terça-feira, 1 de junho de 2010

O PRINCÍPIO 90 / 10


Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.

O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede.

Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.

Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família.

Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho.
Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.

Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar.
Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.

Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra
sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola.
Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua
filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade
e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de
trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se
despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que
esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você
fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha
estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.

Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.

Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?

A resposta correta é a E.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "Está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado".
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus.
Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.

Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por
quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz algo
negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários
negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado?
Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o
emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará.

Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho.
Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada.
Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça.
Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.
Pode mudar a sua vida!

Para complementar o texto, segue uma historinha....


O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos".


Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.


NINGUÉM PODE ESTRAGAR O SEU DIA, A MENOS QUE VOCÊ PERMITA!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dependência do celular



Dependência do telefone celular pode causar distúrbio
Nova fobia que já atinge 20% da população é mais comum em jovens

© Andrejs Pidjass/Shutterstock

Sensações de ansiedade, desamparo, angústia, impotência e até sintomas físicos de pânico, como taquicardia e sudorese. Essas manifestações tão típicas de uma síndrome deflagrada por um hábito extremamente recente: o uso do celular e outros equipamentos tecnológicos que permitem a comunicação.
Os sintomas aparecem quando a pessoa não está com os aparelhos ou, por algum outro motivo, está impossibilitada de se comunicar por meio deles. O fenômeno tem sido denominado pelos especialistas de nomofobia, que significa no mobile – ou medo de estar sem “mobilidade”.
“Muita gente não consegue se desprender da tecnologia deixa os aparelhos ligados 24 horas por dia, inclusive enquanto dorme”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Ele ressalta que a nomofobia diz respeito também a outros equipamentos tecnológicos que deixam as pessoas conectadas, como computadores e notebooks. Só no Brasil existem hoje mais de 250 milhões de aparelhos de telefonia móvel vendidos.
“Esse número é impressionante, principalmente porque é maior que a população. Isso mostra como as pessoas estão cada vez mais dependentes e passaram a usar mais de um telefone”, afirma o psicólogo acrescentando que antigamente as janelas das casas eram grandes, pois era uma forma de se comunicar com o mundo.
“Hoje as janelas estão cada vez menores e as TVs maiores, é um novo jeito de se conectar com o mundo”. Obviamente o problema não está no celular (ou nas outras tecnologias), mas na relação de dependência que se estabelece com os objetos, em razão de questões internas não resolvidas. Segundo Nabuco, os mais suscetíveis a essa manifestação são os jovens.
Ele ressalta que existem hábitos que podem alertar para a propensão ao problema, em especial em relação ao telefone móvel, que é de uso mais comum: abandonar tudo o que faz para atender o chamado; nunca deixar o aparelho sem bateria; não carregar o celular na bolsa, bolso ou similares (prefere levá-lo na mão para que possa atender imediatamente); se esquecer o aparelho em casa voltar de onde está para pegá-lo; sentir-se angustiado quando acaba a bateria, quando perde o aparelho ou pensa que perdeu.

domingo, 23 de maio de 2010

Para fechar o domingo

Incomparável!!!






Tudo bem que a flor é do vizinho...
Mas a beleza visual é para todos nós!!!
Boa semana!





sábado, 22 de maio de 2010

Ter inimigos na infância pode ser saudável



Especialistas mostram que algumas relações antagônicas são importantes para a criação de laços sociais

Camila de Lira, iG São Paulo 19/05/2010







Foto: Getty Images

O inimigo pode ser bom para a criança

Sabe aquela grande amizade que você teve na infância e que depois virou um pesadelo na adolescência? Segundo psicólogos norte-americanos, essa relação pode ter sido benéfica para você.
Pesquisadores de diversas áreas dos Estados Unidos vêm estudando relacionamentos em que há uma hostilidade mútua. A conclusão é que eles melhoram as relações sociais dos envolvidos. “É de se esperar que tanto a amizade quanto o antagonismo apresentem oportunidades de crescimento”, afirma a psicóloga Maurissa Abecassis, da Colby-Sawyer College, em New Hampshire, nos Estados Unidos, ao jornal The New York Times.
O “antagonismo recíproco” é uma relação em que ambas as pessoas se tratam com desprezo ou hostilidade. Estudos mostram que o número de adolescentes que tem esse tipo de relação chega a 70% nos EUA. O psicólogo Noel A. Card, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, relata em sua pesquisa que muitos destes relacionamentos antagônicos acabam acontecendo em decorrência de uma amizade que não acaba bem.
Em uma série de experimentos, um grupo de psicólogos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pesquisou este tipo de relacionamento em 2003 estudantes do ensino médio. Foi descoberto que a maioria dos adolescentes que responde às hostilidades de seus desafetos tem melhores notas e uma habilidade social mais desenvolvida.
A pesquisadora que liderou o grupo, Melissa Witkow, disse ao NYT que as pessoas costumam procurar uma relação simétrica, em que há um equilíbrio dos sentimentos dados e recebidos. Isso significa que quando alguém demonstra que não gosta de uma determinada pessoa, pode estar tendo apenas uma ação adaptativa, ou seja, desgostando de volta.
A principal consequência desse tipo de relação, segundo os psicólogos, é um maior autoconhecimento. Psicanalistas explicam que os grupos tendem a ficar mais coesos e com mais autoestima quando colocados em xeque por inimigos. Da mesma forma, as pessoas conseguem analisar mais os seus próprios defeitos ao se projetarem em seus inimigos.
Enfim, um inimigo real pode preparar o jovem para evitar as pessoas falsas e de pouca confiança na vida adulta. “No começo, ela parecia uma amiga incrível, mas depois, quando me aproximei mais, percebi que tipo de pessoa ela era”, diz uma garota no estudo de Card. Segundo o psicólogo, se a pessoa não conhece os tipos de pessoas, é mais difícil para ela descobrir a que tipo pertence.

