jovem fragilizada pela deficiente educação e pela expansão no uso das drogas, o Brasil, o país do futuro, tem seu futuro comprometido sem que sejam planejadas ações mais adequadas, como tem sido feito nos países desenvolvidos e administrados com responsabilidade.

A educação tem sido um tabu intocável.  Nas colônias os dominadores não viam com bons olhos a boa formação educacional de seus colonos. As correntes dominantes impõem seus pressupostos às novas gerações para manter o domínio e a submissão. Atualmente, enfrentamos a rigidez dos currículos escolares e a pobreza do material didático disponibilizado.

Num mundo de falsidades onde as pessoas escondem seus sentimentos egoísticos, ocultando-os com palavras enganadoras que encobrem a verdade, o "como educar" as novas gerações se torna um grande dilema. Temos de considerar o ser humano como uma totalidade  para o qual não é suficiente apenas o aprendizado profissional. Necessitamos da Luz da Verdade. As novas gerações necessitam estar aptas a pesquisar o sentido da vida e perceber que nossa tarefa é cooperar para o desenvolvimento progressivo que produza alegria e paz para todas as criaturas. Uma educação que não conduzir a isso não pode ser qualificada como educação.

Publicado em 24-Feb-2012, por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

A mente tem um poder imenso...

Através do pensamento podemos passar da pobreza para a abundância, da tristeza para a alegria, do fracasso para o sucesso, da doença para a saúde.

O nosso subconsciente tem um poder impressionante. Se ao acordar você disser "Que dia lindo! Como estou bem!" ou "Que dia horrível... Não estou me sentindo bem" saiba que o seu dia será um reflexo desse pensamento. Portanto, ocupe sua mente com pensamentos harmoniosos, saudáveis, alegres, prósperos e sábios.

A lei que rege a nossa mente é a fé. Para obter tudo o que deseja, é preciso saber pedir. Pense que você é o jardineiro de sua vida, portanto procure plantar continuamente bons pensamentos. Tenha cuidado com o seu pensamento, pois ele pode gerar um efeito. Se você desejar mal a alguém, este mal pode voltar para você. Ao invés de dizer não se esqueça, diga lembre-se. Vigie seus pensamentos para que sejam positivos.

Através do pensamento podemos passar da pobreza para a abundância, da tristeza para a alegria, do fracasso para o sucesso, da doença para a saúde. Através da mudança do pensamento, podemos mudar a nossa vida. Quando você diz repetidamente que é capaz de alguma coisa, sua mente aceita isso ao pé da letra e providencia para que você consiga alcançar o que deseja.

Ao mudar o nosso pensamento, podemos mudar a nossa vida. Saiba que o maior poder que temos é o da escolha. Por isso:

    Escolha a saúde, a abundância e a vida!
    Escolha o amor e a felicidade!
    Escolha a cordialidade.
    Seja prestativo, alegre e simpático.

Quando escolhemos ser prestativos, alegres e simpáticos teremos um melhor retorno das outras pessoas.

O que você forma em sua mente é tão real quanto qualquer parte do seu corpo. Seu subconsciente amplia tudo o que nele é depositado, quer sejam idéias de riqueza ou de pobreza. Pense o bem para os outros e estará, na verdade, pensando o bem para si próprio. Os chineses já diziam que "um quadro pode valer mais que mil palavras".

Temos diversos exemplos de pessoas que acreditaram que algo lhe aconteceria com tanta fé que viu seu pensamento se realizar. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: imaginei isso desse jeito, aconteceu do jeito que sonhei, era assim mesmo que eu queria. Quantos atletas chegam à vitória e declaram que imaginaram o momento? Quantos jogadores fazem um gol e declaram que foi do jeitinho que pensaram? E você? Quantas vezes viu acontecer uma coisa que imaginou?

Uma das palavras mais fortes da bíblia é fé. Portanto, acredite! Tenha fé que as coisas mudarão para melhor na sua vida!

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro "A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado", e dos livros de bolso "E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo" e "E agora, Lívia? –

Desafios da liderança".


Portal: www.soniajordao.com.br


Publicado em 28-Feb-2012, por Sonia Jordao, no site: www.gestopole.com.br

domingo, 25 de março de 2012

Sobre egoísmo e altruísmo

Autor: Tom Coelho



Vivemos em um mundo não de escassez, mas de abundância. Porém, o
individualismo dilacera a possibilidade do compartilhar.



