quinta-feira, 23 de abril de 2009
E A CRISE????
Desde maio do ano passado o investimento estrangeiro é negativo, eles só venderam em pânico. Segundo O Estado de São Paulo, em março voltaram a investir no Brasil. Pelo menos alguns acreditam que a crise já passou. Ninguém investe em ações achando que a "crise" vai piorar.
Investimento estrangeiro cai para US$ 1,444 bi em março - Estadao.com.br.
Em março, o investimento estrangeiro em ações no Brasil apresentou o primeiro resultado positivo desde maio do ano passado. Eles computaram um saldo positivo de US$ 852 milhões em março.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 23, 2009 at 09:40 AM
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A FARRA DO CONGRESSO (VI)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Deputado promete recorrer ao plenário sobre limitação de passagens
Rodolfo Torres
O deputado Silvio Costa (PMN-PE) afirmou há pouco que vai recorrer da decisão tomada nesta quarta-feira (22), que limita o uso da cota de passagens aéreas apenas aos deputados. Além disso, a Mesa Diretora decidiu que apenas viagens dentro do país serão permitidas
O deputado pernambucano destacou que levará o assunto para ser debatido em plenário. De acordo com Silvio, a decisão de Mesa é “acuada”.
Para o congressista, o deputado deve usar a sua cota para transportar o cônjuge e os filhos. “Quer dizer que eu venho para Brasília e minha mulher fica lá?”, questionou.
Por sua vez, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que se o recurso for regimental, será levado a plenário. Conforme ressaltou o peemedebista, o plenário “é soberano”.
Levantamento exclusivo do Congresso em Foco revela que dos 513 deputados, 261 tinham usado a cota de passagens aéreas para bancar viagens ao exterior. Destinos como Miami, nos Estados Unidos, Milão, na Itália, e Paris, na França estão entre os prediletos.
Postado em
http>//congressoemfoco.ig.com.br
Reduzindo a poluição!
02 Abr 2009 16:42
Muito se fala sobre ousadas tecnologias para reduzir, ao máximo, a emissão de gases poluentes. O debate é muito válido, mas, as vezes, nos concentramos tanto em grandes projetos que esquecemos das pequenas atitudes do dia-a-dia que também podem contribuir para o meio-ambiente – como, por exemplo, ir a pé para a escola.Em Lecco, na Itália, o governo resolveu refrescar a cabeça das pessoas e criou o Piedibus (“ônibus com pés”, em tradução livre) para levar os estudantes ao colégio. São 450 crianças que caminham ao longo de 17 rotas de ônibus em direção a 10 escolas diferentes... juntas – e acompanhadas de monitores! A iniciativa ajuda a combater a obesidade infantil, melhora o trânsito da cidade e, principalmente, diminui a emissão de poluentes. Segundo dados do governo, desde o início do projeto, em 2003, cem mil carros já deixaram de circular nas ruas de manhã e milhares de toneladas de carbono deixaram de ser lançadas no planeta.O mais legal é que as caminhadas matinais estão longe de ser um castigo para a criançada. Elas se divertem no caminho para a escola, fazendo piadas e brincadeiras ao longo do percurso, ganham consciência ambiental desde pequenas e, ainda, tomam conta da cidade. Muitos apontam, para os monitores, os carros estacionados em lugares proibidos ou os donos de cachorros que não recolhem as necessidades de seus bichinhos. Enquanto o governo brasileiro não cria uma medida dessas por aqui, o jeito é esperar que a consciência ambiental de cada um fale mais alto!
Veja mais em
http://super.abril.com.br/blogs/planeta/index3.shtml
A crise psicológica
Quero aqui não ser realista a ponto de não enxergar o momento de dificuldades, mas o que tenho visto e ouvido é que na verdade a crise não afetou de forma tão marcante as pequenas e médias empresas.
Como a crise tem sido mais psicológica podemos identificar diversas mudanças de atitudes, planos e caminhos, porém nada que já não estivesse previamente estabelecido, ou seja, quem já queria demitir, demitiu.
Quem queria cortar gastos, cortou. Quem queria mudar algum rumo dos negócios, mudou...
Então a crise veio para que abríssemos os olhos e nos permitiu acelerar os processos de mudanças.
Glaiton Faria - Consultor em Autopeças
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Posted by Stephen Kanitz on abril 21, 2009 at 11:00 PM
A FARRA DO CONGRESSO (V)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Câmara discute vetar viagens de parentes com cota
22/04/2009 - 07:22 - Agência Estado
Uma semana depois de prometer regras transparentes para o uso do dinheiro da cota de passagens aéreas dos deputados e apresentar uma resolução que só oficializou a farra da viagens, o comando da Câmara faz nesta quarta-feira uma nova tentativa para editar um “pacote moralizador”. A proposta, que será apresentada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), na reunião da Mesa Diretora com o colégio de líderes, foi discutida ao longo do feriado de Tiradentes com outros parlamentares.
Veja também: Maioria da Câmara usou cotas para voos ao exterior
Na noite desta terça-feira, reunidos na residência oficial da presidência da Câmara, um grupo de integrantes da Mesa e líderes partidários definiram que uma das propostas concretas para o encontro desta quarta é vetar o uso das passagens da cota dos parlamentares por familiares e amigos. Além disso, a ideia é também reduzir a cota pela metade - cálculos dos técnicos da Câmara mostram que, com essa redução, seria possível poupar, em média, R$ 5 mil por deputado.
Na segunda-feira, Temer admitiu em nota oficial que também gastou parte de sua cota de passagens aéreas com parentes e terceiros. O deputado defenderá na reunião desta quarta a tese de que, a cada emissão de passagem, o nome do parlamentar e o trecho do voo sejam publicados na internet, para conhecimento geral.Na semana passada, em reunião do colégio de líderes, os parlamentares começaram tratando da moralização no uso das passagens, mas acabaram por legalizar tudo o que era informal e admitindo que bilhetes comprados com dinheiro público podem ser usados por qualquer pessoa indicada por senadores e deputados - até em viagens de férias ao exterior.
Os líderes chegaram ao ponto de sacramentar a prática de “poupar” a cota, isto é, o direito de o parlamentar acumular créditos para usar em viagens. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Já estava na hora???
Não!!!
Já passou da hora???
Não!!!
Jamais deveríamos ter chegado a essa Hora!!!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Quem contribui para a crise?
Lula estava sendo político quando afirmou que 50% desta crise foi gerada pela própria imprensa brasileira, como prevíamos. Uma pesquisa com 100 leitores revela que a porcentagem atribuída à imprensa por esta crise foi muito maior: 84%.
Vide os dados mais detalhado na tabela abaixo. Os dados são consistentes até o valor de 90%, a partir de que surge uma falha, com muitos leitores passando para a categoria de 100% -- o que obviamente é um exagero. Esse exagero, muito provavelmente, reflete o que os leitores andam sentindo da imprensa.
O correto seria 35% votando 90%, já que parte da crise brasileira é devida a uma crise, sim, nos Estados Unidos.
Mesmo assim, é assustador o número de 26% que atribuem 100% da culpa à imprensa. Imaginem o que aconteceria se esses 26% decidissem cortar suas assinaturas de revistas e jornais -- o que provavelmente alguns farão no momento de renovação de tais assinaturas. Trata-se de um potencial de queda de 26% de leitores, que estão totalmente insatisfeitos com as reportagens que lhes são oferecidos pelo preço pago pela assinatura.
Esses 26% devem estar extremamente furiosos para assinalarem a categoria 100%. Muitos devem ter perdido dinheiro e oportunidades. Existe recall em jornalismo ou só na indústria automobilística?