Fonte: www.delas.ig.com.br

Ganhar e Perder III



[continuação]


O efeito positivo dessa prática para o corpo é mensurável na redução de problemas cardíacos associados ao estresse, pressão alta, dores crônicas e distúrbios de sono.
Em alguns casos, esses males desaparecem completamente. O relaxamento também é possível sem a caminhada.
Quer tentar?
Sente-se tranquilamente em uma cadeira e murmure de forma inaudível um “mantra”, se possível, sem significado – por exemplo, “iamon”. Após alguns minutos, o seu diálogo interno para. Com o treino, isso ocorre mais rapidamente.
O efeito também pode ser cientificamente conferido: o eletroencefalograma (EEG) mostra que as correntes cerebrais se tornam mais lentas, o cérebro funciona no chamado ritmo alfa (uma forma de relaxamento semelhante às fases de sono profundo).
Em alguns casos, a pessoa não sente mais o corpo. Esses são momentos raros, nos quais a porta para o subconsciente se abre. Boris Becker fazia exatamente assim: na noite anterior a um jogo importante, ele se isolava em seu quarto de hotel, colocava- se nesse estado de relaxamento e sonhava com seu sucesso nos momentos decisivos do jogo. Em pensamento, se via fazendo uma ótima jogada, enquanto seu opositor ficava indefeso na base. Quando adormecia com essa imagem na cabeça, seu subconsciente continuava trabalhando incessantemente e ancorava a imagem desejada como algo já atingido – como “verdadeira”.No dia seguinte, quando a situação antecipadamente sonhada se tornava realidade, Boris Becker já havia vencido internamente. Considerando a certeza da vitória, já não restava espaço para a hesitação durante o saque, e não havia dúvida de que ele seria capaz de fazer as melhores jogadas. Tudo ocorria de forma mais ou menos automática.
E o mais importante: ele não levaria em conta um possível erro.
Obviamente não adianta sonhar que o adversário erra, já que se trata de interferir na realidade interna, subjetiva, mandando mensagens para o próprio cérebro.
Só podemos fazer isso conosco, nunca com os outros. Quando você também quiser afastar hesitações que podem enfraquecê-lo em momentos decisivos (ao apresentar um trabalho, submeter-se a uma entrevista de emprego, participar de uma reunião importante ou conversar com alguém querido sobre tema difícil), pode realizar um exercício duas vezes por dia, durante dez minutos, com intervalo de algumas horas entre eles. Assim que estiver totalmente relaxado e conseguir calar seu diálogo interior, visualize os seus objetivos pessoais em imagens o mais marcantes possível, dizendo a si mesmo que o objetivo já foi atingido.
E, então, deixe que seu cérebro faça o resto.
Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ganhar e Perder II


[continuação]


Quando perguntaram certa vez ao boxeador ucraniano Wladimir Klitschkocomo se preparava mentalmente para os embates, respondeu: “Quando tenho grandes lutas à frente, sonho com elas”. O que ele via nesses sonhos? “Eu vejo o fim que desejo, a vitória; exatamente como no cinema, os sonhos se tornam realidade.”
O truque, portanto, é partir triunfante rumo ao objetivo antes do início da partida. Seguindo esse raciocínio, a postura mais indesejável que se pode ter ao chegar à linha de largada é “vejamos até onde se pode chegar”. Tudo isso parece muito esotérico? Talvez você já conheça a seguinte situação: a pessoa ajusta o relógio à noite para levantar às 6 horas – e na manhã seguinte acorda às 5h59, antes mesmo de o despertador tocar.
Como pode ser?
Simples: o subconsciente trabalha diligentemente para cumprir objetivos. O relógio biológico é, nesse caso, apenas um pequeno exemplo das possibilidades que podem se abrir para uma pessoa. É possível, sim, usar esse potencial em causa própria. Primeiramente, é preciso interromper o “diálogo interno” – uma espécie de bate-papo repetitivo (e em geral com teor acusatório) que acontece em nossa cabeça quando, por exemplo, nos cobramos por eventuais falhas.
Essa discussão interior é algo muito diferente de reconhecer os próprios erros e traçar estratégias para não voltar a cometê-los. Em geral acontece de forma consciente, mas é alimentada pelo subconsciente, e por isso nem sempre é simples ter controle sobre ela. Nesse caso, práticas específicas de relaxamento podem ser bastante úteis e afastar pensamentos prejudiciais.
Técnicas orientais – como a meditação zen, para desenvolver a habilidade de não pensar em nada – costumam ser eficazes. Ocorre que qualquer um que faça a tentativa logo percebe queatingir esse estado de “esvaziamento mental” não é nada fácil. Ou você consegue não pensar em um elefante azul logo após ler estas palavras?Por isso, o cardiologista americano Herbert Benson, da Escola de Medicina de Harvard, recomenda: se não é possível pensar em nada, pense em quase nada, sem a preocupação de encontrar sentido ou fazer associações.
Em resumo, deixe que os pensamentos “passem”, sem tentar controlá-los. Uma forma de conseguir é com a “caminhada meditativa”, em círculos, na qual, a cada passo, se pensa apenas no seguinte: “À esquerda, à esquerda, à esquerda, à esquerda...”. Por meio dessa monótona repetição, pode-se distanciar o consciente do incessante diálogo interior, muitas vezes incômodo, e obter maior nível de relaxamento mental.
Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ganhar e Perder



Ganhar e perder entre as orelhas

Assim como atletas de alta performance, pessoas comuns podem usar a mente a seu favor para obter sucesso em atividades que exigem grande empenho



© MIKAEL DAMKIER/SHUTTERSTOCK
O mundo está repleto de gente talentosa, cheia de habilidades, capacitada para enfrentar os mais diversos desafios. Mas o sucesso não é garantido nem para essas pessoas, uma situação que intriga psicólogos. No esporte, esse fato é visto com frequência, e com o início da Copa do Mundo da África do Sul, em junho, e da Olimpíada de Londres, em 2012, mais uma vez os olhares se voltam para os atletas.
Não só os resultados, mas também a rotina de treinamentos e a forma como eles lidam com a ansiedade em cada competição chamam a atenção – e podem ensinar lições valiosas. Tomando por base suas performances, pode-se pensar em aspectos da vida de pessoas comuns, já que nem sempre esportistas bem preparados fisicamente conseguema vitória.
Afinal, apenas talento e treino não são suficientes para conquistar o lugar de campeão: o equilíbrio psicológico é fundamental. Que o diga a seleção brasileira, na final do campeonato mundial, em 1998, na França.
Uma postura mental adequada e o firme desejo consciente de vencer podem tornar o amador um vencedor – e isso vale não apenas para esportistas, mas para qualquer um que queira realizar com êxito uma atividade que exija esforço e dedicação. O tenista alemão Boris Becker, que já foi o primeiro do mundo nesse esporte, descreveu essa postura de forma muito acertada e curiosa: “Perder e ganhar acontece entre as orelhas”.
Em seu melhor período, Becker ganhava em jogos importantes o decisivo tiebreaker em nove de cada dez competições.Certa vez, logo depois do jogo um repórter de televisão perguntou ao atleta como sempre conseguia tal resultado. “Ah, eu já joguei essa partida ontem à noite”, respondeu. O repórter não deu grande importância à frase, mas esse parecia ser justamente o segredo do sucesso. Excelentes desempenhos – seja no esporte, na profissão ou na vida pessoal – muitas vezes são alcançados “antecipadamente”.
Oliver Kahn, goleiro que chegou perto de conquistar o título de melhor jogador do mundo pela Federação Internacional de Futebol (Fifa),“defendia” bolas críticas na noite anterior ao jogo decisivo. Da mesma forma, o piloto Michael Schumacher adotava a prática de se visualizar comemorando o primeiro lugar antes de a corrida começar.
Revista Mente & Cérebro n° 208, maio/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A ética do cachorro V