"Uma pessoa é única ao estender a mão,

e ao recolhê-la inesperadamente se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes."
(William Shakespeare)



Em um intervalo de duas semanas assistimos a três eventos trágicos que
ceifaram vidas: a garotinha atingida por um jet sky, a adolescente vitimada
por um brinquedo em um parque de diversões e a ciclista atropelada por um
ônibus. Embora eventos distintos, guardam correlações que merecem reflexão.

No caso da pequena Grazielly Lames, que pela primeira vez em seus tenros
três anos de vida avistava o mar e pisava a areia da praia, chama-nos mais a
atenção não o fato de o menor de 13 anos estar ou não conduzindo o veículo
na ocasião, mas sim de ter fugido na companhia de sua mãe em um helicóptero,
enquanto a criança aguardava 40 minutos por socorro. O egoísmo latente, a
preocupação exclusiva com os próprios interesses e a negligência diante da
responsabilidade pelo ato impediram que o mesmo helicóptero prestasse pronto
atendimento à menina.

No evento do Hopi Hari, causa-nos indignação saber que o assento que vitimou
Gabriela Nichimura estava inadequado para uso havia dez anos, sem que
qualquer providência tivesse sido tomada. Porém, mais do que a omissão da
empresa, a falta de liderança e comando, e o flagrante desrespeito às normas
mínimas de segurança, foi repugnante ver o parque continuar suas atividades
naquele dia fatídico e ainda abrir suas portas no dia seguinte como se tudo
estivesse dentro da mais absoluta normalidade.

Por fim, a bióloga e pesquisadora Juliana Dias, que fazia da bicicleta seu
meio de transporte, obedecendo às normas, à sinalização e portando os
equipamentos de proteção devidos, sucumbiu após ser fechada por outro
veículo que também se evadiu do local sem prestar socorro. Vítima da guerra
pelo espaço urbano em uma cidade desestruturada que não consegue conferir
mobilidade aos seus cidadãos.

Três eventos, três vidas que se foram prematuramente. Indícios de uma
sociedade fragmentada, individualista e em franco processo de apodrecimento.
Vivemos em um mundo com sete bilhões de pessoas, com acesso aos mais
diversos recursos e à comunicação instantânea, mas paradoxalmente estamos
cada vez mais isolados, encasulados, urgentes e inertes.

Isso me faz lembrar o planeta pós-apocalíptico retratado pelo diretor
australiano George Miller em sua trilogia "Mad Max", que alçou o ator Mel
Gibson ao estrelato a partir de 1979. Mas aquele era um mundo de escassez,
de luta pela sobrevivência e não um mundo de abundância como o que temos
hoje.

É mais do que urgente resgatarmos alguns valores em nossa sociedade. Pais
que não dialogam com filhos, vizinhos que não se conversam, colegas de
trabalho que não compartilham experiências e preferem viver entrincheirados,
evitando expor-se, ficando à espreita por uma oportunidade para dar o bote e
subir um degrau a mais mesmo que em detrimento do outro.

Há uma atitude moral que precisa ser praticada, difundida e valorizada. Ela
atende pelo nome de altruísmo.


* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
<mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br> tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
<http://www.tomcoelho.com.br/> www.tomcoelho.com.br e
<http://www.setevidas.com.br> www.setevidas.com.br.

Recebido do autor por e-mail

sábado, 24 de março de 2012

ERRADICAR A POBREZA

 por Benedicto Ismael C. Dutra


Um novo modelo de desenvolvimento terá de considerar em primeira linha a evolução integral do ser humano

Já podemos falar que realmente a pobreza se instalou nos países periféricos em vista do tríplice aspecto da miséria: a material, a educacional e a espiritual. Mais de três bilhões de pessoas vivem na miséria total: pessoas doentes e desnutridas, com moradias precárias sem esgoto, falta de educação e preparo para vida. A miséria avançou devido ao descaso da humanidade com o futuro. Caberia aos governantes impedir a multiplicação da miséria, mas o sistema criado se tornou rígido, voltado para interesses imediatistas na busca de vantagens, com o emprego da astúcia como a consequência lógica da sintonização voltada exclusivamente para o materialismo.

Nisso as religiões também tiveram a sua parcela de responsabilidade ao desenvolver postulados acomodatícios para reter os fiéis em suas fileiras. Como dizia Christopher Hitchens: “a religião envenena tudo”.