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Posted by Stephen Kanitz on abril 20, 2009 at 08:24 PM
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A FARRA DO CONGRESSO (IV)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Michel Temer fez turismo na Bahia com passagens da Câmara
20/04/2009 - 18:48 - Congresso em Foco
BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), viajou com mulher, amigos e familiares para Porto Seguro, no litoral da Bahia, em janeiro de 2008, período de recesso parlamentar. Segundo registros da Varig, aos quais o Congresso em Foco teve acesso, os voos foram custeados com a cota parlamentar a que Temer tem direito.
No dia 29 de janeiro, o grupo partiu do aeroporto de Congonhas com destino a Ribeirão Preto e, de lá, para Porto Seguro. São eles: Michel Temer e a esposa, Marcela Tedeschi Temer, de 26 anos, além do irmão Adib Temer. O site também identificou duas pessoas com o sobrenome do presidente da Câmara e de sua esposa, mas não identificou o grau de parentesco: Wally Temer e Fernanda Tedeschi.
Leia toda a reportagem no Congresso em Foco
Previsões para o PIB de 2009
Nakano, da FGV -4,0%
Economistas da Cepal -2,0%
Celso Pastore 0,5%
Gustavo Loyola 0,3%
Febraban 0,3%
Leitores d'O Brasil Que Dá Certo 1,8%
Stephen Kanitz 2,3%
Vamos esperar 2010 para ver quem está mais certo.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 19, 2009 at 11:24 PM
A FARRA DO CONGRESSO (III)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Veja a lista dos campeões dos voos internacionais
20/04/2009 - 07:27 - Congresso em Foco
Deputado de primeiro mandato, Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS), 53 anos, se destaca na utilização da cota parlamentar em viagens internacionais. Os registros das empresas aéreas mostram que ele usou a cota para pagar 40 voos ao exterior, 22 deles tendo como passageiros o próprio deputado e dois integrantes de sua família: a mulher, Maria Verônica Nogueira, e a filha, Mariana Nogueira.
Conforme os registros, Dagoberto usou um total de R$ 92.629,60 em passagens para outros países, sendo R$ 56.962,52 relativos à emissão de bilhetes e R$ 35.667,08 ao pagamento de taxas. Os destinos foram Paris, Milão, Miami, Buenos Aires e Nova York.
Leia a reportagem completa no Congresso em Foco
domingo, 19 de abril de 2009
A FARRA DO CONGRESSO (II)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Você já viu aquele documentário: "Nós que aqui estamos, por vós esperamos"?
Pois é! As cenas começam em um cemitério e ... terminam em um cemitério!
Desculpem-me a analogia tétrica mas ... os congressistas não perdem por esperar.
Em algum lugar ... em alguma circunstância ... alguém deles vai se encontrar com um de nós!
Eles não perdem por esperar!
AINDA QUE SEJA NAS URNAS !!!
Já estamos no Pós-Crise
19/04/2009 - 09:32 - Agência Estado
Nas próximas semanas, os executivos do Pão de Açúcar devem se reunir para decidir o ritmo de investimentos até o fim do ano: se pisam no acelerador ou mantêm a velocidade atual. Em novembro, quando foi aprovado o orçamento de 2009, ficou acertado que os investimentos poderiam variar de R$ 500 milhões a R$ 1,2 bilhão, de acordo com três cenários distintos.
Como as vendas nos três primeiros meses ficaram acima das expectativas - agora falta contabilizar a Páscoa -, é provável que a partir de agora o velocímetro se altere. "Com a crise, não pusemos o pé no freio. Decidimos controlar o acelerador", diz o vice-presidente de Logística e Tecnologia do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem. A estratégia do Pão de Açúcar para os tempos de guerra vai muito além dos cortes de custos mais óbvios. Depois de passar a tesoura no topo da estrutura administrativa, no começo de 2008, a rede está aproveitando o momento para trocar o seu sistema (caseiro) de tecnologia, que geriu as compras e vendas nos últimos 20 anos; aperfeiçoar a distribuição, que ainda deixa de lado a rede atacadista Assai, as drogarias e o Extra Fácil; e priorizar a expansão do modelo de atacado e de lojas de conveniência, ambas de custo baixo e retorno rápido. "A crise existe, mas também traz grandes oportunidades", diz Bethlem.Passados seis meses do estouro da crise internacional, as empresas brasileiras partem para o segundo tempo. No início, a reação mais comum foi de desespero - no caso das exportadoras e produtoras de commodities (áreas de siderurgia, mineração, papel e celulose), a queda na demanda foi tão brutal que as demissões em massa e o fechamento de unidades de produção foram inevitáveis. Agora, já se começa a ver menos decisões de impulso e mais ações estratégicas, com efeito de médio ou longo prazos, como cancelamento ou criação de novos negócios, redução ou aumento de portfólio, venda ou compra de ativos, diversificação ou concentração geográfica, inclusão ou exclusão de clientes, investimento em distribuição e logística e por aí vai. A lista pode ser longa, dependendo das necessidades de cada um. "Essa segunda fase lida com escolhas. Como é mais arriscado, alguns executivos ainda querem ver se as ações são necessárias ou não. Por isso, em diversas companhias essa segunda fase ainda está na prancheta", acredita o presidente da consultoria Booz & Company (antiga Booz & Allen), Ivan de Souza. "Mas quem sair na frente pode levar vantagem."
A FARRA DO CONGRESSO (I)
Não dá mais para engolir!
Não dá mais para financiar!
Não dá mais para ficar calado!
Não dá mais para não exigir punição!
Não dá mais para não exigir um SEVERO EXPURGO!
Embora o escopo deste blogueiro seja colaborar com a divulgação de boas notícias, por isso a adesão incondicional ao "Brasil que dá certo", mostrar o "lado escuro" das forças que se aproveitam do estado amorfo de impunidade existente na mentalidade de nosso povo, do jeitinho brasileiro, do enervante "deixa prá lá", está inaugurada a seção específica " A FARRA DO CONGRESSO " onde serão catalogadas todas as notícias possíveis relativas ao descaso, ao despudor dos congressistas, violentando a honra do POVO BRASILEIRO!!!
Família Moka gasta R$ 50 mil da Câmara em viagem
19/04/2009 - 09:13 - Congresso em Foco
Os terceiros secretários da Câmara na atual legislatura utilizaram a cota de passagens da Câmara para viagens de parentes. O atual ocupante do cargo, Odair Cunha (PT-MG), usou os créditos para bancar viagens da mulher pelo Brasil. O antecessor, Waldemir Moka (PMDB-MS), viajou com a mulher e as três filhas para a Europa e transportou o ex-deputado José Borba, um dos réus do mensalão, com a cota da Câmara enquanto ocupava a Terceira Secretaria.
Moka ainda debitou na conta da Câmara uma passagem de ida e volta com a mulher para Nova Iorque. Entre as atribuições da terceira-secretaria está a distribuição das cotas de passagem aérea para os 513 deputados.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Origem do Termo Especulador
Especialista, aquele que olha com profundidade Especial, aquilo que olhamos com carinho. Espelho, olhar para si. Respeito, olhar com orgulho. Espetáculo, olhar algo deslumbrante. Esperança, olhar o futuro positivamente. Espanto, olhar assustado
E, finalmente, especulador: aquele que olha na frente, aquele que enxerga aquilo que outros não vêem.
Portanto, etimologicamente, especulador é uma palavra positiva, sem a negatividade que hoje se lhe atribui. Toda sociedade precisa de especuladores, pessoas que enxergam na frente e mostram o caminho. Deveríamos venerar nossos especuladores, e não vilipendiá-los como fazemos costumeiramente.
Vocês que acessam O Brasil Que Dá Certo são provavelmente especuladores, pessoas que querem enxergar para frente, e não ficar remoendo o passado, achando que no passado é que iremos encontrar as soluções do presente.
Esta é a razão do grande fracasso dos intelectuais, dos filósofos, dos sociólogos e, principalmente, dos economistas neoclássicos, keynesianos e monetaristas em prever e evitar esta crise. A maioria está estudando o passado -- e não tentando decifrar o futuro.