No lugar do terapeuta

Ao longo dos séculos, os animais sempre estiveram próximos do homem participando de atividades de caça, tração, locomoção, pastoreio, guarda e companhia. Esses vínculos com bichos de estimação transformaram tanto o estilo de vida das pessoas quanto os hábitos dos bichos (embora na maior parte das vezes eles sejam vítimas do ser humano). Nas últimas décadas, porém, surgiu um dado novo: o crescente interesse científico pelo estudo do potencial terapêutico dessa interação. Várias possibilidades de intervenção com a participação de animais têm aberto perspectivas de uso de recursos terapêuticos auxiliares para os profissionais da saúde e da educação.
Atualmente, muitos reconhecem que em geral os cães reúnem características que facilitam a aproximação com pacientes, como disponibilidade para oferecer carinho, o que desperta o afeto nos seres humanos e instiga o desejo de cuidar do outro – ainda que esse outro seja um cão.O primeiro relato da participação de animais em tratamento de saúde na sociedade ocidental contemporânea é do final do século XVIII , na Inglaterra. O Retiro de York, instituição psiquiátrica que empregava métodos terapêuticos considerados mais humanos para a época, mantinha coelhos, gaivotas, falcões e aves domésticas nos pátios e jardins frequentados pelos pacientes. Essas criaturas eram, geralmente, muito familiares, e acredita-se que, muito mais que um prazer inocente, despertavam sentimentos de sociabilidade e benevolência nos internos.No século XIX houve um grande crescimento da participação de animais nas instituições mentais de vários países.
Mais tarde, quando os primeiros textos científicos começaram a ser publicados, tal prática já não era tão rara. Em 1944, James Bossard escreveu um artigo sobre o papel dos animais domésticos na família, em especial para crianças pequenas. Mas foi na década de 60 que o psicólogo americano Boris M. Levinson iniciou uma série de estudos de situações clínicas nas quais a presença do animal era fundamental no processo terapêutico. Um cachorro, por exemplo, poderia satisfazer a necessidade humana de lealdade, confiança e obediência.
A relação da criança com o animal permite nuances num nível intermediário, que diferem das interações estabelecidas com pessoas e objetos inanimados.Afinal, ainda nos primeiros anos é possível perceber que brinquedos não podem dividir sentimentos, pois não são vivos, não crescem nem respondem. Segundo Levinson, “diferentemente da relação que estabelece com a boneca, a criança pode conceber o animal como parte de si mesma, de sua família, capaz de passar pelas mesmas experiências que vive”. Esse relacionamento oferece aos pequenos a possibilidade de se expressar com mais liberdade.
Posteriormente aos estudos de Levinson, merecem destaque as pesquisas dos psiquiatras Samuel e Elizabeth Corson. Na década de 80, eles usaram cães na psicoterapia em instituições psiquiátricas. A experiência foi realizada com 50 pacientes com alto grau de introversão que não respondiam ao tratamento convencional e relutavam em estabelecer contatos. Apenas três deles não apresentaram melhoras em seu estado clínico. Os demais desenvolveram, gradualmente, desejo de independência, sentimentos de autoestima e senso de responsabilidade.

(Por Sabine Althussen, mestre em psicologia clínica pela USP)

Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010


A ética do cachorro IV




© WOLF MOUNTAIN IMAGES/SHUTTERSTOCK
[continuação]
LOBOS ADULTOS RE FREIAM A FORÇA ao brincar com os filhotes, mantendo o jogo divertido e equilibrado para todos
3. Admita quando estiver errado.
Mesmo quando todos querem manter as coisas certas, a brincadeira às vezes desanda. Quando um animal se comporta mal, exagera na animação e acidentalmente machuca seu companheiro, ele se desculpa, exatamente da mesma forma como a maioria dos seres humanos faria em situação similar. Após uma mordida mais forte, um aceno de cabeça envia o “recado”, como se afirmasse: “Desculpe pela minha atitude, mas ainda é uma brincadeira, apesar do que fiz. Não vá embora; vou brincar de forma mais respeitosa”. Para a brincadeira continuar o indivíduo que sofre a ofensa deve aceitaras desculpas – e isso de fato ocorre na maioria das vezes. A compreensão e a tolerância surgem durante o “jogo”, assim como em outras situações da vida rotineira da matilha, como no momento da caça ou da divisão de alimentos.
4. Seja honesto.
Tanto um pedido de desculpa como um convite para brincar devem ser sinceros; os indivíduos que continuam a brincar de forma desleal ou a enviar sinais desonestos rapidamente serão excluídos pelo grupo. E isso traz consequências bem mais graves que a simples redução do tempo de diversão. A extensa pesquisa de campo de um dos autores (Bekoff) mostra, por exemplo, que os coiotes jovens que não brincam de forma adequada com frequência acabam deixando sua matilha e têm probabilidade quatro vezes maior de morrer que os indivíduos que permanecem com os outros.Do ponto de vista evolutivo, a violação de regras sociais estabelecidas durante as brincadeiras não faz bem para a perpetuação dos genes. O jogo honesto e divertido para todos pode ser entendido como uma adaptação evoluída que permite aos indivíduos formar e manter os vínculos sociais. Assim como acontece com os humanos, os canídeos formam intrincadas redes de relacionamentos, desenvolvem normas básicas da justiça que guiam o jogo social entre semelhantes e se apoiam em regras de conduta capazes de manter a sociedade estável. Em última instância, o objetivo é garantir a sobrevivência de cada indivíduo. Essa inteligência moral é evidente tanto em animais selvagens quanto em cães domesticados. É bem possível que tal noção de certo e errado tenha permitido às sociedades humanas florescer e se espalhar pelo mundo. Pena que o homem moderno às vezes se esqueça de procedimentos simples e eficazes, como ser claro, cuidadoso, humilde e sincero. Talvez seja hora de voltarmos a aprender algumas lições com nossos amigos de estimação.
Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010

A ética do cachorro III

© MARTIN VALIGURSKY/SHUTTERSTOCK
[continuação]

