terça-feira, 3 de maio de 2011

Ser Humano, vítima de si mesmo?


Publicado em 7-Apr-2011,  por Agnaldo Da Silva Lima Neto


     Ao abrirmos os olhos para a vida quando  nascemos todos os nossos instintos estão voltados para a preservação da nossa recém-existência. Com o passar dos anos, a motivação principal da vida passa da manutenção dessa para a busca da “satisfação pessoal”.  Segundo Maslow, temos que satisfazer  necessidades fisiológicas como sono, de segurança sob todos os aspectos, afetivas familiar e socialmente, necessidade de reconhecimento e de auto-realização. Nelas é que aparecem os problemas.

       Na busca da satisfação dessas necessidades, o ser humano usa os instintos, que são predisposições inatas e “padrões”. Esses  são os grandes responsáveis pelo descontentamento e contendas entre as pessoas, pois tudo que está fora desses “padrões” é descartado. Por exemplo, o padrão de beleza é de pessoas jovens e magras, e as pessoas idosas são depositadas aos montes em asilos até morrerem de tristeza, e pessoas ditas fora desse perfil são deixadas em segundo plano. Mas como o ser humano não é um animal, os instintos em nós só sobrevivem “na ignorância”, ou seja, até serem substituídos  “pelo conhecimento”. As pessoas inteligentes conseguem ver  “além das aparências”, característica essa própria de humanos, diferentes dos animais que são instintivos, vindo os inteligentes a conseguirem mais e dominarem os humanos que se comportam como animais. Como a inteligência porém não é algo muito buscado por um bom número de pessoas, a maioria delas “sofrem entre si” com a expressão de seus instintos uns contra os outros. “Com a medida que medirdes será medido”, diz a bíblia, confirmando isso. Quando alguma pessoa rejeita a presença de outra por causa da cor, vem outra e rejeita essa alguma por ser pobre e por aí vai. O resultado disso é o frequente descontentamento em muitas pessoas. Quando porém as pessoas que não o fazem aprenderem a ser humanas, e agirem como tal, todos teremos uma vida melhor. Melhor porque se “todos” pensarem no próximo, respeitá-los por quem são, não pelo que são ou têm, ou ainda pela aparência, e não desprezarem os deficientes físicos, os idosos , os obesos , os negros, as mulheres, os estrangeiros, os Judeus ou os islâmicos,  seremos muito mais felizes, pois se ninguém desprezar ninguém,  você e eu também não seremos desprezados. Não seremos desprezados nas filas dos hospitais, na hora de receber melhor remuneração de salários, na hora de expor uma idéia, etc. Devemos procurar canalizar nossas vontades para coisas boas e louváveis. E isso não é uma utopia, é a  tendência atual para a humanidade, abrindo caminho para uma nova era, onde o bem-estar das pessoas é a prioridade em vez do acúmulo de capitais. E o rádio, o telefone e o avião não eram utopias também antes de serem criados? Devemos tentar por em prática esses ideias de respeito, com prudência no entanto, pois existem ainda pessoas piores e mais cruéis que animais, que devem ser tratadas proporcionalmente ao perigo que representarem no momento. Esses ideiais que emanam do ser humano são fruto do lado divino que temos, pois fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, confirmados e encorajados por Jesus Cristo, nosso Mestre, que é responsável por tudo de bom que somos, temos ou conseguimos. Por isso, seja uma pessoa melhor ainda do que já é, DIGA NÃO AO DESPREZO!

Até uma próxima oportunidade.


do site: www.gestopole.com.br

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