Lamento dizer que, na história do mundo, os grandes especuladores de mercados, na versão negativa que se dá o termo, não têm sido os “Georges Soros” da vida, como se costuma espalhar por aí.
George Soros, considerado o maior especulador da década, percebeu que os economistas ingleses estavam mantendo a paridade da libra correlacionada com o marco alemão. Como George Soros sabia que a Inglaterra não é a Alemanha, vendeu libras e comprou marcos. Ele acabou mostrando que a Rainha da Inglaterra estava nua.
Ganhou fortunas com isso. Soros prestou um serviço ao povo da Inglaterra ao pôr fim àquela manipulação dos economistas ingleses. O grande especulador, na versão negativa que se dá o termo, normalmente é o poder público.
Por que então os especuladores, aqueles que olham o futuro, são tão odiados?
O problema é que especuladores ganham muito dinheiro, justamente porque ganham contra governos teimosos. Aí, recebem a ira dos burocratas, dos economistas e dos Ministros que deveriam ser demitidos pelos erros que fizeram, mas não o são.
E quem leva a culpa e a ira do governo são os especuladores que revelaram o erro público.
“Se estamos buscando um especulador para culpar pela situação do Brasil, ele é Fernando Henrique Cardoso”, dizia o economista Rudiger Dornbush, um dos poucos que tinha a coragem de dizer a verdade.
O governo Argentino manipulou a taxa de câmbio mantendo-a igual à dos Estados Unidos por dez anos. Acharam que eram países iguais, sujeitos às mesmas pressões cambiais, algo que todo mundo sabia ser uma mentira, com exceção dos economistas argentinos.
No Brasil, o governo manipulou por trinta anos os índices de correção monetária, manipulou preços através das Comissões Interministeriais de Preços e manipulou a taxa de câmbio até recentemente. Tudo isso deu no que deu.
A outra razão que gera ódio é que os especuladores acabam enxergando coisas no nariz de muitos economistas neoclássicos, jornalistas de economia e jornalistas em geral, que, aí, se sentem uns perfeitos idiotas por não terem percebido o que deveriam ter percebido.
Não tenho a menor dúvida de que, na caça aos culpados desta Crise de 2008, os inocentes a serem presos serão os especuladores, e não os membros do Banco Central americano, que tinham a obrigação de zelar pelo sistema financeiro, em razão de sua independência e de seus de poderes totais.
A minha única restrição é contra os especuladores que usam o dinheiro dos outros. É o caso dos hedge funds e dos bancos de investimento. Esta será a grande lição desta crise.
Nunca entregue seu dinheiro para um asset manager, muito menos um Maddof na vida. Especule sim, mas com o seu dinheiro, e não permita que especulem com o seu dinheiro. Mesmo prestando contas.
Especuladores que se restringem a arriscar seu próprio dinheiro quando erram, perdem dinheiro e voltam para casa quietinhos e não voltarão a fazer mal a ninguém. São rapidamente depurados. Prejudicam somente a si, pagam caro pelo erro cometido.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 10, 2009 at 08:01 PM
Um Milhão de Otimistas
Pior: ninguém é otimista com relação a uma crise. Eu já havia alertado em fevereiro, na mesma rede de TV, que a crise propriamente dita havia terminado, e que estávamos em franca repercussão. Eu queria era discutir a Retomada do Crescimento, e não o agravamento da crise...
Infelizmente, a entrevista terminou aí, justamente quando eu ia dizer que a Bolsa subiria 30% em 30 dias, o que de fato aconteceu.
Se considerarmos que 1 milhão de brasileiros compraram ações neste ultimo mês, fica óbvio que não temos poucos otimistas, mas sim 1 milhão de otimistas. Ou mais. Leiam meu Post de 15 dias atrás: BOLSA PODERÁ SUBIR 6 VEZES EM 10 ANOS.
Nem todo aplicador que vende ações é um pessimista. Tem vendedor que quer comprar um imóvel, que precisa de dinheiro, que está trocando de posição... Mas TODO COMPRADOR é um otimista, pois ninguém compra ação achando que ela irá cair no dia seguinte.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 13, 2009 at 10:55 AM
Brasil Que Dá Certo Cresce 100% em Março
Queremos lembrar que não fabricamos boas notícias: são noticias que aparecem nos mesmos jornais, mas normalmente escondidos no Caderno B, que os leitores não lêem mais, tendo sido assustados pelas manchetes que não chamam mais atenção.
40% dos brasileiros acham que irão perder o emprego não por previsões de economistas alarmistas. Nenhum chegou nem perto de uma previsão como esta. Os brasileiros estão com medo por conta da imprensa.
Nosso objetivo é fechar este blog o mais rápido possível, tendo convencido a grande imprensa a dar os dois lados da notícia, e não somente a versão mais catastrofista.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 13, 2009 at 09:51 AM
Lula afirma que a crise não deve ser enfrentada com contenção de depesas
A maioria dos comentaristas desta crise, muitos com diploma, tem orientado seus leitores a apertarem o cinto, cortarem despesas, não contraírem dívidas, não comprarem carros nem eletrodomésticos.
É justamente essa atitude decorrente desse tipo conselho que agrava a crise. Como todo economista formado por Yale sabe, numa crise é preciso se tomar atitudes e políticas ANTI-CÍCLICAS -- ou com maiores gastos governamentais (como proposto por Keynes) ou com menores juros para incentivar o consumo.
Lula está criando uma outra medida ANTI-CÍCLICA, vindo da escola da Economia Administrativa, usando o marketing público, corrigindo o erro disseminado pela da maioria dos nossos comentaristas econômicos.
Agora é a hora de usar a poupança para gastar nos anos (no caso, meses) ruins, como agora.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 12, 2009 at 11:04 PM
domingo, 12 de abril de 2009
Medellin (IV)

Parque Explora sob outro ângulo.
Quatro anos deram vida e esperança à regeneração de Medellin, ao aliar urbanismo social ao ideário municipal.
extraído do site http://www.vitruvius.com.br/
Medellin (III)

Medellin (II)
Medellin (I)

Porquê São Paulo não pode??? (III)
Sergio Gómez
Medellín é como uma folha de árvore dobrada. Duas ladeiras inclinadas sobre o rio homônimo abrigam uma população de dois milhões e meio de habitantes, e outro milhão mais nos municípios da periferia. O projeto urbano foi dirigido por Alejandro Echeverri – arquiteto paisagista (da cidade) formado em Barcelona – a partir de cinco pontos: planejar para não improvisar; equipamentos educativos modelos para dignificar os bairros, projetos urbanos integrais, contra a exclusão e a desigualdade; habitação social para amenizar dívidas históricas, e planos de passeios e ruas emblemáticas, com a criação de parques lineares que reconectam a cidade, recuperando a rua como valor fundamental. O programa de equipamentos é provavelmente o trabalho mais espetacular. Quatro parques-biblioteca, dez escolas públicas modelo e centros de desenvolvimento empresarial local para orientar os novos empreendedores que vêm da margem da sociedade, para que se insiram no denso magma de barracos auto-construídos sobre uma inclinada topografia. Os parques-biblioteca, resultado de concursos públicos, são obras de autoria, destacando dois de Giancarlo Mazzanti e um de Javier Vera. Tratam-se de espaços públicos e abertos, com praça para eventos como aulas de baile e concertos, salões para a comunidade e bibliotecas transbordando de crianças, onde poucos anos atrás as tropas de Pablo Escobar pagavam a qualquer adolescente um milhão de pesos colombianos (uns quarenta euros) por cada policial morto. O parque-biblioteca de Vera se resolve de baixo de uma cobertura, usando o declive do terreno para escalonar em seu interior os distintos elementos unidos que a compõem. As duas construções de Mazzanti fragmentam o programa em três elementos unidos em sua parte posterior pelas áreas comuns. Os três volumes abrem suas vistas para a cidade e se convertem em marcos da cidade: em La Ladera, com auditórios abertos em seus telhados, e na Biblioteca Espanha do bairro de Santo Domingo Savio, em três espetaculares rochas negras incrustadas na montanha. Para chegar a este bairro marginal, onde nem a polícia se atrevia a entrar, foi construído o espetacular teleférico Metrocable, conectado á rede de metrô. Na 6ª Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, celebrada em Lisboa no fim do mês de abril, esta biblioteca singular recebeu o prêmio de melhor obra de arquitetura.