Comunicação diretae sem subterfúgios: princípio central da sociedade canídea

1. A comunicação deve ser clara.
Os animais anunciam que querem brincar e não lutar ou acasalar. Os canídeos abaixam a cabeça para indicar essa intenção, engatinham sobre as patas dianteiras, apoiando-se nelas, enquanto as pernas traseiras continuam eretas. Os acenos são usados quase que exclusivamente durante a brincadeira e são altamente estereotipados, ou seja, sempre parecem os mesmos (para que o recado “Venha brincar comigo” ou “Aindaquero brincar” fique bem claro). Mesmo quando um animal sinaliza a predisposição para brincar com uma inclinação da cabeça e prossegue com ações aparentemente agressivas, como mostrar os dentes, rosnar ou morder, seus companheiros demonstram submissão ou fuga apenas em 15% dos casos, sugerindo que eles confiam no recado deque qualquer coisa que se siga não será arriscada. A confiança na comunicaçãohonesta do outro é essencial para o bom funcionamento do grupo.
2. Cuidado com os modos.
Os animais tendem a considerar as aptidões lúdicas de seus companheiros e se engajam na tarefa de dar vantagens ao mais fraco e na troca de papéis para criar e manter igualdade de condições durante a interação. Por exemplo, um coiote talvez não morda seu companheiro de brincadeira tão forte quanto seria capaz, na tentativa de equilibrar a situação para manter o jogo justo. Um membro dominante da matilha pode desempenhar uma troca de lugar, deitando-se de costas (sinal de submissão que nuncaseria oferecida durante uma agressão efetiva) para deixar seu companheiro de status inferior ter a sua vez de “vencer”. As crianças também se comportam dessa forma ao brincar, por exemplo, intercalando os papéis de vencedores numa simulação de luta. Ao manterem as coisas justas dessa forma, todos os membros do grupo se aproximam uns dos outros, participam de atividades descontraídas e, ao mesmo tempo, constroem laços – o que faz com que o grupo permaneça coeso e forte.

Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010

http://www.mentecerebro.com.br/


A ética do cachorro II


Quando eles se comportam mal ou acidentalmente machucam um companheiro de brincadeiras, logo procuram se desculpar, exatamente como faria um ser humano bem-educado

© SHARON MONTROSE/THE IMAGE BANK /GETTY IMAGES

[continuação]
A brincadeira também tem a função de ajudar a construir a relação de confiança entre os membros da matilha, permitindo divisões de trabalho, hierarquias de domínio e cooperação na caça, na criação dos mais novos e na defesa de comida e de território. Essa estrutura lembra muito a dos homens primitivos, e a observação de suas brincadeiras pode oferecer um vislumbre do código moral que permitiu o desenvolvimento das sociedades ancestrais.
Quando os canídeos e os outros animais se divertem juntos adotam comportamentos como morder com força, montar em cima do outro, chocar os corpos – ações que podem ser facilmente interpretadas de forma equivocada pelos participantes. Porém, anos de análises feitas por um de nós (Bekoff) mostraram que esses indivíduos negociam cuidadosamente a brincadeira, seguindo quatro regras gerais para impedir que a atividade lúdica se transforme em briga.

Da revista Mente & Cérebro n° 208, de maio/2010

A ética do cachorro



Quando eles se comportam mal ou acidentalmente machucam um companheiro de brincadeiras, logo procuram se desculpar, exatamente como faria um ser humano bem-educado

© SHARON MONTROSE/THE IMAGE BANK/GETTY IMAGES

Todos que convivem com cães sabem: eles aprendem as regras da casa que os acolhe e quando quebram alguma norma expressam fisicamente o arrependimento alguns se escondem e cobrem os olhos, outros se abaixam ou arrastam-se pelo chão, num gesto geralmente gracioso o bastante para garantir o rápido perdão dos donos. Porém, poucas pessoas param para se perguntar por que esses animais têm um senso tão aguçado de certo e errado. Estudos recentes mostram que canídeos (animais da família dos cachorros, como raposas e lobos) seguem um código estrito de conduta ao brincar, ensinando aos filhotes as regras de engajamento social que permitem a manutenção de sociedades bem-sucedidas.Os chimpanzés e os outros primatas que não o ser humano são notícia nos jornais quando os pesquisadores, usando a lógica, procuram nesses parentes mais próximos do homem traços semelhantes aos nossos – e descobrem evidências de seu senso de justiça. Nosso trabalho, entretanto, sugere que as sociedades canídeas selvagens podem ser as melhores análogas aos grupos de hominídeos primitivos: ao estudarmos cachorros, lobos e coiotes descobrimos comportamentos que nos remetem às raízes dos valores éticos humanos.Podemos definir a moralidade como um conjunto de comportamentos inter-relacionados em deferência aos outros, que tem por finalidade desenvolver e regular as interações entre os indivíduos. Atitudes como altruísmo, tolerância, disponibilidade para o perdão e a empatia, bem como a noção de justiça, ficam evidenciadas rapidamente na forma igualitária com que os animais da família dos cachorros brincam entre si. Nessas situações, os lobos e os coiotes adultos, por exemplo, seguem um código estrito de conduta.
Fonte: Revista Mente & Cérebro n° 208, maio/2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Acreditável

Eu não resisto:

"Quousque tandem abutere pacientia nostra???"

trazendo para o bom português:

Até quando abusarão da nossa paciência???

De minha parte, eu garanto:

Eles, e mais os outros 51, não emplacarão 2.011!!!

Restarão 27 para serem destituídos daqui há 4 anos...

Você me ajuda???

Ou melhor:

Não quer ajudar o B R A S I L ?????????????????

Inacreditável III


Inacreditável!!!
Discutindo em plenário a convocação dos jogadores da seleção brasileira de Futebol!!!!

Inacreditável II


Inacreditável!!!
Discutindo a lista de jogadores convocados para a seleção brasileira de Futebol para a Copa da África....

Inacreditável I


Inacreditável!!!
Discutindo a convocação de jogadores da seleção brasileira de futebol em Plenário do Senado!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A luta contra a sacolinha

Foto: Getty images
Incentivadas pelo governo, redes de supermercado brasileiras encorajam a substituição das sacolas de plástico
Foto: Agência Estado

Isis Nóbile Diniz, especial para o iG 06/05/2010 12:38

Os supermercados brasileiros estão em guerra contra as sacolinhas. As três redes líderes em faturamento distribuíram 372,9 milhões de sacos plásticos a menos no ano passado. Uma delas quer eliminar para sempre o uso das sacolinhas até 2014. E é melhor o consumidor se acostumar: caixas de papelão e sacolas retornáveis, as chamadas ecobags, prometem ser a norma em breve.
Ao total, todos os supermercados brasileiros consomem em média 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais anualmente. Os Estados Unidos, em comparação, consome

10 bilhões de sacos de papel - os americanos usam o material no lugar das sacolas plásticas.