Diante do flagrante aumento da miséria muitos órgãos internacionais passaram a debater a questão propondo soluções. No entanto, para erradicar a miséria temos de levar em consideração dois fatores: a importância do esforço individual e a obstrução impeditiva feita por aqueles que, egoisticamente, obstruem a passagem para a mesa sempre posta que a natureza nos oferta.

Encontrar as causas não teria sido difícil, mas preferiu-se a busca de culpados. Os seres humanos deveriam ser fortes, independentes, sem ficar esperando tudo de “mão beijada”. Temos de nos preparar, exercitar a vontade própria, por o querer em ação, estabelecer metas, por-se em movimento. 

Muitas teorias foram desenvolvidas sobre as causas da miséria, sem que seus autores se aproximassem da raiz espiritual das dificuldades que se precipitam sobre a humanidade. Precisamos entender o que há por trás de teorias que colocam a culpa da miséria no capitalismo ou na lógica do mercado que reforça as desigualdades, ou daquelas que, para alcançar a riqueza, propõem um desenvolvimento sem limites, fundado no consumismo que transformou a natureza em mercadoria, destruindo o equilíbrio ambiental, no ser humano em mero instrumento de trabalho que não pode parar de consumir, e nos Estados em deficitários devedores soberanos.

“O capitalismo, na sua atual forma, já não se encaixa no mundo que nos cerca. Falhamos ao não termos aprendido as lições da crise financeira de 2009. A transformação global é urgente e tem de começar com o restabelecimento de um sentido global de responsabilidade social”, disse o fundador e presidente executivo do fórum econômico mundial, Klaus Schwab, em comunicado na página do evento, na internet.

O problema não está no capitalismo em si. No passado, o modelo adotado nas comunidades era mais humano, pois ligava os habitantes entre si para a produção de alimentos e a transmissão da cultura num modo de viver solidário, integrado à natureza. Esse modelo deveria ter evoluído para formas mais avançadas, mas devido à estagnação espiritual acabou retrocedendo na escala evolutiva. A estagnação espiritual reteve a humanidade acorrentada ao mundo material e seus aspectos restritivos, culminando na aspereza do economicismo financeiro. Aos poucos, a ciência afastou-se do reconhecimento das leis da natureza para ater-se unilateralmente às leis da busca do lucro máximo e valorização do temporário. E deu no que deu: um modo de viver desumano, alienado do sentido da vida, criando-se uma civilização aprisionada ao lucro, à acumulação financeira e de poder de dominação, sem levar em consideração a real evolução humana.

Para que um progresso duradouro seja alcançado, deverá surgir um novo modelo de desenvolvimento que terá de considerar em primeira linha a evolução integral do ser humano nos seus aspectos materiais, éticos e espirituais, sem esquecer que neste planeta acolhedor somos apenas hóspedes em peregrinação e, portanto, temos de reconhecer e respeitar os seus sábios mecanismos naturais de conservação.

Publicado em 16-Feb-2012, por Simone Bertelli, no site: www.gestopole.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Educação Escolar

                    A educação escolar vem, nos últimos anos, representando um fator importante a ser debatido junto a diferentes setores da sociedade por questões óbvias. O crescente impacto causado ao meio ambiente escolar por conta de sucessivas ações antropogênicas não adequadas como práticas educativas sem sentido, bullying, falta de parceria e outros, tem provocado a criação de diferentes instrumentos inovadores da prática diretiva para suprimir ao máximo os problemas enfrentados pela falta de compromisso no ambiente intraescolar e de uma conscientização acerca da importância do equilíbrio climático desse espaço. Uma proposta seria trazer a discussão de forma definitiva e permanente para dentro das escolas de ensino fundamental e médio, iniciando, através de uma prática persuasiva, consciente e dinâmica, a formação de opinião e atitude sobre questões relacionadas ao meio ambiente educacional e, consequentemente, buscar mudanças comportamentais nos espaços intra e extraescolar através de resultados apresentados numa pedagogia de projetos gerenciados e desenvolvidos durante o ano letivo em todas as áreas do núcleo comum, através de uma ação coordenada, consciente e participativa (SILVA, M. F., 2012).

Publicado em 21-Feb-2012, por Marte Ferreira Da Silva, no site: www.gestopole.com.br