Extraído do site http://www.vitruvius.com.br/
Porquê São Paulo não pode??? (II)
Porquê São Paulo não pode???
Medellín se transformou. Quatro anos de governo municipal focado no urbanismo social converteram um território de matadores de aluguel e sede do famoso cartel de drogas em uma cidade exemplar. Quatro anos bastaram para tornar realidade uma mudança radical que transformou uma conurbação de guetos em uma cidade de todos, levando à rua uma sociedade que viveu oculta em suas casas durante anos por causa do medo. sexta-feira, 10 de abril de 2009
Um vencedor é sempre parte da resposta!
Um vencedor é sempre parte da resposta.
Um perdedor é sempre parte do problema.
Um vencedor possui sempre um programa.
Um perdedor possui sempre uma desculpa.
Um vencedor diz "Deixe-me ajudá-lo" .
Um perdedor diz "Não é minha Obrigação".
Um vencedor vislumbra uma resposta para cada problema .
Um perdedor vê todos os problemas sem Resposta.
Um vencedor diz "Pode ser difícil, mas não impossível".
Um perdedor diz "pode ser possível, mas é difícil".
Um vencedor entende que sem Deus não poderá encontrar-se com o melhor para a sua Vida.
Um perdedor crê que pode viver sempre baseado em seus Recursos próprios e seu orgulho.
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito:
Um se chama ontem,
e o outro se chama amanhã.
Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”
Dalai Lama
O otimismo é fundamental (II)
Continua a entrevista:
Exame: A imprensa ajuda a disseminar o pânico?Francesco Caselli: Sim.
Exame: De que forma a imprensa poderia fazer uma cobertura equilibrada?Francesco Caselli: Entrevistando vários pontos de vista e não enfatizando apenas as análises mais catastrofistas.
Parabéns pela coragem, Revista Exame! Esperamos ansiosamente citação dos nossos pontos de vista menos alarmistas.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 09, 2009 at 10:00 AM
O otimismo é fundamental
A Revista Exame entrevista Francesco Caselli, economista da London School of Economics, que diz praticamente a mesma coisa que estamos dizendo há mais de 2 meses aqui.
Leia um trecho da entrevista:
Exame: Por que o Sr. defende que o fator psicológico tem papel fundamental na crise?
Francesco: A queda acentuada da atividade econômica é provocada em parte por uma perda maciça de confiança dos consumidores e empresários. Mas isso pode mudar rapidamente dependendo da capacidade dos governantes em injetar otimismo na população. Isso é tão importante agora quanto os pacotes de socorro econômico.
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Postado por Stephen Kanitz
http://brasil.melhores.com.br/
Reforma Ortográfica
2009 é o ano da reforma ortográfica.
Em casos como *AUTOESTIMA*,
o hífen cai.
A sua é que não pode cair.
Em algumas palavras, o acento desaparece, como em *FEIURA*.
Aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em *IDEIA*,
só que dela a gente precisa.
E muito.
O trema sumiu em todas as palavras, como em *inconsequência*,
que também poderia sumir do mapa.
Assim, a gente ia viver com mais *TRANQUILIDADE*.
Mas nem tudo vai mudar.
Abraço continua igual.
E quanto mais apertado, melhor.
Amizade ainda é com "z", como vizinho, futebolzinho, barzinho.
Expressões como "Eu te amo".continuam precisando de ponto.
Se for de exclamação, é PAIXÃO, que continua com x, como abacaxi,
que, gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
Solitário ainda tem acento,
como Solidário que só muda uma letra,
mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC,
como SANTA CATARINA,
que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em *VIDA*, bom,
essa muda o tempo todo,
e é por isso que emociona tanto.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Milagre Inacreditável!!!
Brasil entra para o "clube dos credores" do FMI, anuncia Mantega
Da Redação Em São Paulo - Extraído do Portal UOL
O Brasil fará parte do grupo de países que financia regularmente as operações do Fundo Monetário Internacional (FMI). A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quinta-feira.
"Agora estamos entrando no clube de credores do FMI", disse Mantega a jornalistas. Segundo ele, o Brasil foi convidado para ajudar a financiar a instituição, o que seria um sinal de que o país é "sólido".
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Milagre!!!
Milagre para mim, é ver a chuva molhar
os campos e reacender aquele cheiro
bom de terra molhada,
cheiro de banho de natureza,
que faz brotar sementes e até sonhos....
Milagre é olhar o céu e ver aquele mundão
de estrelas, ali, tudo juntinha
sem competir, sem se esbarrar
sem nenhuma empatar o brilho da outra...
Milagre é essa diversidade de flores que
Deus planta pra aqui e pra acolá, só para
colorir o caminho da gente
assim como quem não quer nada
mas querendo nos ver feliz....
Milagre é tudo que o homem inventou
com a inspiração que Deus deu,
telefone, luz elétrica, rádio, TV, cinema, etc.
Eu não sei como isso funciona
e nem quero aprender, mas que é milagre É..
Milagre é o que a genética faz:
De uma coisa piquititinha de nada,
cria um embrião que vira pessoa, e que Deus aprova,
porque a alma é Ele que coloca....
Milagre para mim, é esse mundão sem porteira,
sem eira, sem ter um canto para o vento
fazer a curva sem ter começo delimitado e nem fim...
Milagre é quando olho para meus filhos
e vejo traços físicos meus, quando adentro suas almas
e vejo traços de anjos, aí eu agradeço a Deus
infinitas vezes, por esse milagre...
Milagre é a inocência das crianças que falam
na cara da gente o que pensam.
Milagre é acordar de manhã, abrir a janela
e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu,
cada dia de um jeito, faz tudo com capricho
e carinho. Ah, acordar já é milagre, e dos maiores...
Milagre é quando Deus esquece de dar um irmão pra gente,
ai Ele acode e dá o irmão com o nome de amigo
esse é um dos milagres que eu adoro receber....
Milagre é quando alguém que amamos,
sem querer, despedaça o nosso coração
em um fantastilhão de pedaços, e a gente pensa que vai morrer.
Ai aparece alguém com uma cola mágica e conserta
Milagre é ser um doador de órgãos,
pois quando Deus chama para voltar para casa,
só chama o espírito, e esse chega perfeito,
se do corpo ficar algo para aperfeiçoar uma outra vida...
Milagre é a natureza que a neve mata
ou o fogo destrói, ai nasce tudo de novo sem se importar
se vai ser destruída novamente, acho esse milagre lindo!
Milagre é quando vejo pessoas ajudando
as vítimas da fome, do frio, do desabrigo e do desamor
tem gente que chama isso de solidariedade,
eu chamo de milagre...
Milagre, é essa tal de internet que fez minha mensagem
chegar até você que as vezes não conheço o rosto,
o nome, e nem sei dos sonhos...
Agora, se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus!
TEXTO: LADY FOPPA
Mantenha a Calma

Keep Calm and Carry On. Os ingleses, no espírito do poema Se, de Kipling, que postamos semanas atrás, estão colocando os mesmos cartazes da época da Segunda Guerra, quando estavam sendo bombardeados pelos alemães. Aquilo sim, minha gente, era uma Crise -- e não essa perspectiva de, em 2009, termos uma queda de 1% no PIB.
Quem ganhou R 1.000 reais em 2008 deverá só ganhar R$ 990,00 por mês em 2009. Uma saída é apertar o cinto e não comprar jornais catastrofistas. Sua qualidade de vida irá aumentar, você ficará mais calmo para seguir em frente.