"A questão das sacolas plásticas é debatida desde 2007", explica o presidente da Abras, Sussumu Honda. "Agora, com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos pela Câmara dos Deputados, cada empresa tem se posicionado com sua estratégia para seu público", afirma. Com a nova legislação, todos os setores - produtor, comerciante, consumidor final e serviço de limpeza urbana - serão responsáveis pelos materiais. Aliás, quem contratar serviço de reciclagem terá incentivos fiscais. A lei ainda precisa da aprovação do Senado. O uso de sacolas de plástico disparou na década de 1980, quando os grandes supermercados se popularizaram. Atualmente, a produção de plástico é 20 vezes maior do que há 50 anos, sendo que 80% do lixo plástico é composto por embalagens utilizadas uma única vez. A ONG Iniciativa Verde afirma que colocar em duas sacolas de supermercado o que poderia ser levado em três reduz em 20% sua emissão de CO2 - gás que causa o aquecimento global.

Disputa para ser mais ecoeficiente O Grupo Pão de Açúcar - Extra, CompreBem, Sendas, ABC CompreBem e Assai - disse que reduziu em 30% (91 milhões de unidades) sua distribuição de sacolas plásticas. Ele possui um programa no qual clientes que usem sacolas retornáveis ganham vale-compras. No ano passado, os clientes da classe C, do CompreBem, foram os que mais adquiriram as sacolas retornáveis - ou "ecobags".

O Walmart Brasil anunciou que estenderá para todas as lojas um programa que devolve ao consumidor o valor de R$ 0,03 de cada sacola não utilizada. O preço é calculado no caixa por cada cinco itens adquiridos - quantidade média de produtos embalados em uma sacola, de acordo com o Instituto Akatu. Assim, em uma compra de 200 itens, o cliente receberá R$ 1,20. Segundo a empresa, o programa já tirou do meio ambiente 22,8 milhões de sacolas plásticas e concedeu R$ 686 mil. Até 2013, o Walmart espera reduzir o uso de sacolas plásticas em 50%. No ano passado, conseguiram diminuir 10% (138,9 milhões).

O uso de sacolas retornáveis, as chamadas ecobags, vai ser mais incentivado
Por sua vez, o Carrefour afirmou que quer banir o uso de sacos plásticos em quatro anos. As lojas da rede na França, China e Polônia já não oferecem a sacola plástica tradicional. No lugar, comercializará sacolas retornáveis e biodegradáveis, produzidas a partir do milho. Em 2009, a rede conseguiu diminuir em 15% (143 milhões de unidades) a distribuição de sacolinhas comparando ao ano anterior. "Há poucos anos, as ações de cunho socioambiental feitas por empresas eram vistas pelo consumidor com muita reserva. Em pequisas sobre o tema, os clientes diziam que as empresas queriam ganhar vantagem", conta o sócio-sênior da consultoria empresarial de varejo e de marketing GS&MD - Gouvêa de Souza, Luiz Goes.
Hoje, Goes acredita que o consumidor valoriza mais essas ações desde que fique claro que não se trata de oportunismo. "Gradualmente, as empresas têm o desafio de associar a marca à preservação ambiental. Por isso elas têm investido, por exemplo, em construção de unidades que poupam mais o meio ambiente e na valorização dos funcionários", diz Goes. Além disso, ser sustentável é um investimento que barateia os custos.

As opções são escassas As sacolas plásticas são produzidas a partir do petróleo ou do gás natural, recursos não-renováveis, e demoram cerca de 400 anos para se decompor. Como alternativa, no lugar dela poderiam ser usadas sacolas recicladas. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não permite a troca por questão de segurança à saúde. Outra opção seria sacolas de papelão. No entanto, é consumido 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora pelos brasileiros -- nos Estados Unidos, são cortadas nada menos que 14 milhões de árvores por ano apenas para abastecer esse mercado, um número inviável para os padrões daqui. Por sua vez, o plástico oxibiodegradável, que se despedaça em partículas minúsculas e considerado uma alternativa, é tema de polêmica. Segundo pesquisadores, os pedacinhos poderiam contaminar a água e serem consumidos por animais. Além disso, ele não pode ser reciclado.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Perigos da poluição para o cérebro


Agentes tóxicos comuns no ar – como carbono preto, material particulado e ozônio –podem provocar sérios efeitos na cognição de crianças e adultos

© PATRICK HERRERA/ISTOCKPHOTO

O exercício nas ruas com trânsito pesado pode expor o cérebro a níveis nocivos de poluição
Em uma época em que tanto se discute o derretimento das calotas polares e a destruição das florestas e da camada de ozônio, é quase redundante dizer quanto as substâncias emitidas por automóveis e usinas a carvão são prejudiciais ao sistema respiratório.
O que pode surpreender é o grau de danos que esses poluentes podem provocar no cérebro – sendo a exposição a eles, em certos casos, tão prejudicial quanto ao chumbo. Estudos recentes mostram que agentes tóxicos comuns no ar como o carbono preto, o material particulado e o ozônio podem ter efeito negativo sobre capacidades como aquisição de vocabulário, tempo de reação e até mesmo sobre a inteligência, de forma geral.
O mais recente desses estudos, realizado em Nova York, no qual grávidas usaram monitores pessoais de ar durante toda a gestação, descobriu que crianças de 5 anos expostas a níveis altos de poluentes urbanos – conhecidos como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) – quando ainda estavam no útero apresentavam quociente intelectual (QI) 4 pontos inferior ao das que foram expostas a quantidades menores das substâncias.
De modo alarmante, “a queda foi semelhante à observada em exposições a baixos níveis de chumbo”, comenta a epidemiologista Frederica Perera, diretora do Columbia Center for Children Environmental Health e autora principal do estudo. A alteração dos índices de QI foi suficiente para causar queda no desempenho escolar e nas notas em testes simples.
“E esses níveis de poluição que medimos no estudo nem foram expressivamente altos, se comparados àqueles de outras áreas urbanas”, observou a pesquisadora. A maior parte dos poluentes HPAs vem de emissões de motores de veículos automotivos, especialmente de carros e caminhões movidos a gasolina e a diesel, além da queima de carvão. A fumaça do cigarro é outra fonte importante de poluentes; por isso pesquisadores não consideraram no estudo crianças que convivem com fumantes.
Um dado importante é que o cérebros infantil em desenvolvimento não é o único atingido pela poluição. Pesquisa de 2008 em adultos de 20 a 50 anos, conduzida em conjunto pelas escolas de saúde pública da Universidade Harvard e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, identificou redução de atenção, memória de curto prazo e tempo de reação, diminuição esta relacionada ao ozônio e equivalente a um declínio intelectual em meninos e meninas de 3 anos e meio a 5 anos.
O que os especialistas se perguntam agora é: o que pode ser feito em relação a esses poluentes prejudiciais ao cérebro? “A resposta não é mistério: precisamos de melhores políticas para o congestionamento de tráfego, de tecnologias para energias alternativas e de eficiência energética”, afirma Frederica. Felizmente, também há maneiras mais imediatas de reduzir a exposição aos elementos químicos tóxicos, como limitar as atividades físicas ao ar livre nos dias mais poluídos.
Os alertas sobre os riscos da qualidade do ar se tornaram parte rotineira das previsões de tempo matutinas. “Se não puder evitar o exercício ao livre, vale a pena diminuir o ritmo, por exemplo, substituindo a corrida por uma caminhada”, sugere a administradora da U. S. Environmental Protection Agency, Lisa Jackson. A alternativa é evitar caminhar, correr ou andar de bicicleta em vias de grande movimento de ônibus, caminhões e carros. Até os controles de emissões e as políticas ambientais surtirem um efeito significativo sobre os níveis de poluentes relacionados a tráfego, a melhor saída é expor o mínimo possível nosso cérebro e o de nossos filhos.
Fonte: Revista Mente & Cérebro n° 210, de abril/2010
Voce pode ver também em www.mentecerebro.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Viajar