O Brasil Que Dá Certo é grátis, embora valha muito mais do que R$ 10,00 por mês.
Keep Calm and Carry On: Jon Henley on the poster we can't stop buying Life and style The Guardian.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 08, 2009 at 12:00 AM
terça-feira, 7 de abril de 2009
Semelhanças
Novos caminhos???
http://brasil.melhores.com.br
Por Uma Política de Subsituição das Exportações
Os jornais anunciaram a queda de 20% nas exportações. Leiam o meu post em que mostro que as exportadoras têm agora 20% de capacidade ociosa, e mesmo assim estão faturando 20% a mais em reais, que é a moeda do país. Em volume, estão, de fato, exportando menos, mas isso permite um aumento de produção para o mercado interno a custo zero.
Por isso perguntei a FHC no Roda Vida por que nenhum partido político deste país propõe como politica de governo um Programa de Substituição das Exportações, justamente para aproveitar esta capacidade ociosa, e fazer o Brasil crescer sem necessidade de investimentos adicionais.
A maioria dos economistas do PSDB, PMDB e do próprio PT devotou as suas vidas a Programas de Substituição das Importações e, portanto, está meio impossibilitada de dar um "meia volta volver" programático.
Mas os economistas da nova escola de Economia Administrativa, que ganha corpo, não têm esse viés. Só falta se manifestarem e terem o seu espaço na imprensa e na opinião pública.
Posted by Stephen Kanitz on abril 07, 2009 at 12:00 AM
E A CRISE????
http://brasil.melhores.com.br
Fenabrave Estima Vendas de 210 Mil Veículos Leves por Mês no 2.º Trimestre (Fonte: O Globo)
Ou seja, a indústria já recuperou quase tudo, menos 5%, de antes da crise. A indústria americana tem de recuperar 40%. Uma bela diferença! Chamar um queda de 5% de crise é nunca ter trabalhado. Numa roça, por exemplo, pode-se perder a safra do ano, o que é uma queda de 100%. Nem por isso, agricultura entra em pânico.
Postado por Stephen Kanitz
segunda-feira, 6 de abril de 2009
CONVITE
http://www.brasilpontoaponto.org.br/
veja também lugares e situações do Brasil que a grande Imprensa jamais vai mostrar em
http://podemudar.wordpress.com/
sexta-feira, 3 de abril de 2009
DESABAR!!!!
Veja o artigo do Prof. Stephen Kanitz sobre o assunto publicado no blog
O BRASIL QUE DÁ CERTO http://brasil.melhores.com.br
PIB Deve Desabar?
No Caderno de Economia do Estado de São Paulo, lemos que o PIB DEVE DESABAR em 2009 de 3,2% para 1,2% ao ano.
Isso significa que quem ganhava R$ 2.000 reais em 2008 ganhará R$ 2.024, em vez de R$ 2.064. Como se pode ver, estamos diante de um aumento, e não de um desabamento.
O efeito deste DESABAR é ter mais dinheiro no bolso em 2009. Afinal, o PIB irá SUBIR, e não DESABAR.
O problema é que nem todos estão lendo O Brasil Que Dá Certo, e estas manchetes estão assustando cada vez mais os brasileiros, obrigando-os a postergarem as suas compras devido à possibilidade de perderem o emprego, uma vez que, supostamente, o PIB irá desabar.
Honestamente, não sei o que pode ser feito nestes casos, mas as perspectivas para a economia brasileira serão sombrias se este tipo de notícia for veiculado de forma totalmente contrária aos fatos.
Ao contrário dos blogs, leitores de jornal não podem imediatamente corrigir nem comentar os erros cometidos. Por isso, os jornais estão morrendo e os blogs de informação crescendo vertiginosamente.
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Posted by Stephen Kanitz on abril 03, 2009 at 12:00 AM
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A Cultura do Pessimismo
http://brasil.melhores.com.br
Todos nós devemos ser descendentes de um ancestral que foi o primeiro ser humano a desenvolver o “gene do pessimismo”.
O gene do pessimismo foi uma importante evolução genética, porque gerou um indivíduo sempre assustado, sempre atento ao pior que pode acontecer na vida, e sempre disposto a correr ao primeiro sinal de perigo.
Os seus colegas mais otimistas é que foram comidos pelos leões. Só que hoje este gene é disfuncional, não temos mais leões rodando pelas ruas.
O gene do pessimismo ainda não foi identificado, é somente uma invenção minha, mas acho que um dia será descoberto. Ele irá explicar muita coisa que acontece no mundo e no Brasil.
Por exemplo, ele explica porque notícias pessimistas vendem muito mais jornal do que notícias otimistas. É que nós, leitores, somos presas fáceis de nossos genes pessimistas.
Compramos manchetes que nos assustam. Jornalistas são frequentemente acusados de só publicar más notícias, mas na realidade somos nós que queremos ler o pior.
Todo jornalista americano aprende na faculdade que “Good News is NO News”, que aparece 38.000 vezes na Google contra 3.000 “Good News Is News”, a frase contrária.
A primeira vez que fui capa de Revista foi quando previ, em 1984, o que hoje chamamos de "a década perdida". Assim, devo lembrar, que não somos otimistas inveterados, desses que vêem o mundo cor-de-rosa, como alguns poderão alegar sobre este blog.
Assim, sinto livre para pedir a sua ajuda para criarmos uma rede de boas notícias, e criarmos um movimento que nos obrigue a lê-las de vez em quando, para não entrarmos em depressão - econômica e psicológica.
Quando algum guru afirma que o Brasil jamais dará certo, muita gente aplaude.
Aplaudimos porque, assim, poderemos justificar o nosso fracasso pessoal e nossa mediocridade individual como sendo inevitáveis - são o nosso destino. “Não preciso melhorar, a culpa não é minha: a culpa é do Brasil, é dos portugueses”.
Quando alguém mostra que temos tudo para dar certo, isso incomoda muita gente, porque obriga as pessoas a se mexerem e a se auto-avaliarem. Se você não der certo num país que dá certo, a culpa é só sua.
Por isso, conto com sua colaboração para divulgar as notícias do Brasil que dá certo, sem exageros, sem otimismo exagerado, mas de forma correta e balanceada.
Posted by Stephen Kanitz on abril 01, 2009 at 11:14 AM in "A Coluna Ponto de Vista"
terça-feira, 31 de março de 2009
Um lugar que faz eco
O mundo é um lugar que faz eco.
Se atirar raiva, a raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará.
O amor não deveria ser exigente; ele perde as asas e não pode voar; torna-se enraizado na terra e fica muito mundano. Então, ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento.
O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele. Ele deveria estar presente por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado. Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu. Ele está confinado ao motivo; o motivo se torna sua definição, sua fronteira. Um amor não motivado não tem fronteira: é pura alegria, exuberância, é a fragrância do coração.
E o fato de não haver desejo de algum resultado não quer dizer que não haja resultado. Há sim, e eles acontecem mil vezes mais, porque tudo o que damos ao mundo retorna e ressoa. O mundo é um lugar que faz eco. Se atirarmos raiva, a raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará. Mas esse é um fenômeno natural, e não precisamos pensar sobre ele. Podemos confiar: isso acontece por si mesmo. Esta é a lei do carma: tudo o que você semeia, você colhe; tudo o que você dá, você recebe. Assim, não há necessidade de pensar a respeito, é automático. Odeie, e será odiado; ame, e será amado.
Osho
sábado, 28 de março de 2009
É tempo
a. j. chiavegato
É comum dizer-se a uma criança :
feliz de você, tem a vida inteira pela frente.
Um dia, alguém disse isso sobre nós,
o que pode valer para sempre,
desde que se queira .