Viajar traz satisfação, mas o efeito dura pouco

Efeito de um passeio relaxante pode durar até duas semanas; depois disso as preocupações cotidianas anulam a sensação

© lolloj/shutterstock

Vários estudos já mostraram que tirar férias melhora a qualidade de vida das pessoas, aumenta a predisposição ao otimismo e ao bom humor e ainda favorece o estado geral de saúde.
Mas quanto tempo dura esse efeito?
Poucas semanas, segundo uma pesquisa feita na Universidade de Roterdã, na Holanda, publicada na revista Applied Research in Quality of Life.
O objetivo do estudo era saber se quem viaja é mais feliz. A resposta encontrada foi pouco conclusiva: depende de vários fatores.
Logo depois da viagem as pessoas se mostram, sim, mais satisfeitas, mas essa sensação desaparece logo. A pesquisa revelou que, no melhor dos casos, quando o passeio é extremamente relaxante, o efeito pode durar até duas semanas – depois desse período, as preocupações com o cotidiano anulam os benefícios.
Mesmo assim, os cientistas argumentam que essa trégua no estresse é melhor que nada. E reforçam o que já tem sido divulgado há algum tempo: viagens curtas, porém mais frequentes, são melhores, do ponto de vista da saúde mental, que as mais longas apenas uma vez por ano.

Do site: www.mentecerebro.com.br

Meditação

Meditação “engrossa” o cérebro para reduzir a dor

Córtex cingulado anterior é mais volumoso em adeptos da prática budista do que em pessoas que nunca utilizaram a técnica

© elena ray/shutterstock


Pesquisas já mostraram que a prática da meditação zen pode reduzir o limiar de sensibilidade à dor, o que é particularmente interessante para pessoas que sofrem de doenças crônicas como artrite reumatoide ou fibromialgia. O mecanismo que explica esse efeito foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá.

Por meio de técnicas de neuroimageamento, os cientistas observaram que uma estrutura central do cérebro – o córtex cingulado anterior – é mais volumosa nos adeptos da prática budista do que em pessoas que nunca meditaram. Essa área cerebral não só é responsável pelo processamento dos estímulos dolorosos como participa da emoção e da tomada de decisões.

O estudo foi publicado na revista Emotion. O uso compulsivo da comunicação virtual está frequentemente associado a sintomas depressivos. A conclusão é de um estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que avaliou 1.319 voluntários com idade entre 16 e 61 anos. Do total, apenas 1,2% dos voluntários foi considerado dependente da rede mundial de computadores, mais foi aí que se concentrou a maioria dos casos moderados ou graves de depressão.

Nesse grupo, as pessoas tinham 21 anos, em média. Segundo os autores, não é possível saber se depressivos são atraídos pela internet ou se é o uso da rede que intensifica a tendência ao distúrbio. Eles argumentam que o mais importante é analisar as implicações dessa relação e estabelecer claramente os efeitos dessa prática na saúde mental.

O objetivo é evitar casos como os da cidade de Bridgend, no País de Gales, em 2008, quando vários adolescentes, todos usuários compulsivos de internet, se suicidaram.

Do site: www.mentecerebro.com.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Você viu isso???

Foto: Getty Images

Chimpanzés têm consciência da morte, aponta estudo
Pesquisa afirma que os animais podem ter consciência da morte, assim como os seres humanos

AFP 26/04/2010 18:03

Os chimpanzés, primos mais próximos do homem na escala evolutiva, parecem muito conscientes da morte, assim como os humanos, segundo um estudo baseado em observações publicado nesta segunda-feira.
"Vários fenômenos foram considerados em um ou outro momento separando o homem das outras espécies, como a capacidade de raciocinar, de falar ou de utilizar ferramentas e a consciência de si mesmo, antes de a ciência demonstrar que essas divisões são, na realidade, mais relativas", explicou James Anderson, da Universidade de Sitling do Reino Unido, principal autor de um dos estudos publicados nesta segunda-feira na revista americana Current Biology, na edição datada de 27 de abril.
"A consciência da morte é um desses fenômenos psicológicos atribuídos durante um longo tempo somente aos humanos", afirmou o pesquisador.
Mas "as observações que temos feito em chimpanzés relacionando a perda de seu par e nos últimos momentos de vida, indicam que têm muita consciência da morte e, provavelmente, de maneira muito mais desenvolvida do que se suspeitava", acrescentou.
O estudo descreve as últimas horas e a morte de uma chimpanzé fêmea de idade avançada, que vivia em um pequeno grupo de primatas numa reserva na Escócia. Todos esses momentos foram filmados.
Nos dias que precederam a morte da fêmea, o grupo esteve muito silencioso e com a atenção concentrada nela, afirmou James Anderson. Muito pouco tempo antes de morrer, seus companheiros fizeram muito carinho e a enfeitaram.
Esses gestos nos últimos instantes buscavam determinar se ela ainda estava com vida. Quando chegou a morte, o grupo se afastou do corpo, mas pouco depois, a que seria sua filha mais velha voltou para permanecer próxima à fêmea morta durante toda a noite, afirmam os pesquisadores.
Em um segundo estudo, os autores observaram duas mães de chimpanzés que vivem livres, que continuaram carregando o corpo mumificado de seus filhotes durante semanas, após a morte deles em consequência de uma infecção respiratória.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Buraco Negro


Cientistas não conseguem reverter buraco negro e temem o pior


Carlos Cachaça
Publicado em 01/04/2010 07h30

O gigante acelerador de partículas em Genebra, conhecido como a “máquina do apocalipse”, finalmente parece ter honrado o nome. Cientistas que cuidam do gigantesco equipamento que fica no do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), estão em pânico.
Eles não conseguem reverter o mini buraco negro criado durante os experimentos do começo desta semana, quando fizeram partículas subatômicas colidir entre si na tentativa de recriar as condições do que seria o big bang, a explosão inicial que teria dado origem ao universo há quase 14 bilhões de anos.
Os temores se confirmaram. Apesar dos cientistas que participam do projeto terem afirmado que a energia gerada nas colisões seria insuficiente para gerar um buraco negro, agora eles lutam para tentar conter o fenômeno.
Mas o tempo é curto. Por enquanto, a fonte de energia, que passa a engolir tudo ao seu redor, ainda é microscópica, mas quanto mais demoram, mais o buraco negro cresce. Em poucos dias ele começará a destruir o túnel circular de 27 km de extensão, entre a fronteira da Suíça e França, onde as partículas foram aceleradas. Se a energia conseguir romper o equipamento, o acidente poderá representar o próprio fim do mundo.

domingo, 18 de abril de 2010

Relembrando!


Vejam só o que capturei na web:
"Os políticos só não são completamente inúteis,
porque
servem de mau exemplo"
= Autor desconhecido =

terça-feira, 13 de abril de 2010

As meninas e a matemática


Transmissão de um estigma

Estudo da Universidade de Chicago traz fortes evidências de que o baixo desempenho das meninas em matemática está relacionado com a didática adotada nas aulas – e não com a genética

© DIETMAR KLEMENT/ISTOCKPHOTO

Alunas são mais sensíveis à insegurança de docentes e tendem a reproduzi-la; fato não ocorre com os meninos.
A polêmica sobre o aparente fracasso feminino com os números e as contas surgiu em 2005, quando o economista Lawrence Summers, na época reitor da Universidade Harvard, defendeu que causas inatas estariam por trás da maior facilidade masculina para ciências exatas.
De lá para cá, muitos cientistas têm se manifestado contra a afirmação de Summers, sugerindo que a desvantagem das mulheres em áreas como computação e engenharia é determinada por fatores sociais.
A hipótese, no entanto, é difícil de ser comprovada experimentalmente, mas um estudo recente feito pela Universidade de Chicago traz fortes evidências de que o baixo desempenho de meninas em matemática tem origem na falha da didática daquele que ensina.
Os pesquisadores avaliaram, no início e no final do ano letivo, os níveis de ansiedade de 17 professoras americanas de ensino fundamental em relação às aulas de matemática, o que segundo os autores reflete sua insegurança no exercício da disciplina que é a base para as demais ciências exatas.
Os estudiosos analisaram também as notas dos alunos – 52 meninos e 65 meninas – ao longo do ano e a percepção deles no que diz respeito ao estereótipo de que a habilidade com números é uma característica masculina. Os resultados foram publicados nos Proceedings of the National Academy of Sciences.
Ao fim do período letivo, os dados apontaram uma correlação negativa entre os níveis de ansiedade das professoras e as notas das meninas, diferentemente do observado no início do ano, quando a diferença entre os sexos não era significativa.
Segundo os autores, por alguma razão as alunas são mais sensíveis à insegurança das professoras e tendem a reproduzi-la, o que não ocorre com os meninos. Isso foi constatado por meio da análise dos desenhos feitos pelos alunos a pedido dos pesquisadores. Eles contaram uma história sobre duas crianças: uma muito hábil em matemática e outra que gostava muito de ler.
Em nenhum dos casos o sexo do personagem foi definido. Em seguida, os estudantes tinham de desenhar a história. Na ilustração feita no início do ano, não houve predomínio de um ou outro sexo em ambas as histórias, mas o resultado mudou significativamente no segundo desenho feito no final do ano.
Nele, a maioria das meninas retratou a criança que gosta de ler como garota e a que prefere matemática como menino.
Do site: www.mentecerebro.com.br (08.04.2010)

Dr. Hollywood


“Dr. Hollywood seria cassado"


Médico astro de TV fere conduta ética, diz presidente do CFM

Fernanda Aranda, iG São Paulo 11/04/2010 15:00

Na próxima terça-feira, dia 13, entram em vigor as 118 normas do novo código de ética médica no País. O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d’ Ávila, diz que as propagandas estrelada por médicos, os programas de televisão, as clínicas de estética e de reprodução assistida são as áreas que mais sofrerão mudanças.

Presidente do CFM diz que opinião de paciente será central nas decisões médicas
Além disso, acredita ele, os pacientes passam a ser tão responsáveis pela escolha do tratamento clínico quanto seus médicos. Em entrevista ao iG, ele fala sobre as principais mudanças e diz que condutas como a do Dr. Hollywood (médico pop dos Estados Unidos que lidera um programa na RedeTV!) serão punidas.


Leia a entrevista.


iG: O novo código de ética é bem rigoroso com a questão da propaganda e a participação dos profissionais de saúde em programas de TV. O que muda a partir do dia 13?


Roberto d'Ávila: O médico não pode ser ator em uma propaganda. Os dentistas podem fazer publicidade de pasta de dente. No nosso meio é proibidíssimo, inaceitável. O Dr. Hollywood não é inscrito aqui no Brasil, mas se fosse, já estaria cassado. Já cassamos médicos que apareceram em programas de TV mostrando pacientes e, com o novo código, isso ficou definido de forma clara. Filmar paciente sendo atendido é autopromoção. O médico pode participar de chats, programas de TV, entrevista em revistas sempre no campo da orientação.


iG: A área que envolve muita publicidade médica é a cirurgia plástica. O CFM já tem um plano específico para a especialidade? Como fica com o novo código?


Roberto d'Ávila: Sim, o primeiro plano de ação é focado nas clínicas estéticas, que fazem lipoaspiração, implante de silicone. Nestes locais, inclusive, estão as principais falhas de conduta médica, contempladas pelo novo código para resguardar os profissionais e os pacientes. Descobrimos que há médicos atuando dentro de salões de beleza. O novo código diz claramente que profissional da medicina só pode atender em local destinado a este fim. Nossa função é fechar esses locais inseguros e punir os médicos com rigor.


iG: Outra área que suscitou debates éticos no passado foi a da reprodução assistida. Quais são as principais mudanças nesse campo?