Daqui da janela de meu escritório vejo um chuva que cai, fina e triste e em mim, o ano que se vai ao fim. E antes de saudar o que chega, é conferir o que passa. Há uma tristeza no findar de todo ano, certo ante-gosto de culpada nostalgia, especialmente quando outra coisa não fez que passar, quer dizer, ano que vai sem deixar nada. Vale quando algo fica, seja mesmo um pouco de esperança.
Vivemos a brigar com o tempo. Crianças, sofremos que não passa, a contar os dias para ficar “mais grandes”. Gente grande, lamentamos que tão rápido corra, não nos ficando tempo para nada. Não contamos mais os dias que faltam, não porque de nada mais carecemos, mas por nada mais esperarmos. Sempre que se espera, contam-se os dias e as horas para a chegada e aí, é tão importante que depressa passe o tempo. Isso me lembra a sabedoria humana da raposa do Pequeno Príncipe: nunca chegues sem marcar hora. Queria viver devagarzinho a ansiosa alegria da espera. Então, ver o tempo passar é sentir em si o crescer da alegria. Toda a nossa vida só vale a pena se for o tempo que passa na alegria da espera.
Depois de certo tempo, já não sabemos mais quanto tempo faz que nascemos. Só que faz tempo. Por que? Por do tempo nada ter feito? Há tempo que foge sem nada deixar. Como o vento. E há o que passa como folhas que caem. Amanhã, serão mais vida.
Promessa de mais vida o tempo deixa em tudo o que conseguimos amar, folhas que fecundam o chão. Há uma certa melancolia no cair das folhas, como se morressem. Quem, porém, olha dentro, fundo, para além do que se vê, percebe, sob o chão de folhas, o pulsar da vida, garantindo a primavera.
Um ano que passa, um ano que cai, vale a pena se for o ninho quente do qual um ano novo surge. Verdadeiramente novo, hoje e até o fim, em que um dia, o último, possa ser o primeiro, para onde sempre nos levou o tempo.
Quando se tem uma certa idade, como disse, há quem não espere mais nada, mesmo quando só resta esperar pela morte, porque pela morte, amigos, não se espera. Viver é sempre saber encontrar restos de vida , mesmo bruxuleante, no fundo de todo desespero e saber que ainda se tem tempo. Não importa a idade, a vida é sempre criança para quem quer começar. E diante de quem quer começar, sempre podemos dizer: vai, amigo, você tem a vida toda pela frente!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Honestidade tem preço!
Houve um tempo em que a Humanidade promoveu uma grande corrida ao Ouro! E o ouro foi ficando escasso, e o preço foi subindo e, agora é um produto raro e muito caro.
Hoje acontece a mesma coisa com o ouro negro: O Petróleo. As reservas mundiais conhecidas estarão se esgotando em poucos anos mais, e o preço já vai disparando.
Pode se preparar: o próximo produto a rarear será a água potável. Esse sim, um produto indispensável, essencial e sem substituto conhecido nos mundos mineral, vegetal, e animal. Não duvido nada daqueles que dizem que num futuro bem próximo, sua escassez será a causa de grandes guerras.
Por outro lado, existem os produtos muito caros cuja disseminação massificada os torna cada vez mais baratos e acessíveis. Tenho dois exemplos: o computador e o celular.
Mas não se iluda. Na isca do preço a Um Real, como trombeteia a propaganda, estão ocultos o custo real e a sua própria obsolescência. Ou você ainda não reparou que o seu amigo exibe um novo modelo reluzente, mesmo quando você ainda não acabou de pagar as prestações do seu?
Existe também no mercado um produto de fácil acesso e que ninguém quer.
A Honestidade!
Ninguém quer não porque não custa nada e sim, porque a corrupção generalizada a tornou uma prática muito difícil. Só mesmo com muita persistência e também com uma dosagem incomum de hombridade é que se consegue dizer não a uma proposta de propina, a não colocar a ambição acima dos velhos preceitos do “o que é meu é meu, o que não é meu, não é meu”.
Além de tudo, alcançar “o que é meu” exige trabalho, disciplina, estudo, dedicação, esforço, persistência. Botar a mão no “que não é meu” é fácil. É só dizer: Sim!
Sobra apenas a observação de como as pessoas são ingênuas. Após dedicar uma vida inteira acumulando bens materiais, um dia você vai ter que sair da vida numa hora incerta e inesperada.
Mas o produto do butim, fica! Sim senhor! Para onde você vai eu não sei - uns dizem que é para cá e outros dizem que é para lá - mas tudo o que é material fica aqui, para deleite dos que permanecem mais um pouco.
Penso que lá, para onde iremos todos nós, a conta bancária será aberta apenas com o conhecimento que você levar, com a consciência do dever cumprido e com a sabedoria acumulada. Até acho que a maioria já terá a conta com o saldo negativo, correspondente, pelo menos, ao valor do butim que permaneceu aqui!
Cláudio Natalício
quinta-feira, 26 de março de 2009
A árvore
Tinha uma árvore no meio do caminho
A árvore não estava a caminho
Ela estava no meio do caminho
Ele não viu a árvore
A árvore não sei se o viu
Mas não saiu
Do meio do caminho
Ele não viu a árvore
Então se encontraram
A árvore parada
Não saiu do meio do caminho
Ele para trás, testa ralada
E o nariz também
Ainda bem que não fui eu
Porque eu olho as árvores
Ah! Eu também vejo as árvores
Elas não usam retas e ângulos como nós
Elas só usam curvas
Por serem sinuosas são graciosas
E são graciosas porque
Também se multiplicam em tonalidades
Por isso que eu gosto mais
Do produto das sementes
Do que do produto das máquinas...
Cláudio Natalício (26.03.09)
Lembram da pedra?
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 25 de março de 2009
Aplicar na Bolsa?
http://brasil.melhores.com.br/
Bolsa Poderá Subir 6 Vezes em 10 Anos
Esta não é a primeira vez que eu faço esta previsão. A última vez foi em 1993; está no livro O Brasil Que Dá Certo, que está aqui no site na íntegra. E acertei. Se esta previsão for correta, isso significa que quem investir 166.000 reais este ano será um milionário em 2019. Quem colocar 83.000 terá meio milhão.As premissas para esta previsão são as seguintes:1. O mundo não irá acabar.2. O segredo é comprar sempre na baixa e vender na alta. Agora, estamos em baixa.3. O PL da Bolsa hoje está em torno de 6 (março de 2009). A média americana sempre foi em torno de 25 nos anos bons.4. Se você deixar de fora as empresas de dividendos, as elétricas, as telefônicas etc, você pode comprar uma bela carteira com PL 5 ou até PL 4.5. Se em 2019 o Ibovespa for perto do índice da bolsa americana (algo como PL 20), você ganhará 4 vezes. Até aqui só tratei do P. E o que pode ocorrer com o L?6. Se crescer 8% ao ano, ela dobra. 2x4= 8. A Bolsa pode subir 8 vezes em 10 anos.7. Qual a chance dos lucros subirem 8% ao ano se o crescimento não vai passar dos 5%? As empresas irão contrair dívidas, irão se endividar a 4% ao ano, e botar o dinheiro a trabalhar por 12% ou mais no negócio. A diferença é o aumento de lucro.8. Com juros de 4% ao ano, nossos fundos de pensão não sobrevivem atuarialmente; eles terão de aumentar os seus 20% de renda variável para 60%, como no resto do mundo.9. Eu poderia criar um cenário de aumento de 10 vezes, mas aí vão dizer que estou exagerando, que estou criando uma corrente de felicidade.10. Então fica aqui registrado que eu acho que a Bolsa irá subir 6 vezes em 10 anos, só para ficar na ponta mais conservadora. A juros de 4% ao ano, em 10 anos, sua poupança sequer dobra, aumenta uns míseros 40%, contra 600% na Bolsa. Mesmo se subir 4 vezes, você estará ganhando. Basta o Ibovespa voltar ao que era, e dobrar o lucro.Agora vem a segunda questão. Seria hora de comprar? E se este catastrofismo pegar ainda mais? Quem vai substituir o Meirelles agora em setembro? Um outro administrador competente como ele? Ou teremos um retrocesso que poderá levar a Bolsa para o fundo do poço e o dólar às alturas?Isso deixo para vocês responderem. Mas que a Bolsa está ridiculamente barata, ela está.