Roberto d'Ávila: Já tínhamos uma resolução sobre esta área e agora colocamos no novo código de ética todo regramento da reprodução assistida. O medico não pode colocar embriões acima do número permitido pela resolução, porque depois é preciso fazer um procedimento chamado de redução, para que não cresçam três ou quatro fetos dentro da mulher. Isso é inaceitável. A sexagem (escolha do sexo do bebê) também é proibida. É claro que nós não estamos dentro das clínicas e sabemos que, não raras as vezes, é o próprio paciente quem faz este tipo de exigência. Pede para colocar mais de quatro embriões, todos do sexo masculino, porque o casal não tem um menino. É uma área de difícil fiscalização mas, se forem pegos (os médicos), serão punidos.


iG: O novo código de ética médica coloca o paciente em papel de destaque nas decisões de saúde. O senhor acha que os médicos vão lidar bem com isso?


Roberto d'Ávila: Acredito que os mais velhos possam ter alguma dificuldade, pois sempre estiveram no centro das decisões, mas os mais novos já convivem com essa realidade nos consultórios. Em linhas gerais, a mudança deve melhorar a relação entre pacientes e médicos. Será uma decisão partilhada e a nossa orientação é que todas as oportunidades apresentadas constem no prontuário. Isso protege o profissional e o cliente e vale para tudo: de uma dor de cabeça até para os cuidados paliativos ou ortotanásia (procedimento em que o paciente pode decidir a hora em que os cuidados médicos cessam por não existir perspectiva de reversão de quadro).


iG: Na prática, o que os pacientes poderão fazer com este novo código de ética? Denunciar os médicos?


Roberto d'Ávila: O paciente, ao conhecer o código de ética, pode exigir a melhor conduta por parte do médico e isso é essencial para estabelecer uma relação de confiança. O dever de conduta do médico acaba sendo um direito do paciente. O nosso código estabelece 118 artigos de dever de conduta. Se eles não forem observados nossa sugestão é que o paciente procure os conselhos de classe para fazer uma denúncia.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novo Código de Ética Médica



As principais mudanças do novo código de ética médica

11/04 - 15:00 - Fernanda Aranda, iG São Paulo

Após dois anos de discussão, 400 delegados médicos definiram novas regras em relação ao direitos dos pacientes e os deveres dos profissionais da medicina.
São 188 novos artigos que entram em vigor nesta terça-feira, dia 13.
O iG separou 19 deles que sintetizam as principais mudanças.
Confira!

1- LETRA LEGÍVEL
A receita e o atestado médico têm de ser legíveis e devem ter a identificação do médico

2-DIREITO DE ESCOLHA
O médico deve apresentar todas as possibilidades terapêuticas – cientificamente reconhecidas – e aceitar a escolha do paciente
3-CONSENTIMENTO ESCLARECIDO
O paciente precisa dar o consentimento a qualquer procedimento a ser realizado, salvo em caso de risco iminente de morte

4-ABANDONO DE PACIENTE
O médico não pode abandonar seu paciente

5-PACIENTES SEM PERSPECTIVA DE CURA
O médico deve evitar procedimentos desnecessários nesses pacientes. Em caso de doenças incuráveis, deve oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis, levando sempre em conta a opção do paciente

6-PRONTUÁRIO MÉDICO
O paciente tem direito a receber a cópia do prontuário médico

7-SEGUNDA OPINIÃO
O paciente tem direito a uma segunda opinião e a ser encaminhado a outro médico

8-ANÚNCIOS PROFISSIONAIS
É obrigatório incluir o número do CRM em anúncios dessa natureza

9-PARTICIPAÇÃO EM PROPAGANDA
O médico não pode participar de propaganda

10-RECEITA SEM EXAME
O médico não pode receitar sem ver o paciente, seja por meio de veículo de comunicação ou internet
11-RELAÇÕES COM FARMÁCIAS
O médico não pode ter relação com o comércio e a farmácia

12-SIGILO MÉDICO
O sigilo médico deve ser preservado, mesmo após a morte do paciente

13-CONDIÇÕES DE TRABALHO
O médico pode recusar a exercer medicina em locais inadequados

14-DENÚNCIA DE TORTURA
O médico é obrigado a denunciar tortura, isso vale para atendimento de possíveis vítimas de violência doméstica, por exemplo

15-DESCONTOS E CONSÓRCIOS
O médico não pode estar vinculado a cartões de descontos e consórcios, em especial na área de cirurgia plástica

16-FALTA EM PLANTÃO
Abandonar plantão é falta grave

17-MANIPULAÇÃO GENÉTICA
O médico não pode participar de manipulação genética

18-SEXAGEM
A escolha do sexo do bebê é vedada na reprodução assistida

19-MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
O paciente tem direito de decidir sobre os métodos contraceptivos que deseja usar
Decore!
Anote!
Exija!
Exerça o seu direito!

Novas orquídias






Abriram esta semana e me pegaram de surpresa...
E ... que surpresa!!!

Heliconia

Apresentando uma das minhas heliconias...





sexta-feira, 9 de abril de 2010

Crônica



Em 1970 éramos 90 milhões em ação, todos ligados na mesma emoção...
Mal nos demos conta, na oportunidade, da manipulação em que estávamos envolvidos pelo regime militar, a bordo da Copa do Mundo, que afinal viríamos a consquistar.
Lembrei-me do número a propósito de uma notícia recente de que, numa onda de NOVENTA MILHÕES de votos, alguém tinha sido eliminado num "paredão" do BBB10.
Aí a reflexão:
Ainda bem que não foram os mais de 190 milhões de brasileiros que somos hoje!
Ainda bem que eu não vejo ISSO, nem quaisquer similares.
Mas:
Triste e lamentável é perceber a quantas anda uma imensa faixa da população, ainda que aquela votação não represente o total de pessoas, eis que muita gente deve ter-se "desdobrado" ao telefone, digitando sem parar o fatídico número eliminatório do personagem que não lhe fez o gosto.
Triste e lamentável é perceber que as mídias detém tanto poder. Induzir e até fanatizar incautos em disputas pífias que não trazem às pessoas um mínimo de cultura, educação e sequer um grau mínimo de progresso mental, espiritual e até material, que seja!
Triste e lamentável é perceber que a população, nós afinal, não temos o menor senso crítico para separar o que realmente nos interessa em termos de Nação, a ponto de elegermos e reelegermos representantes os mais sórdidos e execráveis a ponto de sermos espoliados mansamente material e moralmente, por uma corja de bandidos engravatados que só fazem arquitetar golpes e golpes em próprio benefício.
No ponto cronológico que me encontro por idade, temo não visualizar qualquer mudança substantiva nesse quadro que eu possa alcançar ainda vivo.

Cláudio Natalício

domingo, 4 de abril de 2010

O Boi

É inacreditável
como o Boi








Aprendeu















a lavar ....












Minha homenagem a um grande professor!!!