Escrito por Stephen Kanitz
Juros de 1 dígito no Brasil???
http://melhores.brasil.com.br/
Leandro Modé e Paula Pacheco, do Estado, dão enorme destaque ao juro de um dígito. Matéria de página inteira, chamada O Brasil com juro de um dígito. "Pela Primeira Vez na Historia". Fazem uma previsão ainda mais otimista, de juros ainda menores, e sustentam que provavelmente já teremos tal quadro no próximo Copom de 29 de abril, o que é perfeitamente possível.
O único problema é a remuneração obrigatória, por força de lei, da caderneta de no mínimo 6%, que impossibilitará uma maior redução dos juros sem criar uma massiva movimentação de títulos públicos para as cadernetas de poupança.
O que assusta é que nenhum membro de governo tenha pensado isso com meses de antecedência, e somente agora estão discutindo a mudança nas regras da poupança.
Ainda não adotamos os princípios de planejamento a longo prazo na Economia, e por isso os problemas levam mais tempo para serem resolvidos. Esta é também a razão de nosso Legislativo ter tanto poder: porque sempre está quebrando o galho do Executivo, aprovando às pressas o que o Executivo pede e, obviamente, recebendo algo em troca.
Escrito por Stephen Kanitz
sábado, 21 de março de 2009
Previsão do Tempo
sexta-feira, 20 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
Aprenda Economia
http://brasil.melhores.com.br/
Prêmios Nobel em Economia foram concedidos a essas fórmulas (Black-Scholes, por exemplo), que lhes deram ainda mais credibilidade. Como diz o Prof. Ricardo Rocha, da FIA, "não fizeram uma análise qualitativa". "A qualidade do tomador de crédito não era sequer contemplada no modelo", diz outro professor, Ernesto Lozardo, da FGV.
Agora vem a hora da verdade. Esses métodos quantitativos NÃO reduzem custos, NÃO são mais baratos, NÃO substituem bons gerentes de bancos, NÃO substituem bons analistas de crédito.
Os bancos brasileiros adotaram esse raciocínio iniciado pela Escola de Chicago e globalizado mundo afora e até VENDERAM A SERASA, nossa única empresa brasileira de análise de crédito, para uma multinacional.
Os quantitativos irão se defender com unhas e dentes, como esta interessante defesa da Cópula Gaussiana chamada Que tal Estudar Antes.
Do outro lado do debate, teremos gerentes de banco e analistas de crédito, que não têm mais voz política nem poder nos bancos. Quem será que vai ganhar o debate, como será o mundo daqui 20 anos?
Como irão lutar para a volta de critérios mais subjetivos, menos racionais, e mais "antiquados"?
As boas notícias da semana
http://brasil.melhores.com.br
Esta foi uma semana repleta de boas notícias, muito embora as pessoas não tenham se dado conta disso.
1. Os leitores deste blog já sabem: a melhor notícia da semana foi a queda dos juros reais em 20%. Trata-se de uma queda fenomenal, que esperávamos há muitos anos (ler aqui).
2. Outra ótima notícia é que o PIB brasileiro cresceu 5,1% em 2008. Infelizmente, a imprensa preferiu noticiar a queda do PIB de dezembro, apesar de esta queda ter sido superada quase que de maneira integral em janeiro e fevereiro.
3.Por fim, outra ótima notícia é que o Sinalizador de Produção Industrial sugere que a produção industrial brasileira pode ter crescido quase 5% em fevereiro.
Escrito por Stephen Kanitz
Iludidos Pelo Acaso
http://brasil.melhores.com.br
Muitas pessoas acham erroneamente que jornalistas são, por definição, negativos, o pessoal do contra — e que, por isso, a imprensa privilegia más notícias.
Embora alguns jornalistas optem de fato pela má notícia, existe um outro fenômeno que afeta os leitores, um fenômeno chamado a ilusão do acaso. Quem explica isso é o estatístico Nassim Taleb, autor do livro "Iludido pelo Acaso".
Embora ele não trate de jornalismo, mas do mercado de ações, mostrarei aqui a analogia com jornalismo — isso se vocês tiverem paciência, porque a lógica é, de fato, complicada. Mas vale a pena!
O mercado de ações americano sobe há mais de 40 anos a uma taxa média de 12% ao ano, lembrando-se de que média é media. Metade dos anos ele valoriza mais do que isso (uma excelente notícia), a outra metade ele cresce menos (o que continua sendo boa notícia, com exceção das poucas vezes em que a rentabilidade é negativa e você perde dinheiro). Apesar da volatilidade diária, olhando uma única vez por ano, você verá mais boas notícias do que notícias ruins.
Isso porque o mundo está melhorando lentamente, dando dois passos para frente e um para trás. Se você observar sua carteira de ações uma única vez por ano, em 40 anos você terá 93% de boas notícias: você ficou mais rico. Mas em 7% das vezes, ou 3 anos dos 40, a notícia será ruim: você ficou mais pobre (ou menos rico). Se você observar o nível da Bolsa de Valores todo trimestre, a situação muda de figura: 67% das vezes você ficará feliz - a Bolsa subiu no trimestre.
No entanto, 33% das vezes você terá uma má notícia: a Bolsa caiu e você empobreceu naquele semestre. Quem criou a frase dois passos para frente e um para trás deveria ler jornal a cada trimestre, que era a periodicidade de muitos almanaques da época. Como temos um gene de pessimismo, uma má notícia nos afeta 2 a 3 vezes mais emocionalmente do que uma boa notícia. Ou seja, apesar de você estar ganhando dinheiro trimestralmente, a sensação média é de quase empate ou vazia.
Bolsa
Em Alta Em Queda
Todo ano 93.00% 7.00%
Todo Trimestre 67.00% 33.00%
Toda Semana 59.00% 41.00% Todo Dia 54.00% 46.99%
Cada Minuto 50.17% 49.83%
Fonte: Fooled by Randomness, p. 57
Se você observar suas ações todo dia, como todo jornalista econômico faz, a situação ficará feia. 54% das vezes você terá boas notícias — a Bolsa subiu! E em 46% das vezes, você ficará infeliz...
E, como ninguém mantém esta contabilidade rigorosa, a sensação poderá ser de empate — ou até de que você, na média, perde dinheiro.
As oscilações de curto prazo da Bolsa, que chegam a ser mais ou menos 3%, ofuscam o lento crescimento de longo prazo de 0,056% ao dia. O 0,056% é quase imperceptível “a olho nu”, mas, depois de 200 pregões, chega aos nossos 12% ao ano.
No dia a dia, você só vê a volatilidade do curto prazo, e não a tendência de longo prazo. Você está sendo iludido pelo acaso, iludido pelas pequenas flutuações normais do dia a dia. Por isso, corretor de ações não é rico, day traders normalmente perdem dinheiro, especuladores pagam mais em corretagem do que ganham.
Por isso, tantos jornalistas econômicos e a maioria dos brasileiros acham que a Bolsa é um cassino, que é pura especulação, que é coisa para jogadores. Aqueles que mantêm uma “distância sadia” da Bolsa, aqueles que compram e ficam, e só olham as 93% de observações anuais, terão a visão que poucos têm — de que aplicar na Bolsa é relativamente seguro e de que só dá alegrias em 93% das vezes. É devido a essa ilusão do acaso que 98% dos brasileiros deixam de investir na categoria mais rentável do mundo, rendendo 12% ao ano em termos REAIS, preferindo títulos do governo que pagam 4% de valor real, e olhe lá.
Ultimamente, a situação ficou anda pior. Quem olhar pela internet a cada minuto, algo que só a nova geração teve o privilégio de experimentar, verá a Bolsa subir 50% das vezes e cair 49% das vezes. O crescimento histórico fica totalmente imperceptível.
O que tudo isso tem a ver com jornalismo?
Se a Bolsa incorpora todas as notícias boas e más do momento, isso significa que 50,1% das notícias são, de fato, boas para a Bolsa e que os outros 49,9% são notícias negativas, ao ponto de derrubar a Bolsa. Por isso, ela oscila de minuto a minuto, dia a dia.
Ou seja, se você quiser investir na Bolsa sem ficar com a sensação de que ela é um cassino, o melhor é não ler o noticiário econômico. Muito menos pela internet.
Refazendo a tabela de Taleb para o jornalismo, teríamos a seguinte distribuição:
más notícias boas notícias
jornalismo on line 49,8% 50,2%
jornalismo diário 46% 54%
jornalismo semanal 41% 59%
jornalismo mensal 33% 67%
jornalismo anual 7% 93%
Ou seja, quem lê notícias diariamente será muito mais pessimista do que alguém que lê uma revista semanal como a Veja ou uma revista mensal como Época Negócios.
Otimistas são aqueles que lêem as edições de final de ano, cheias de esperanças e de dados de tendências para o ano seguinte, e aqueles que assistem uma vez por ano a uma palestra minha ou de outros economistas positivos como Octávio Barros ou Ricardo Amorim.
Por isso, jornalistas diários são mais pessimistas do que colunistas semanais, que por sua vez são mais pessimistas do que colunistas mensais.
Em momentos de crise, tendemos a aumentar a freqüência com que procuramos notícias, o que só piora a situação.
Se você observar a Bolsa todo ano, terá 93% de alegrias, como normalmente se faz com renda fixa e imóveis. Nem existem cotações diárias para imóveis e renda fixa. Se existissem, as notícias não seriam boas. Imóveis, como carros, desvalorizam ano após ano devido a idade e obsolescência do imóvel.
O jornalismo que dá certo é aquele que não se permite ser "Iludido pelo Acaso". É aquele que coloca a notícia no contexto, que aponta as tendências de longo prazo, que ignora marolas e concentra no horizonte que nem sempre aparece numa tempestade.
O jornalismo que dá certo é o que este site pretende ajudar a criar. Se você tem um blog de notícias, continue a publicar as más noticias que surgem para não ser tachado de otimista, mas contextualize com as análises que faremos aqui sobre O Brasil Que Dá Certo. Apesar dos pesares do dia a dia.
Escrito por Stephen Kanitz
Julgamentos
Cada um julga com os elementos que possui.
Quanto mais somos ignorantes, menos elementos possuímos, e quanto menos elementos possuímos, mais rápidas e absolutas são nossas conclusões.
Ao contrário, quem possui mais conhecimento e, com isso, mais elementos para julgar, não chega a conclusões simplistas, rápidas e absolutas.
Logo, quem mais se aproxima da verdade é quem julga lentamente, sem absolutismo, mas com profundidade.
Então, quem julga, lançando seu julgamento sobre os outros, em última análise julga a si mesmo, e com seu julgamento, se revela.
Pelo fato de ele não poder julgar senão conforme seu tipo de pensamento e natureza, com o seu julgamento são descobertos seu pensamento e sua natureza.
A melhor maneira de se chegar a conhecer uma pessoa é a de observar os seus julgamentos a respeito dos outros.
Quando alguém cai na ilusão, de supor que, julgando os outros, está assim pondo-os a descoberto e colocando-se acima deles, na realidade, apenas se está submetendo a julgamento, descobrindo-se e mostrando a todos seus próprios defeitos.
Pietro Ubaldi, in "A Lei de Deus"Fonte de Pesquisa: Internet
quinta-feira, 12 de março de 2009
Você já conhecia essa???
Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes são jornais de cidades daquele estado ou País; você clica e todos os dias têm a 1ª página de cada jornal.
Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado aparece a 1ªpágina dos jornais.
Clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização.
E na parte superior da página ampliada está o link para acessar o jornal.
http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/>
terça-feira, 10 de março de 2009
Leitura de 1ª Linha
MENTE&CÉREBRO
Uma revista técnica mas bastante acessível, com informações muito interessantes para você controlar o seu "tico" e o seu "teco" nas arruaças do dia-a-dia.
Maiores informações: www.mentecerebro.com.br
Um produto da Duetto Editorial Ltda.
sábado, 7 de março de 2009
Crise
"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"
Albert Einstein
quinta-feira, 5 de março de 2009
A diferença pede licença!
Aliás, as verdades contidas alí, também são desconhecidas da maioria... A DIFERENÇA PEDE LICENÇA
A SOCIEDADE É UM IMENSO MERCADO, ONDE MUITO CEDO AS PESSOAS SÃO ETIQUETADAS E COLOCADAS EM ALGUM LUGAR, SEM ESCOLHA POSSÍVEL. O BONITO, O FEIO, O DESAJEITADO, O INTELIGENTE, O ATRASADO, O GRANDE, O PEQUENO, O NORMAL, O ANORMAL...
E JULGA-SE, SEM PIEDADE, OS FRACOS, OS FORTES, OS VENCEDORES, OS PERDEDORES, OS SÃOS, OS DOENTES.
CHAMA-SE DE DIFERENTE AQUELE QUE NÃO ESTÁ NA MESMA LINHA DE NORMALIDADE QUE A MAIORIA DO SER HUMANO. MAS, O QUE É SER DIFERENTE SENÃO O FATO DE NÃO SER IGUAL? NÃO SOMOS ASSIM, TODOS DIFERENTES?
POR QUE ETIQUETAS, SE TODOS TRAZEMOS EM NÓS RIQUEZAS INÚMERAS, MESMO SE MUITAS VEZES IMPERCEPTÍVEIS AOS OLHOS HUMANOS?
A DIFERENÇA PEDE LICENÇA SIM!!!
DÁ-ME OPORTUNIDADE!
DEIXA-ME MOSTRAR QUEM SOU, AO MEU TEMPO!
DEIXA-ME DESENVOLVER MINHAS CAPACIDADES E FAREI FLORIR MEU DESERTO.
PEÇO É OPORTUNIDADE PARA MOSTRAR DO QUE SOU CAPAZ.
PEÇO ACEITAÇÃO PARA ESTAR NO MEU LUGAR, NÃO O ESCOLHIDO PRA MIM, MAS AQUELE ONDE SOU CAPAZ DE CHEGAR.
SE NÃO PLANTAMOS SEMENTES, JAMAIS COLHEREMOS FRUTOS!
DEIXAR QUE CADA QUAL DESENVOLVA A SEU TEMPO E SEU RITMO O SEU POTENCIAL É DAR ABERTURA AO MUNDO.
É A DIVERSIDADE DE FLORES QUE DÁ A BELEZA A UM JARDIM.
QUEM É NORMAL E QUEM É ANORMAL SE O SANGUE CORRE DA MESMA FORMA PARA TODOS, SE O CORAÇÃO BATE DA MESMA FORMA, SE AS LÁGRIMAS TÊM A MESMA COR E SE O SORRISO FALA COM AS MESMAS PALAVRAS?
ANORMAL NÃO É QUEM FOGE DOS PADRÕES SOCIAIS;
ANORMAL É QUEM NÃO COMPREENDE E NÃO ACEITA QUE SOMOS TODOS SERES IMPERFEITOS, MAS, NEM POR ISSO, DIMINUÍDOS AOS OLHOS DE DEUS;
ANORMAL É QUEM SE ACREDITA GRANDE E PENSA QUE O MUNDO TODO É PEQUENO;
É QUEM NÃO PERCEBEU O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PALAVRA AMAR.







